Marcelo Rebelo de Sousa, comentador televisivo

(In Blog O Jumento, 03/12/2017)
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Compreende-se que Marcelo se sinta incomodado; habituado a tratar os ministros como se fossem criancinhas o “avô” Marcelo sente-se incomodado por ver um dos seus meninos crescer ao ponto de ter tamanho demais para apanhar palmatoadas: com Centeno na presidência do Eurogrupo como é que o Presidente da República poderá voltar a chegar ao ridículo de o chamar a Belém para ler os seus SMS?
Aceita-se que Marcelo se esqueça de que é Presidente da República e diga uns bitaites na qualidade de comentador televisivo; aliás, desde que as boas abertas liam o boletim meteorológico que ninguém aparecia nas televisões diariamente, incluindo sábados, domingos e feriados, para fazer previsões e analisar as várias zonas frontais que pairam no país. Marcelo não é um Presidente é um Presidentário, isto é, um presidente diário.

Mas vir dizer que é trabalho demais para Centeno ou que o ministro não deve perder o rumo das finanças nacionais roça o ridículo. Se ser presidente do Eurogrupo impedisse um ministro de assumir as responsabilidades nacionais, então apenas o ministro das Finanças do Luxemburgo poderia ser candidato ao cargo. Ou será que  Marcelo está convencido que o único português com capacidade de trabalho é ele?

Compreende-se perfeitamente as dificuldades políticas de Marcelo; depois de os incêndios não terem queimado o PS nas sondagens e encostado cada vez mais à candidatura de Santana Lopes à presidência do PSD, o pior que poderia suceder a Marcelo seria a sua capacidade de prejudicar eleitoralmente o PS ficar limitada pelo sucesso nacional e internacional do governo.

Marcelo quer dar ares de que pode ou não ajudar o PS e o governo; esperemos que não tenham de ser o PS e o governo a ajudar Marcelo. Todos estes afetos e bla bla de Marcelo são muito bonitos mas mais tarde ou mais cedo virá o desencanto, ver-se-à que não é por Marcelo servir umas sopas aos pobres que acaba a pobreza ou por ele ter muitos likes e definir muitas prioridades que o país fica rico. A sua demagogia e populismo terão de enfrentar a realidade e a realidade é que Marcelo pode dar muitos abraços e beijinhos, mas não dá de comer a ninguém.

«O Presidente da República veio pôr freio no ânimo sobre a candidatura do ministro das Finanças Mário Centeno à liderança do Eurogrupo. Marcelo Rebelo de Sousa considera que “pode haver votos dispersos por vários candidatos” e avisa Centeno que “é fundamental não perdermos o rumo em matéria de financeira”.

A candidatura de Centeno ao Eurogrupo foi oficializada na última quinta-feira, com o ministro das Finanças português a partir como favorito, mas Marcelo adverte: “Isso de cantar vitórias… é como o resultado do desafio antes do termo do desafio”. E também diz que considera “bem possível que haja um resultado que se traduza por uma dispersão de votos, mas em que haja um núcleo duro forte e claramente maioritário a favor do ministro das Finanças português”. “Resta saber se existe uma maioria clara”, a favor de Centeno, “neste momento parece que sim, mas a votação é só na segunda-feira”, atirou em declarações aos jornalistas na noite de sexta-feira, à margem de uma iniciativa do Banco Alimentar.

O chefe de Estado considera que “é muito trabalho para ele [Centeno], mas quem corre por gosto não cansa” e mostra preocupação com o rumo das finanças nacionais. Apesar de dizer que, caso ganhe, o ministro português vai ter de “estar na Europa atento ao que é fundamental” para ela, Marcelo diz que Centeno não se pode “esquecer que começou por ser ministro das Finanças português e que só chega lá por se ministro das Finanças português. Não caiu do céu”, sublinhou para logo depois acrescentar ser “fundamental” que o ministro não perca o pé dentro de fronteiras com a eventual nova tarefa, até porque ainda “faltam dois anos para 2019”.» [Observador]

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Um pensamento sobre “Marcelo Rebelo de Sousa, comentador televisivo

  1. Marcelo Sousa é igual ao aborígene do Poço de Boliqueime, só que na vertente culta, inteligente e pragmática sem o rancor montanheiro que tolhia o seu antecessor.

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