Eleições na Venezuela: tudo o que você precisa saber e a mídia imperialista não conta

(Pascual Serrano, in Diãlogos do Sul, 13/08/2024)

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Desde a vitória de Nicolás Maduro, em 29 de julho, a democracia da Venezuela enfrenta uma ofensiva dentro e fora do país e a conduta de dois pesos e duas medidas da grande mídia.

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Exibam as atas!

(Atílio A. Boron, in Resistir, 10/08/2024)


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O coro estrondoso e bem coordenado de publicitários a serviço do império e de suas classes dominantes aumentou suas denúncias sobre o recente processo eleitoral venezuelano. A campanha assumiu dimensões ciclópicas devido à sua generalização e ao seu tom raivoso e vociferante. Para aqueles que são erroneamente considerados “jornalistas” em vez de serem o que são, propagandistas, a notícia internacional absoluta tem sido as eleições presidenciais na Venezuela. 

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O problema é o Maduro…

(Carlos Matos Gomes, in Facebook, 02/08/2024)


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O mercado eleitoral está em pleno funcionamento nas Américas. Na do Norte há o mercado das doações/ações para comprar votos. Na do Sul, na Venezuela há mercado de votos para comprar petróleo. O neoliberalismo conduz a estas encenações em nome da democracia!

Que nos cresçam asinhas de anjo, tal como a Rangel, a Bugalho, a Santos Silva – fiéis de Guaidó, presidente em photoshop da Venezuela, e acreditemos quão antigas e desinteressadas são as preocupações dos Estados Unidos com as democracias no seu quintal sul-americano.

Nada a ver com os colossais lucros das empresas americanas. Tudo pelo bem dos povos.

Assim de repente, em 1954, com tropas treinadas pela CIA e comandadas por um militar local, os Estados Unidos derrubaram o governo de Jacobo Arbenz, na Guatemala, um governo constitucionalmente eleito, que apenas empreendia reformas que visavam minorar a exclusão social em que a maioria da população indígena vivia. Não havia nenhuma evidência de ligações de Arbenz com o comunismo. A irritação de Washington tinha outro motivo: o governo de Arbenz havia tomado medidas que prejudicavam os interesses da United Fruit, uma empresa bananeira americana instalada no país.

 Em 1969, na Colômbia, havia uma empresa conhecida pelo cognome de “Mamá Yanay” pela Zapata Corporation, empresa relacionada com George H. W. Bush passando a designar-se por Chiquita Brands. Esta empresa foi acusada de financiar grupos paramilitares na Colômbia responsáveis pelo massacre de sindicalistas, camponeses.

O Chile é, porventura, o exemplo mais marcante da técnica de apresentar como comunismo qualquer ofensa aos interesses americanos. A desestabilização do governo de Salvador Allende no Chile (1973), promovida por Nixon e Kissinger, deveu-se à nacionalização das empresas mineiras de capital americano, ou à diminuição das compensações que lhes tinham sido atribuídas.

O cuidado dos Estados Unidos com a qualidade democrática e as virtudes dos seus aliados tem um bom exemplo em Noriega, o presidente do Panamá. Com o conhecimento e o apoio das autoridades dos EUA, Noriega formou “a primeira narco-cleptocracia do hemisfério”, como um relatório de um subcomité do Senado norte-americano classificou o Panamá de Noriega, “o melhor exemplo da política externa recente dos EUA”. Após a captura, Noriega declarou que havia trabalhado sempre de mãos dadas com Washington. Colaborador pago da CIA desde o início dos anos 1970, Noriega permitiu que forças norte-americanas instalassem postos de escuta no Panamá e usassem o país para direcionar ajuda a forças pró-EUA em El Salvador e na Nicarágua.

Depois da morte do presidente do Panamá, Torrijos, em 1981, Noriega assumiu o comando do Panamá e aliou-se aos chefes do narcotráfico da Colômbia, como Pablo Escobar, a contrabandearem cocaína para os EUA e a lavar o dinheiro das drogas nos bancos do Panamá, recebendo milhões de dólares de suborno.

Mas de facto o problema é o Maduro, que se distingue dos outros “democratas” sul-americanos por não entrar no jogo do petróleo dos Estados Unidos. Mas é o mercado a funcionar.