(In R T Brasil, 02/09/2026)

Episódio ocorrido no início de agosto em aeroporto alemão reacende comparações com o Incêndio do Reichstag no início da Alemanha nazi. Moscovo aponta para uma sabotagem ucraniana.
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Um drone com explosivos foi encontrado na madrugada de 5 de agosto perto de um avião no aeroporto de Leipzig, na Alemanha. O governo, em queda livre nas pesquisas, respondeu com medidas de exceção contra Moscou, antes de qualquer conclusão definitiva da investigação.
Às vésperas de eleições que ameaçam a coalizão do chanceler Friedrich Merz, o episódio do Aeroporto de Leipzig/Halle reativa um roteiro que a Alemanha já viveu de forma trágica: o do Incêndio do Reichstag de 1933, usado pelos nazistas para varrer os comunistas do jogo político em nome de uma ameaça externa nunca comprovada.
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O comentário de João. JH Nobre vai para artigo, não vai, Estátua?
Não me recordo exactamente da data, mas sei que foi por volta do Outono de 2006 ou 2007. Na altura, eu era ainda um jovem estudante em Coimbra e recebi um convite para assistir a uma palestra que Mário Soares iria dar antes da hora do jantar.
O tema da palestra em causa era a situação internacional e política na Europa e eu acabei quase arrastado para a ocasião, por uns colegas de curso que não queriam perder a oportunidade de ver Mário Soares “ao vivo e a cores”.
A palestra, que decorreu no auditório da Faculdade de Direito, onde eu costumava ter aulas de Economia Política, lá começou e durante longos minutos Mário Soares discursou sobre coisas sem grande interesse para mim até que, de repente, o antigo Presidente da República parou, observou o público no auditório com ar grave e disse uma frase da qual eu nunca me vou esquecer: «Putin tem uns olhos pequenos e um olhar frio, mas por detrás daqueles olhos pequenos e daquele olhar, está um cérebro que pensa!»
De seguida, Mario Soares começou a deixar alertas sobre os perigos do alargamento da NATO em direção às fronteiras russas e da ameaça que os EUA representavam para a soberania da Europa. Confesso que, na altura, não dei grande importância a nada disto, porque eu era então muito jovem e não tinha os conhecimentos que tenho hoje sobre história e geopolítica. Hoje, ao invés e olhando em retrospetiva, tenho de conceder que Mário Soares tinha razão de sobra sobre tudo o que afirmou na altura em relação à Rússia de Putin e à NATO. Tudo isto já foi também exposto pelo jornal Expresso, como podem ver:
«Pulido Valente antecipou em 2015 que “os movimentos preliminares da III Guerra Mundial estão (estavam) em curso. Para o Ocidente ver – ou não ver”. Sete anos antes, em 2008, tinha sido Mário Soares a lançar num artigo na Visão um grito de alerta: “A NATO, cercando a Rússia e instalando na Polónia e na República Checa bases de mísseis, começa a ser uma ameaça para a Rússia que a pode tornar agressiva. Um perigo!”.
O ex-Presidente criticava a Aliança Atlântica, que acusava de se ter tornado “um verdadeiro braço armado dos EUA” e de estar a “fazer estragos noutras regiões do mundo, Cáucaso, zonas do Cáspio e do Mar Negro e países limítrofes da Rússia Ocidental”. E apontava o dedo ao vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, que “em fim de mandato, fez uma recente visita, altamente desestabilizadora, para dar, em nome da NATO, apoio à Geórgia”. Conclusão, pela pena de Soares: “A NATO, criada como organização defensiva, no início da guerra fria, está a tornar-se, por pressão dos neo-conservadores americanos, uma ameaça à paz. Cuidado União Europeia!”.»
Ora, o que está acima exposto deveria de ser esfregado na cara dos dirigentes do actual Partido Socialista (PS) – incluindo o ex-primeiro-ministro António Costa – que nos querem arrastar a todos para a loucura da guerra contra a Rússia, a mando dos interesses dos EUA.
Gostem ou não de Mário Soares, é um facto que os seus avisos sobre as consequências irresponsáveis dos alargamentos da NATO na Europa de Leste, sem ter em conta os interesses e a segurança da Federação Russa, foram absolutamente premonitórios. Idem para os alertas de Mário Soares, sobre o facto de a NATO se ter tornado «um verdadeiro braço armado dos EUA», que está a «fazer estragos» no Mundo e que constitui «uma ameaça à paz». Sim, isso mesmo, leram bem, em 2008 Mário Soares já dizia abertamente que a NATO constituía «uma ameaça à paz» no Mundo e alertava que o facto de se estar «cercando a Rússia», instalando bases de mísseis na Polónia e na República Checa, era uma péssima ideia que acabaria por empurrar Moscovo para a guerra.
O que fica exposto em tudo isto que está demonstrado acima, é que a Guerra Russo-Ucraniana é o resultado de muita irresponsabilidade e incúria, da parte da actual classe política que temos na Europa. Esta guerra nunca teria sequer começado, se a geração política a que Mário Soares pertenceu, continuasse a governar a Europa. Homens como Felipe González, François Mitterrand, Willy Brandt, Bruno Kreisky, Helmut Kohl, Jacques Chirac, Gerhard Schröder, entre outras figuras que se destacaram na política europeia entre as décadas de 1970 e 1990, nunca teriam permitido que a desgraça da guerra regressasse à Europa.
A União Europeia virou uma “nave dos loucos”, sem rumo e sem futuro a continuar pelo actual caminho, sendo que Bruxelas se transformou numa mera “correia de transmissão” dos interesses do Imperialismo Anglo-Sionista. Ursula von der Leyen, António Costa e Kaja Kallas são gente perigosa, estúpida, narcisista e ignorante. As acções e as palavras destes líderes ao longo dos últimos anos, demonstram em pleno que não conhecem, nem dominam, noções básicas de geopolítica e relações internacionais, assim como não têm também noção de quais as reais capacidades e limites da NATO. Vladimir Putin, digam o que disserem dele, tem mostrado enorme contenção até aqui e o facto de ainda não ter atacado nenhum País da UE/NATO, apesar de todas as provocações e investidas terroristas dirigidas contra Moscovo, é um verdadeiro milagre.
https://joaojhnobre.blogspot.com/2026/09/mario-soares-nato-e-russia-de-putin.html
Muito bom comentário. Go on.
Se a Alemanha nunca foi desnazificada nada mais natural que utilize os mesmos métodos.
Aquela gente não desiste de vingar a derrota de 1945 e para isso valia tudo.
Durante décadas foram muitos a avisar que o nazismo nunca tinha morrido por aquelas terras.
Eram exemplos disso as terríveis condições prisionais, as mortes sob custódia atribuídas a suicídios que não convenciam ninguém, casos de gente que pedia para ser fuzilada em vez de mandada para lá.
Foi a maneira perfeitamente impiedosa e cruel como agiram contra a Grécia e todo o Sul da Europa durante aquilo a que se chamou crise das dívidas soberanas.
Dirigentes alemães disseram dos povos sul europeus coisas pouco diferentes das que foram ditas pelos dirigentes nazis em relação aqueles a quem chamavam subhumanos.
Com o COVID e as vacinas foi simplesmente terrível. Quem não se fosse vacinar era impiedosamente corrido do emprego. Sem do nem piedade, sem quererem saber se tinha filhos. Em nenhum outro país as restrições contra não vacinados foram tão terríveis como na Alemanha.
Foram tratados exactamente como os judeus. Nem aos supermercados os queriam deixar ir e a cadeia Lidl pagou uma grossa multa por se negar a recusar o acesso a quem não se fosse vacinar.
Houve gente metida na prisão com condenações de mais de uma década por alegadamente contagiar gente vacinada que morreu.
Impedir uma pessoa de ganhar a comida para sustentar a família e pagar o tecto que tem por cima da cabeça seja a que pretexto for e prova que ainda ali anda uma ideologia sinistra.
Condenar o pai de dois filhos pequenos a 15 anos de cadeia por um crime que simplesmente não existiu prova que ali anda uma ideologia sinistra. E essa ideologia e o nazismo, nem mais nem menos.
E o nazismo procura agora a derrota da Rússia e não interessa os sacrifícios que todos tenhamos de fazer para isso.
Quanto as aldrabices vão conta las ao raio que os parta.
Morte ao nazismo, diabos carreguem aquele cabeça de supositório do Merz e raios partam a Ucrânia.
Um drone com explosivos foi encontrado na madrugada de 5 de agosto perto de um avião no aeroporto de Leipzig, na Alemanha. O governo, em queda livre nas pesquisas, respondeu com medidas de exceção contra Moscou, antes de qualquer conclusão definitiva da investigação.
Não é Moscou, é Moscovo
Moscou é no país da “Estátua de Sau”…
Moscou é na grafia do portiguês do Brasil que, só a sua “desatenção”, é que não lhe permitiu ver que era o país de origem do texto original.