A inacabada revolução monetária de Keynes

(Michael Hudson in Resistir, 05/09/2026)

Collapsing global city supported by financial ledgers
Imagem gerada por IA

A depressão mundial que se avizinha exige uma Nova Ordem Económica Internacional liderada pela Rússia, pela China e pelo Irão.


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 1 Os meus comentários incidirão sobre a forma como a atual crise do petróleo provocará uma onda de incumprimentos financeiros que causará uma depressão financeira mundial algures neste outono. Esta crise irá perturbar o comércio externo e o investimento financeiro interno, que constituem o tema central desta conferência.

A questão é:   como será resolvida esta crise? E como irão os governos da Rússia, da China e os seus vizinhos asiáticos lidar com esta situação? Que tipo de novos acordos comerciais e financeiros terão de ser estabelecidos?

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2 pensamentos sobre “A inacabada revolução monetária de Keynes

  1. Cabe perguntar onde raio e que andam os tais pesos e contra pesos da grande democracia estadounidense que impediriam um presidente de lixar o mundo ou, a nível interno, cair numa ditadura fascista.
    A nível interno temos uma polícia fascista a prosseguir imigrantes, a matar cidadãos que mostrem qualquer solidariedade activa com imigrantes, a ter campos de concentração onde dezenas de pessoas já morreram.
    E até pelo menos uma cidada estadounidense foi deportada por…não falar inglês.
    Como se em territórios mexicanos ocupados, que e isso que são os maiores estados do Sul do país alguém tivesse obrigação de falar a língua do ocupante sendo que os Estados Unidos nem sequer ter definida qualquer língua oficial por muito que esteja subentendido que quem chega tem de falar inglês.
    A nível externo temos isto.
    Depois do sequestro de Maduro, outra coisa impensável a luz do direito internacional, com a vibora em forma humana da Delcy cagadinha de medo de igual ou pior destino a dar lhe de barato o petróleo do país o javardo deve achar que o seu país aguenta bem.
    A China, esse sim o grande adversário pois que se tem conseguido impor no mundo sem o andar a pilhar e isso para uma potência rapace como os Estados Unidos e um exemplo imperdoável, e que se pode ver quente.
    Quanto a Europa, já a Vitória Nuland disse com toda a candura, “que se foda”.
    E claro que o Irão se tentaram defender a todo o custo simplesmente porque uma nova ditadura monárquica, que e o que se pretende e já foi dito com todas as letras, não e opção a não ser para a meia dúzia de vendidos que em todo o lado há sendo que alguns dos que no início do ano vieram para a rua queimar bancos e mesquitas bem como policias já balançaram na ponta de uma corda.
    Sou contra a pena de morte mas cabe perguntar o que pode fazer um país vítima de uma atrocidade destas a não ser mostrar que a traição pode custar o último preço.
    Por isso quando alguém me vier com a treta da grande democracia americana pode ir ver se o mar da tremelga. Quem sabe uma boa descarga eléctrica não lhe dá algum juízo.

  2. O Mundo inteiro vai pagar pela política de Donald Trump no Médio Oriente.

    Ontem de manhã, os EUA, inflamados de arrogância e julgando que ainda são uma potência que pode agir com total impunidade, no concerto das nações, decidiram atacar três petroleiros que pertenciam ao Irão. A resposta não se fez esperar e horas depois, os persas atacaram três petroleiros americanos e outros três petroleiros, que pertencem a países aliados dos EUA:

    «The Islamic Revolution Guards Corps (IRGC)’s Navy announces striking three United States-linked vessels and three trespassing oil tankers in retaliation for earlier American attacks on Iranian tankers.

    “This morning, the terrorist and aggressor US military, in a brutal act born of desperation from the closure of the Strait of Hormuz, attacked three oil tankers belonging to the Islamic Republic, causing damage,” the force said in a statement on Saturday.

    In response, “the fighters of the IRGC Navy targeted three oil tankers traveling along an unauthorized route through the Strait of Hormuz, as well as three vessels affiliated with the child-killing United States, in other areas,” it added.»

    Trump e os sionistas que controlam a sua administração, vão aprender, a bem ou a mal (provavelmente será a mal…), que a grande potência regional no Médio Oriente hoje, é de facto, a República Islâmica do Irão e é esta, que tem o poder para decidir quem é que pode transitar ou não, no Estreito de Ormuz. Independentemente daquilo que o direito internacional diz e estipula, em termos de liberdade de navegação nos mares e direitos de navegação, a geopolítica e a realidade normativa dos factos, são quem verdadeiramente manda e dita a realpolitik no sistema internacional. No caso do Estreio de Ormuz e tendo em conta as actuais capacidades militares do Irão, que são bastante robustas, o que fica claro é que naquela região do Mundo, quem manda são os persas. Ponto final.

    O Irão, hoje, é a potência hegemónica no Médio Oriente e tem capacidade que lhe chega e sobra para fazer impor a sua vontade a nível regional. Não há nada que os EUA ou Israel possam fazer para alterar esta equação estratégica.

    O Mundo inteiro, infelizmente, vai pagar pela política agressiva de Donald Trump e de Israel em relação ao Irão. O aumento do preço dos combustíveis, a falta de gasóleo no mercado internacional e o consequente encarecimento acentuado do custo de vida, só vão piorar. O Irão nunca irá recuar, nem pode recuar, por uma questão de sobrevivência nacional. Esta situação só poderá ser resolvida quando os EUA decidirem cumprir as exigências que o Irão colocou em cima da mesa e isto implica fazer cedências, entre as quais se incluem o reconhecimento do controlo e da soberania do Irão sobre o Estreito de Ormuz, a retirada total das Forças Armadas dos EUA da região do Médio Oriente, o levantamento de todas as sanções contra Teerão e o fim da guerra em definitivo, no Líbano e na Palestina. Há quem diga que os EUA nunca irão ceder a estas exigências, entre muitas outras da parte do Irão. Vamos ver… a administração Trump pode dizer o que quiser, todavia, os números falam por si e nem a economia americana, nem as economias europeias, vão conseguir sobreviver durante muito tempo, a uma escassez extrema de diesel e jet fuel no mercado internacional. A situação presente é muito mais crítica do que aquilo que muitos julgam e há, um risco real e efectivo, de um colapso económico mundial e de uma grande depressão.

    Sem petróleo, não há indústria química e fertilizantes e isto significa, num Planeta com mais de 8 biliões de pessoas, futura escassez alimentar que pode, certamente, gerar mais conflitos, vagas de migrantes e luta desesperada por recursos.

    Posso estar enganado, mas “cheira-me” que Trump vai ser completamente humilhado nas eleições intercales de Novembro e se este cenário se vier a concretizar, é mais do que merecido. A administração Trump, transformou-se na encarnação da podridão tóxica e decadência periclitante, a que chegou o Império Anglo-Sionista e o Ocidente colectivo.

    https://joaojhnobre.blogspot.com/2026/09/o-mundo-inteiro-vai-pagar-pela-politica.html

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