Depois de 16 meses em cativeiro não sei o que Netanyahu esperava

(Agostinho Costa, 08/02/2025)


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O aspeto físico dos três reféns libertados esta manhã pelo Hamas choca Israel, mormente Netanyahu. O Major-general Agostinho Costa responde-lhe: “Depois de 16 meses em cativeiro não sei o que Netanyahu esperava”.

Além disso, o Major-general Agostinho Costa acredita que Benjamin Netanyahu “deve explicar aos três israelitas porque tiveram dez meses a mais do que aquilo que seria possível, face às circunstâncias em que se encontram”. “Netanyahu não tem moral nenhuma. O processo da sua libertação só não foi concluido mais cedo por teimosia de Israel”, acrescenta.

Ver aqui o vídeo da intervenção na CNN do Major-general Agostinho Costa.

A derrota mediática de Israel

(Agostinho Costa, 25/01/2025)


Imagens da libertação de reféns doem mais a Israel do que 70 mil toneladas de explosivos que lançaram em Gaza. “É uma derrota mediática”.


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O Major-general Agostinho Costa considera que, perante a forma como ocorreu a libertação de quatro reféns israelitas, “estamos a assistir a um outro nível da guerra”. “Estamos a assistir a combates no âmbito mediático”, adianta o especialista em Assuntos de Segurança.

Apesar de o vídeo abaixo não mostrar as intervenções dos restantes participantes no painel, posso dizer-vos quer a pivot e o resto do painel, como sempre, tentaram minimizar as conclusões do Major-general, mas debalde. A realidade tem muita força e nós todos também vimos as imagens da libertação dos refens.

Ver aqui o vídeo da intervenção na CNN de Agostinho Costa.

Dia de festa no Ocidente

(Tiago Franco, in Facebook, 25/01/2025, Revisão da Estátua)

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O mundo tratará de interpretar a imagem da libertação dos reféns e as narrativas serão, agora, construídas. Ganhará, obviamente, aquela que tiver melhor capacidade de divulgação e mais acesso aos meios de comunicação.

O que eu vejo, ou o que tenho visto nos últimos dias, é uma comoção sem fim com a libertação de reféns em contraste com o desprezo reinante com as mortes do outro lado.

Este conflito muda, decisivamente, a forma como olho para o governo israelita e, até, a forma como olhava para o Hamas.

E é tudo uma questão de números e de alguma coerência, para podermos olhar quem nos rodeia com honestidade. Se de um lado morrem 1200 pessoas e, do outro, morrem 46000, desculpem, a minha escolha é lógica. E seguiria o mesmo raciocínio se as IDF tivessem assassinado 1200 pessoas e o Hamas, em resposta, matasse outras 46000.

Se todas as vidas valem o mesmo, então poupem-me as lágrimas de crocodilo. Ando há uma semana a ver as habituais apoiantes do genocídio (desta vez não vou fazer publicidade a anafadas e respetivas roadies) a contar a história de cada refém enquanto, em Gaza, continuam a morrer às dezenas todos os dias. Gente sem nome, apenas um número.

É aliás curioso que nos andem a dizer há meses que Gaza está controlada, a guerra acabou, o Hamas está destruído mas…as mortes continuam e a libertação de reféns é feita com esta demonstração de força dos locais. Estou certo que alguém explicará que eram todos figurantes.

Quem acha que habitantes de uma prisão (é isso que é Gaza), que se habituaram a ver familiares assassinados pelas bombas israelitas, passam a terroristas quando procuram vingança (nas fileiras do Hamas ou de outra força qualquer), estará provavelmente no lado errado da História.

Que povo conhecem vocês que depois de massacrado, deslocado, assassinado, anos a fio, procura outra coisa que não vingança?

Claro que podemos sempre escolher qual a  vingança que é terrorista e qual a vingança que é um direito. Mas isso já entra naquela história do racismo que rapidamente se torna desagradável e hoje não estamos aqui para incomodar.

Fico feliz que inocentes sejam libertados, venham de onde vierem. Não fico feliz quando percebo que o Ocidente continua a valorizar mais a vida de um israelita do que o assassinato de cinquenta palestinianos. Uma vida é uma vida. Ponto final.