Para o bem ou para o mal, ganhou quem o povo quis

(Major-General Raúl Cunha, in Facebook, 07/11/2024)

The Deep State…

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Estas eleições nos EUA provaram, pelo menos, uma coisa: o Deep State e os poderes hostis ocultos, que conspiram nos bastidores e governam secretamente o país, não são todo-poderosos. Podem claramente ser derrotados quando o povo fica farto.

Neste ciclo eleitoral tentaram praticamente de tudo, e nenhum dos seus anteriores métodos foi suficiente para defraudar e roubar a eleição a favor do seu candidato. Desde a fraude nas máquinas de votação eletrónicas, à recolha de votos, votos por correio, sondagens e inquéritos falsos, resultados de sondagens fraudulentos no Google e noutros locais, até à grande questão e golpe: uma invasão em massa de migrantes ilegais, destinada a instalar um regime permanente de vitória do voto democrata, em perpetuidade.

Nada disto resultou, e Trump venceu à mesma e com uma vitória republicana esmagadora. Os republicanos ganharam o Senado e a Câmara dos Representantes, com vários lugares recuperados em cada uma das instituições. O lado republicano controla agora todos os pilares do governo e, poderá vir a dar carta-branca a Trump para este fazer grande parte da limpeza da casa que prometeu.

O outro enorme elefante na sala – que ficou absolutamente exposto com esta eleição – é que agora é um facto inegável e irrevogável que os resultados em 2020 foram completamente ROUBADOS.

Pois é. Vejam-se os números das contagens de votos nos candidatos Democratas das últimas cinco eleições, e tenha-se presente que nunca, como nas eleições de Obama, houve uma tão grande mobilização do eleitorado democrata… O gráfico que se segue diz tudo, de tal modo que até as virgens woke vão perceber a marosca.

2008 Obama – 69,5 M

2012 Obama – 65,9 M

2016 Hillary – 65,9 M

2020 Biden – 81,3 M

2024 Harris – 66,4 M


O terramoto Trump

(Por P e p e E s c o b a r, in Resistir, 07/11/2024)

A minha caixa de correio está infestada de relatórios chorosos de Think Tankland americanos a perguntarem, incrédulos, porque é que Kamala poderia perder. É bastante simples – para além da sua absoluta incompetência e mediocridade, literalmente a cacarejar em voz alta.


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O terramoto Trump, na escala política de Richter, foi de morte – literalmente. O que era suposto ser um espetáculo totalitário liberal foi brutalmente, sem cerimónias, varrido para fora do parque – qualquer parque. Mesmo antes do dia das eleições, o pensamento crítico estava ciente do que estava em jogo. Com fraude, Kamala vence. Sem fraude, vence Trump. Houve, na melhor das hipóteses, tentativas (falhadas) de fraude. A questão-chave continua a ser: o que é que o Estado Profundo dos EUA realmente quer?

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A vitória de Trump e cinco perguntas do WikiLeaks para ele

(In Resistir, 06/11/2024)


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A vitória de Trump representa uma verdadeira bofetada nos seus vassalos europeus. Os atlantistas da UE – gente como a Úrsula, Macron ou Scholz – estão agora aterrorizados. Com a mentalidade subserviente que os caracteriza, eles gostariam apenas de terem um patrão gentil (o que não é o caso do sr. Trump). Mas nem lhes passa pela cabeça defenderem a soberania nacional, o fim do apoio às guerras sujas no Médio Oriente e na Ucrânia, o desenvolvimento nacional, o restabelecimento de relações normais na Eurásia, ou o combate à ditadura do capital financeiro que estrangula os povos europeus. Continuarão a ser vassalos, mas agora tratados como tais pelo sr. Trump.


A WikiLeaks lançou publicamente as seguintes perguntas a Trump, numa antecipação do seu possível regresso à Casa Branca:

1. Como vai lidar com os chamados “lobos com chapéus MAGA” [1] do estado profundo que rondam a sua equipa de transição, fazendo-se passar por MAGA a fim de obter posições poderosas numa futura administração Trump? Afinal de contas, a questão do pessoal é política.

2. Na sua anterior administração, nomeou figuras como Mike Pompeo, John Bolton, William Barr (ex-CIA), Robert O’Brien, Nikki Haley e Elliott Abrams, que muitas vezes se opuseram à sua retórica “America First”, especialmente em matéria de política externa e liberdade de expressão. Se for novamente eleito, pode garantir que estes indivíduos, ou outros como Tom Cotton e Marco Rubio – ambos financiados por empresas de armamento – não ocuparão cargos na sua administração?

3. Muitos destes indivíduos não só se opuseram às suas políticas como trabalharam ativamente contra si, chegando mesmo a apoiar a sua acusação. Por exemplo, Mike Pompeo acusou-o de guardar documentos confidenciais, sugerindo que isso colocava em perigo os soldados americanos. Também ordenou à CIA que elaborasse planos para assassinar Julian Assange, suprimiu a divulgação dos ficheiros JFK a pedido da CIA e afirmou que “não existe um estado profundo na CIA”. Qual é a sua posição em relação àqueles que apenas fingem apoiar o MAGA?

4. Muitos desses antigos responsáveis agora ganharam dinheiro e têm lucros substanciais fazendo lobby para empresas de armas, bancos e corporações estrangeiras. Por exemplo, Pompeo fundou a American Global Strategies, que aconselha empresas de armamento, juntou-se à empresa israelense de desinformação e censura Cyabra e assumiu posições na empresa siderúrgica japonesa Nippon Steel (fazendo lobby para aumentar as importações de aço estrangeiro para os EUA) e na empresa de armamento DYNE Maritime (procurando contratos relacionados com a AUKUS). Chegou mesmo a criar o seu próprio banco de investimento militar-industrial, Impact Investments e, tal como Hunter Biden, entrou para o conselho de administração de uma empresa ucraniana, a Kievstar, apesar de não ter experiência relevante. Embora o caso de Pompeo possa ser extremo, outros têm funções igualmente lucrativas. Será que Irá proibir nomeações daqueles que têm incentivos financeiros para iniciar guerras ou aumentar a vigilância e a censura em massa?

5. Uma facção crescente no seio do Partido Republicano e entre os independentes defende uma política externa menos orientada pela influência da CIA e pelos lucros da indústria de armamento. Figuras como Robert F. Kennedy Jr. e Tulsi Gabbard apelaram a um maior controlo da CIA e à redução das intervenções no estrangeiro.

No entanto, a escolha de pessoal é política. Será que os infiltrados do “pântano” conseguirão bajulá-lo a fim de ocuparem cargos de influência e assumirem o controlo da sua administração, reduzindo o MAGA a uma mera retórica?

[1] MAGA: Make American Great Again, slogan da campanha de Trump.

Fonte aqui