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1º de Maio – Dia do Trabalhador

(Por João-Mc Gomes, in VK, 01/05/2024)

Ilustração das manifestações de Chicago.

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Tem origem na primeira manifestação de cerca de 500 mil trabalhadores nas ruas de Chicago, numa greve geral em todos os Estados Unidos, no ano de 1886. Três anos depois, em 1891, o Congresso Operário Internacional convocou, em França, uma manifestação anual, em homenagem às lutas sindicais de Chicago. A primeira acabou com 10 mortos, em consequência da intervenção policial. Foram estes factos históricos que transformaram o 1º de Maio no Dia do Trabalhador.

Até 1886, os trabalhadores jamais pensaram exigir os seus direitos, apenas trabalhavam. No dia 23 de abril de 1919, o Senado francês ratificou as 8 horas de trabalho e proclamou o dia 1º de Maio como feriado, e uns anos depois a Rússia fez o mesmo. Em Portugal, os trabalhadores assinalaram o 1.º de Maio logo em 1890, o primeiro ano da sua realização internacional. Mas as ações do Dia do Trabalhador limitavam-se inicialmente a alguns piqueniques de confraternização, com discursos pelo meio, e a algumas romagens aos cemitérios em homenagem aos operários e ativistas caídos na luta pelos seus direitos laborais.

Com as alterações qualitativas assumidas pelo sindicalismo português no fim da Monarquia, ao longo da I República transformou-se num sindicalismo reivindicativo, consolidado e ampliado. O 1.º de Maio adquiriu também características de ação de massas. Até que, em 1919, após algumas das mais gloriosas lutas do sindicalismo e dos trabalhadores portugueses, foi conquistada e consagrada na lei a jornada de oito horas para os trabalhadores do comércio e da indústria.

Mesmo no Estado Novo, os portugueses souberam tornear os obstáculos do regime à expressão das liberdades. As greves e as manifestações realizadas em 1962, um ano após o início da guerra colonial em Angola, são provavelmente as mais relevantes e carregadas de simbolismo. Nesse período, apesar das proibições e da repressão, houve manifestações dos pescadores, dos corticeiros, dos telefonistas, dos bancários, dos trabalhadores da Carris e da CUF. Nesse ano, no dia 1 de Maio, em Lisboa, manifestaram-se 100 000 pessoas, no Porto 20 000 e em Setúbal, 5000.

Ficarão como marco indelével na história do operariado português, as revoltas dos assalariados agrícolas dos campos do Alentejo, com o grande impulso no 1.º de Maio de 1962. Mais de 200 mil operários agrícolas, que até então trabalhavam de sol a sol, participaram nas greves realizadas e impuseram aos agrários e ao governo de Salazar a jornada de oito horas de trabalho diário.

Claro que o 1.º de Maio mais extraordinário realizado até hoje, em Portugal, com direito a destaque certo na História, foi o que se realizou oito dias depois do 25 de Abril de 1974, comemorado já sem repressão devido à Revolução dias antes.


A Europa não mudou em 500 anos

(André Campos, in comentários na Estátua de Sal, 01/05/2024)

A Europa continua o seu colonialismo e continua a ocupar ilegalmente territórios em todo o mundo.


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A Europa não mudou em 500 anos, por isso não vai mudar tão cedo. Estamos a assistir a uma espécie de guerra racial em que os países imperialistas brancos não conseguem entender-se com outros países prósperos, não brancos.

A Europa continua o seu colonialismo e continua a ocupar ilegalmente territórios em todo o mundo.

Os britânicos continuam a ocupar Anguila, Montserrat, Bermudas, Ilhas Virgens, Ilhas Caimão, Ilhas Turcas e Caicos, Ilhas Malvinas, Gibraltar, Santa Helena, Ascensão, Tristão da Cunha, Ilhas Sandwich, Ilhas Ashmore e Cartier, Ilha do Natal, Ilhas Cocos (Keeling), Ilhas Heard e McDonald, Pitcairn, Henderson, Ilhas Ducie e Oeno, Geórgia do Sul, Orkney do Sul, Shetland do Sul.

Os franceses continuam a ocupar ilegalmente 121 ilhas polinésias, incluindo o Taiti, as ilhas de Barlavento, as ilhas de Sotavento, as ilhas Gambier, as ilhas Marquesas, as ilhas Austrais, o arquipélago de Tuamotu, fora da Reunião, a Martinica, Guadalupe, Guiana Francesa, Mayotte, Nova Caledónia, São Bartolomeu, São Martinho, São Pedro e Miquelon, Wallis e Futuna, Ilha do Sul e Clipperton, São Pedro e Miquelon, Terre Adélie, Ilhas Crozet, Ilhas Kerguelen, Ilhas Saint Paul e Amesterdão, Ilhas Eparses.

A Espanha continua a ocupar a parte norte de Marrocos (Ceuta) e as ilhas Canárias, as ilhas Alhucemas, Isla de Mar, Isla de Tierra, as ilhas Chafarinas, Isla de Isabel II, Isla del Rey, Isla del Congreso, Peñón de Vélez de la Gomera, Ilha Perejil.

Os Estados Unidos, o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia são países ilegítimos sob a ocupação ilegal de europeus brancos. A Carta dos Direitos Humanos Fundamentais das Nações Unidas foi criada em 1948, mas as leis de segregação racial permaneceram em vigor até ao final da década de 1960 e o Ocidente também apoiou o apartheid na África do Sul até à década de 1990.

Os Estados Unidos continuaram a permitir o florescimento do Ku Klux Klan e a armar a sua população branca, e os abusos raciais são frequentes  como se viu com o assassínio de George Floyd e os assassinatos raciais em Buffalo. Os abusos raciais contra os não brancos aumentaram nos EUA/UE/Reino Unido/Austrália/Canadá/Nova Zelândia.

A maioria dos países conquistou a sua independência, não porque o racismo tivesse acabado, mas apenas porque, após a Segunda Guerra Mundial, o Ocidente não podia manter as suas colónias. O preâmbulo do Tratado da NATO define claramente os seus objetivos como a proteção da “raça branca” e da “civilização”. Homens como Hans Speidel, Adolf Heusinger, Friedrich Guggenberger, Hennig Strumpell, Franz Josef Strauss, que eram assumidos nazis, serviram a NATO.

A NATO não é uma aliança defensiva, mas sim uma aliança militar ofensiva. O México é demasiado castanho para fazer parte da NATO. A NATO não é uma aliança militar legítima e não é apoiada pelas Nações Unidas ou pelos países do Sul. A NATO interveio, invadiu e destruiu países em todo o mundo: Coreia, Sérvia, Kosovo, Bósnia-Herzegovina, Afeganistão, Líbia, Síria, Iraque, Somália, para citar apenas alguns. Se o artigo 5.º diz que um ataque a um é um ataque a todos, então isso também deveria implicar que qualquer agressão por parte de um país da NATO deve ser considerada como uma agressão por parte de todos os países da NATO.

Além disso, não existe um inventário separado de armas nem um exército da NATO. O projeto da UE é criar a ideia nazi do Lebensraum que se estende à Ucrânia e à Rússia ocidental (até aos Urais, como descrito pelo Terceiro Reich). Os EUA, o Canadá, o Reino Unido, a UE, a Austrália, a Nova Zelândia, a Noruega e a Suíça (todos países brancos) votaram contra a resolução da ONU intitulada “Combater a glorificação do nazismo, do neonazismo e de outras práticas que contribuem para alimentar formas contemporâneas de racismo, discriminação, xenofobia e intolerância conexa”, em 2015 e 2022. O antigo líder da Azov, Andrew Biletsky, afirmou em 2010 que a missão da nação era “liderar as raças brancas do mundo numa cruzada final… contra os sub-humanos [Untermenschen]” e a NATO/UE tem financiado essas forças (Azov, Svoboda, Aidar, Banderistas e outras) na Ucrânia.

Uma solução para a Ucrânia só vai ganhar tempo antes de o Ocidente fazer a sua próxima aventura para destruir a China, depois ir atrás da Índia e do resto do mundo para criar um império cristão branco e oprimir o resto e reforçar o imperialismo.

Se a Rússia e a China caírem, não haverá outros países para proteger o Sul global. Os não brancos, nos países da UE/NATO, são minorias das comunidades mais oprimidas e podem ser facilmente eliminados.

Se o genocídio foi possível no século passado, é mais do que possível num futuro próximo. Agora, estes países imperialistas brancos estão a utilizar as sanções económicas como uma nova arma para congelar ou confiscar as reservas de divisas e de ouro dos países, que normalmente estão depositadas em bancos dos países ocidentais. Utilizam o SWIFT para dominar as transações internacionais e intimidar os países a utilizarem o dólar americano e o Euro para as trocas comerciais, estando o SWIFT sob o monopólio do Grupo dos Dez (G10).

O Reino Unido detém 330 toneladas de ouro e apenas 3,5 toneladas foram extraídas no Reino Unido nos últimos 1000 anos. O resto é saqueado em todo o mundo. A Espanha possui 282 toneladas de ouro, das quais 200 toneladas foram saqueadas.

Só os brancos cometeram os crimes mais hediondos da história da Humanidade. Desde o colonialismo à destruição de países e civilizações em todo o mundo até ao tráfico de escravos baseado na raça, ao imperialismo e à destruição da cultura e da história em todo o mundo e à exploração de países que continua até aos dias de hoje.

Os brancos não só exterminaram 6 milhões de pessoas (judeus e não-brancos) como foram os únicos a lançar bombas nucleares sobre pessoas de outra raça. Quase dizimaram as populações indígenas da América do Norte e do Sul, da Austrália e da Nova Zelândia e massacraram mais de 4 milhões de pessoas ao criarem artificialmente a fome de Bengala na Índia.


O golpe que não chegou a ser e como vai a política cá no quintal

(Por oxisdaquestão in blog oxisdaquestao, 30/04/2024, revisão da Estátua)

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Depois de tramarem António Costa, parecia que o próximo seria Sanchez, o líder do PSOE de espanha. Chegou a ser anunciada a sua possível demissão decorrente da tramóia que lhe armaram a partir de actividades pouco lisas da esposa. Acontecia isto numa altura em que o socialista se apresentava como defensor da Palestina e do reconhecimento pela Onu de um seu estado independente!

Nota: quando em França a Assembleia Nacional teve iguais propósitos aconteceram os atentados de paris, o mais falado de todos contra o do Charlie Hebdo que gerou comoção e deu aso a uma manif de chefes políticos com Merkel à cabeça e Natanyahu no meio deles com a sua cara de assassino a querer dizer: “Atenção, é isto que acontece aos que se atrevem a ir contra os interesses sionistas de israel …”

Sanchez resolveu o seu caso marital com o dramatismo de uma telenovela de 5 dias de ausência para pensar a sua atitude. Nesses 5 dias ele pôde desenvencilhar-se do assunto e ter 2 pesquisas de opinião, uma pró-PSOE e outra direitista do Vox+PP, com resultados simétricos e a mostrar que o país tanto se alegraria com ou sem ele no Governo. Sanchez é ainda necessário à estabilidade CEE-UE porque garante a pacatez dos que são dia-a-dia esmifrados pelos preços em subida, o desemprego, a dificuldade de pagar a renda, o desalento de viver na podridão do capitalismo Ibérico, feito para ricos e para cada vez menos espanhóis. Sanchez, ao mesmo tempo que suporta o nazismo de Kiev com milhões de milhões, vende armas a Israel e chora pelos palestinos as suas lágrimas de crocodilo. Um perfeito artista da corda bamba sob os olhares da Mossad!

Os donos de Espanha decidiram manter Sanchez no poder como sendo ainda a melhor pedra do seu jogo de alinhamento ao imperialismo e à NATO. E o homem ficou, terminada a telenovela dos 5 dias e encerrado o caso da esposa vivandeira e comerciante de influências e mercadorias. Um lawfare mediático que deu em nada! Em Espanha não há lítio nem um porto como Sines, as razões do GOLPE dado ao nosso anterior 1º ministro pela PGR e pela Presidência da República. Sanchez, tal como Costa, estão apontados à Europa; veremos para onde e para quê…

O estilo de Montenegro a governar vai ser o do publicitário e propagandista, e conta com as tv’s para isso. É que a realidade não se compadece com ilusões e, à 5ª mentira, passará a ser visto como um aldrabão mais, que não manda nada de fundamental no país, e só vai gerir niquices à PPD-AD. A sua campanha eleitoral está, agora se vê, cheia de coisa nenhuma e que o digam os professores, que nem a recompensa de atacarem o governo do PS, receberam já! A treta do IRS é o que se vai sabendo:

Bons tempos para os PPD’s nos quais para o governo mostrar serviço à troika punha Gaspar a vangloriar-se do imenso aumento dos impostos que tinha decretado! E Coelho justificava o roubo de rendimentos pela futura limpeza da saída do torniquete do BCE que se viu, depois, ser suja e emporcalhada com milhões acrescidos à dívida e entregues aos bancos que na especulação se tinham abeirado da falência!

Montenegro vai sobrevoar todas as encrencas que o capitalismo de colónia lhe apresentar. Como vendedor da banha da cobra estará atrás das cortinas da publicidade e da propaganda que um gabinete de relações públicas à gringa vai processar e difundir em seu favor.

Entramos numa nova fase da política nacional: a do embuste como sistema.

Um dia em Paris quiseram que Eça de Queiroz subisse em balão. Recusou. ” Eu não sou político, meus amigos!” E depois de um silêncio, esclareceu: ” Só os políticos é que conhecem a complicada arte de se equilibrarem nos ares !”