(Carlos Esperança, in Facebook, 15/09/2026, revisão da Estátua)

Há eleitores indignados com os gastos em Defesa, que se opõem ao empréstimo contraído de 5,8 mil milhões de euros, que nem conta para o défice, na perspetiva de Bruxelas, com o mero argumento de que mais tarde terá de ser pago, capital e juros.
Como é possível não sentirem orgulho em três fragatas topo de gama, já encomendadas a Itália, e nos modernos caças, 25 a 30, que irão substituir a frota dos F-16?
Que se acautelem os pescadores furtivos de meixão no estuário do Guadiana, os barcos de droga que demandam Portugal, e os russos. Estes, a muitos anos de ocuparem todo o Donbass, na Ucrânia, segundo disse o general Isidro Morais Pereira, demorariam mais de três séculos a chegar a Vilar Formoso, mas o melhor é estarmos prevenidos e armados.
Como acredito muito no general Isidro, na D. Helena Ferro Gouveia, no Sr. coronel José Carmo e no Dr. Irineu Teixeira, respeitados estrategas e pensadores que diariamente nos elucidam sobre a bondade da invasão do Irão pelos EUA e a iminência da derrota russa na Ucrânia, sinto-me sábio sobre as guerras em curso. Abençoados pedagogos!
Mas voltemos aos russos. As pessoas esqueceram-se do que a Senhora de Fátima disse à Lúcia quando aterrou no Mariódromo da Cova da Iria para lhe prescrever o terço como demonífugo e enviar recados sobre a necessidade de consagrar a Rússia ao seu, dela Senhora de Fátima, imaculado coração? Do cimo de uma azinheira, disse-lhe que «todo o mal vem da Rússia», opinião coincidente com a do Sr. cónego Formigão, que Deus há.
Não é por os russos demorarem séculos a chegar ao Algarve que devemos descurar a nossa defesa. Até pode suceder que nessa altura Putin tenha morrido e o Dr. Montenegro já não seja primeiro-ministro, e o mal virá da Rússia como outrora vinha de Castela.
Foi para defender o estuário do Tejo que o Dr. Portas comprou dois submarinos à Alemanha, enquanto ordenava a uma corveta da Marinha que demandasse a Figueira da Foz para defender a cidade da iminente invasão de pílulas abortivas por um navio holandês.
Graças ao defunto CDS – os caminhos do Senhor são insondáveis -, as pílulas regressaram à Holanda. Bendito seja o ministro, o Senhor seja louvado: poupou as mulheres à pílula abortiva e ajudou Durão Barroso a destruir armas químicas no Iraque!
E para que precisamos da Segurança Social, da Saúde e da Educação se estivermos mortos? Venham os caças e as fragatas, e livremo-nos dos imigrantes.
Não queremos imigrantes. Deixem-nos ser felizes.
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O “especialista militar” José Carmo, quando Trump proclamou o “Dia D” (o boicote comercial ao Irão a que obriga todos os estados soberanos, sob pena de sofrerem sanções ou outras tropelias norte-americanas), usou uma metáfora bastante “expressiva” como forma sintética de explicar a nós, plebeus naifs, o que estava em causa. Disse mais ou menos com estas palavras: «O que Trump quis dizer foi isto – o Irão tem lepra, não pode haver contacto, tem de ser isolado, como um leproso”!
E pronto, trigo limpo, farinha amparo. Mais uns pategos engoliram a patranha, mais uns crédulos compraram a banha, mais umas centenas de euros na conta do “especialista” em “lipoaspiração de cobras e jibóias”.
Uma pikena correcção: não foi apenas “para defender o estuário do Tejo que o Dr. Portas comprou dois submarinos à Alemanha”. Foi também para defender o cabo da Roca, a ponta mais ocidental da Europa, que dá uma ponta do caraças ao Bladimiro. O médico do Creme Lin disse-lhe que só lhe passava o priapismo quando lá chegasse. Até lá, está condenado a rebentar braguilhas todos os dias e o homem está à beira do esgotamento.
Boa! Já nem me lembrava das pilulas abortivas da Figueira da Foz!