(Rui Loureiro, in mural de Maria Manuela, Facebook, 13/09/2026, Revisão da Estátua)

(Este texto, como se diz no boxe. deixou-me encostado às cordas. Que pagava-mos a guerra à Ucrânia há muito que é sabido. Agora, que também a pagamos â Rússia, é o cúmulo da demência dos líderes europeus. Pagamos para a destruição da Ucrânia, da Rússia e de todos os outros países europeus que estão em afundamento acelerado e irreversível.
E riem-se as três bestas das malfeitorias, quais inimputáveis perigosos à solta. Urge interná.los sob pena de não sobrevivermos a tanta iniquidade.
Estátua de Sal. 13/09/2026)
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Meus amigos, estamos em guerra mas a guerra é outra.
Aqui está uma lista das importações da Europa, provenientes da Rússia, assim como a percentagem que a Rússia fornecia do todo das necessidades europeias:
Carvão: 46%
Gás Natural (via gasoduto): 45%
Níquel bruto: 41%
Alumina (Óxido de Alumínio): 35%
Paládio e Platina: 30%
Diamantes: 25%
Cobre refinado: 23%
Gás Natural Liquefeito (GNL): 21%
Urânio Enriquecido / Combustível Nuclear: 20%
Gases Nobres (Néon, Cripton e Xénon): 20%
Petróleo (cru e refinados): 27%
Fertilizantes: 28%
Alumínio bruto: 16%
Óleos de Petróleo Pesados (VGO): 15%
Ferro e Aço: 14%
Trigo: 11%
Por exemplo, o Gás Natural Liquefeito (GNL), com o qual a Rússia cobria 21% das necessidades europeias, era vendido antes das sanções a um preço entre 15 €/MWh e 20 €/MWh.
Agora compramos o gás russo através de intermediários a 75 €/MWh, ou seja, entre 4 a 5 vezes mais caro.
A maioria destes produtos, os europeus continuam a compra-los através de intermediários, 3, 4 ou 5 vezes mais caros, intermediários que os compram aos russos para os revender à Europa.
Por exemplo, titânio bruto e ligas: 45% das necessidades europeias. A Europa não tem onde os ir buscar a não ser aos russos.
Por exemplo, alumina (óxido de alumínio): 35%. Já está tão cara que grande parte das fábricas de fundição de alumínio na Europa já fecharam. O aço ficou tão caro que a última fábrica de fundição de aço do Reino Unido já fechou.
Antes de 2022, a Europa importava da Rússia 158 mil milhões de euros em matérias-primas. Essas mesmas matérias-primas, que a Europa importava diretamente da Rússia por 158 mil milhões de euros, agora a Europa importa-as de terceiros, que as compram à Rússia por 300 mil milhões e as vendem à Europa por 380 a 410 mil milhões.
Vamos ver se explico melhor: A Rússia vendia essas exportações diretamente à Europa por 158 mil milhões de euros. Agora a Rússia vende as mesmas matérias-primas à China, à Índia, à Arábia Saudita e a outros por 300 mil milhões, e estes vendem-nas à Europa por 380 a 410 mil milhões.
Assim, a Rússia está a ter um acréscimo de 150 mil milhões de euros de lucro, em relação ao que tinha antes, e os intermediários também estão a ganhar com a burrice dos europeus.
E isto significa que a Ucrânia recebe da Europa, em média, 90 mil milhões de euros por ano para a guerra, e a Rússia recebe da Europa 300 mil milhões de euros, mais 150 mil milhões do que antes, para gastar na guerra contra a Ucrânia.
A Europa, ou seja, NÓS, está a pagar as despesas da guerra à Ucrânia e está a pagar as despesas da guerra à Rússia!! Toda a guerra na Ucrânia está a ser paga pela Europa.
E enquanto nós aqui estamos a passar dificuldades, a pagar o gasóleo a 2,2 euros o litro, os russos pagam o gasóleo a 0,83 euros o litro e andam aos milhões a fazer férias na China.
A China já abriu vários aeroportos regionais a linhas aéreas russas. Nos aeroportos, estações de comboio e locais turísticos, os avisos e placares já são todos em chinês e em russo.
E todos os dias a China ganha mercados com as suas exportações, que eram mercados onde a Europa vendia, mas já não vende porque a produção europeia é cara demais.
Agora, na China, não só a eletricidade é, em média, 4 vezes mais barata do que na Europa, como as matérias-primas passam pela China antes de chegarem até nós, muito mais caras do que eram antes.
Portanto, para além da guerra da Ucrânia, que nós pagamos aos ucranianos e aos russos, estamos diariamente a perder exportações para a China, porque com matérias-primas 3 vezes mais caras e energia elétrica 4 vezes mais cara, não temos preços para concorrer com os chineses.
A guerra, portanto, é outra e essa outra, nós estamos a perdê-la.