Aos papéis. A PSP é uma milícia privada? 

(Carlos Matos Gomes, in Facebook, 27/12/2024, revisão da Estátua)


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Perplexo com as perplexidades do Primeiro-ministro, da ministra da Administração Interna e do diretor nacional da PSP sobre as funções de um diretor geral e as suas dependências.

Segundo a revista online Brigther Future, da Fundação Belmiro de Azevedo, que tem por objetivo servir de instrumento a estudantes, trabalhadores, empregadores, instituições de ensino e outros decisores institucionais para estabelecerem a correspondência entre cursos/formações, competências e profissões, é a seguinte a definição de funções e responsabilidades de um diretor geral: planeia, dirige, coordena e monitoriza as atividades de empresas ou organizações, seguindo as orientações definidas pelo conselho de administração ou direção, a quem reportam em termos de gestão e de resultados.

Hoje, a propósito de qualquer que seja o acontecimento, o Primeiro-ministro, a ministra da Administração Interna e o diretor nacional da polícia vieram jurar que a operação da PSP no Martim Moniz era da exclusiva responsabilidade da PSP, a ministra jurou por todos os santos que não instrumentalizava a polícia e o mesmo disse o Primeiro- ministro: o governo não dá ordens à Polícia. Em conclusão, a Polícia não depende do governo. Anda aos papéis. Ou o governo.

Acontece que existe a lei. Os ditos papéis. E é perante a lei que se levanta a perplexidade dos cidadãos contra a perplexidade do chefe do governo, da ministra e do diretor nacional da Polícia. Ora, diz a Lei 53/2007 publicada no DR Nº 168, de Agosto de 2007, logo no Artigo 2º: “A PSP depende do membro do governo responsável pela administração interna…”. E, no Artigo 21º: “O Diretor Nacional tem as competências próprias dos cargos de direção de 1º grau.”

Em conclusão: a PSP depende do governo, da ministra da Administração Interna e o governo tem de dar orientações à PSP, que o diretor nacional da PSP tem de seguir e a quem tem de reportar os resultados. Nem o Primeiro-ministro nem a ministra nem o diretor nacional sabiam destas dependências e competências! Maldito Diário da República.

‘Quando o Marcelo sair de Belém, meto-lhe umas barbas e fica a substituir-me’

(Por Brás Cubas, in Página Um, 25/12/2024)

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Com o espírito irreverente e mordaz de Brás Cubas, esta entrevista imaginária com o Pai Natal é um mergulho numa sátira mordaz ao estado do mundo. Num diálogo que oscila entre o humor ácido e a crítica social, o velho símbolo natalício revela uma visão cada vez mais desanimada sobre o presente e o futuro, mas sem nunca perder a centelha de esperança que carrega no seu mítico saco, excepto a partir de momentos em que lhe falam dos seus conflitos em terras eslavas. A partir de um optimismo, embora cauteloso, garantindo que o seu saco está cheio – nem que seja de esperança –, rapidamente a conversa descamba…. Eis uma conversa que desafia o riso e o desconforto, expondo verdades universais sob o véu da sátira. Uma leitura natalícia para quem ainda acredita – ou quer acreditar – na magia da bondade humana.

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Carlos Moedas – Pequeno edil e grande falsificador

(Carlos Esperança, in Facebook, 22/12/2024)


Carlos Moedas, o maior falsificador da História e o pior demagogo da direita. Consegue passar de contrabando as suas mistificações, depois de fazer «tudo o que o PR e o Papa quiseram». Nunca mais prestou contas sobre os gastos das JMJ nem sugeriu outro nome para substituir o do cardeal que caiu em desgraça na ponte pedonal sobre o rio Trancão.

No entanto, com enorme desfaçatez, conseguiu comemorar o 5 de Outubro na Câmara de Lisboa, um feriado abolido pelo governo em que participou, para apelar aí à exótica comemoração do 49.ª aniversário do 25 de novembro, e transformar a derrota da direita e extrema-direita numa vitória dos derrotados.

Feliz com o sucesso das falsificações onde contou sempre com a cumplicidade do pouco recomendável PR, comemorou o 45.º aniversário da eleição de Krus Abecasis sem lhe lembrarem quem foi o seu antecessor do CDS eleito numa lista PPD/CDS/PPM.

Na foto: Moedas cortou quem estava à direita do PR e à esquerda do PGR para retirar o ex-terrorista Pacheco de Amorim, ali presente em representação do presidente da AR.

Krus Abecasis foi o autarca que: demoliu o cinema Monumental perante o repúdio dos lisboetas; promoveu as Torres sobre o Tejo, que roubavam a Lisboa o rio e deixavam as margens à especulação imobiliária, projeto a que o arquiteto Ribeiro Teles, vereador do PPM, impediu; quis estorvar a exibição do filme de Jean-Luc Godard, Je vous salue, Marie, na Cinemateca Portuguesa, incitando desacatos e ameaçando escaqueirar a sala, numa das primeiras tentativas de censura no atual sistema democrático.

Já se esqueceu o pavoroso incêndio da madrugada de 25 de agosto de 1988 que destruiu o Chiado e provocou a morte a um residente e um bombeiro, feriu 70 pessoas e deixou mais de 300 desalojadas e outras duas mil sem local de trabalho. Esqueceu-se sobretudo que a Rua do Carmo, à data reservada por Abecasis aos peões e enfeitada com canteiros altos de betão, impediu o acesso dos carros de bombeiros para o combate, o que agravou a tragédia.

O pequeno edil Moedas consegue ser um grande falsificador da História, graças à nossa amnésia e à incúria de quem ama a democracia. Não é uma questão de ponto de vista, é a falsificação de quem esperava chegar ao governo numa coligação PSD/CDS/Chega.