(Zé Oliveira Vidal, in Estátua de Sal, 19/09/2026, revisão da Estátua)

(Este artigo resulta da resposta a um comentário a um texto de Brian Berletic. que publicámos, sobre a submissão da Europa aos interesses dos EUA (ver aqui), e o dito comentário ver aqui. Pela sua acutilância na defesa de algumas posições incómodas – e por isso mesmo sempre polémicas -, resolvi dar-lhe destaque.
Estátua de Sal, 20/09/2026)
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Não percebeste o artigo do Brian Berletic, e como tal continuas a ler mal a realidade: a Dinamarca não tentou apaziguar o Trump.
O regime vassalo/cliente da Dinamarca está de acordo com o que lhe foi exigido pelos EUA, independentemente do “Presidente” ser Trump ou Biden ou outro fantoche qualquer.
O teatro feito em público (ai, ai, ai, o Trump, ai, ai, ai, o abandono dos EUA, ai, ai, ai, a ameaça Russa) foi usado, de propósito, de forma coordenada entre Washington DC e Copenhaga e respetivas redes de PRESStituição desde o primeiro dia desta “ameaça de anexação da Gronelândia pelos EUA”.
Este teatro foi feito de forma a convencer a população da Dinamarca e da Europa de que o que estes regimes queriam fazer (mais bases militares dos EUA na Gronelândia, militarização do Ártico) seria no final uma coisa “aceitável”, porque “menos má” que a “ameaça” inicial.
Não houve tentativa de apaziguamento nenhuma. A vassala/cliente Mette Frederiksen, e companhia, prostra-se em total submissão em Washington DC desde que anda a subir na política Dinamarquesa.
O teatro não teria sucesso se fosse um monólogo do outro lado do Atlântico. Os EUA já há muito tempo que têm o seu exército de atores deste lado também.
Quando, de forma excecional, um vassalo/cliente (“cliente” porque usa o dinheiro do seu povo para comprar o que os EUA querem vender, acima de tudo armas e tecnologia com capacidades de vigilância orwellianas) sai da linha, como Sánchez fez em relação a “israel” versus Palestina, acontecem coisas como ameaças a sério, como se viu em Ceuta.
Mas o vassalo/cliente Sánchez percebeu, e como tal respondeu: – “Sim, mestre, peço desculpa pela desobediência”. E, nos dias seguintes, apesar de saber que o ataque a Ceuta instrumentalizando 70 mil imigrantes, – com a respetiva cobertura 100% pró-sionista e 100% pró-VOX feita nas redes sociais do Tio Sam -, foi feito em coordenação pela ditadura de Marrocos, pela colónia ilegítima genocida de “israel”, e pelo império nazi terrorista dos EUA, o Pedrinho lá meteu o rabo entre as pernas e culpou… a Rússia de Putin.
Da mesma forma, a “negociação” dos 5% para a NATO em que a Espanha “conquistou” uma divisão mais equilibrada dessa militarização: “só” 3.5% diretamente para a Defesa/NATO, e 1.5% para questões de Segurança Nacional – é em tudo um teatro comparável ao que se passou agora entre os EUA e a Dinamarca em relação à Gronelândia.
Ou seja, onde num lado se queriam mais bases militares dos EUA, no outro lado queriam os 3.5% + 1.5% desde início. Onde num lado se “ameaçava” com a invasão e anexação da Gronelândia, no outro lado “ameaçou-se” com os 5% diretamente só para a NATO/Defesa. Onde num lado o vassalo/cliente disse que tudo iria fazer para se defender dessa invasão, do outro lado o vassalo/cliente disse que tudo faria para proteger os interesses dos contribuintes. Mas, no final, fez-se exatamente o que se queria, e em ambos os casos a militarização avança contra a Rússia, como parte da distribuição de tarefas contra a Rússia e Irão e China e companhia.
E, convenhamos, 3.5+1.5 continuam a ser 5. Ou seja, os europeus foram chamados de idiotas, e ainda por cima aplaudiram quem gozou com eles, e vão pagar até ao último cêntimo. Tal como a Ucrânia “paga” até ao último homem. E tal como a Venezuela agora paga até à última gota de petróleo. E tal como os vassalos/clientes no Golfo pagam até ao último dia de bloqueio. E tal como Taiwan e Filipinas pagarão também até ao último cêntimo e último homem na guerra que os EUA já planearam para o Mar do Sul da China e que, graças à vassalagem na Europa e Golfo, será mesmo possível e mais em breve do que se pensa.
Isto só será travado, pelo menos da nossa parte aqui na Europa, quando:
– a ditadura da UE for desmantelada,
– os países recuperarem soberania monetária em vez da ditadura do Euro,
– os criminosos de guerra da NATO forem julgados em Nuremberga 2.0 (idealmente realizada em Donetsk),
– o nazismo ucraniano e sua colaboração forem incondicionalmente ilegalizados e afastados da política europeia,
– as ideologias atlantista e sionista forem comparadas legalmente ao nazismo,
– o ICC for desmantelado para dar lugar a um tribunal internacional a sério que persiga Bush e Obama e companhia,
– se puser fim à nossa participação no FMI,
– os EUA forem bloqueados no SWIFT, e o Novo SWIFT (só europeu) for integrado nos meios de pagamentos dos países BRICS+,
– a NATO for desmantelada, e uma arquitetura de defesa europeia for assinada com a Rússia, deixando os EUA de fora,
– todos os políticos vassalos/clientes dos EUA/israel forem presos;
– toda a rede de PRESStituição for posta na rua, e substituída por jornalistas a sério como o Bruno Amaral de Carvalho,
– as redes sociais da CIA/NSA/Mossad foram bloqueadas na Europa, e substituídas por verdadeiras redes sociais livres e democráticas, descentralizadas, sem algoritmos manipuladores, e sem controlo por parte de nenhum Estado ou bilionário em particular,
– os EUA forem completamente bloqueados, sancionados, a nossa economia desdolarizada, e os meios de projeção dos EUA neutralizados (seja a proibição da presença das suas embaixadas, seja a proibição da passagem dos seus aviões e barcos de guerra no nosso espaço), ou seja. isolamento total,
– os cidadãos europeus forem reeducados para perceberem porque é que devem deixar de comprar/usar produtos dos EUA, pois até o simples ato de beber um refrigerante famoso significa que estamos a financiar as agressões do império dos EUA contra a Humanidade,
– e finalmente quando a “elite” económico-financeira do neoliberalismo for posta no olho da rua, com as necessárias nacionalizações compulsivas e restituição de bens ao povo (que os neoliberais chamarão de “roubo” ou “novo PREC”), de forma a termos um sistema económico mais justo, e líderes económicos mais capazes de seguir os bons exemplos da China.
Ou seja, está tudo por fazer, no que à salvação da Europa diz respeito e, enquanto nada mudar, continuaremos vertiginosamente a caminho da nossa própria desgraça.
E vou dizer isto preto no branco: gentinha que vai sorridente a reuniões da ditadura da UE ou da NATO (ou seja. o departamento do Pentágono na Europa) não pode continuar à solta na Europa! Têm de ser presos, e toda a sua estirpe afastada da nossa política e dos nossos ecrãs.
Isto não acontecerá pacificamente! E abominações, como a Meloni, a AfD, etc, não mudam absolutamente nada, pois nada mais são do que filiais do movimento MAGA, isto é. uma resposta antecipada do próprio regime imperial para enganar os que já estão fartos dos vassalos/clientes tradicionais nos respectivos países.
Nos países onde as eleições ainda mudam alguma coisa, este regime faz (ou tenta fazer) golpes ou guerras “civis”: Bolívia, Brasil, Venezuela, Nicarágua, Arménia, Moldávia, Ucrânia, Bielorrússia, Sérvia, Geórgia, Bangladesh, Nepal, Myanmar, Indonésia, Síria, Iémen, Iraque, Líbano, Níger, Mali, Sudão, África do Sul, etc.
Se não faz isso aqui, na Europa, é exatamente porque sabe que por cá nada muda, pois nem há qualquer tipo de democracia nem representatividade, nem existe sequer um acesso dos cidadãos a notícias reais e à verdade, de forma a que haja sequer uma maioria educada e informada que ameace o regime ou exija sequer uma mudança de política. É a distopia de George Orwell, mas ainda pior!
E, o facto de tu achares que a Dinamarca é “soberana” para sequer negociar um “apaziguar” com os EUA, e de pessoalizares a questão em Trump, é uma prova disso mesmo.
A esmagadora maioria das pessoas, mesmo as bem-intencionadas como tu, não fazem a ponta de um corno do que se passa na realidade. E, mesmo eu, por vezes sou enganado por este ou aquele teatro feito por este regime e seus vassalos/clientes.,Não tem mal nenhum admitir isto. O que importa é ir abrindo os olhos!
Assim sendo, muito obrigado à Estátua de Sal por finalmente publicar uma explicação adequada da realidade, dada pelo sempre exemplar, Brian Berletic.
O presidente dos Estados Unidos que foi mais parecido com este foi George W. Bush.
O seu bando de neo cons, fanáticos cristãos que se diziam renascidos pretendia nada mais nada menos que um reinado de 1000 anos e um domínio total dos Estados Unidos sobre o mundo.
Choque e terror era a sua doutrina.
Tal como Trump, George W. Bush tivera artes de fugir a guerra do Vietname mas preconizava a guerra. A ideia era colocar todos os países do mundo sob ameaça de aniquilação instantânea caso não obedecessem.
Dominio total e absoluto graças ao seu avassalador poder militar convencional e capacidade nuclear.
Criou um pretexto, o 11 de Setembro, para se lançar sobre os recursos do Médio Oriente.
Começou por um país pobre, o Afeganistão, para desviar atenções.
No Iraque agiram com extrema crueldade e também houve um dirigente assassinado.
Mas George W. Bush queria pelo menos aparentar uma ideia de legalidade.
Saddam foi assassinado mas houve pelo menos um simulacro de julgamento e processo legal.
Ali Khamenei foi assassinado juntamente com parte da sua família quando era suposto ser parte de um processo negocial que estava a correr bem.
E esta a diferença para Trump.
Trump também tem um plano de domínio mas não e religioso, e fascista.
Um plano para que as elites dominem.
E se W. Bush pelo menos não atacava directamente a Europa mesmo quando lhe diziam que não, casos da Alemanha e da França que se tiveram a haver apenas com vinho francês derramado na ruas, Trump ataca também a Europa perseguindo o sonho de um mundo fascista.
Um mundo de senhores e escravos.
Todos os presidentes dos Estados Unidos sonharam com o domínio mundial, especialmente depois da queda da União Soviética.
Ver o homem do saxofone e o seu plano de Estados Unidos como Polícia do mundo.
Mas entre querer e ter um plano estruturado de o fazer, ter a crueldade e ausência de limites humanos, morais e éticos para o fazer vai uma diferença.
Tambem já escrevi sobre Trump ser apenas um sintoma de uma doença que os Estados Unidos sempre tiveram.
Mas a sua açao, o seu apoio ao crescimento do fascismo em todo o lado, o seu desprezo declarado pela democracia mesmo no seu país, os seus ataques a qualquer um que não se submeta mesmo que supostamente seja aliado dos Estados Unidos, a sua fome por territórios de outros países, o seu cerco medieval de fome visando a anexação de Cuba sem qualquer discurso sobre levar lá a democracia leva me a acreditar que estamos perante algo mais sério.
Trump tem um plano de domínio e um plano de exportação de formas autoritárias e elitistas de Governo em todo o mundo. Nao apenas no seu quintal de sempre, a America Latina, ou em terras distantes na Ásia, como a Indonésia. Todo o Hemisfério Norte está sob ameaça com o financiamento massivo de movimentos fascizantes.
Esta a incendiar o mundo.
Tem um camarilha de republicanos que o segue cegamente tal como Hitler tinha os seus subordinados.
Gohring disse claramente “Hitler fez nos sentir alemães”.
Trump promete fazer os estadounidenses sentir se novamente americanos. Leia se superiores, fortes, dominadores.
Pode estar lá porque era isso que a elites queriam mas tem uma agenda própria que e um perigo para todos nós e em especial para quem tem alguma coisa para roubar. Age com uma crueldade extrema, inumana.
Trump arranjou um vice ainda muito novo para garantir a continuação deste projecto depois da sua morte.
E esta gente tenta apaziguar.
Foi assim com as tarifas, onde a Van der Leyen foi mendigar umas tarifinhas, foi assim com Espanha a culpar a Rússia por algo que sabe que foi ele que fez, e assim com a Gronelândia.
Não vai prestar como não prestou com Hitler.
A única coisa que pode prestar é a capacidade de resistência militar dos atacados militarmente como a Rússia, China e Irão.
E não vale a pena andarmos com pensamentos mágicos de que a União Europeia deve ser implodida porque não vai acontecer.
Isso faz lembrar aquela história dos ratos assediados por um gato. Diz um rato mais jovem que a solução e colocar um guizo no pescoço do gato para que saibam onde ele está.
E responde o mais velho, “quem e que vai colocar o guizo no pescoço do gato?”.
Em resumo, quem é que se vai levantar contra esta corja que nos empobrece todos os dias enquanto tenta apaziguar uma versão XXL de Hitler que os tenta substituir por gente abertamente fascista enquanto tenta destruir outros?
Vamos continuar por aqui. E também vamos continuar a pagar a Ucrânia.
E talvez daqui a uns tempos as Filipinas e Taiwan.
Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.