Ucrânia – A partilha dos despojos de guerra

(Carlos Matos Gomes, in Facebook, 16/02/2025, Revisão da Estátua)


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui

A propósito das angústias dos rabulistas que se interrogam sobre quem garante a segurança da Ucrânia, depois do seu trabalho por conta de outrem dispondo-se se a servir de agente provocador da Rússia. A resposta é simples: o senso comum de qualquer miúdo rufia leva-o a reconhecer que basta não atirar pedras ao matulão que vive ao lado para este o ignorar.

Em termos práticos a primeira fase das negociações deverá seguir o modelo utilizado pelos Estados Unidos e a União Soviética para a Alemanha: uma substituição da administração de topo do regime de Zelenski – que a Rússia aceitará chamando-lhe desnazificação (uma reivindicação inicial) -, uma desmilitarização com imposição de limites para os efetivos e material para as suas forças armadas, a realização de eleições, a aceitação da divisão da Ucrânia com uma zona de domínio russo e outra da União Europeia (tipo Alemanha Federal (RFA) e Alemanha Democrática (RDA).

E quem paga? A reconstrução da Ucrânia Ocidental será paga pela UE e, os grandes negócios com matérias-primas e exploração de matérias-primas, serão para os EUA.

Será estabelecido um acordo para a Ucrânia poder exportar através dos portos do Mar Negro. A Polónia e a Hungria também devem ter uma parte de território ou influência em nome de direitos históricos. Este processo de divisão de espólios é recorrente ao longo da História.