A cambalhota e o tiro no pé

(Por Estátua de Sal, 09/05/2019)

Cartooon in Blog 77 Colinas – O tiro no pé

Pronto. Perante tanta desgraça que vai pelo mundo e pelo país, de quando em quando também temos direito a alguns momentos de riso e descontracção. A comicidade deriva dos malabarismos, contorcionismos e cambalhotas da direita, no caso da contagem do tempo que conta para a progressão na carreira dos professores.

António Costa com a sua jogada inteligente – ainda que mais que demagógica e sem total fundamento financeiro, como vieram a provar os números da UTAO -, revelou-se um verdadeiro mestre na arte da política, um verdadeiro domador de leões, capaz de colocar Cristas e Rui Rio a fazer um impossível número de circo no trampolim da opinião pública.

Daí que Rio tenha caído no ridículo – sobretudo depois da canhestra entrevista que deu à TVI (ver aqui: https://www.youtube.com/watch?v=WejgvOPbjdE ) -, e que tal seja aproveitado como base para pilhérias e zombarias as mais diversas, tanto ao agrado dos portugueses.

É o que acontece neste vídeo – um clássico em que Hitler arrasa com a sua fúria o seu Estado-Maior e que já teve dezenas de legendagens diferentes a propósito de outros temas. Hitler está zangado com os seus generais tal como Rio deve estar furibundo com os deputados do seu grupo parlamentar que votaram ao lado da esquerda na passada quinta-feira.

Vejam o vídeo abaixo e divirtam-se. 🙂


12 pensamentos sobre “A cambalhota e o tiro no pé

  1. Atenção que os cálculos da UTAO não estão correctos pois fazem contas não conjugáveis com os princípios teóricos do OE, tal como hoje foi comentado pelo Ministro das Finanças (e cuja explicação, na minha opinião, tem toda a lógica).

    • A resposta do Ronaldo é que o estado não é o estado, à verdadeiro monetarista. Mesmo assim, omite que se fosse por ele, as contas da SS e a ADSE eram tudo menos intocáveis.

  2. Epá, por fakar em cambalhotas, batotas e outros batoteiros… é aqui?

    Vamos lá a saber
    9 Maio 2019 às 11:34 por Valulupi

    Imaginado que o deputado do BE lhe tinha perguntado se amanhã ia chover, quais as diferenças que, segundo as tangas de José Sócrates, existiriam entre a atitude de Zeus, o pai dos deuses na mitologia grega, e o deus Anhangá (o deus das regiões infernais, espírito andarilho que toma a forma de vários animais da selva e que, apesar de protector dos animais e dos caçadores, é associado ao mal) presente na mitologia indígena brasileira?

    #pardalões

    “O que posso afirmar com segurança é que, de acordo com a investigação que a própria comissão desenvolveu e que está exposta no relatório preliminar, não é possível apontar ao meu governo qualquer falha que pudesse ser considerada como favorecimento à EDP – seja nos CMEC, seja na ‘extensão’ do domínio hídrico, seja no cálculo do montante a receber pelo Estado”, assegurou, mais à frente, em resposta a uma pergunta sobre se sabia que o seu ministro da Economia Manuel Pinho “recebia pagamentos regulares do BES via ‘offshore’”.

    No Expresso, online.
    ,

    • Idem, por falar ainda em aldrabões e batoteiros* (além de ser politicamente um burro, o Azeredo tem as outras duas qualidades).

      Da série “Brincar aos polícias, mentiras e ladrões”

      “Pedi ao PM se me podia receber e definimos o momento da nossa saída. Nessa altura deu-me a conhecer o documento que tinha recusado ver. Depois fui com aquela calma escrever a minha carta de demissão.”- Azeredo Lopes.

      #pardalitos

      No Expresso, online.

      Segurança

      Azeredo sabia que Judiciária Militar agiu contra as regras da PGR e assume que não fez nada

      https://leitor.expresso.pt/diario/terca-24/html/caderno1/temas-principais/azeredo-sabia-que-judiciaria-militar-agiu-contra-as-regras-da-pgr-e-assume-que-nao-fez-nada

      Asterisco. Batoteiro é um sinónimo de inteligente quando se fala de António Costa, atenão, li algures este momento de inspiração d’A Estátua de Sal…

      • Então não é que odistinto José ou Joaquim Madeira agora passa de mansinho pel’A Estátua de Sal, lê tudinho, copia o que lhe parece giro para combinar com os seus divertidos pontos de exclamação mas, não vá a coisa apertar, não abre aqui o bico, mas, depois, vai debitar as cenas das cambalhotas e dos tiros nos pés ai ao lado no colinho do Valulupi, no Aspirina B? Terá ficado com medo de ti, ó RFC? Ou será por respeitinho ao varapau do Manuel G., pá?

        J. Madeira
        10 DE MAIO DE 2019 ÀS 15:56

        Logo agora que tudo parecia correr tão bem com as europeias, o saco de gatos esparramou-se pela ganância de querer uns votos dos profes! Mais uma vez mostrou não ter condições para vir a ser governo… sem uma drástica limpeza da bancada e, já agora, também da direção que só dá tiros nos pés! Dão cambalhotas, fazem flic-flacs, dizem agora uma coisa daqui a 5 minutos já é outra, um completo vazio de ideias e de saber estar na política séria!!!

        • Hum.

          Nota.V i agora um comentário do tipo com ar de britânico a dizer que, aparentemente, o Joaquim Madeira tem medo de mim… Por acaso, ao chegar a casa, vi em cima de uma daquelas caixas da EDP um bocado de barrote e passou-me, levemente pela lembradura que uns tipos que eu cá sei mereciam umas boas porradas nos costados para ver se ganhavam juízo…

          • Adenda.

            E à pergunta clássica dum tipo que comenta n’A Estátua de Sal, cito-me:

            – Ó Madeira já foste cumprimentar o burro no blogue do Jumento hoje?

            A resposta é, ia dizer mas, mas parece que o Sancho anda fugido há um mês e picos pois este post é qu´é o último do Jumento (um rebuçado para quem adivinhar quem foi o primeiro a comentar… e como!):

            quinta-feira, abril 04, 2019
            FAMÍLIAS GOVERNAMENTAIS

            José Madeira • há um mês
            Caro Jumento,
            muda de linha e tal.

            Só visto isto (ainda vou buscar o barrote à rua, prometo).

    • Resta saber o que vai caçar o processo do DB, já que as perdas nos anos 90 não são grande surpresa face às falências que se conhecem.
      De qualquer forma, isso já vem fora de tempo, para as trincheiras já há muito se decidiu sobre a competência da personagem. Enquanto aqui se discute uma “crise” sem consequências, na mais melhor boa democracia do mundo discute-se se o poder executivo pode acabar qualquer investigação sobre si próprio ou ignorar as decisões do senado sem consequências.
      A aposta na fumaça continua a carburar a todo o vapor, à espera da vitória por cansaço dos eleitores. Isto aqui no burgo é só meninos, mas temos em comum que os moderados são quem dá mais tiros nos pés, só que de acção demorada.

      https://www.lawfareblog.com/what-protective-assertion-executive-privilege

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