Ucrânia – A partilha dos despojos de guerra

(Carlos Matos Gomes, in Facebook, 16/02/2025, Revisão da Estátua)


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A propósito das angústias dos rabulistas que se interrogam sobre quem garante a segurança da Ucrânia, depois do seu trabalho por conta de outrem dispondo-se se a servir de agente provocador da Rússia. A resposta é simples: o senso comum de qualquer miúdo rufia leva-o a reconhecer que basta não atirar pedras ao matulão que vive ao lado para este o ignorar.

Em termos práticos a primeira fase das negociações deverá seguir o modelo utilizado pelos Estados Unidos e a União Soviética para a Alemanha: uma substituição da administração de topo do regime de Zelenski – que a Rússia aceitará chamando-lhe desnazificação (uma reivindicação inicial) -, uma desmilitarização com imposição de limites para os efetivos e material para as suas forças armadas, a realização de eleições, a aceitação da divisão da Ucrânia com uma zona de domínio russo e outra da União Europeia (tipo Alemanha Federal (RFA) e Alemanha Democrática (RDA).

E quem paga? A reconstrução da Ucrânia Ocidental será paga pela UE e, os grandes negócios com matérias-primas e exploração de matérias-primas, serão para os EUA.

Será estabelecido um acordo para a Ucrânia poder exportar através dos portos do Mar Negro. A Polónia e a Hungria também devem ter uma parte de território ou influência em nome de direitos históricos. Este processo de divisão de espólios é recorrente ao longo da História.

4 pensamentos sobre “Ucrânia – A partilha dos despojos de guerra

  1. Não me atrevo a dizer mais nada, porque ao longo destes messes escrevi muita coisa, mas tive muito pouco apoio, mas alguns, tiveram a coragem de dizer o que se estava a passar na Ucrânia! O apoio que estava a ser dado ao judeu neonazista era um crime!

  2. Ainda vão ter que arranjar uma(s) última(s) vitória(s) para Zelensky, nem que seja(m) de Pirro, passe a redundância. Ficámos a saber nestes últimos 3 anos que existem muitos fantasistas do comentariado, autênticos malabaristas da opinião, e ficcionistas de séries de “info-entretenimento” televiviso de grande sucesso propagandístico, apesar da disparidade absurda com a realidade do mundo que apresentam… como aquela em que Zelensky era um salvador da pátria…

  3. E que Herr Zelensky enfrente julgamento como o criminoso de guerra que e e não que goze uma reforma dourada nalguma das muitas casas que comprou pelo mundo com o nosso dinheiro.
    E que a fatwa do TPI contra Putin seja levantada.
    Mas penso que isso e mais difícil de acontecer que o resto.
    Também não estou a ver esta gente devolver as boas o que foi roubado, em primeiro lugar porque não faz parte do ADN desta gente devolver o que roubaram.
    Tanto mais que quem vai pagar a reconstrução da Ucrânia com língua de palmo somos nos.
    Agora a Ucrânia só tem de se culpar a si própria.
    Conseguiu a independência livre de dívidas, com uma boa base industrial, muitos recursos e tudo para funcionar.
    Em vez disso afundou nas mafias e na corrupção e, cereja no topo do bolo, recuperou a sua vocação fascista e nazista dos tempos da Segunda Guerra Mundial aceitando o papel odioso de procurador numa guerra contra o vizinho.
    A Ucrânia foi vítima da sua incapacidade de agarrar o futuro e seguir em frente.
    Portugal foi ocupado pelo vizinho espanhol durante 60 anos.
    Depois seguiram se mais de 20 anos de guerra com atrocidades de parte a parte que hoje seriam consideradas crimes de guerra hediondos.
    Mas, terminada a guerra foi capaz de seguir em frente.
    Não aceitou por exemplo ser procurador dos inimigos de Espanha nas guerras que esta manteve mais tarde. O que talvez acarreta se a nossa destruição como nação.
    Já a Ucrânia não soube aproveitar a independencia, seguir o caminho da paz e do trabalho. Preferiu a guerra e a morte.
    Deve agora pagar o preço. Mas não tinha de ser assim.

  4. Até pode ser como está no artigo, mas a Rússia tem e deve exigir a retirada de todas as sanções, mas mesmo todas sem excepção, e tem de exigir que o dinheiro que foi roubado seja restituído ao seu legítimo dono, a Rússia.

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