(Miguel Szymanski in Facebook, 05/09/2026, Revisão da Estátua)

Quem argumenta (com dados orçamentais) que a UE e o Reino Unido estão numa espiral belicista e em declínio económico (só o grupo Volkswagen anunciou esta semana o despedimento de até cem mil pessoas, as exportações para a China sofreram uma quebra de 30% desde o início da guerra);
quem argumenta que as cedências de território – temporárias, de jure, de facto, não interessa – fazem parte das guerras e dos acordos de paz, desde que há guerras e acordos de paz, e que são o mal menor, quando de um lado está a maior potência nuclear e, do outro, um país que, por alguma razão, não fazia, nem faz parte da NATO;
quem argumenta que a dupla bitola dos “valores europeus” (Ucrânia versus Palestina, Venezuela, Irão etc.) descredibiliza a narrativa da União Europeia e do Reino Unido de alimentar esta guerra “pelos nossos valores”;
quem argumenta que a expansão da NATO é uma das razões desta guerra (desde o Papa Francisco a Kissinger passando por uma longa lista de prestigiados analistas militares e civis ocidentais ainda vivos e a escrever todos os dias);
quem argumenta que a russofobia, tal como, em geral, demonizar os vizinhos dificulta a convivência;
quem argumenta que os EUA têm um interesse, assumido, em enfraquecer as actuais democracias na Europa e militarmente a Rússia (ver o último Relatório do Pentágono de Novembro de 2025);
quem argumenta com todos estes factos, cumulativamente, já é um “putinista”? Sim ou não?
Se a resposta é sim, percebe-se que chamar a alguém “putinista” (ou “Putinversteher” em alemão) não passa de uma expressão carregada de hipocrisia para rotular e tornar suspeito quem se limita a opor-se à atual narrativa de Berlim, Bruxelas, Paris ou Londres.
É o mesmo tipo de lógica perversa de quem insulta como sendo antissemitas as pessoas que protestam contra o genocídio na Palestina.
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Voltaste a estes mares escravo? Não, quem votou AFD não e nazista, está e farto até às tetas de pagar a Herr Zelensky como tu também sabes.
E na Alemanha também toda a gente sabia em 2019 que os nazis violentos se iam todos treinar a Ucrânia.
Nomeadamente a fazer safáris humanos no Donbass.
Agora temos gente a votar em partidos que defendem que deixemos de hostilizar a Rússia mesmo que depois de lá se sentarem facam o contrário do que prometeram como e usual nos fachos e como fez a Meloni.
Que acordou no mesmo dia convertida a NATO, ao Euro e a suprema necessidade de hostilizar a Rússia. Porque mentir ao povo e o que os fascistas fazem. E a AFD soube ver para que lado corria o vento e para que lado continuaria a correr a medida que a economia alemã colapsava. O resultado foi este.
E nisso que eles são mestres, nomeadamente o teu CU.
A Ucrânia precisa urgentemente de mais carne para canhao. Do que e que estás a espera?
Desde que não me chamem “trumpista/ursulista”…
O Camarada-chefe Charroco conseguiu ver 576 037 fascistas, nazis mesmo, nas eleições na Saxónia-Anhalt?
Saudações e até uma próxima.
Não e preciso dizer tudo isso cumulativamente para ser chamado de putinista, basta um ou simplesmente dizer que na Ucrânia há nazismo sem sequer ser preciso argumentar que se não fosse a Rússia essa gente tinha feito no Donbass o que Israel fez em Gaza.
Para quem só chamava a criatura peixe espada subdesenvolvido e continua a achar que o homem completou a escolaridade “cortado” a história, custa a roer.
Vao chamar putinista a quem lhes fez os cornos e de caminho vão ver se o mar da choco.
Muito bem. A ignorância e a hipocrisia infelizmente abundam. Muito obrigado pelo excelente comentário.