Os manifestantes Anti-Trump são instrumentos da Oligarquia. Objetivo: Deslegitimar Donald, instalar a “Senhora Presidente”

(In GlobalResearch, 11/11/2016)

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Imagem: A edição falhada da Newsweek, impressa antes dos resultados eleitorais

 


“As reformas provocam sempre raiva naqueles que beneficiam com a velha ordem.”, Arthur M. Schlesinger, Jr., in The Crisis of the Old Order.

Quem são os manifestantes anti-Trump que mancham o nome dos progressistas, fingindo ser progressistas e recusando-se a aceitar o resultado das eleições presidenciais? Parecem e estão agindo pior do que, o “lixo branco”, que eles pretendem contestar.

Acho que sei quem são. São bandidos de aluguer e são pagos pela Oligarquia para deslegitimar a Presidência de Trump, da mesma forma que Washington e o German Marshall Fund pagaram a estudantes em Kiev para protestar contra o governo democraticamente eleito da Ucrânia a fim de preparar o caminho para um golpe de estado.

A organização, change.org, que afirma ser um grupo progressista, mas que não passa de uma fachada ao serviço da Oligarquia, juntamente com outros grupos progressistas, está a destruir a reputação de todos os progressistas ao pôr a circular uma petição que exige que os Grandes Eleitores, alterem o resultado das eleições, entregando os seus votos no Colégio eleitoral a Hillary. Lembram-se quão nervosos ficaram estes progressistas quando Trump disse que poderia vir a não aceitar o resultado das eleições, se houvesse provas de ter havido fraude na votação? Agora os progressistas estão a fazer aquilo que abominavam em Trump e que ele disse vir a poder fazer em determinadas condições.

Os presstitutos ocidentais utilizaram as manifestações em Kiev para deslegitimar um governo democraticamente eleito e para promover um golpe de estado. O pagamento aos manifestantes era suficientemente atrativo para que não-ucranianos viessem de países vizinhos para protestarem e receberem o seu dinheiro. Na altura eu publiquei os montantes pagos diariamente aos manifestantes. Os relatos foram feitos por pessoas da Europa Ocidental e Oriental, que não eram ucranianas, mas que foram pagas para protestar como se fossem ucranianos.

O mesmo se está a passar agora com os protestos anti-Trump. A CNN informa que “para muitos americanos em todo o país, a vitória de Donald Trump é um resultado que eles simplesmente se recusam a aceitar. Dezenas de milhares saíram às ruas em pelo menos 25 cidades dos EUA durante a noite.” Este é o relato exato que a oligarquia queria que os presstitutos fizessem e eles fizeram-no.

Eu acho que ninguém acredita que manifestações simultâneas em 25 cidades tenham sido um acontecimento espontâneo. Como é que 25 manifestações independentes podem ter ocorrido com as mesmas palavras de ordem e os mesmos cartazes, na mesma noite, após as eleições?

Qual é o objetivo dos protestos, e a que interesses servem? Como os romanos perguntavam, “Quem beneficia?”

Apenas há uma resposta: A Oligarquia, ela e apenas ela, beneficia.

Trump é uma ameaça para a Oligarquia, porque ele quer acabar com a entrega de empregos americanos aos estrangeiros. Essa redução de empregos, santificada pela corja dos economistas neoliberais como “livre comércio”, é uma das principais razões para o agravamento das desigualdades na distribuição do rendimento dos EUA no século XXI. Dinheiro que anteriormente era pago à classe média sob a forma de ordenados e salários, aos trabalhadores da indústria americana e aos licenciados das universidades tem sido reencaminhado para os bolsos dos Um Por Cento.

Quando as empresas norte-americanas deslocalizam a produção de bens e serviços, que são vendidos aos americanos, para os países asiáticos, como a China e a Índia, reduz-se a massa salarial, nos EUA. O dinheiro que anteriormente fazia parte dos rendimentos da classe média, passa a ser canalizado para bónus dos executivos e para dividendos e ganhos de capital, pagos aos acionistas. O elevador de mobilidade social ascendente que fez da América a terra das oportunidades foi desmantelado com o único propósito de transformar em multibilionários uma mão-cheia de pessoas.

Trump é uma ameaça para a Oligarquia, porque ele pretende construir relações pacíficas com a Rússia. Para substituir a rentável Ameaça Soviética, a Oligarquia e os seus agentes neoconservadores trabalharam horas extras para recriar a “Ameaça Russa”, através da demonização da Rússia.

Habituados a muitas décadas de lucros colossais devido à rentabilidade da Guerra Fria, o complexo militar/securitário ficou zangado quando o Presidente Reagan pôs fim à Guerra Fria. E antes que tivessem tido tempo para despejar mais lixivia sobre os contribuintes americanos conseguindo voltar à Guerra Fria de novo, a União Soviética entrou em colapso como resultado de um golpe de direita contra o presidente soviético Mikhail Gorbachev.

Então, o complexo militar/securitário e seus agentes neoconservadores, inventaram a “guerra contra o terror” para manter o dinheiro a fluir para o Um Por Cento. Mas, apesar dos media presstitutos trabalharem arduamente para criar o medo da “ameaça muçulmana”, mesmo os americanos mais desinteressados da política sabiam que os muçulmanos não tinham milhares de mísseis intercontinentais (ICBMs) carregados de armas termonucleares poderosas capazes de destruir a totalidade dos Estados Unidos em poucos minutos.

Nem os muçulmanos têm o Exército Vermelho capaz de invadir e conquistar a Europa em meia dúzia de dias. De fato, os muçulmanos não precisam de um exército. Os refugiados das guerras de Washington com a cobertura dos europeus estão a invadir a Europa.

Era necessário um pretexto para o orçamento anual de um bilião de dólares com a defesa e a segurança. Então a oligarquia criou “o novo Hitler” na Rússia. Hillary foi, desde o princípio, o agente da Oligarquia para aquecer a nova Guerra Fria.

Hillary é a ferramenta, tornada milionária pela Oligarquia, cujo trabalho como Presidente seria proteger e aumentar o orçamento de biliões de dólares do complexo militar/securitário. Com Hillary na Casa Branca, o saque dos contribuintes americanos em prol da riqueza do Um Por Cento poderia ir para a frente sem quaisquer limites. Ora se Trump resolver acabar com “a ameaça russa”, a Oligarquia levará uma facada nos seus descomunais rendimentos.

O trabalho de Hillary como presidente seria também privatizar a Segurança Social, a fim de que seus benfeitores de Wall Street pudessem também saquear os americanos, do mesmo modo que os americanos têm sido roubados pelas companhias de seguros através do Obamacare.

Aqueles americanos que não prestam atenção pensam, erradamente, que o FBI absolveu Hillary de violar os protocolos da Segurança Nacional com as suas práticas de email. O FBI disse que Hillary violou a Segurança Nacional, mas que tal era resultado de negligência ou ignorância. Ela não foi acusada, porque o FBI concluiu que ela não tinha intenção de violar os protocolos de Segurança Nacional. As investigações à Fundação Clinton, essas, continuam.

Dito de outro modo, a fim de proteger Hillary o FBI caiu na regra do antigo direito comum que diz que “não pode haver crime sem intenção.” (Ver PCR e Lawrence Stratton, The Tyranny of Good Intentions.)

Poder-se-ia pensar que os manifestantes, se fossem legítimos, celebrariam a vitória de Trump. Ele, ao contrário de Hillary, prometeu reduzir as tensões com a poderosa Rússia, e esperemos também com a China. Ao contrário de Hillary, Trump diz que está preocupado com a falta de empregos para as pessoas que se manifestam contra ele nas ruas de 25 cidades americanas.

Ou seja, os protestos contra o povo Americano por ter escolhido Trump como seu presidente não têm sentido. Os protestos só estão a ocorrer por uma razão apenas. A oligarquia pretende deslegitimar a Presidência de Trump.

Uma vez que o Presidente Trump seja deslegitimado, será mais fácil para a Oligarquia assassiná-lo. A não ser que a Oligarquia possa nomear e controlar o governo de Trump, Trump arrisca-se de facto a ser assassinado.

As manifestações contra Trump também são suspeitas por outro motivo. Ao contrário de Hillary, Obama e Bush, Donald Trump não abateu nem deslocou milhões de pessoas dos povos de sete países, enviando milhões de refugiados das guerras da Oligarquia para invadir a Europa.

Trump ganhou sua fortuna, seja lá de que forma for, mas não com a venda de influências no governo dos EUA a agentes estrangeiros como Bill e Hillary fizeram.

Então afinal, contra que é os manifestantes protestam?

Não há nenhuma resposta, a não ser que eles estão contratados para protestar. Tal como ocorreu na praça Maidan em Kiev em que os manifestantes foram contratados para protestar por ONGs financiadas pelos EUA e pela Alemanha.

Os protestos em Kiev foram também sem sentido, porque as eleições presidenciais tinham sido apenas alguns meses antes. Se os ucranianos realmente acreditavam que o presidente deles estava a conspirar com a Rússia para impedir que a Ucrânia se tornasse num estado-fantoche ocidental, mas ainda assim desejassem tornar-se num estado-fantoche, independentemente dos custos, a oportunidade de eliminar o governo nas eleições teria sido aproveitada. A única razão para os protestos foi orquestrar um golpe de estado. Os Estados Unidos conseguiram colocar um seu agente no controle do novo governo ucraniano, como se depreende da conversa entre Victoria Nuland e o embaixador dos EUA em Kiev que está disponível na Internet.

Os protestos de Maidan foram sem sentido exceto para tornarem possível um golpe de estado. Os protestos foram, sem dúvida, orquestrados por Washington através da Secretária de Estado adjunta, Victoria Nuland, uma neoconservadora trazida para o Departamento de Estado por Hillary Clinton, com a finalidade de criar um conflito com a Rússia.

Trump está a ser contestado com o objetivo de o tornar vulnerável, no caso de se vir a provar que é uma ameaça para a Oligarquia, como se pode pensar que possa ser.

Trump ganhou a Presidência, mas a Oligarquia ainda está no poder, o que torna quaisquer reformas reais difíceis de alcançar. Reformas simbólicas podem ser o resultado da disputa entre o Presidente Trump e os oligarcas.

Karl Marx aprendeu com a experiência histórica e Lenine aprendeu com Karl Marx, que a mudança não pode ocorrer se a classe dirigente arredada do poder, permanecer intacta depois de uma revolução contra ela. Temos prova disso mesmo por toda a América do Sul. Todas as revoluções conduzidas pelos povos autóctones deixaram sem ser molestadas as classes dominantes, e todas essas revoluções foram derrubadas através dos conluios entre as classes dominantes e Washington.

Washington tem conspirado com as elites tradicionais para remover os presidentes eleitos das Honduras em várias ocasiões. Recentemente, Washington ajudou as elites a afastar as presidentes da Argentina e do Brasil. Os presidentes da Venezuela, Equador e Bolívia estão na calha e são poucas probabilidades de sobreviverem. Washington está determinada em pôr as mãos em Julian Assange. Para o conseguir Washington pretende derrubar o governo equatoriano que, desafiando Washington, deu asilo político a Julian Assange.

Hugo Chávez teve oportunidade de exilar os grupos da elite venezuelana quando participaram num golpe da CIA contra ele. Correu mal o golpe porque antes que a CIA pudesse matar Chávez, o povo e os militares forçaram sua libertação. Em vez de punir os criminosos que o teriam matado, Chávez decidiu soltá-los.

O desenlace é o erro clássico dos revolucionários. Porque confiar na boa vontade da classe dirigente deposta, é meio caminho andado para a derrota da revolução.

A América Latina revelou-se incapaz de aprender esta lição: as revoluções não podem ser amigáveis.

Trump é um negociador. A Oligarquia pode permitir-lhe o halo do sucesso em troca de nenhuma mudança real.

Trump não é perfeito. Ele pode falhar por culpa própria. Mas devemos enfatizar os dois traços mais importantes do seu programa: reduzir as tensões entre as grandes potências nucleares e parar com as políticas de Washington que permitem que a globalização destrua as perspetivas económicas dos americanos.

Se ocorrer um agravamento das tensões entre as potências nucleares, não ficaremos cá para nos preocuparmos com outros problemas. A combinação da economia escavacada pela globalização com a imigração é um pesadelo econômico. E Trump entende isso pelo que tal é motivo para ser apoiado.

Nota: Alguns acreditam que Trump é um ardil fabricado pela Oligarquia. No entanto, como Hillary, comprada-e-paga, sempre foi a representante da Oligarquia, esse artifício bem elaborado, mas demasiado rebuscado, seria desnecessário. Seria sempre preferível para a Oligarquia ganhar com o seu próprio programa em vez de promover um presidente com um programa oposto e depois trocá-lo. Outro traidor iria aumentar a ira do povo. Se Hillary tivesse ganho, a oligarquia teria o mandato dos eleitores para executar o seu próprio programa.

 

Um pensamento sobre “Os manifestantes Anti-Trump são instrumentos da Oligarquia. Objetivo: Deslegitimar Donald, instalar a “Senhora Presidente”

  1. O “ídolo” dos descerebrados analfabetos e mercenários que, aparentemente sabem escrever, mas abdicam de pensar, diz hoje: “vou expulsar 2 ou 3 milhões” (na opinião dele, gado), e ainda “as redes sociais foram essenciais nesta vitória”. Está à vista. Quanto terão pago ao robot mercenário que escreveu esta coisa?

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