Olhar o passado, desvendar o presente, rejeitar o futuro que é passado!

(Hugo Dionísio, in Facebook 16/09/2026, Revisão da Estátua)


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Eis no que dão as políticas do ressentimento, do passadismo e da anacronia. Dão retrocesso! Mas apenas para quem trabalha!

Em Itália, país de sonho do Chega e modelo de Ventura, os salários caíram abaixo do que eram em 2008! Itália, um país de 60 milhões de habitantes, fundador da CEE, no entanto, um portento de desigualdade regional e social. Um país parado no tempo, para quem o conheceu e conhece.

Os trabalhadores recebem como há 20 anos, pagam despesas como se vivessem daqui a 20! Não há quem viaje a Itália e esteja com trabalhadores que não sinta o retrocesso a níveis antes impensáveis.

Tal como Ventura e Abascal, Meloni prometeu tudo a todos, mas deu a muito poucos e tirou à maioria. Admiradora confessa de Mussolini, como Ventura de Salazar e Abascal de Franco, nenhum se diz “fascista”.

Mas, se algo temos de aprender com a história, é que um fascista, hoje, raramente admite sê-lo! E essa é talvez a característica dominante: falam como fascistas, governam como fascistas, vestem e falam como fascistas e vivem como fascistas: mas não admitem ser fascistas. Para já!

Se os deixarmos, virá o dia em que o farão, sob o pretexto da ordem, do combate ao crime, da degradação dos costumes. Nesse dia, depois de deixarem aumentar o crime, fomentarem a desordem e degradarem a alma e os costumes, já como fascistas, dedicarão os seus esforços a perseguir quem sempre os combateu e combate.

Porque a história é mesmo assim… Quando todos dormem, o lobo aparece com pele de cordeiro e, quando damos pelo logro… Fomos comidos!

Os institucionalistas de hoje, serão os fascistas de amanhã! Porque foram incapazes de aceitar que as instituições, como obra humana, mudam como eles.

Como dizia Eco, o fascismo se regressasse, viria em nome da liberdade! É esta a virtude dos génios: verem antes dos outros!

Depois existem os retardados funcionais, que só vêem quando já foi!

Nesse dia, já não vale a pena! A luta é para hoje e para amanhã, e não para o passado! O passado só serve de lição, se tivermos a coragem de perceber que, o passado que nos contam, pode não ter sido o passado que foi, tal como o presente que nos contam, não é o presente que nos dão.

Porque as classes dominantes têm esse poder: o de escrever o ontem, para que o amanhã seja como pretendem!

Não deixem rever a história, o passado, mesmo sob o mais honrável dos pretextos!

Um pensamento sobre “Olhar o passado, desvendar o presente, rejeitar o futuro que é passado!

  1. O problema não é eles admirarem Mussolini ou Salazar. Estaline não foi propriamente um anjo inocente e também há muita gente na esquerda que o idolatra, sem que isso provoque qualquer problema. A questão principal, isto é que me incomoda e é nisto que temos de atentar, é que Ventura, tal como Meloni, são ambos sabujos do “sistema”, ou seja, do Império Anglo-Sionista e da elite globalista. Já escrevi sobre esta questão há dias precisamente aqui:

    https://joaojhnobre.blogspot.com/2026/09/o-sindicalismo-e-alguma-notulas-sobre.html

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