Os cornetas. Desde que entrei para a tropa, aos dezessete anos, que tenho uma má relação com as cornetas. A corneta emite um som que me é desagradável. Nos antigos regulamentos militares, para a especialidade de corneteiro deviam ser escolhidos algarvios, vagabundos e outra gente de mau porte. O corneteiro de facto é sempre um mau músico que se esforça para soprar o seu instrumento e transmitir as ordens do seu chefe.
As televisões são hoje o lugar de exercício dos corneteiros – dos cornetas -, e ganharam um estatuto de quase músicos, sendo certo que são uns artistas. Marcelo Rebelo de Sousa será o caso de maior sucesso; alcançou um estatuto de flautista que lhe permitiu chegar onde chegou.
Hoje há três cornetas principais, com direito a toque sem contraditório e que procuram transmitir as ordens à formatura que são as audiências: o mãozinhas Marques Mendes, o elegante Paulo Portas e o Nuno Rogeiro, a versão local do Bernard-Henri Lévy.
Estas três cornetas trazem as perguntas que entregam às partenaires e debitam o seu solo. Dão umas fífias, mas fica o som roufenho. Estes cornetas consideram normal, fazerem solos para o pagode, e que este os tome por músicos sérios.
Esta Soller efetivamente não tem um pingo de vergonha: consegue desdizer com uma grande lata tudo aquilo que andou 2 anos e 8 meses a impingir aos otários que paparam as suas análises como se se tratassem das análises de uma especialista.
A Mata Hari XXXL
Bem, podia simplesmente fazer como a amiga, a Mata Hari XXXL que não voltei a ouvir falar da Ucrânia; agora é só Mossad e Torá, ou seja, a mesma atitude que teve após andar feita maluca a palrar e a dar como certo o Guaidó presidente. Agora é silêncio sobre a Ucrânia e vira-se para outro lado para espetar mais um rol de aldrabices e propaganda em relação a um novo assunto; ela não é a culpada, os culpados são os que lhe dão palco e os que lhe arranjam uns tachos com dinheiro público, ou seja, os borregos ainda pagam a quem os engana e até batem palminhas. Estes trastes deviam indemnizar o povo pelas aldrabices que lhes espetaram, durante quase 3 anos.
Bem, mas esta Soller ao contrário da XXXL até mete pena, consegue contradizer-se a ela própria e acho que nem percebe. Provavelmente também não saberá que alguns de nós temos vídeos dos momentos altos da criatura, aqueles momentos em que dizia e jurava a pés juntos que a Ucrânia ia recuperar todo o território, que estava a ganhar porque os russos, coitaditos, não tinham meios e que era impensável a Ucrânia perder esta guerra. Ora, vem agora a criatura dizer que é pouco provável que a Ucrânia recupere territórios?! Mas será que esta alma tem noção do que diz e desdiz? Agora percebo porque não conseguiu acabar o doutoramento num país onde nem sequer primam pela inteligência e cultura 🙄…
A mediocridade da criatura é óbvia e o grave é que nem se apercebe, daí dar pena. Diz a criatura que a melhor forma de dissuasão nuclear é a existência de armas nucleares; esta alma limita-se a palrar e a repetir, sem pensar, o que ouviu alguém dizer, algum irresponsável, ou o que leu num qualquer livro de relações internacionais escrito por um mentecapto a quem deram importância. O que é normal quando algumas universidades sugerem livros a pedido dos partidos ou da elite política. Desde que vi, como obrigatório, um livro cheio de gralhas, falsidades e alucinações de Sousa Lara, comecei a entender melhor a mediocridade que minou a sociedade portuguesa, a comunicação e algumas classes profissionais: estas almas não foram treinadas para pensar ou ter opinião, foram treinadas para repetirem, que nem papagaios, a merda que decoram e lhes impingem sem sequer questionarem ou perceberem as lacunas.
Talvez alguém possa explicar a esta coitada que nem sequer deviam existir armas nucleares, que quem criou as primeiras se arrependeu e que os amigos dela, os EUA, foram pioneiros no seu uso quando lançaram duas bombas atómicas em Nagasaki e Hiroxima. A pobre não estudou essa parte da História e com certeza desconhece os resultados. Pergunto-me se esta alma terá cara para falar de paz, ou para algum dia se dirigir aos povos, associações e movimentos pela paz e contra o armamento. Mas, acredito que a imbecil disse esta barbaridade, mas faz separação do lixo a pensar no ambiente: é preciso ser tão lerda que até dói 🙄.
Por outro lado convém que alguém avise a criatura que as armas nucleares não assustam a Rússia. Se a criatura fosse informada sabia desde o primeiro dia a capacidade bélica da Rússia, sabia que possui as 6 armas mais potentes do Mundo, sabia que tem mísseis hipersónicos, algo que os EUA não têm, sabia que o número de ogivas da Rússia e dos seus aliados é superior ao do Ocidente, e sobretudo conhecia a política nuclear russa: não é a Rússia que ataca países com armas nucleares, pelo contrário, usou primeiro o ferro velho que para lá tinha o que até foi uma vantagem, despejou o ferro velho em terreno alheio. Só esta pacóvia e outros idênticos acreditavam e fizeram acreditar alguns ignorantes que a Rússia não tinha armas, nem botas, nem fardas, etc…
A senhora deverá, pois, desconhecer que a política nuclear russa é defensiva, e que muito bom senso e sangue de barata tem Putin: os EUA, com as armas que a Rússia tem, teriam destruído a Ucrânia em 3 dias. Além disso, a senhora devia saber que se atacarem a Rússia e a destruírem, mesmo que não exista nem mais um russo para carregar no botão, haverá automaticamente retaliação porque a Rússia tem um sistema chamado “mão morta” que atuará sem intervenção humana. Isso sim, isso é dissuasão, senão há muito tempo que a Rússia já teria sido atacada pelos “bonzinhos” dos norte-americanos. A detenção de armas nucleares, por si só, não é dissuasão nenhuma até porque, se a capacidade de um país for inferior à de outro, o que até é o caso, não assusta ninguém. É o mesmo que um caniche a ladrar a um pastor alemão. Mas têm moral, lá isso sem dúvida que têm, mas a estupidez é tanta que ladram, ladram e nem se apercebem da sua insignificância.
É o caso dos políticos portugueses que andaram em excursão a Kiev. Uma visita era aceitável para fazerem o “papel” na UE, agora andarem sistematicamente a lamber o cú a um asqueroso antidemocrático; a um criminoso que vendeu o seu país e o seu povo por uns milhões de dólares; a um corrupto; a uma besta que permite o tráfico de crianças e em que a associação criada pela mulher está envolvida; a uma besta que manda matar cidadãos no seu país só porque são descendentes de russos ou defendem as suas origens e cultura russa – como foi o caso recente de uma jovem em Odessa, caso em que a comunicação social nem pia -, é vergonhoso e mau de mais.
O regime ucraniano é nazi, não é democrático. Aliás, neste momento afastaram toda a oposição, mataram uns e prenderam outros, fecharam meios de comunicação social, oprimem há 10 anos, mas agora é de forma totalitária, e esta gente que debitou disparates durante mais de dois anos é impossível que tenha um pingo de vergonha na cara.
Alguns deviam ser acusados pelas mentiras criminosas que debitaram mas esta Soller, coitada, devia era receber um atestado de incapacidade e um subsídio qualquer do Estado porque é mais do que evidente que aquela cabeça tem falhas graves e ela, coitadita, não tem culpa: aquilo não dá mais, sendo a culpa de quem lhe dá palco e a faz passar por tais figuras tristes; acho até que é bullying…
O Serronha
Depois temos o Tenente-General Serronha: “Bem, se não é o cessar-fogo, será a derrota da Rússia; acho um pouco exagerado… em 2025. A Rússia está com problemas económicos, especialmente na economia”. 😂😂😂 Este já está com demência, não? Ai a Rússia é que está com problemas económicos? Ou será a Europa e os EUA? Estes últimos, já há uns anos valentes, mas como emitem moeda quando lhes apetece e ninguém fiscaliza está tudo bem 😂. As televisões escolhem estas pérolas a dedo 😂😂. Derrota da Rússia, diz este 😂😂😂
O General Salsicha
Bem… O General Salsicha também teve o desplante de um dia destes dizer que a Rússia não tem mísseis hipersónicos. Este, não tarda, é contratado pela NASA. Calma aí, não é pela inteligência, é para substituir a cadela Laika: andam com uns problemas no regresso das naves 😂
Nunca vi o espaço mediático tão infestado de “especialistas” como hoje. São um enxame de pregadores que dissertam sobre tudo e um par de botas, como se de cátedra perorassem.
No entanto, existem três categorias diferentes de opinantes:
Há os mais novos que, por terem feito umas cadeiras nos cursos de lavagem cerebral de Relações Internacionais, se consideram já experts em guerra e em geopolítica – João Jonet, Maria Castello Branco, a mais veterana Diana Soller, e a espalha brasas Ferro Gouveia.
Há os militares propagandistas da cartilha da NATO, deturpadores dos factos e do andamento da guerra, João Fonseca Ribeiro, Marco Serronha e o inenarrável Isidro Morais Pereira.
E, por último, há três generais que têm sido acusados de posições pró-russas, apesar da maior parte dos seus comentários serem feitos com base na doutrina militar e geoestratégica, Agostinho Costa, Raúl Cunha e Carlos Branco (ver artigo e a posição dos visados aqui).
Já nem falo da dupla de patetas Milhazes e Rogeiro, sendo que este último, apesar dos memorandos que deve receber dos serviços de informações ocidentais e que o levam a considerar-se um perito em guerras, teria muito que aprender com o texto que abaixo publicamos do Major-General Raúl Cunha, bem como com a intervenção na CNN do general Agostinho Costa.
O meu conselho para os comentadeiros de serviço é este: dediquem-se à pesca ou joguem ao berlinde e deixem a guerra para quem sabe de guerra, porque a estudou, porque a fez e porque por lá arriscou a vida, e que por isso não a deseja nem a proclama, pretendendo evitá-la a todo o custo.
Os porta-aviões na atualidade
(Major-General Raúl Cunha, in Facebook, 15/09/2024)
Um dos ensinamentos que podemos agora considerar (veja-se que uma força naval americana teve que se afastar de uma zona costeira por ação dos houthis) é que os dias em que os porta-aviões podiam estacionar a cento e sessenta quilómetros da costa de um país e passar meses a bombardeá-lo até o apagar do mapa, acabaram há algum tempo. As munições de precisão guiadas criaram uma nova lógica no campo de batalha: se um alvo pode ser detetado, pode ser destruído. E, com o aparecimento dos mísseis hipersónicos, essa possibilidade ficou ainda mais evidente.
Isto fez com que os porta-aviões estejam a ficar cada vez mais vulneráveis. Podem ser detetados ao longe pelos poderosos radares de superfície, por radares das aeronaves de pesquisa, seguimento e aviso, ou pelas emissões eletrónicas dos seus próprios radares ou dos das suas escoltas. Ainda poderão ter utilidade para os combates no mar alto ou, dada a possibilidade de poderem operar em qualquer parte do mundo, aumentar assim as distâncias das estruturas de defesa e possibilitando influenciar e apoiar a manobra de forças terrestres longe do seu território de origem. Mas, já não será tanto assim em missões onde sejam o único vector de ataque a objectivos terrestres.
Os porta-aviões foram os navios militares dominantes a partir da segunda metade do século vinte, mas agora, no século vinte e um, irão começar a ser utilizados cada vez mais como navios de apoio a uma manobra mais alargada, enquanto que os outros navios de superfície e sobretudo os submarinos com a valência de lança-mísseis passarão a ser os principais instrumentos com capacidade para decidir os combates navais, podendo também actuar sobre objectivos terrestres de importância estratégica.
Na minha opinião, esta será talvez uma das principais razões porque os EUA têm evidenciado alguma relutância em confrontar diretamente a Rússia, a qual, como é sabido, possui uma vasta frota de submarinos equipados com os mais recentes mísseis hipersónicos, inclusive com ogivas nucleares.
“Esta aventura de Kursk é recomendação de uns majores que acabaram o curso e andaram a ler A Guerra dos Tronos”
(Grande máxima numa assertiva intervenção do major-general Agostinho Costa, na CNN, cujo vídeo pode ser visto aqui).