A direita rancorosa mantém atiradores de turno

(Carlos Esperança, 20/07/2018)

direitolas

(Só me resta saudar e aplaudir este texto do Carlos Esperança. Que, à esquerda, não se reeditem tentações de “terra queimada”, é a minha esperança. E depois do BE, e ainda hoje do PCP pela voz do líder da bancada parlamentar, João Oliveira, terem manifestado a disponibilidade de repetir uma Geringonça 2.0 (ver aqui ) – com papel assinado ou não -, resta que o PS conclua que o caminho para o país não passa por salvar a direita do seu declínio, trazendo-a de novo para a área da governação.

Comentário da Estátua, 20/07/2018)


Enquanto os felizes contemplados com as vivendas de luxo do condomínio da praia da Coelha gozam a auspiciosa aplicação das economias, têm fãs que se esquecem do BPN e continuam a alvejar o Governo com os incêndios, o material bélico de Tancos e todos os problemas criados pelos inefáveis condóminos.

Jornalistas avençados, ex-presidentes do PSD e ressentidos de diversas origens, bolçam diariamente acusações, intrigas e ameaças para denegrirem os que ora se esforçam para reverter estragos do governo nefasto, sem escrúpulos e sem remorsos, que os precedeu.
A fúria das privatizações pareceu vingança, as condições, negócios alheios ao interesse público, e os encargos futuros, uma maldição para os vindouros.

A situação em que ficaram os bancos, com a aparente incapacidade de previsão de quem devia estar atento, desde o PR de turno ao governador do BP, é um ónus para o governo atual, cujo êxito, merecedor de encómios, tem sido deliberadamente ignorado.

A esquerda deixou imolar o PS, incluindo o próprio partido, quando se conformou com a atribuição do descalabro ao PM de turno, como se a crise das dívidas soberanas, não resultasse da crise financeira mundial, uma crise cíclica do capitalismo, que a explosão da bolha imobiliária nos EUA pôs a nú com a falência do banco Lehman Brothers.

A direita portuguesa, com um líder provisório, galgou a onda de dúvidas e, na pressa de ser poder, recusou o PEC-4, já acordado, agravando a dívida, os juros e a vida de todos os portugueses.

Hoje, essa direita agarra-se ao PR com desespero, pois é a esperança que lhe resta para evitar a desagregação. Marcelo faz o que pode, mas não quer empenhar o seu futuro e o lugar que julga granjear na História, com gente sem projeto, sem ideias e sem rumo.

Não é com Santana Lopes e Passos Coelho, com provas dadas de incapacidade, que esta direita volta ao poder. Rui Rio, honesto e talvez capaz, é odiado no PSD, e a Dr.ª Cristas é uma criação mediática à espera de se vingar do 25 de Abril e da descolonização.

A vocação populista de Santana Lopes e a deriva extremista desta direita são capazes de a fraturar antes de conseguir o cimento do poder para a aglutinar.

Cabe aos partidos de esquerda não darem tiros no pé quando o PR continua a perguntar pelo Expresso o que pode saber pela via institucional.

A linguagem extremista e o terrorismo verbal de Luís Montenegro, Morais Sarmento ou Hugo Soares são apenas tiros de pólvora seca para desviarem as atenções dos problemas pessoais e a oportunidade de se fingirem vivos.

Nesta direita só existe um lado certo, o lado de fora.

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Um pensamento sobre “A direita rancorosa mantém atiradores de turno

  1. E é com politicos de direita como alguns aqui referidos neste texto, que Portugal tem de viver, pobre Portugal quando tem de ser governado por canalhas e bandalhos deste calibre.

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