Todos (menos o PAN) descem a fechar a semana

(Sondagem in TSF, 27/09/2019)

O PS tem 37,5% de intenções de voto, O PSD regista 26,6%, o BE desliza para os 10,1%, a CDU tem 5,1% e o CDS cai para o pior resultado da semana: 4%.


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Dois casos graves, um timing irritante

(Daniel Oliveira, in Expresso Diário, 26/09/2019)

Daniel Oliveira

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Comecemos pelo assunto da semana passada. O caso das 70 mil golas inúteis compradas à empresa do marido de uma autarca do PS cheira mal. E perante outras suspeitas que se adensam, não me custa acreditar que a coisa é um pouco mais grave e vá um pouco mais acima do que o adjunto. Ao que parece, a suspeita é que o secretário de Estado José Artur Neves terá celebrado contratos de quase dois milhões, no âmbito da prevenção e sensibilização para o risco de incêndio, sem cumprir as regras e para beneficiar pessoas ligadas ao PS. A justificação da urgência e dos ajustes diretos para alguns contratos não batem certo com o tempo que se demorou a adquirir os bens e, no caso das golas, o seu objetivo.

Passemos para o caso desta semana. Cumprindo os prazos no limite, o Ministério Público deduz a acusação de Tancos. Cumpriu os prazos. Como poucas vezes em casos destes, não pediu adiamento nem tentou acabar antes. Ao contrário do que acontece no caso das golas, nada indica que os políticos envolvidos tenham procurado vantagens para si. Se a acusação for verdadeira, foram idiotas, ingénuos e inacreditavelmente irresponsáveis na tentativa de esconder a incúria das Forças Armadas. Mas nas consequências o caso é incomensuravelmente mais grave do que a história das golas. Só nos pode causar profunda indignação que o Estado seja cúmplice de criminosos para nos esconder a sua própria incompetência.

Sobre o envolvimento do nome do Presidente da República, nada tenho a dizer. Pelo menos até haver mais informações. Só espero que Marcelo Rebelo de Sousa passe a estar mais atento à costumeira utilização ilegítima de informação recolhida em investigações criminais para fins políticos. Sobretudo informação que depois não tem respaldo nas acusações. Está longe de ser a primeira vítima.

Qualquer ingenuidade sobre um maquinal e burocrático andamento das investigações é abalado pela experiência das duas últimas décadas.

É por isso que, à indignação que me provoca o que nos é dado a conhecer sobre o comportamento de Azeredo Lopes, que releva um profundo desrespeito pela dignidade do Estado, não consigo deixar de juntar algum incómodo ao ver o Ministério Público a surgir em quase todas as campanhas eleitorais. Num período onde o clima é obviamente mais propício ao julgamento extrajudicial.

Estou como Rui Rio: gosto pouco da justiça de tabacaria – veremos até onde será ele coerente com esta afirmação quando tenta conquistar votos. Pode ser que até esteja a ser injusto e apenas estejamos perante o cumprimento de prazos. Azar que no caso das golas a coisa tenha sido tão evidente.

É impossível não sentir estranheza quando um secretário de Estado é constituído arguido na abertura campanha e um ex-ministro é acusado a meio dela. Isto não retira gravidade ao caso, só aumenta um incómodo antigo. Nos próximos dias assistiremos ao julgamento político. E de fora ficará o estado de decadência moral das cúpulas das nossas Forças Armadas. Não tem interesse para a campanha.


O Rui Rio e a Cristas têm a certeza de que querem governar este povo?

(Por Guida, in Blog Aspirina B, 25/09/2019)

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Para a direita, nós devemos ser o pior povo do Mundo. Se não, vejamos: em 2008, não precisámos da maior crise mundial das últimas décadas para nada para arrasar a economia do País. É perguntar-lhes que a resposta sai pronta: foi Sócrates, com a nossa prestimosa ajuda, claro. Todos a estroinarmos as riquezas que os Centenos do Durão Barroso e do Santana Lopes tinham amealhado e deixado nos cofres do Estado. Como se não bastasse, a maioria voltou a eleger aquele monstro em 2009. E lá teve de vir a direita salvar-nos de nós próprios e da queda que temos para levar o País à ruína. De seguida, ingratos, em vez de mantermos a direita no poder para todo o sempre, apoiámos um dos piores governos que se pode imaginar. Um que até mete comunistas e bloquistas. Esquerdas unidas, ou lá o que é. Um nojo. E um perigo para as riquezas deixadas pelos Centenos do Passos e do Portas, lá está.

Entretanto, a conjuntura externa melhorou. Sem surpresa, a interna piorou. E muito. É o que a direita repete incansável. Mas em vão, pois já se sabe como são os portugueses. É os empresários a investirem e a contratarem gente como se não houvesse amanhã. É os que saíram danadinhos para voltarem para a sua zona de conforto. Enfim, o costume, todos a gastarem acima das possibilidades. Mas com que dinheiro, senhores, se vai todo para os impostos?! E lá fora também parece estar tudo doido. Não ouvem a direita? Não deviam estar já a cobrar-nos juros mais altos? E as agências de rating, estão à espera de quê para nos aplicarem o devido castigo?

A verdade é que não merecemos que a direita nos governe. É um desperdício de Centenos. E basta olhar para as sondagens actuais para ver que estes verdadeiros magos das contas só se enganaram numa. Não é preciso vir nenhum Diabo de fora. Sempre cá esteve, somos nós.


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