Não há Bello sem senão – Participação à ERC

(Estátua de Sal, 11/07/2025)

Na sequência do artigo que publicámos ontem (ver aqui) sobre o comportamento deontologicamente abusivo de Pedro Bello Moraes, na sua qualidade de jornalista da CNN, em relação ao Major-general Carlos Branco, na expectativa de que a culpa não morra solteira, apresentámos hoje queixa da ocorrência à Entidade Reguladora para a comunicação social (ERC).

Na participação considerámos terem sido violados os seguintes valores: Direito de Resposta; Direitos Fundamentais; Deveres de Jornalistas; Rigor Informativo; Pluralismo.

Sobre a factualidade do ocorrido, em síntese, expressámos o seguinte:

O pivô teve um comportamento insolente, grosseiro, mal-educado e deontologicamente abusivo em relação ao seu convidado. Cortou a palavra ao opinante, fez chiste com as respostas que ele deu, acusou-o de parcialidade quando ele tentou apenas reportar factos que o pivô – no seu papel de censor e dono da verdade -, não gostou de ouvir. Quer o pivô, quer a CNN – se é que lhe dá cobertura para estas diatribes de mau gosto, ilegalidades notórias – devem ser chamados a capítulo pela ERC.

Se concorda com a nossa atitude pode manifestar-se na caixa de comentários do blog ou em comentário nas várias redes sociais onde este artigo também está publicado.

Estátua de Sal, 11/07/2025


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Não há Bello sem senão…

(Estátua de Sal, 10/07/2025)

A CNN, para dar ares de democracia, lá vai convidando o Major-general Agostinho Costa e o Major-general Carlos Branco, para opinarem sobre as questões da geopolítica do momento, nomeadamente sobre a guerra na Ucrânia.

No entanto, para que a vocação propagandística da estação, ao serviço do belicismo da NATO, não saia muito beliscada, sempre que esses dois militares opinam, são sistematicamente contrariados, ou por outros comentadores quando o formato da peça é o painel, ou pela postura e atitude discursiva do pivô de serviço.

Assim, no primeiro caso, deram brado os confrontos do Major-general Agostinho Costa com a Ferro Gouveia e com a Soller, em que estas demonstraram a sua ignorância sobre as coisas da guerra, e foram de uma petulância ofensiva na sua ação de denegrir as opiniões de um especialista em defesa e questões militares, elas que nunca devem ter visto uma pistola na vida…

No segundo caso, o papel do contraditório tem ficado a cargo dos pivôs. Até aqui, eles e elas lá iam tentando cumprir o seu papel, com alguma acrimónia é certo, mas sempre dentro dos limites do respeito e da boa educação para com os referidos militares. Acontece que, tendo o Isidro sido dispensado e emigrado para o NOW, quer Agostinho Costa quer Carlos Branco tem sido chamados mais vezes à emissão e – por isso mesmo, ou talvez não -, tivemos ontem e hoje um confronto, até aqui inédito, entre os ditos militares e o pivô Pedro Bello Moraes, tendo dado origem a dois dos mais vergonhosos episódios que me foram dados a ver na CNN.

O dito Pedro, que deve achar que é gente fina – quando vejo um nome com dois eles e “Moraes” e não “Morais” fico logo de pé atrás – acha-se no direito de ser insolente, grosseiro, mal-educado e deontologicamente uma nulidade. Corta a palavra aos opinantes, faz chiste com as respostas que eles dão, acusa-os de parcialidade quando eles tentam apenas reportar factos que o Bello – no seu papel de supremacista branco e Torquemada de serviço -, não gosta.

Do que ele gosta mesmo é de passar as peças que a propaganda da NATO lhe manda, reportando na guerra da Ucrânia os ataques russos a civis, com o objetivo de manter a opinião pública disposta a apoiar a guerra, com o dinheiro que temos e com o que não temos e que vai parar aos bolsos de Zelensky e do seu séquito de nazis. Sim, nas peças da CNN os russos só conseguem matar civis – de preferência velhinhos e crianças -, atingir casas de família, hospitais e creches e ainda não conseguiram atingir nenhum soldado nem alvo de natureza militar… Se a guerra não fosse algo hediondo e dramático seria de rir, alto e bom som, com a enormidade de tais patranhas e o desplante com que são vendidas aos telespectadores.

Mas, são essas narrativas que o Bello adora colocar no ar. E quando o Major-general Carlos Branco.Carlos Branco lhe disse que não eram factualmente verdadeiras, o Bello cortou-lhe a palavra intempestivamente e tirou-o da emissão. Uma vergonha que podem ver no vídeo que segue, e que aconteceu hoje no confronto com aquele militar.

Termino com um recado para a CNN. Não chega querer dar ares de canal democrático e pluralista, é preciso sê-lo, de facto. E estas práticas e ser o albergue de Bellos e quejandos só prova que o não é. Se calhar a CNN também estava na folha de pagamentos da USAID, mas agora a USAID até foi extinta…

Por isso, ainda vão a tempo de emendar a mão e porem de lado o vosso falso pluralismo. Já se livraram do Isidro e, se continuarem a varrer e encontrarem o Bello no caminho, não hesitem. Acreditem que as audiências vos agradecerão.


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O governo e a ministra da Saúde – Se a memória não me falha …

(Carlos Esperança, in Facebook, 10/07/2025)


Se a memória não me falha, Luís Montenegro, antes de pedir que o deixassem trabalhar, já tinha achado na gestora do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte que pedira a demissão porque o cargo exigia mais do que era capaz, as qualidades para a complexa máquina da Saúde.

Se a memória não me falha, esta senhora Bastonária de Farmácia tinha a experiência de gestão de um saco azul com o Bastonário da Saúde, agora deputado do PSD e um outro gestor, saco azul de que nunca mais se ouviu falar.

Se a memória não me falha, o Luís, herdou o Governo depois de sucessivas dissoluções da AR em que Marcelo insistiu até o entregar aos seus, aos que votaram contra a criação do SNS. Marcelo, então incendiário, é agora o bombeiro servil do Luís.

Se a memória não me falha, o Luís foi defensor na AR, como líder parlamentar, da fúria das privatizações de Passos Coelho. Era previsível que o seu programa de governo fosse de acordo com o desejo de ser o executor testamentário das suas vontades.

Se a memória não me falha, o Luís descobriu nesta ministra a reencarnação da pessoa ideal para o cargo, com o mesmo faro com que os Lamas descobrem a reencarnação do Dalai Lama, no Tibete.

Se a memória não me falha, disse-o desde o primeiro momento, a esta ministra não lhe falta competência para o que quer o Luís. O problema é para o País.

Se a memória não me falha assisti ontem à mais pungente e assustadora prova da sua capacidade de destruição do SNS. À ferocidade com que substituiu toda a gente que não era do PSD, porque um governante tinha o direito a escolher pessoas da sua confiança, não sabe agora justificar a demissão do diretor clínico de Santa Maria. Foi o presidente do Conselho de Administração que lha propôs, os motivos terão de perguntar-lhe, a ele. 

Se a memória não me falha, devo a Eça a propensão para o sarcasmo e o que ele disse de um governo vou agora usá-lo para esta mulher: esta ministra não cai porque não é um edifício, há de sair com benzina porque é uma nódoa.

Encomendem benzina para o Luís.

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