(Carlos Matos Gomes, in Medium.com, 14/12/2023)

Já começou a surgir entre os compadres e as comadres que se dedicam a fazer malha e lançar cartas no comentariado escrito e televisivo a magna questão do futuro de Gaza. Parece que ninguém, a não ser o cândido Cravinho (nunca se sabe se é candura se pura venda a retalho), acredita já na falácia dos dois estados. Há que vender outro produto. Será que a Autoridade Palestiniana (que perdeu as eleições,) irá fazer de comparsa numa farsa em que Gaza surge como um quintal israelita com palestinianos selecionados e esterilizados? Será o governo de Israel a nomear um governador? Magnas questões que entreterão uns tantos biscateiros no intervalo dos comentários a penaltis e foras de jogo do futebol.
Mas a questão do futuro de Gaza e dos palestinianos está decidida e resolvida há anos. Como nas touradas, a faena está no seu tércio final, no seu fim, e estamos a assistir aos momentos que precedem a morte da vítima que esteve encerrada e foi solta para ser morta.
Estamos no tempo do rufar dos tambores. Assistimos ao número de fantasia e de genocídio que o Estado de Israel e os Estados Unidos estão a consumar para justificar a operação de destruição e limpeza de Gaza.
Qual é o objetivo do Estado de Israel e dos Estados Unidos para a ação de limpeza e massacre que está a ser levada a cabo em Gaza? Um pouco de distância para ganhar perspetiva:
Em seis de Outubro Benjamin Netanyahou era um político prestes a ser julgado por corrupção e que estava a ser acossado como golpista por parte da opinião pública. Pois, além de corrupto, pretendia dar um golpe constitucional e colacar o sistema judicial ao serviço do governo. Era um has been, um marginal, um tipo que mesmo num Estado de apartheid e com o passado de violência e desrespeito pelos mais elementares valores humanos era para atirar ao lixo. Era um lixo. No dia sete de Outubro Netanyahou passou a ter a utilidade do lixo: desde que tratado podia ser reciclado em pó químico para eliminar espécies inconvenientes. Podia servir para realizar trabalhos sujos, servir de esfregão!
A estratégia dos Estados Unidos e do grupo dirigente de Israel desde a fundação, em 1948, foi a de criar um estado etnicamente unitário, onde os palestinianos não têm lugar. Israel é desde a fundação um “forte”, uma base avançada dos EUA no Médio Oriente. Na situação de crise de liderança mundial que vivemos, com o surgimento de novos atores a disputar a hegemonia dos EUA (os BRICs, por exemplo) é decisivo que estes disponham de suportes de absoluta confiança nas zonas críticas: Israel para o Médio Oriente, a Sul; a Ucrânia para a Eurásia, no Centro e os estados bálticos (mais a Finlândia e a Suécia — daí a entrada na NATO) a Norte. É uma clássica manobra de tenaz, de ataque pelos flancos, que pode ser transformada numa manobra em cunha, com o esforço principal ao centro — a Ucrânia. Curiosamente os comentadores militares nunca referem esta típica manobra de operações ofensivas! É de chamar os comentadores de futebol que esses percebem do assunto.
Os dirigentes do Estado de Israel sabiam desde há um ano que o HAMAS iria tentar fazer uma operação de alívio do cerco a Gaza. Se essa operação foi ou não incentivada e promovida pelo Estado de Israel é uma questão que deve ser colocada (tanto quanto se sabe nenhum chefe de serviços de informações nem de serviços secretos foi demitido por não ter descoberto o que parece que todos sabiam, dos egípcios aos ingleses e, evidentemente, dos EUA). É hoje evidente que a operação do HAMAS sobre uma aldeia estratégica guarnecida por colonos serviu de pretexto para a brutal e decisiva “resposta” israelita a que estamos a assistir.
A brutalidade que algumas boas almas se dignam considerar excessiva, desde que precedida da oração de condenação do “bárbaro ataque do HAMAS”, é condição necessária para atingir os objetivos fixados. A ação do HAMAS teria de ser chocante o suficiente para justificar a violência extrema de Israel, mesmo correndo o risco da repercussão mundial negativo.
Gerir o excesso indispensável, a desumanidade da resposta, exigiu que fosse encontrada uma figura execrável e queimada, alguém que desse a cara por um genocídio. Uma criatura sem valores, e ninguém melhor que Netanyahou, um Zé do Lixo, como alguém o designou para desempenhar esse papel. Netanyahou é hoje o rosto do pide mau. Do tipo execrável. Serve à perfeição como o rosto do sanguinário.
Dentro de poucos dias, quando Gaza estiver arrasada e os palestinianos mortos e os sobreviventes reduzidos à condição de restos humanos, distribuídos por campos de refugiados, surgirá o polícia Bom, os Estados Unidos, com um Biden sorridente, (ele necessita de uma boa imagem para as eleições) e um qualquer dirigente israelita que substitua o anjo da guerra do Netanyahou com uma pomba branca na mão, ambos a estabelecer um cessar-fogo, a prometer abrir fronteiras à ajuda humanitária, o israelita a fazer de sacristão na rábula de Biden, homem de paz e com os dirigentes da U E sorridentes, com a senhora Ursula Von Der Leyen e o senhor Borrel a cantarem o hino da União.
Netanyahou e o pequeno gangue à sua volta no que designam por Conselho de Guerra serão entregues a uma empresa de Tratolixo. Serão passados por um túnel de desinfeção, de limpeza. Já negociaram entretanto os futuros, serão esquecidos, reciclados, e toda a máquina de manipulação baterá palmas. Haverá eleições — Israel voltará a ser a única “democracia do Médio Oriente”! Os comentadores garantirão que, finalmente, venceu o bom senso e prevaleceu o respeito pelos direitos típicos da civilização ocidental! Deus descerá de novo à Terra! Até haverá lugar a prémios nobel da paz, se for necessário! Todos nos felicitaremos. A farsa foi um êxito!
Gaza será um cemitério em ruínas. Virão os bulldozers, após a saída dos tanks. Sobre os escombros serão edificados bairros, escolas, universidades, sinagogas, flutuarão bandeiras israelitas. Haverá um monumento aos soldados israelitas que libertaram Gaza do Hamas. Haverá um busto (discreto) de Netanyahou, como mais um dos conquistadores de um talhão da Terra Prometida. Os seus pecados, se os tiver cometido, serão perdoados. Um dia, daqui a uns tempos, alguém se lembrará destes tempos e haverá a vingança. Estamos a assistir à sua sementeira…
Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.

E o que eu também penso. Se os espanhois nos fizessem isto. Ninguém lançaria um ataque contra eles? Mas capacidade de nos colocarmos no lugar do outro e coisa que ninguém tem.
E, claro, quando somos nós a agredir já as agressões são justificadas. Esta gente não tem mesmo é vergonha na cara e depois ainda se dizem democratas e amantes da paz. Essas duas, coitadas, de tanto as prostituirmos qualquer dia apanham SIDA.
E aquela malta do Vox ja faz mapas da Península onde Portugal não está. E cá me parece que o Natostao ia justificar Espanha se decidissem fazer nos o que Israel anda a fazer aos palestinianos. Afinal de contas, somos um país pequeno e com pouco peso.
Pois, a Ucrânia votar apoiando Israel era dar, a Rússia a justificação que precisava para lhes cair em cima com tudo. Por isso lá teve de se abater quando a vida dos palestinianos deve valer para eles ainda menos que a que vale a dos russos. Mundo cão este.
Duas excelentes leituras, a do Carlos Matos Gomes, e a do teu comentário. Muito bem.
Adorei que o CMG tenha incluído o Prémio Nobel na farsa. Uma coisa dada a Obamas e Kissingers, imperialistas genocidas e criminosos de guerra que deviam apodrecer num gulag em prisão perpétua, diz tudo sobre o que é realmente esse prémio: um insulto à memória de Alfred Nobel.
A parte negativa é que o CMG confirmou a minha percepção: isto é mesmo o fim da Palestina e, mais tarde, virá a vingança. Mais destruição para ambos os lados. E tudo porque em Washington e Londres (e Kiev e Tel Aviv, etc) se sentam imperialistas genocidas que ainda não sabem o que é a palavra DECÊNCIA.
A este propósito, o John Mearsheimer escreveu o que recomendo a todos ler:
https://www.moonofalabama.org/2023/12/have-you-no-decency-john-mearsheimer-take-of-the-war-in-gaza.html
E de facto, não têm decência nenhuma, como a sempre excelente Caitlin Jonhstone nos relembra nesta lista de crimes contra a humanidade cometidos pelos naZionistas nós últimos meses, e a lista é só uma pequeníssima amostra:
https://consortiumnews.com/2023/12/17/caitlin-johnstone-that-cant-be-true-about-israel/
A Democracia está morta e enterrada no império genocida ocidental colaborador de nazis e terrorismo.
Ficou apenas a “democracia” Liberal.
Fazes bem o diagnóstico, e eu faço já a prescrição da cura: mudança de regime, de Washington até Talin, de Londres até La Valeta, de Otawa até Atenas, de Helsínquia até Lisboa.
Ou as chaimites voltam ao Terreiro do Paço, com um novo Otelo e um novo Maia com ‘eles’ no sítio, ou os Portugueses vão viver ainda mais anos sem qualquer regime representativo, sem progresso socio-económico, sem paz, sem soberania e independência, e sem acesso à verdade.
Na Palestina ocupada pelos Britânicos, o início da guerra e da ocupação foi em 1947. O agressor desde então é o naZionista ocidental, um grupo de colonos não-semitas, apenas Judeus (ou nem isso) que se dedicam a agredir e a assassinar os Semitas nativos (Palestinianos). A actual fase do conflito não foi iniciada pela legítima resistência armada do Hamas em 7-Outubro-2023, a actual fase da guerra foi declarada (casus belli) quando o ditador genocida naZionista (Netanyahu, o lixo reciclado) foi à ONU mostrar o mapa do futuro: 100% Israel, 0% Palestina. Isto foi uma declaraçãp de guerra contra TODA a Palestina, e um cuspir contra toda e qualquer resolução da ONU.
Imaginem que Espanha tinha ido à ONU mostrar um mapa em que Espanha será 100% da Península Ibérica. Seria ou não uma declaração de guerra?
Agora imaginem que fazia isto já com 85% de Portugal ocupado, e os Portugueses refugiados amontoados num campo de concentração chamado “Faixa de Gaia”, e outra parte a viver entre muros rodeados de colonato ilegais num Banco Oeste que poderia ser o distrito de Castelo Branco…
Agora imaginem +18 mil portugueses civis assassinados pelos Franquistas espanhóis (hoje no PP e VOX) em apenas 2 meses, com a destruição à bomba dos hospitais e escolas e campos de refugiados no que resta de Portugal.
É isto. Só não percebe quem não quer.
Nunca esqueçamos também que a ditadura UkraNazi se absteve quanto ao cessar fogo e invasão de Gaza. Por um lado não podiam apoiar (como queriam) a invasão naZionista. Por outro lado, mesmo que quisessem (e não querem) não podiam contrariar por completo o seu dono em Washington. Tal como Rússia e China esperavam, no médio prazo (e bastaram nem 2 anos) o império genocida ocidental mostrou (pela N-ésima vez) a sua natureza nojenta ao Mundo inteiro, mas agora com a agravante de o fazer após toda a propaganda mentirosa “pró-paz” relativamente ao UkraNazistão.
Ficou assim preto no branco, pela N-ésima vez, que nenhum imperialista genocida ocidental é contra a guerra, a invasão, e o massacre. São sempre a favor, desde que sejam eles do lado do agressor. E fizeram-no em 2023, pelo que morreu por complete a desculpa “isso já foi há muito tempo, agora não vale a pena falar disso” que tinham andado a ensaiar sempre que algum corajoso se lembrava de referir Iraque, Afeganistão, Sérvia, Líbano, Cuba, Vietname, etc.
As guerras deles são todas justificadas, os que se defendem deles são todos terroristas e agressores, e a única integridade territorial que interessa é a dos territórios à mercê da oligarquia imperialista genocida NeoLib+NeoCon da Black Rock e companhia.
E ai de quem desobedecer ou contrariar os planos do Fascismo ocidental (os tais dos “democratas” Liberais. O golpe Maidan (2014), o golpe na Bolívia (2019), a ditadura na Moldávia (2023), a colossal mentira que levou a Finlândia para a NATO (2022), etc, mostram que a Operação Gladio continua a todo o vapor. A CIA e o MI6 não descansam enquanto não colocarem tudo à volta a arder, para que os Fascistas seus vassalos depois cheguem ao poder pelo meio das cinzas. Por isso, mais uma leitura recomendada, desta vez do excelente jornalismo de investigação da GrayZone:
https://thegrayzone.com/2023/06/19/files-british-natos-secret-terror-armies/
Para finalizar, ontem jantei em casa de familiares que continuam a fazer questão de ver as “notícias” em canais Portugueses. Vi uma presstituta muito bem maquilhada e vestida, a anunciar qualqier coisa como “na Rússia a comissão eleitoral já se prepara para em Março anunciar que Putin ganhará por 80%”. Até o queixo me caiu ao ouvir tal manipulação Algarve.
E pronto, é assim que se manipula com todos os dentes naquelas bocas de brochistas da NATO/EUA.
Putin tem 80% mas é de taxa de aprovação, e no Ocidente só Orbán se lhe compara. Mas às presstitutas, usuais convidadas de Davos e Bilderberg, não lhes passa pela cabeça que esse é o resultado natural de boas lideranças que têm a soberania e o interesse nacional como prioridades. Nem lhes passa pela cabeça a razão de na “democracia” Liberal as taxas de aprovação andarem só nos 20% ou abaixo, como acontece com o Le Petit Dictateur des Champs Elysées, ou com o vassalo do Pentágono em Tóquio.
Uma última recomendação de leitura a este respeito, publicada no AsiaTimes:
https://asiatimes.com/2023/12/kishidas-sub-20-approval-rate-is-good-news-for-china/
PS: a Estátua De Sal, visto não ter o hábito de publicar artigos destas fontes, pois necessitariam de tradução (e não se pode confiar o Google para o fazer com 100% correção), podia fazer como o Moon Of Alabama e publicar semanalmente a lista de leituras, não só estas em inglês, mas também outras que tenha lido em Português, interessantes o suficiente para recomendar, mesmo quando não lhe apetece dar o seu ‘endorsement’ através da publicação integral do texto no seu blog. Fica a sugestão.
Da minha parte, recomendo a quem usa Smartphones, webcams, smartTV, etc, que leia isto e tome as devidas medidas (desligar todas as permissões no respetivo sistema operativo, ou na pior das hipóteses aceitar o “ask everytime”):
https://www.404media.co/cmg-cox-media-actually-listening-to-phones-smartspeakers-for-ads-marketing/
E a segunda sugestão offtopic é este artigo do Varoufakis em que ele explica porque é que o €uro vai continuar a implodir, e como a sua única salvação seria o Federalismo (uns Estados Unidos da Europa), o que só levaria (esta parte digo eu) a uma tal resistência que faria a UE desintegrar-se ainda mais depressa, ou seja, ou está bicheza (UE/€) morre da doença ou morre da cura e, sinceramente, são boas notícias a longo prazo, apesar de terríveis e curto médio. Por isso é que quando decidi emigrar, fiz questão de sair também da EU/€.
Este NakedCapitalism é também um excelente local para encontrar leituras muito interessantes.
https://www.nakedcapitalism.com/2023/12/yanis-varoufakis-europes-15-year-slump.html
E tenho terminar fazendo esta pergunta, mesmo correndo o risco de parecer snob: nos minutos em que li estes e outros artigos (a análise económica no Ladrões de Bicicletas é também essencial), em que me tornei ainda mais informado sobre o Mundo real em que vivemos, o que fez o cidadão médio em Portugal? Viu mais uns minutos de telenovelas da treta, de verborreia da bola, de reality putedo shows, os mais novos vão aos streams sociais para mais uma ronda de americanização e feira do ultra-consumismo e das vaidades 100% umbiguista, e a família inteira liga as “notícias” à hora do jantar para mais uma ronda de propaganda com zero valor jornalístico. Se no império genocida ocidental isto é mau, em Portugal isto chega a um cúmulo do ridículo. Como se combate tamanha pandemia de estupidificação que faz e mantém à vontade mais de 9 milhões de infectados permanentemente?
Principalmente quando a minoria que tem anti-corpos nesta pandemia, é vista de lado, cancelada até, como se fosse portadora da peste? E quando já nem a “Academia” escapa a isto e ficou tão ou mais estupidificasa do que o povinho?
O país está irremediavelmente perdido?
Eu respondo: já só há 4% de anti-imperialistas a votar PCP, e a diminuir. A facção maioritária do BE é agora €uropeísta e pró-NATO e UkraNazis. O Social-Liberal (corrente só um poucochinho menos indecente dos NeoLib) Pedro Nuno Santos é anunciado como o “perigoso esquerdista/extremista” na sucessão ao querido líder A.Costa. A imprensa MainStreamMerdia que representa mais diretamente a oligarquia fascista, olha para o Chega e diz “sim, senhor, era disto que a Direita Portuguesa precisava”. A IL parece uma newsletter da CIA ou da “escola” de Chicago. E os 50% que não votam por estarem demasiado desiludidos com o regime, ou por saberem que as eleições nem são representativas nem proporcionais, se fossem votar provavelmente mudariam pouco ou nada.
Tal como Meloni tirou Itália dos BRICS, Marcelo (e a Procuradoria) parece ter impedido um porto da BRI em Sines.
A NATO chegou com Salazar, e ainda está, e cada vez mais estará.
Os 4.5 milhões de pobres antes de apoios sociais é como se não existissem.
Até um Passo Cosgrave tem de se demitir só por criticar um genocídio.
E Portugal, ao contrário da Hungria, acha que UkraNazis fazem parte da “família EU-ropeia” e que Maias Sandus (que ilegalizam oposição e chantageiam regiões do próprio país que não dêem a vitória ao seu partido e à UE) partilham “valores EU-ropeus”.
Toda a economia se constipa só porque uma fábrica de popós Alemães fica sem uma peça vinda do leste EU-ropeu.
Não há uma única fábrica de chips, mas adere-se às guerra económica contra a Huawei.
A Catalunha não pode sequer votar num referendo, mas o Kosovo anexado pela ocupadora NATO já é reconhecido.
Em vez de Ministro da Saúde, há agora um CEO… deve ser portanto CEO da iniciativa privada que quer dar cabo da saúde do SNS.
O investimento da “bazuca europeia” na terrinha que deixei, foi fazer rotundas e uma ciclovia numa só rua que ninguém usa, pois os jovens tiveram de emigrar, e ficaram só os velhotes com bengalas.
O Moedas inaugura um monumento ao 25-Novembro em que o nome de 2 soldados do MFA assassinados por fascistas naquele local são esquecidos.
E a terceira figura política com mais tempo de antena (a seguir a Presidente e 1°Ministro), vi numa estatística, é o fascista, demagogo, e aldrabão compulsivo Ventura, e alguns operadores desta vergonha já esfregam as mãos com a possibilidade de uma ultrapassagem ao PSD pela extrema-Direita.
TGV nem vê-lo. Central nuclear nem vê-la. Dessalinização só se forem privados a fazê-la e só na quantidade para abastecer um resort, campo de golfe, e monocultura de abacate para exportar.
Sindicalização é só 5% para a CGTP agitar cartazes do PCP, e outros 5% para a UGT assinar de cruz o que o fachedo quiser.
O palhaço insignificante Cravinho já quase declarou guerra à maior potência nuclear do Mundo.
Stoltenberg, Leyen, e Biden são os novos 3 pastorinhos, Zelensky é a aparição da Nossa Senhora, e somos mais papistas que o Papa Netanyahu.
A última interação com o maior país de língua portuguesa e possível futuro membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, foi dar uma má recepção, mal educada e agressiva até, ao seu Presidente Lula, com os partidos da CIA/Gladio a protestarem no Parlamento e os partidos do regime/Bilderberg a mostrarem indiferença e arrogância.
O salário mínimo, cada vez mais generalizado pois o cacheado NeoLiberal impede que os restantes salários ganhem poder de compra, dá cada vez mais para passar fome.
Num país envelhecido com falta de gente nova, faltam professores, e os que ainda dão aulas, sobrevivem em tendas e caravanas pois não conseguem pagar renda quando colocados em Lisboa, Porto, e Algarve.
E quando o Mundo moderno avança para o hidrogénio e para novas tecnologias nas baterias, Portugal esforça-se para destruir um parque natural, uma serra inteira, em nome de menos de 1% das reservas mundiais de Lítio.
O novo aeroporto é onde os franceses da Vinci quiserem, e o tamanho da TAP é como Bruxelas quiser, e mais jeito dê aos Alemães para comprar.
Os certificados do tesouro não podem dar sequer 2% de juros a quem poupa e simultaneamente ajuda o seu país, pois caso contrário como é que a banca privada poderia impôr juros quase zero nas contas dos Portugueses, de forma a garantir lucros record só para si?
Os nossos atletas acham que quem invade o Iraque pode ir aos Olímpicos, mas aí dos Bielorrussos que cometeram o crime de serem vizinhos de Moscovo…
Acham que cultura é ouvir rappers USAmericanos a dizer obscenidades e cancelar a transmissão do Lago dos Cisnes no Bolshoi.
Acham que campeonatos europeus com fairplay é proibir atletas russos e convidar naZionistas, e segundo uma sondagem no portal SAPO, a esmagadora maioria do povo concorda!
E como já não vale a pena disfarçar, a TVI agora é CNN, a seguir a SIC será i24 (mouthpiece do regime naZionista), a RTP será BBC, e a Constituição é papel higiénico para a Ditadura €U-ropeia, que exige censura das notícias que venham de fora do império. Para já, foi a RT e o Russia1. A seguir será a Al-Jazeera (Catar), a TeleSUR (Venezuela), a CubaVision, a TRT (Turquia), a CGTN (China), e um dia destes até a Globo caso o Brasil se torne demasiado BRICS… E porque não aproveitar a maioria Facho-NeoLiberal que aí vem para privatizar a RTP2 e passar no seu lugar a UkraïnaTV com os campos de férias dos Azov a passarem as lições em directo para a Mocidade Portuguesa?!
Sim, Portugal está perdido. O que vale é que dos 10 milhões actuais, em breve (3 décadas) serão só 9 e lá para final do século serão só 7. E cada vez menos. E os que sobram serão os idosos e os que adultos não emigram só porque ainda há emprego a limpar penicos nos lares, mas que já ficaram sem os filhos emigrados ou nem sequer se sentiram em condições para ter descendentes. Algures ao longo destes 80 anos estará o ponto de não retorno para a civilização Portuguesa, partir do qual Portugal será um Estado falhado sem recuperação possível. Tal como no negacionismo das Alterações Cimáticas, também aqui a maioria vai alegremente para o seu próprio fim. E alguns ainda têm o topete de dizer que malvado é quem os avisa e que, se está mal, faz bem em emigrar…
Não se pode ajudar quem não quer ser ajudado. Nem se pode salvar quem não percebe sequer que está perdido.
E a morte da população Palestiniana de Gaza acompanha também a terceira morte do que dizemos ser a nossa democracia.
A primeira foram as pressões nalguns países europeus completamente infames e desumanas para metermos no corpo uma coisa experimental.
A segunda foi a censura, o cancelamento de gente russa que se recusou sacrificar a possibilidade de regressar a sua terra sem ser preso por se recusar a condenar a Russia na questão da Ucrânia. O que aconteceria se um pais assediasse cidadãos americanos por causa da guerra do Iraque.
A democracia morreu quando gente foi sancionada por não discriminar gente russa.
A democracia morreu quando um jornalista que disse a verdade foi insultado por um governante e por uma senhora que até já se candidatou a Presidência da República. Quando na Alemanha dois jornalistas foram despedidos e ameaçados com prisão quando ainda estavam na Rússia, quando gente russa viu as suas contas bancárias, a sua vida devastada. Só por serem russos.
A democracia continua a morrer agora quando na Alemanha manifestações pro Palestina são dispersas a bastonada e o governo ainda tem o desplante de dizer que o faz para impedir atentados como o de 7 de Outubro. É caso para perguntar se terão medo que sejam os sionistas que também por lá andam a fazê lo. O que realmente borraria a pintura dos coitadinhos israelitas que so se defendem.
A democracia morreu quando ninguém nos perguntou nada antes de ir em romaria a Telavive prestar vassalagem a um estado nazi, terrorista e assassino. Quando as bombas choviam em Gaza e os seus dirigentes já tinham dito toda a casta de barbaridades.
A democracia morreu quando um desgracado no Canadá levou uma caldeirada da polícia por usar um lenço palestiniano.
A democracia morreu quando nos dizem que criticar uma gente que reza por uma cartilha de há quatro mil anos, que está tão apostada em matar tudo o que mexe que até varreu três reféns que tinham conseguido fugir, que é mentirosa falaciosa e cruel e antissemita e deve ser cancelado. A democracia morreu quando esse crítico é mesmo cancelado.
Uma gente que sempre quis fazer isto porque a seguir aos acordos de Oslo o signatário palestiniano da coisa foi logo assediado no sítio onde se instalou na Cisjordânia ocupada até morrer de uma doença mal explicada num hospital atras do sol posto.
Israel nunca teve qualquer intenção de dar o que quer que fosse aos palestinianos. E isso saltou logo a vista quando no encontro seguinte o signatário Israelita do acordo nem teve o gesto básico de civilidade de apertar a mão à Arafat.
Ainda assim os verdadeiros sionistas não se sentiram seguros e trataram de lhe limpar logo o sebo dando o primeiro mandato ao genocida que lá está.
É para mim foi um alívio que tive-se sido um radical sionista a matar o traste porque se fosse um Palestinano a fazê lo seria o motivo perfeito para soltar logo na Palestina todos os cães do Inferno matando a nascença a solução de dois estados que nunca tiveram intenção de aplicar.
E isso muita gente na Palestina sabia e daí a radicalização de muita gente que sabia que uma gente que se julgava superior e com direito divino aquela terra nunca lhe daria nada. Sabiam bem que Arafat, talvez por desespero, tinha simplesmente assinado um pacto com um bando de aldrabões homicidas.
Mas a democracia morreu de vez quando quem critica um bando de aldrabões como este é acusado de antissemita, apoiante do terrorismo e sabe Deus que mais. Quando gente é cancelada, repreendida, removida do seu cargo por falar em genocídio.
E depois ainda há quem pergunte do que podemos ter medo.
Duas excelentes leituras, a do Carlos Matos Gomes, e a do teu comentário. Muito bem.
Adorei que o CMG tenha incluído o Prémio Nobel na farsa. Uma coisa dada a Obamas e Kissingers, imperialistas genocidas e criminosos de guerra que deviam apodrecer num gulag em prisão perpétua, diz tudo sobre o que é realmente esse prémio: um insulto à memória de Alfred Nobel.
A parte negativa é que o CMG confirmou a minha percepção: isto é mesmo o fim da Palestina e, mais tarde, virá a vingança. Mais destruição para ambos os lados. E tudo porque em Washington e Londres (e Kiev e Tel Aviv, etc) se sentam imperialistas genocidas que ainda não sabem o que é a palavra DECÊNCIA.
A este propósito, o John Mearsheimer escreveu o que recomendo a todos ler:
https://www.moonofalabama.org/2023/12/have-you-no-decency-john-mearsheimer-take-of-the-war-in-gaza.html
E de facto, não têm decência nenhuma, como a sempre excelente Caitlin Jonhstone nos relembra nesta lista de crimes contra a humanidade cometidos pelos naZionistas nós últimos meses, e a lista é só uma pequeníssima amostra:
https://consortiumnews.com/2023/12/17/caitlin-johnstone-that-cant-be-true-about-israel/
A Democracia está morta e enterrada no império genocida ocidental colaborador de nazis e terrorismo.
Ficou apenas a “democracia” Liberal.
Fazes bem o diagnóstico, e eu faço já a prescrição da cura: mudança de regime, de Washington até Talin, de Londres até La Valeta, de Otawa até Atenas, de Helsínquia até Lisboa.
Ou as chaimites voltam ao Terreiro do Paço, com um novo Otelo e um novo Maia com ‘eles’ no sítio, ou os Portugueses vão viver ainda mais anos sem qualquer regime representativo, sem progresso socio-económico, sem paz, sem soberania e independência, e sem acesso à verdade.
Na Palestina ocupada pelos Britânicos, o início da guerra e da ocupação foi em 1947. O agressor desde então é o naZionista ocidental, um grupo de colonos não-semitas, apenas Judeus (ou nem isso) que se dedicam a agredir e a assassinar os Semitas nativos (Palestinianos). A actual fase do conflito não foi iniciada pela legítima resistência armada do Hamas em 7-Outubro-2023, a actual fase da guerra foi declarada (casus belli) quando o ditador genocida naZionista (Netanyahu, o lixo reciclado) foi à ONU mostrar o mapa do futuro: 100% Israel, 0% Palestina. Isto foi uma declaraçãp de guerra contra TODA a Palestina, e um cuspir contra toda e qualquer resolução da ONU.
Imaginem que Espanha tinha ido à ONU mostrar um mapa em que Espanha será 100% da Península Ibérica. Seria ou não uma declaração de guerra?
Agora imaginem que fazia isto já com 85% de Portugal ocupado, e os Portugueses refugiados amontoados num campo de concentração chamado “Faixa de Gaia”, e outra parte a viver entre muros rodeados de colonato ilegais num Banco Oeste que poderia ser o distrito de Castelo Branco…
Agora imaginem +18 mil portugueses civis assassinados pelos Franquistas espanhóis (hoje no PP e VOX) em apenas 2 meses, com a destruição à bomba dos hospitais e escolas e campos de refugiados no que resta de Portugal.
É isto. Só não percebe quem não quer.
Nunca esqueçamos também que a ditadura UkraNazi se absteve quanto ao cessar fogo e invasão de Gaza. Por um lado não podiam apoiar (como queriam) a invasão naZionista. Por outro lado, mesmo que quisessem (e não querem) não podiam contrariar por completo o seu dono em Washington. Tal como Rússia e China esperavam, no médio prazo (e bastaram nem 2 anos) o império genocida ocidental mostrou (pela N-ésima vez) a sua natureza nojenta ao Mundo inteiro, mas agora com a agravante de o fazer após toda a propaganda mentirosa “pró-paz” relativamente ao UkraNazistão.
Ficou assim preto no branco, pela N-ésima vez, que nenhum imperialista genocida ocidental é contra a guerra, a invasão, e o massacre. São sempre a favor, desde que sejam eles do lado do agressor. E fizeram-no em 2023, pelo que morreu por complete a desculpa “isso já foi há muito tempo, agora não vale a pena falar disso” que tinham andado a ensaiar sempre que algum corajoso se lembrava de referir Iraque, Afeganistão, Sérvia, Líbano, Cuba, Vietname, etc.
As guerras deles são todas justificadas, os que se defendem deles são todos terroristas e agressores, e a única integridade territorial que interessa é a dos territórios à mercê da oligarquia imperialista genocida NeoLib+NeoCon da Black Rock e companhia.
E ai de quem desobedecer ou contrariar os planos do Fascismo ocidental (os tais dos “democratas” Liberais. O golpe Maidan (2014), o golpe na Bolívia (2019), a ditadura na Moldávia (2023), a colossal mentira que levou a Finlândia para a NATO (2022), etc, mostram que a Operação Gladio continua a todo o vapor. A CIA e o MI6 não descansam enquanto não colocarem tudo à volta a arder, para que os Fascistas seus vassalos depois cheguem ao poder pelo meio das cinzas. Por isso, mais uma leitura recomendada, desta vez do excelente jornalismo de investigação da GrayZone:
https://thegrayzone.com/2023/06/19/files-british-natos-secret-terror-armies/
Para finalizar, ontem jantei em casa de familiares que continuam a fazer questão de ver as “notícias” em canais Portugueses. Vi uma presstituta muito bem maquilhada e vestida, a anunciar qualqier coisa como “na Rússia a comissão eleitoral já se prepara para em Março anunciar que Putin ganhará por 80%”. Até o queixo me caiu ao ouvir tal manipulação Algarve.
E pronto, é assim que se manipula com todos os dentes naquelas bocas de brochistas da NATO/EUA.
Putin tem 80% mas é de taxa de aprovação, e no Ocidente só Orbán se lhe compara. Mas às presstitutas, usuais convidadas de Davos e Bilderberg, não lhes passa pela cabeça que esse é o resultado natural de boas lideranças que têm a soberania e o interesse nacional como prioridades. Nem lhes passa pela cabeça a razão de na “democracia” Liberal as taxas de aprovação andarem só nos 20% ou abaixo, como acontece com o Le Petit Dictateur des Champs Elysées, ou com o vassalo do Pentágono em Tóquio.
Uma última recomendação de leitura a este respeito, publicada no AsiaTimes:
https://asiatimes.com/2023/12/kishidas-sub-20-approval-rate-is-good-news-for-china/
PS: a Estátua De Sal, visto não ter o hábito de publicar artigos destas fontes, pois necessitariam de tradução (e não se pode confiar o Google para o fazer com 100% correção), podia fazer como o Moon Of Alabama e publicar semanalmente a lista de leituras, não só estas em inglês, mas também outras que tenha lido em Português, interessantes o suficiente para recomendar, mesmo quando não lhe apetece dar o seu ‘endorsement’ através da publicação integral do texto no seu blog. Fica a sugestão.
Da minha parte, recomendo a quem usa Smartphones, webcams, smartTV, etc, que leia isto e tome as devidas medidas (desligar todas as permissões no respetivo sistema operativo, ou na pior das hipóteses aceitar o “ask everytime”):
https://www.404media.co/cmg-cox-media-actually-listening-to-phones-smartspeakers-for-ads-marketing/
E a segunda sugestão offtopic é este artigo do Varoufakis em que ele explica porque é que o €uro vai continuar a implodir, e como a sua única salvação seria o Federalismo (uns Estados Unidos da Europa), o que só levaria (esta parte digo eu) a uma tal resistência que faria a UE desintegrar-se ainda mais depressa, ou seja, ou está bicheza (UE/€) morre da doença ou morre da cura e, sinceramente, são boas notícias a longo prazo, apesar de terríveis e curto médio. Por isso é que quando decidi emigrar, fiz questão de sair também da EU/€.
Este NakedCapitalism é também um excelente local para encontrar leituras muito interessantes.
https://www.nakedcapitalism.com/2023/12/yanis-varoufakis-europes-15-year-slump.html