SEI DE UM RIO…

(Joaquim Vassalo Abreu, 13/12/2016)

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Eu presumo que os meus caros amigos e leitores estejam a pensar que eu, ao colocar este título, vou falar daquele fado/canção do Camané e do qual o Nuno Lopes, o meu Amigo Nuno Lopes posso dizê-lo, esse extraordinário actor, fez um grandioso “quadro” quando, nos “ Contemporâneos”, fazia aquela figura do “chato”! “ Sei de um rio, sei de um rio…grande coisa, eu sei de muitos…queres que te diga?”. Lembram-se certamente…

Mas não é desse Rio que eu quero falar pois, de todos aqueles rios e afluentes que antigamente tínhamos que saber na primária, eu já só me lembro dos principais : Minho, Lima, Cávado, Douro, Vouga, Tejo, Sado e Guadiana…mas pronto, também alguns afluentes, verdade seja dita.

Mas não conheço nenhum chamado Ricardo e muito menos Rui. O Ricardo poderá ser ali um afluente do rio Homem, que por seu turno desagua na Cávado mas, como rio eu não o reconheço e quanto muito será um pequeno riacho.

Quanto ao Rui este presume-se mesmo um Rio. Mas como vive na Foz que rio poderá ele ser? Que caudal trará de tão curto percurso? Por isso é que nunca desagua…

Mas hoje, passados uns tempos desde que, como Economista, proferiu aquela anedota acerca do Balanço do Banif, voltou a falar. Ele que apenas admite que dele falem, que em nome dele falem, que ponham o seu nome nos escaparates e a façam dele um ser presente apesar de perdido no nevoeiro, ele hoje, ou ontem já nem sei, falou. E, como disse o Miguel Sousa Tavares na Sic, que eu só por mero acaso ouvi, teve uma ideia. Uma ideia luminosa e revolucionária.

Eu ouvi-a, custou-me um pouco a percebê-la, tão complexa ela era, e depois de muito matutar, não concluindo desta vez pela descoberta da pólvora, pois já há muito inventada foi, nem pela cena do ovo de Colombo, que já tão utilizada foi também, eu cheguei à conclusão que foi mesmo um achado, e um achado tão brilhante que não sei se o Krugman ou o Stiglitz alguma vez sequer sonharam ter!

Mas, enquadrando e porque anteriormente falei do Banif, não posso deixar de, antes de tudo, referir a descoberta descomunal que ele fez em relação ao Balanço do Banif, aqui há uns meses atrás. Dizia ele: Como é possível que um Banco que apresenta este  Balanço, com um superavit entre o deve e o haver, o activo e o passivo, como queiram, de 600 milhões, tenha necessidades de capital de três mil milhões e seja vendido como se nada valesse? Eu pus-me a pensar e eu, que embora tenha andado na Faculdade de Economia do Porto não acabei o curso, sujeitando-me, claro, a todas as consequências que daí advieram e que foram que, para além de um pária da sociedade, nunca me poderia abalançar sequer a ser um chefe de gabinete de um subsecretário de estado qualquer, muito estudei depois e de Balanços e Análise Financeira alguma coisa sei, perguntei-me: Este indivíduo é mesmo Economista? Contabilista sequer? Que fará ele numa empresa se não sabe que os passivos são todos exigíveis, todos, e os activos muitas vezes já não são realizáveis? Donde vêm as necessidades de financiamento de uma qualquer empresa, exceptuando o investimento, se não for pela desvalorização de stocks, da sua falta de rotatividade etc e pela impossibilidade de cobrança de muitos devedores?

Fiquei um pouco esclarecido acerca do seu esclarecimento e sabedoria e, agora, mais esclarecido fiquei com esta sua “descoberta” e solução para o problema que temos com os encargos brutais dos juros da dívida, que comem todo o nosso saldo primário e ainda não chegam. E qual foi a sua brilhante ideia: É baixar as taxas do IVA, do IRC e do IRC e criar um novo imposto destinado exclusivamente a pagar os juros da dívida! Tirar de um lado e cobrar por outro, portanto!

Brilhante! Brilhantíssimo mesmo!  E o remanescente, quem o paga?

Pois, descobriu o “elixir”. Mas eu, que não sou rio nem sequer afluente, digo-lhe: Quando atingirmos o défice zero, então falamos! Mas enquanto isso, ó Ruizinho, mantem-te calado, pá! Sabes que há tipos que calados falam pra caraças…mas não é o teu caso!

Por isso, Rio, nunca desaguas nem desaguarás, pá!


Texto original aqui

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