A guerra e a democracia

(Francisco Seixas da Costa, in Blog duas ou três coisas, 30/05/2024)

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Numa intervenção que fiz, há minutos, na CNN Portugal (ver aqui) chamei a atenção para alguns aspetos da guerra na Ucrânia que, em minha opinião, têm sido pouco sublinhados. 

O primeiro é dizer, com todas as letras, que a NATO não está em guerra com a Rússia. Isto não é uma technicality, é uma realidade. E, que eu saiba, também nenhum Estado membro da NATO está em guerra com a Rússia. Se estiver, tem de avisar, porque todos os restantes Estados, nesse caso, têm de avaliar se são obrigados a mostrarem-se solidários com esse eventual “estado de guerra”.

A segunda é que não é por acaso que uma entidade chamada NATO não está, enquanto instituição de defesa coletiva a dar apoio material à Ucrânia, embora o jingoísmo verbal do seu secretário-geral possa induzir o contrário. Quem o faz, à medida decidida por cada um, sob um compromisso político, são os diferentes países NATO. Esses países, tal como a NATO, também não estão em guerra com a Rússia mas, ao contrário da NATO, podem prestar ajuda material a um país estrangeiro. E há algo que também tem sido pouco dito: nenhum país NATO é aliado militar da Ucrânia.

A terceira é uma coisa que alguns hesitam em dizer alto: a Rússia, até hoje, nunca ameaçou nenhuma fronteira NATO. E não o faz porquê? Porque sabe que, se acaso o fizer, terá de enfrentar a cláusula de defesa coletiva inscrita no artigo 5° do Tratado de Washington. Ou, para sermos mais claros: teria de haver-se com os EUA.

A quarta é um mito urbano recorrente: se a Ucrânia caísse nas mãos da Rússia, toda a Europa ficaria ameaçada, nenhum país europeu ficaria isento da ameaça de invasão russa.

Trata-se de um mito, por várias razões. Desde logo porque nenhum dos pressupostos subjacentes às ambições russas sobre o território ucraniano se verifica face a qualquer outro país europeu. Mas, dando de barato que a Rússia poderia ter essa ambição escondida, gostava que alguém respondesse a esta questão: se a Rússia não é capaz de tomar Kharkiv e, muito menos, Kiev, se, ao fim de dois anos e tal, se arrasta penosamente com avanços e recuos de algumas centenas de quilómetros no território ucraniano, há alguma plausibilidade de que venha a conseguir obter, por milagre, um poder militar que lhe permita chegar a países protegidos pela cláusula de defesa coletiva da NATO?

Percebo que esta “ameaça” possa ser um argumento para a manutenção de um “estado de alerta” em todo o espaço da aliança, para um maior empenhamento de todos e de cada um em matéria de defesa e segurança, mas não nos tomem por parvos: não há um mínimo de verdade de que a Rússia seja uma real ameaça militar para o espaço NATO. O que não significa, bem entendido, que seja indiferente à NATO o destino da Ucrânia, cuja queda na tutela russa seria muito negativa para os seus interesses.

A quinta é o facto deste sucessivo “deslizar” da guerra da Ucrânia para patamares de mais profundo envolvimento do ocidente no conflito, em casos mais recentes configurando o uso de meios que pressupõem uma mais direta intervenção na guerra (hipótese de criação de uma zona de exclusão aérea, pessoal de forças armadas NATO no terreno, etc.) dever ter um escrutínio democrático a níveis nacionais.

Se alguns países NATO, com a complacência ou sob o silêncio de outros, tomarem iniciativas que, a prazo, podem vir a envolver a organização e dos seus Estados num eventual conflito, eu, como cidadão português, quero que a Constituição da República seja respeitada: se Portugal vai entrar numa guerra, se essa possibilidade existe, então a Assembleia da República tem de dar o seu aval. Portugal não pode “ir entrando” numa guerra “devagarinho”, até ao dia em que isso seja um facto, sem que as instituições da República se tenham previamente – repito, previamente – pronunciado nesse sentido. Até lá, nenhum governo português tem mandato para concordar com decisões que possam levar o país a um estado de guerra.

Gostava que se pensasse a sério nisto, fora de ambientes emocionais.

Fonte aqui.

10 pensamentos sobre “A guerra e a democracia

  1. O embaixador não pode escrever outra coisa que o que a CNN permite! Porque esta também tem as suas linhas “vermelhas”! Mas o embaixador tem uma visão atlântica da situação, o que é normal para alguém que evolui desde há muito nos seus bastidores com a tendência social-democrata .

  2. De facto o sr. embaixador devia tomar um banho de “política real” e meditar seriamente nas palavras e no comentario de Whale Project que, de uma forma objetiva e contundente, pôs os pontos nos is de que ele se esqueceu.

  3. https://swentr.site/russia/598488-us-russia-nuclear-bomb/

    “Dmitry Suslov: É hora da Rússia pensar em um teste nuclear ‘demonstrativo’

    O bloco liderado pelos EUA perdeu o medo da nuvem em forma de cogumelo, mas ver uma talvez concentre algumas mentes

    Por Dmitry Suslov , membro do Conselho Russo de Política Externa e de Defesa, vice-diretor de Economia Mundial e Política Internacional da Escola Superior de Economia de Moscou e especialista do Valdai Club.

    Há todas as indicações de que os EUA e vários dos seus aliados poderão em breve permitir que a Ucrânia utilize armas ocidentais, incluindo mísseis de longo alcance, para atacar alvos localizados no seu território – como podemos dizer isto? – As fronteiras internacionalmente reconhecidas da Rússia. Ou aqueles que existiam antes do Maidan de 2014 em Kiev.

    Na América, como noticiou recentemente o New York Times, os apoiantes da ideia incluem o secretário de Estado Antony Blinken, a maioria dos republicanos no Congresso (incluindo o presidente da Câmara, Mike Johnson) e muitos membros do establishment da política externa, incluindo Victoria Nuland. , que recentemente renunciou ao cargo de vice-secretário de Estado. Na Europa, a Polónia, os Estados Bálticos, o principal partido da oposição da Alemanha, a CDU/CSU, e algumas figuras da Europa Ocidental, incluindo o chefe do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, David Cameron, estão a agitar a favor da medida.

    Recentemente, o Secretário-Geral da OTAN, Jens Stoltenberg, fez um apelo semelhante, mas não teria feito tais declarações se a questão já não tivesse sido considerada a nível prático e não tivesse recebido apoio substancial de Washington. Já chegou ao ponto em que o tema foi discutido ao nível dos chefes dos ministérios da defesa dos estados membros da UE.

    Tal decisão levaria o conflito a um nível fundamentalmente diferente, significaria o apagamento de uma das “linhas vermelhas” mais brilhantes que existem desde 24 de Fevereiro de 2022, e assinalaria a entrada directa dos EUA e do seu bloco da NATO na guerra. contra a Rússia. Na verdade, os ataques seriam realizados com base em coordenadas fornecidas pelos sistemas de inteligência ocidentais; as decisões sobre estes ataques seriam tomadas por oficiais militares ocidentais (os meios de comunicação social transmitiram repetidamente confissões de oficiais militares ucranianos de que todos os casos de utilização de mísseis ocidentais são coordenados antecipadamente por conselheiros militares ocidentais); e mesmo o botão provavelmente seria pressionado diretamente por oficiais militares ocidentais. Não é por acaso que o chanceler alemão, Olaf Scholz, justifica a sua relutância em transferir mísseis Taurus alegando que estes teriam de ser operados por militares alemães e não ucranianos.
    Caçador e caçado: como Joe Biden está ligado à corrupção, ataques terroristas e assassinatos políticos na Ucrânia

    É por isso que negar tal direito a Kiev foi a principal condição para lhe fornecer ajuda militar e um dos princípios fundamentais do envolvimento ocidental no conflito desde o início.

    Há pelo menos duas razões pelas quais o Ocidente está agora a discutir o abandono deste princípio. A primeira e principal delas é a posição cada vez mais difícil do exército ucraniano no campo de batalha. Não se esqueça que os líderes da NATO têm afirmado ao longo do tempo que o resultado é de importância existencial não só para a Ucrânia, mas também para eles próprios, pois determinará a natureza da nova ordem mundial. Por outras palavras, o próprio Ocidente deu ao conflito ucraniano o estatuto de uma Guerra Mundial e, portanto, a derrota de Kiev significará a sua própria derrota estratégica, o colapso final da ordem internacional centrada no Ocidente. Assim, quanto pior for a situação de Kiev na frente, maiores serão os riscos de escalada que o Ocidente está disposto a correr.

    A segunda razão é a relutância da Rússia em intensificar as relações com o Ocidente cada vez que cruzava uma “linha vermelha” e se tornava mais envolvida no conflito (fornecendo a Kiev tanques, aviões e, eventualmente, mísseis de longo alcance). Como resultado, o receio de uma escalada, que era relativamente elevado no início da operação militar, diminuiu gradualmente, como repetidamente salientaram as publicações ocidentais.

    Assim, o Ocidente passou a acreditar que o custo da derrota de Kiev é muito maior do que os riscos de um confronto militar directo com a Rússia, como resultado de permitir que as armas ocidentais ataquem profundamente no seu “antigo” território. As vozes daqueles que argumentam que mesmo desta vez Moscovo não infligirá danos militares directos aos países ocidentais estão a tornar-se mais altas.

    Esta lógica pode inevitavelmente levar à Terceira Guerra Mundial. E se o maior envolvimento do Ocidente no conflito na Ucrânia não for interrompido agora, uma guerra “quente” em grande escala entre a Rússia e a NATO tornar-se-á inevitável. Além disso, devido à superioridade dos EUA e dos seus 31 membros da NATO no domínio das armas convencionais, esta guerra irá inevitavelmente passar para o nível nuclear.

    Dentro de alguns meses (ou talvez até semanas), a mesma lógica será aplicada ao estacionamento de tropas ocidentais regulares na Ucrânia e depois ao início do abate de mísseis russos sobre ela. O regime de Kiev tem apresentado estas propostas com cada vez mais insistência ultimamente.

    Até mesmo de acordo com a actual doutrina nuclear russa (certamente uma doutrina de “tempos de paz” que necessita de ser reforçada), tal cenário equivaleria a fundamentos oficiais para a utilização de armas nucleares.

    Só existe uma forma de evitar um desenvolvimento tão catastrófico dos acontecimentos: um aumento acentuado da política de dissuasão e intimidação de Moscovo. A opção de “congelar” as operações militares ao longo da actual linha de demarcação, sem quaisquer condições políticas para Kiev e modalidades para as suas relações de segurança com o Ocidente, é completamente inaceitável.

    Algumas forças políticas no Ocidente defendem cada vez mais esta ideia e ameaçam uma escalada no caso da nossa recusa. Mas esta opção é categoricamente indesejável para nós, porque significa uma militarização ainda maior do que resta da Ucrânia e a sua integração militar ainda mais estreita com o Ocidente. Isto anunciaria o surgimento de uma ameaça ainda maior nas fronteiras da Rússia do que a que existia antes de 2022.
    Eis por que a abordagem habitual da América não está funcionando na Ucrânia

    Em vez disso, deveríamos primeiro dizer aos EUA e à NATO aproximadamente o que Moscovo já disse a Londres depois das palavras de David Cameron sobre o direito da Ucrânia de atacar em qualquer lugar com mísseis britânicos Storm Shadow. Nomeadamente, que no caso de um ataque ao “antigo” território russo, Moscovo reserva-se o direito de atacar quaisquer instalações dos países em causa, incluindo os EUA, em qualquer parte do mundo. Existem muitas bases militares americanas espalhadas pelo mundo.

    Em segundo lugar, é importante declarar oficialmente que se os EUA/NATO lançarem um ataque não nuclear em território russo em resposta a tal ataque russo, Moscovo poderá, por sua vez, utilizar armas nucleares – em plena conformidade com os “Fundamentos da Política de Estado Russa”. no domínio da dissuasão nuclear».

    Em terceiro lugar, uma vez que se tem falado de possíveis ataques não só a instalações britânicas, mas também a instalações americanas (e de uma possível resposta militar directa dos EUA), seria desejável realizar exercícios sobre a utilização de forças nucleares estratégicas, para além da exercícios atuais sobre o uso de armas táticas.

    Finalmente, para confirmar a seriedade das intenções da Rússia e para convencer os nossos adversários da vontade de Moscovo de escalar, vale a pena considerar uma explosão nuclear de demonstração (ou seja, não agressiva). Espera-se que o efeito político e psicológico de uma nuvem atómica em forma de cogumelo, transmitida em directo por todos os canais de televisão do mundo, traga de volta aos políticos ocidentais aquilo que evitou as guerras entre as grandes potências depois de 1945, e que agora perderam em grande parte: o medo da guerra nuclear.

    Este artigo foi publicado pela primeira vez por Profile.ru , traduzido e editado pela equipe RT”
    (tradução automática)

  4. Só não concordo totalmente com o ponto 4. quando o embaixador afirma: “… se a Rússia não é capaz de tomar Kharkiv e, muito menos, Kiev, se, ao fim de dois anos e tal, se arrasta penosamente … “.
    Aqui o embaixador não pode ser peremptório, para o ser, teria que estar no conhecimento do que o estado-maior russa determina às suas tropas.

    Sobre certezas, basta referir que as pitonisias previam para o fim de Março de 2022, o esgotamento dos misseis e o ajoelhar Rússia. Com base em quê foi feita a afirmação? Presumo eu que, na leitura das vísceras de um qualquer bode sacrificado.

    Quanto aos restantes pontos estão correctos, e não é uma “technicality”, o facto de a Rússia ter designado a “guerra” como uma Operação Militar Especial. Ver a definição de guerra na wikipedia e a nota nº1.

  5. No fim de contas, bem vistas as coisas, a argumentação do embaixador não é muito diferente da do maquiavélico Stoltenberg, a quem ouvi ontem dizer que a Ucrânia tem todo o direito à autodefesa e nós temos de a ajudar a fazer valer esse direito, mas isso não significa que nos estejamos a meter no conflito. Como disse? Mais de meia NATO já decidiu a data do ataque da Rússia (tipo guerra do Solnado, não é nesta porta é na do lado!), mais de meia NATO só fala de guerra, de armamento, de recrutamento e afins, mais de meia NATO tem gente e material na Ucrânia e o embaixador diz “com todas as letras, que a NATO não está em guerra com a Rússia.”! E bate na mesma tecla “que eu saiba, também nenhum Estado membro da NATO está em guerra com a Rússia.”! E mais de meia NATO acha que a Ucrânia tem o direito de disparar contra a Rússia para destruir as armas com que é atacada. Mas suponho que essa mesma mais de meia NATO achará que a Rússia não tem o direito de fazer o mesmo. E por que carga d’água é que não seria “indiferente à NATO o destino da Ucrânia, cuja queda na tutela russa seria muito negativa para os seus interesses”? Quer dizer, metem-se num vespeiro, e quando a saída do vespeiro implica perder a face, isso é “muito negativo para os seus interesses”!
    Já não falo nos motivos que levaram a este vespeiro, nem nas conversações de paz de Março/Abril de 2022 na Turquia para acabar com o vespeiro e que a UE sabotou. Seria uma argumentação muito longa, que é do conhecimento do Estátua de Sal, também é, por certo, do conhecimento do embaixador, mas que poucas vezes, muito poucas vezes, vi devidamente explanada nos nossos meios de comunicação.

  6. Concordo com o comentário do Whale project. É claro que estamos em guerra com a Rússia. O Embaixador saberá certamente que as guerras não se declaram, são situações de facto, como resulta aliás do direito internacional. O que o sr. Embaixador faz é ler a cartilha da NATO, com uns pós de perlimpimpim para adoçar, e que no fundo visa colocar sobre a Rússia o ónus de um possível confronto directo com os EUA/NATO/Ocidente , que a Rússia tem tentado evitar e o ocidente tudo tem feito para provocar. Continua a viver no mundo da fantasia em que a Rússia tem medo de se confrontar com os EUA., quando esse país não está em condições de travar uma guerra convencional com a Federação Russa na europa, e seria igualmente obliterado em caso de confronto nuclear. Portugal não é um país soberano, e como tal não é uma democracia. O que fazem ou dizem as “instituições da república” num quadro em que estamos submetidos à UE e à NATO é indiferente. Dirão o que lhes mandarem dizer, e se desalinharem, serão alvo de “regime change” como é prátical habitual.

  7. Muito obrigada pela sua explicação. A forma como este assunto tem vindo a ser abordado, não só induz a uma falsa leitura dos factos, como aponta para soluções que não são legitimas.
    Nada é pior que um povo desinformado, ou premeditadamente desinformado! O que tem sido pratica comum.
    Renovo os meus agradecimentos
    Isabel Curado (72 de idade)

  8. Não nos coma o articulista por parvos.
    Claro que estamos todos em guerra com a Rússia. Se estamos todos a dar armas a Ucrânia, claro que estamos todos em guerra com a Rússia.
    Se alguns de nós já teem lá tropas, se mandamos para lá os nossos Marios Machados e companhia, claro que estamos em guerra com a Rússia.
    Se instigamos os nossos procuradores ucranianos a atacar a Rússia, se recebemos no nosso solo o seu ditador de facto, se lhe prometemos dinheiro e armas claro que estamos em guerra com a Rússia.
    E a Rússia não pensa atacar nenhum pais da Nato não porque esteja a morrer de medo dos heróicos Rambos que saíram do miserável Afeganistão com o rabo entre as pernas. Depois de andar por lá 20 anos a matar indiscriminadamente. Até porque tanto a Europa como a Rússia sabem que essa gente não é de fiar.
    Já na Segunda Guerra Mundial so entraram na frente Europeia quando perceberam que Hitler nunca derrotaria a União Soviética e que havia uma real possibilidade de as forças russas avançarem pelo Ocidente. Em resumo, com mais ou menos tratados, só ajudarão a Europa se lhes der jeito.
    Mas nós não temos nada que interesse a Rússia. Tal como a Ucrânia também não tem. A Rússia tem recursos que cheguem e sobrem. Não precisava de fazer uma guerra por mais terra e mais recursos.
    O que a Rússia pretendeu foi impedir que Zelensky e seus cães nazis fizessem no Donbass o que os nazionistas estão a fazer em Gaza. E isso tem mais ou menos sido conseguido.
    Esses cães estavam as portas do Donbass e prontos para avançar nas vésperas da invasão. Nenhum político russo estava interessado em ser responsabilizado pela morte de um milhão de pessoas e a expulsão de outros nove milhões.
    Isso seria a morte política e talvez a morte real porque se considerados legalmente responsáveis por tal coisa, e a legislação russa permite o, acabariam os dias no fundo da Sibéria ou enfrentariam um pelotão de fuzilamento.
    De resto a Rússia já se está a haver com os Estados Unidos dado o fornecimento de armas e mercenários a Ucrânia.
    Quanto a situação no terreno, tivesse a Rússia disposição para usar os metodos dos Estados Unidos ou de Israel e a situação seria outra.
    Assim vai se dando ao trabalho higiénico de “limpar” nazis de cá e de lá. A custo de baixas próprias, claro.
    E claro que a paciência russa também se pode esgotar e talvez o seu arsenal nuclear fale. Mas isso só o tempo dirá.
    Até lá estamos todos em guerra. Uma guerra de pilhagem. Uma guerra de falta de vergonha na cara. Uma guerra de uma gente que não percebeu que o tempo em que trocamos ouro, marfim e escravos em troca de pano ruim e contas de vidro acabou.
    Uma guerra de gente que não quer perder o seu domínio sobre o mundo e sobre os povos que consideram inferiores. E os russos são um dos povos que sempre consideramos inferiores e por isso os comprávamos aos tártaros.
    Talvez se assim não fosse não tivéssemos tido a Mona Lisa.
    Mas claro que estamos em guerra.

    • Concordo com o comentário do Whale project. É claro que estamos em guerra com a Rússia. Senao contra quem estariamos em guerra, para dar tanto dinheiro e armas que nos custam caro ?

  9. Da psicologia. Tomada de nao decisoes em crecendo, habituaçao dos alvos destinatários e dos próprios. Um dia, criado o espírito de rebanho, manada pronta para a festa entre dois Strange love na planicie europeia. Versao Europa de Atenas colónia romana.

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