General Carlos Branco: “Não lhe admito, o Sr. não tem idoneidade”

(Estátua de Sal, 13/07/2025)

Continua a CNN a convidar o Major-general Carlos Branco para opinar sobre a situação geopolítica do momento, mas sempre com marcação homem a homem para que a narrativa do consórcio EUA/UE/NATO não saia muito beliscada pelos factos que aquele militar revela nas suas intervenções. Desta vez não foi o Bello – que é feito dele que nunca mais se viu?! -, nem a Soller ou a Ferro Gouveia. Foram buscar um neófito na marcação, um tal Uriã Fancelli.

Fui ver quem é esse suposto especialista em relações internacionais, já que me causou alguma estranheza irem buscar um brasleiro, como se nós cá não tivéssemos especialistas para dar e vender Mas devem ter seguido o exemplo do futebol – é do Brasil que se importam craques da bola a bom preço -, julgando que este é que iria pôr na linha o Major-general. Em síntese o homem fez dois mestrados em relações internacionais na Europa e em 2022 foi, no Brasil, candidato às eleições pelo partido PODE, partido brasileiron conservador de centro-direita.

O episódio da infeliz prestação do Fancelli. ocorreu no CNN Meia Noite de dia 12. A emissão até começou cordata e serena, até ao momento em que o nosso especialista quis provar que a Ucrânia não está a perder a guerra e que, Carlos Branco, se esquece deliberadamente de referir que a Rússia anda a atacar sistematicamente alvos civis porque é conhecida a sua russofilia!

O que ele foi dizer. Sendo incapaz de contradizer os factos aduzidos pelo Major-general, só lhe restou o ataque ad hominem. Carlos Branco, deixou-o falar e, sem perder a compustura, ripostou com toda a justiça em defesa da sua honorabilidade. E assisti à maior sova verbal dada em televisão que me recorde. Mas, mais do que eu possa dizer, o melhor mesmo é verem no vídeo abaixo, a partir do minuto 5.

Coitado do Fancelli, foi à tosquia e saíu tosquiado. Mas não se iludam, estamos a viver tempos perigosos com a ascenção larvar de todos os fascismos e seus homens de mão. É que eles sempre foram assim. Quando não podem mais mistificar a realidade e as ideias dos que a eles se opõem, os alvos deixam de ser as mensagens e passam a ser os mensageiros.

Estátua de Sal, 14/07/2025


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Não há Bello sem senão – Participação à ERC

(Estátua de Sal, 11/07/2025)

Na sequência do artigo que publicámos ontem (ver aqui) sobre o comportamento deontologicamente abusivo de Pedro Bello Moraes, na sua qualidade de jornalista da CNN, em relação ao Major-general Carlos Branco, na expectativa de que a culpa não morra solteira, apresentámos hoje queixa da ocorrência à Entidade Reguladora para a comunicação social (ERC).

Na participação considerámos terem sido violados os seguintes valores: Direito de Resposta; Direitos Fundamentais; Deveres de Jornalistas; Rigor Informativo; Pluralismo.

Sobre a factualidade do ocorrido, em síntese, expressámos o seguinte:

O pivô teve um comportamento insolente, grosseiro, mal-educado e deontologicamente abusivo em relação ao seu convidado. Cortou a palavra ao opinante, fez chiste com as respostas que ele deu, acusou-o de parcialidade quando ele tentou apenas reportar factos que o pivô – no seu papel de censor e dono da verdade -, não gostou de ouvir. Quer o pivô, quer a CNN – se é que lhe dá cobertura para estas diatribes de mau gosto, ilegalidades notórias – devem ser chamados a capítulo pela ERC.

Se concorda com a nossa atitude pode manifestar-se na caixa de comentários do blog ou em comentário nas várias redes sociais onde este artigo também está publicado.

Estátua de Sal, 11/07/2025


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Não há Bello sem senão…

(Estátua de Sal, 10/07/2025)

A CNN, para dar ares de democracia, lá vai convidando o Major-general Agostinho Costa e o Major-general Carlos Branco, para opinarem sobre as questões da geopolítica do momento, nomeadamente sobre a guerra na Ucrânia.

No entanto, para que a vocação propagandística da estação, ao serviço do belicismo da NATO, não saia muito beliscada, sempre que esses dois militares opinam, são sistematicamente contrariados, ou por outros comentadores quando o formato da peça é o painel, ou pela postura e atitude discursiva do pivô de serviço.

Assim, no primeiro caso, deram brado os confrontos do Major-general Agostinho Costa com a Ferro Gouveia e com a Soller, em que estas demonstraram a sua ignorância sobre as coisas da guerra, e foram de uma petulância ofensiva na sua ação de denegrir as opiniões de um especialista em defesa e questões militares, elas que nunca devem ter visto uma pistola na vida…

No segundo caso, o papel do contraditório tem ficado a cargo dos pivôs. Até aqui, eles e elas lá iam tentando cumprir o seu papel, com alguma acrimónia é certo, mas sempre dentro dos limites do respeito e da boa educação para com os referidos militares. Acontece que, tendo o Isidro sido dispensado e emigrado para o NOW, quer Agostinho Costa quer Carlos Branco tem sido chamados mais vezes à emissão e – por isso mesmo, ou talvez não -, tivemos ontem e hoje um confronto, até aqui inédito, entre os ditos militares e o pivô Pedro Bello Moraes, tendo dado origem a dois dos mais vergonhosos episódios que me foram dados a ver na CNN.

O dito Pedro, que deve achar que é gente fina – quando vejo um nome com dois eles e “Moraes” e não “Morais” fico logo de pé atrás – acha-se no direito de ser insolente, grosseiro, mal-educado e deontologicamente uma nulidade. Corta a palavra aos opinantes, faz chiste com as respostas que eles dão, acusa-os de parcialidade quando eles tentam apenas reportar factos que o Bello – no seu papel de supremacista branco e Torquemada de serviço -, não gosta.

Do que ele gosta mesmo é de passar as peças que a propaganda da NATO lhe manda, reportando na guerra da Ucrânia os ataques russos a civis, com o objetivo de manter a opinião pública disposta a apoiar a guerra, com o dinheiro que temos e com o que não temos e que vai parar aos bolsos de Zelensky e do seu séquito de nazis. Sim, nas peças da CNN os russos só conseguem matar civis – de preferência velhinhos e crianças -, atingir casas de família, hospitais e creches e ainda não conseguiram atingir nenhum soldado nem alvo de natureza militar… Se a guerra não fosse algo hediondo e dramático seria de rir, alto e bom som, com a enormidade de tais patranhas e o desplante com que são vendidas aos telespectadores.

Mas, são essas narrativas que o Bello adora colocar no ar. E quando o Major-general Carlos Branco.Carlos Branco lhe disse que não eram factualmente verdadeiras, o Bello cortou-lhe a palavra intempestivamente e tirou-o da emissão. Uma vergonha que podem ver no vídeo que segue, e que aconteceu hoje no confronto com aquele militar.

Termino com um recado para a CNN. Não chega querer dar ares de canal democrático e pluralista, é preciso sê-lo, de facto. E estas práticas e ser o albergue de Bellos e quejandos só prova que o não é. Se calhar a CNN também estava na folha de pagamentos da USAID, mas agora a USAID até foi extinta…

Por isso, ainda vão a tempo de emendar a mão e porem de lado o vosso falso pluralismo. Já se livraram do Isidro e, se continuarem a varrer e encontrarem o Bello no caminho, não hesitem. Acreditem que as audiências vos agradecerão.


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