(João Gomes, in Facebook, 01/09/2026)

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1 de Setembro de 1939. Há 87 anos, a Alemanha de Hitler invadia a Polónia. Começava aquilo que a História haveria de batizar como Segunda Guerra Mundial.
É difícil olhar para essa data sem olhar também para o presente. Não porque a Alemanha de hoje seja a Alemanha nazi – não é, e qualquer comparação direta seria historicamente “absurda” – mas porque há momentos em que a História, sem se repetir exatamente, parece gostar de nos devolver algumas das suas velhas perguntas.
Em 1939, a Alemanha procurava reconstruir o seu poder, recuperar a sua capacidade económica e militar e alterar pela força a ordem europeia saída da Primeira Guerra Mundial. Hitler tinha uma visão territorial e ideológica que apontava para Leste. A União Soviética, além de inimiga ideológica, era o grande espaço territorial sobre o qual assentava a ambição alemã de expansão. E, curiosamente, antes de combater a União Soviética, Hitler fez um acordo com ela.
O Pacto Molotov-Ribbentrop, assinado em Agosto de 1939, foi um pacto de conveniência entre dois inimigos ideológicos. Estabelecia áreas de influência na Europa Oriental e permitia a Hitler atacar a Polónia sem recear imediatamente uma intervenção soviética. Duas semanas depois da invasão alemã, a União Soviética entrou na Polónia pelo Leste. Menos de dois anos depois, Hitler quebraria o pacto e lançaria a Operação Barbarossa contra a URSS.
A História, portanto, não começou simplesmente com alemães contra russos. Começou com uma Alemanha que queria transformar a Europa, com uma Polónia colocada no centro da disputa e com a União Soviética a ocupar, desde o princípio, um lugar decisivo no jogo de poder europeu. E é precisamente aqui que o presente começa a tornar-se novamente “saliente”. Porque se hoje já não existe o Reich e já não existe Hitler, nem existe a Wehrmacht e se a Alemanha não é nazi, há ambientes na Europa e na Alemanha nesse sentido.
Se existe uma Alemanha democrática, europeia, integrada na União Europeia e na NATO, existe novamente uma Alemanha que aumenta o seu peso militar, que considera a Rússia uma ameaça estratégica, apoia militarmente a Ucrânia (que se alimenta do velho nazismo) e que participa ativamente na construção de uma nova arquitetura de “segurança europeia” com contornos estranhamente antigos.
Há uma guerra no território que separa historicamente a Europa Central da Rússia. A da Ucrânia. Não é a mesma guerra. Não são os mesmos regimes. Mas não são as mesmas ideologias internas que empurram o governo da Ucrânia? È isso que a Rússia diz- E não o diz por acaso. Há elementos que o afirmam.
A geografia tem uma memória que os políticos frequentemente esquecem. A Ucrânia voltou a ser o espaço onde se quiseram encontrar duas concepções antagónicas da segurança europeia: de um lado, a Rússia que considera a expansão das estruturas ocidentais para junto das suas fronteiras uma ameaça e que tem “cores nazistas”; do outro, uma Ucrânia corrupta q.b. que fez da aproximação à Europa e ao espaço euro-atlântico uma das bases da sua política externa e da sua identidade nacional interessada em criar condições que lhe permitam combater a Rússia. Do meu ponto de vista – e recordando a história mais recente do Euromaidan – é como se as forças nazis internas ucranianas assumissem o papel da Alemanha nazi de 1939.
Atrás está uma Alemanha que, depois de décadas de controle militar, voltou a assumir uma posição central numa “ajuda” que tem laivos do passado.
É aqui que devemos procurar a repetição. Não na propriamente na ideologia. Não no regime da Alemanha (sobre a Ucrânia já falamos). Não nos métodos porque, deixa esse para o proxy ucraniano. Mas talvez na lógica de um poder que perdeu e quer tentar recuperar.
Durante décadas, a Alemanha procurou a Rússia através do comércio. A Ostpolitik e a interdependência económica assentavam na ideia de que seria possível construir estabilidade através das relações económicas. Hoje, essa lógica praticamente desapareceu. A Rússia deixou de ser, para Berlim, sobretudo um parceiro económico difícil e passou a ser apresentada como uma ameaça à “segurança europeia”. E a Ucrânia deixou de ser apenas um vizinho oriental da União Europeia para se transformar num “parceiro estratégico” da Alemanha. O seu proxy disfarçado!
Em Agosto de 2026, esta realidade é particularmente evidente: a Alemanha continua a ocupar uma posição central no apoio europeu à Ucrânia, enquanto Berlim assume uma linha cada vez mais dura perante Moscovo. Então a pergunta deixa de ser: “É a Alemanha de hoje igual à Alemanha de 1939?”. A pergunta verdadeiramente interessante é outra: “Onde encontramos hoje a repetição de determinados movimentos geopolíticos que antecederam a grande confrontação europeia do século XX?”
A resposta está no Leste. Em 1939, a Alemanha dirigiu o seu poder para Leste. Em 1941, tentou destruir a União Soviética. Em 2026, a Alemanha não envia exércitos para conquistar território russo. Mas participa ativamente no armamento e no financiamento no seu proxy que combate a Rússia.
Há uma diferença mas a pergunta histórica permanece. Porque, quando uma potência central europeia volta a considerar indispensável o rearmamento, quando a Rússia volta a ser apresentada como o principal adversário estratégico, quando a Ucrânia se transforma na linha avançada da confrontação e quando a indústria militar volta a ganhar uma dimensão que a Europa julgava ter deixado para trás, deve-se perguntar se estamos apenas perante uma nova guerra ou perante o renascimento de uma velha lógica europeia.
Uma lógica que diz: A segurança da Europa constrói-se contra a Rússia.
Durante a Guerra Fria, havia uma fronteira ideológica clara: capitalismo contra comunismo, NATO contra Pacto de Varsóvia, Ocidente contra União Soviética. Hoje, o comunismo deixou se ser a “base ideológica da Rússia. A União Soviética reergueu-se com outro nome. O Pacto de Varsóvia desapareceu. E a Rússia surgiu com mais força económica, geopolítica e determinação. De certa maneira, o antigo inimigo ideológico transformou-se no actual inimigo geopolítico.
Mudou o nome do adversário. Mudou a ideologia. Mudou o sistema. Mas o Leste continua a ser o lugar onde a Europa quer procurar o seu “maior perigo”. E não podemos ignorar: A Alemanha que, durante décadas, construiu a sua prosperidade em grande medida sobre a energia russa e sobre uma política de aproximação económica a Moscovo é hoje uma das principais potências europeias empenhadas em cortar essa dependência e em reforçar a capacidade militar da Europa.
É como se a Alemanha tivesse passado de uma política de aproximação à Rússia para uma política de contenção da Rússia. E isso não é uma pequena mudança. É uma ruptura histórica.
A questão é saber se esta ruptura produzirá segurança ou se, pelo contrário, contribuirá para consolidar precisamente aquilo que durante décadas a Europa procurou evitar: uma nova divisão militar permanente do continente. Porque a História ensina-nos uma coisa que talvez seja mais importante do que todas as comparações entre Hitler e os dirigentes atuais: as guerras não precisam de repetir os mesmos protagonistas para repetir determinadas lógicas.
Não precisamos de outro Hitler para voltar a existir uma corrida ao armamento. Não precisamos de outro Reich para voltar a existir uma Alemanha militarmente poderosa. Não precisamos de outro Pacto Molotov-Ribbentrop para voltar a existir uma Europa dividida em áreas de influência. E não precisamos de outra Operação Barbarossa para que a Rússia e a Europa voltem a olhar-se como adversários estratégicos.
É precisamente por isso que 1 de Setembro não deveria ser apenas uma data para recordar os mortos da Segunda Guerra Mundial. Deveria ser uma data para recordar como começa uma guerra. Começa muitas vezes muito antes do primeiro tiro.
Começa quando o adversário deixa de ser apenas adversário e passa a ser considerado uma ameaça existencial. Começa quando o rearmamento deixa de ser excepção e passa a ser necessidade. Começa quando os países deixam de procurar compromissos porque acreditam que a segurança só pode existir através da superioridade sobre o outro. Começa quando cada lado passa a interpretar a defesa do outro como preparação para o ataque. E, sobretudo, começa quando uma geração acredita que aprendeu definitivamente com a História – precisamente no momento em que começa a repetir alguns dos seus mecanismos.
A História não regressa exatamente ao mesmo lugar. Mas às vezes regressa à mesma estrada. E talvez a pergunta que deveríamos fazer neste 1 de Setembro de 2026 não seja apenas: “Como começou a Segunda Guerra Mundial?”
Talvez devêssemos perguntar: “Estamos suficientemente atentos para reconhecer os caminhos que, um dia, podem voltar a conduzir-nos à mesma tragédia?”
Ao contrário do que alguns dizem (não sei se o pensam), não descarto completamente a utilidade do Google para as questões em apreço. Estou perfeitamente ciente do enviesamento político-ideológico da santa padroeira do instrumento, a omnipresente Nossa Senhora do Algoritmo, mas, espremendo-a com jeitinho e fazendo as perguntas certas, é sempre possível sacar algumas litradas de sumo nutritivo e vitaminado. Nem a bendita Nossa Senhora do Algoritmo consegue o milagre de fazer desaparecer completamente a realidade, presente e passada. Temos é que lhe torcer gentilmente o pescocinho, só um bocadinho.
Nesse sentido, fiz-lhe (ao Google) uma pergunta inicial (a primeira da lista que se segue) e, depois, limitei-me a seguir algumas das sugestões da santa padroeira para aprofundamento do assunto (ver resto da lista). O resultado pode ser visto no primeiro link. Demora um pouco a beber o “sumo” todo, mas em verdade vos digo (sem figas nem pernas trocadas) que há vitamina que chegue. Basta não deixar adormecer o espírito crítico e não engolir um ou outro caroço que tente passar de contrabando.
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Lista de perguntas:
list of pacts with Western countries celebrated by germany before the Molotov-Ribbentrop pact with the soviet union
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explore the secret protocols of these agreements or how the Western response shifted after the Munich Agreement
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why the Anglo-French negotiations with Stalin failed in the summer of 1939
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secret reactions within the British Parliament when the failure of the negotiations was revealed
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French Parliament’s parallel reaction to the diplomatic collapse
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how the French military high command reacted to this diplomatic collapse
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how the French public responded to the banning of the Communist Party
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O segundo link (“secret reactions within the british parliament when the failure of the negotiations with the soviet union to face Germany was revealed”) aprofunda um pouco mais um aspecto já abordado no primeiro.
https://share.google/aimode/CNtes7NLLZphgFiI6
https://share.google/aimode/tcsO1pfMwPOduxIJG
Boa digestão.
A Federação Russa não vai “invadir a Europa”, nem precisa de invadir a Europa, para colocar fim à ameaça crescente que a UE/NATO representa cada vez mais para a sua segurança. A Rússia, só precisa de neutralizar/aniquilar as capacidades da indústria militar europeia e da estrutura política e militar em termos de comando e controlo. Isto significa, que se o poder no Kremlin decidir que chegou a hora de realmente avançar com medidas “técnico-militares” contra algum ou alguns Estados-membros da UE e da NATO, aquilo a que provavelmente iremos assistir, será ao bombardeamento muito violento de bases militares, centros industriais e alvos políticos na Europa, através de uma combinação de drones de vários tipos, mísseis hipersónicos, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos.
Na Alemanha, a título de exemplo, os russos só precisam de bombardear as fábricas da Rheinmetall, Airbus, Hensoldt, Diehl, Krauss-Maffei Wegmann (KMW), Quantum Systems, Volkswagen, Mercedes e BMW, para colocar um fim à ameaça germânica e ver do novo os alemães de joelhos a pedir clemência. Ataques seletivos para decapitar as capacidades de comando e controlo alemãs, também seriam conduzidos com alta probabilidade. Isto significa o assassinato de generais, oficias e qualquer político alemão que conduza ou ajude a conduzir o esforço de guerra contra Moscovo. Creio que duas semanas de bombardeamento sistemático e pesado contra a Alemanha, bastariam para quebrar a capacidade industrial alemã e afundar a economia de forma drástica. Esta é a guerra real. É nisto que irá consistir, na prática, eventual um confronto bélico contra a Rússia. A Rússia pode fazê-lo e a hipótese de que o vá fazer, realisticamente, está a aumentar a cada dia que passa, uma vez que a NATO dá sinais de não querer parar ou recuar na Europa de Leste, que é, em termos de geopolítica, a zona de influência estratégica da Rússia.
Moscovo tem hoje capacidade militar que chega e sobra, para derrotar a NATO na Europa. Os EUA são militarmente incompetentes e já demonstraram isso na guerra que levaram a cabo contra o Irão e que perderam de forma humilhante. As armas nucleares também não são uma opção, sendo que, a elite e o Deep State dos EUA, sabem perfeitamente bem que isso seria o fim de tudo. Seria o fim não só dos EUA, mas de todo o Ocidente colectivo e das elites em conjunto.
Os alemães (e a UE em geral…) andam a “brincar com o fogo”. Alguém devia de lhes relembrar, como é que acabou a última aventura contra a Rússia, para ver se ganham juízo:
https://joaojhnobre.blogspot.com/2026/09/os-alemaes-e-ue-andam-brincar-com-o-fogo.html
Estão a snifar a grande falta de vergonha que teem nos focinhos.
Agora se um desses filhos de puta tropeçar numa pedra solta e torcer um pé de certeza que foi a Rússia.
Vão ver se o mar da Kraken e poupen nos as tretas.
O Agostinho Costa desmontou de forma tão evidente este tópico (não sem deixar um aviso sério sobre andar a brincar com uma guerra na Europa), que ainda nem sequer publicaram o vídeo, e já publicaram outros posteriores, no site da CNN Portugal. Foi ao princípio da noite, vale a pena ver/ouvir.
Pelo menos ele não vai em historinhas para encantar pategos…
Agora já publicaram:
https://cnnportugal.iol.pt/videos/tentativa-de-ataque-de-drones-no-aeroporto-de-leipzig-e-uma-historia-que-parece-mal-contada/6a988f470cf2f6a1a1e762e8
E temos a Alemanha nazi não assumida a garantir que a Rússia tentou atacar o Aeroporto de Leipizig com um drone explosivo, com toda a cafila desta União Europeia da desgraça a dizer que sim senhor.
Meus filhos de uma grande puta selvagem de Babilônia. Se querem avançar para a guerra directa e total com a Rússia,estando se nas tintas para as nossas vidas façam no.
Não temos maneira de o evitar.
Mas parem de insultar a nossa inteligência.
Se fosse a Rússia não seria um único drone que pouco estrago causaria. Seria o seu próprio avançar para a guerra total pelo que seriam dezenas ou centenas, não seria numa única cidade e talvez viessem também uns mísseis hipersonicos bem nutridos.
Parem de insultar a nossa inteligência pois que se tivermos de perder as vidas nesta guerra pelo menos que não nos mintam. Que não nos comam por parvos.
Vão ver se o mar da Kraken.
O drone nem rebentou. Ainda ontem o Tiago André Lopes referiu a falta de sentido da acusação, e relembrou a diferença de atitude relativamente à sabotagem do Nordstream, isso sim uma “interferência estrangeira”, que os alemães súbditos dos gringos nem evocam mais, quanto mais procuram retribuir.
A propósito dos gringos, pelas movimentações do CU (candidato único), que esta semana já foi à TV como é frequente dar um ar de sua desgraça, devem-lhe ter dado indicações para se fazer à pista, de forma a apresentar a moção de censura ao governo corrupto do Montepardo, antes que caia de podre e volte para lá o PS, que aos olhos de Trump como da alt-rightolada deve ser proto-comunista ou mesmo sandinista ou marxista-lenista.
Estas carolas direitolas farsolas javardolas não páram…
Ah, e entretanto já inventaram mais uma “interferência russa” na Alemanha, desta vez uma falha de abastecimento eléctrica algures no leste, perto da fronteira, se não me engano.
Faz lembrar o blackout na Península Ibérica, que também tinha sido provocado pelos malvados moscovitas, só que este nem sequer teve dimensão regional, quanto mais nacional.
O que andarão a snifar os Grandes Líderes europeus, e o Mark Rutte Ri-te?
Um dia ainda a Ursula vai dizer uma verdade… por engano…
Estão para aí ao parágrafo 12 do meu segundo comentário. Os filhos da Europa que aprenderam com os antepassados e agora se comportam também contra eles como os gangsters que são.
O Trampas ameaçou apoiar a Argentina na questão das Malvinas se o Reino Unido não torrar mais dinheiro em armas americanas do que já torra.
Sacrificando os quase quatro mil habitantes das Ilhas que nem querem pensar em ver se a contas com o fascismo declarado de Milei.
Pior e impossível.
e os gringos pá? já nãp há?
Este texto devia ser memorizado por todos, i.e. estar na ponta da língua, para o poderem estatelar no focinho dos Ribbentrop-Liberais da propaganda ocidental sempre que falam no pacto assinado pelo Molotov e repetem a manipulação do costume.
Pesquisa em Yandex.com/search:
“ussr molotov pact. unmasking western propaganda”
Logo o primeiro resultado:
https://politsturm.com/truth-about-molotov-ribbentrop-pact
Vou fazer copy & paste ao texto todo:
“One of the most prevalent myths about the USSR in World War II surrounds the notorious Molotov-Ribbentrop pact. According to many western historians, the USSR signed this agreement with Nazi Germany in order to partition Poland between Germany and the USSR. The pact is seen as an agreement between two imperial powers who were expanding their respective spheres of influence to attain global dominance. The problem with this theory is that it completely ignores both the context under which the agreement was entered into, as well as the agreement itself.
Prior to the signing of the Molotov-Ribbentrop pact, western leaders were complicit in expansion of Nazi Germany. There were several agreements between Nazis and Western countries since 1933: Four-Power Pact (1933), Anglo-German Naval Agreement (1935), Anglo-German Non-Aggression Pact (1938), etc. The most striking example is the Munich Agreement under which the leaders of Great Britain and France ceded Czechoslovakia to Germany, Hungary and Poland. Western powers were either neutral or actively supporting the expansion of Nazi Germany. The cession of the Sudeten Czechoslovakia, a highly industrialized country, was instrumental in the production of armaments for the Nazi forces. The Czech Skoda factory produced tanks, airplanes, armored vehicles, and ammunition for the Germans. Prime Minister Neville Chamberlain proudly proclaimed that this act “is peace for our time”. This was certainly not the case. The western powers proved to be both unreliable, uncooperative, and at worst detrimental with respect to combating the growth of fascism on the European continent.
What about Poland? Modern historians like to portray Poland as an innocent country, «fallen under totalitarian agreement between Nazis and Communists». But in reality Poland had imperialist appetite. Polish nationalists dreamt of “Greater Poland from Baltic Sea to Black Sea” since 1920, when they occupied Soviet Western Belarus and Western Ukraine. They were interested in forming an “anti-communist crusade” together with neighbor countries and actively looked for an alliance. In 1934 Piłsudski-Hitler Pact was signed. It let Hitler to act freely on the West. In 1938 Poland took part in annexation of Czechoslovakia, capturing part of Teschen Silesia. Polish anti-communist dreams were shattered after they refused to allow Germany to annex Danzig. Hitler’s direction to the East became obvious.
USSR wanted to make an alliance together with France and Great Britain. Western diplomats refused to do it for about 6 years, but let Germany remilitarize and annex Austria and Czechoslovakia. It became obvious they are interested in war between Germany and USSR alone.
Faced with this impasse, the Soviet government after much consideration formed the non-aggression pact with the Nazi enemy. The Molotov-Ribbentrop was not intended to “partition” Poland and other Eastern European states in the way that the Munich Agreement partitioned part of Czechoslovakia to Germany. Rather it outlined and defined the German and Soviet spheres of influence, as outlined in the Secret Additional Protocol. This allowed for the outlining of clear national boundaries and gave the Soviets time to develop their defensive military capabilities. The western narrative which highlights the Soviets forming an agreement with the Nazi government completely ignores the concrete historical realities faced by the USSR and the refusal of western powers to cooperate with Soviet diplomats and defend against the threat of fascism.
On September 1, 1939 the Nazis invaded Poland and shortly thereafter the Polish government officials fled to Romania. At this point Soviet officials had observed that the Polish state and government had ceased to exist. With an invading Nazi army and a disintegrated Polish government on its western borders, the Red Army’s General Command issued troops to cross the western border to protect the populations of Western Ukraine and Belarus. Thus an actual examination of the historical conditions reveals that there was no “invasion” of Poland in 1939. Rather, the Soviet Union was protecting its citizens from the aggression of the invading German forces precipitated by the dissolution of the Polish state and liberating its territories, occupied by Poland after the Civil War in Russia.”
O artigo tem ainda uns links adicionais com fontes para os factos descritos, que também recomendo.
O problema do ocidente está já muito enraizado na cabeça das pessoas, mesmo sem se aperceberem.
Ao ver a referência ao pacto Molotov-Ribbentropp na imagem, a primeira coisa que me passou pela cabeça, eu que já fui vacinado contra a pandemia ocidentalista:
“queres ver mais um idiota que vai falar deste pacto, sem referir TODOS os outros feitos antes deste, assinados entre o Ribbentrop e os homólogos dos outros países Europeus?”
E assim foi. Confirmado.
É incrível como uma manipulação da história, inventada nos corredores de Washington DC e Londres e Paris, e disseminada até dizer chega pelos seus seguidores e vassalos e avençados, ficou já de tal maneira na memória colectiva dos ocidentais, que passou a ser mais “verdade” do que a própria história factual e seu contexto.
A mesma coisa se passa hoje com os idiotas que por aí andam a “defender a paz” mas em simultâneo a repetir todas as manipulações sobre a origem desta guerra na Europa: ora a Rússia “invadiu sem razão”, ora a “Ucrânia é independente”, ora a guerra “não” é proxy dos EUA contra a Rússia, ou o “não” há nazis na Ucrânia, etc.
Pode-se dizer que a manipulação sobre o pacto Molotov Ribbentrop foi o primeiro passo desta desgraça, i.e. foi a demonização dos Soviéticos repetida ao longo de décadas que serve ainda hoje de base para a demonização da Rússia, do Leste, dos Eslavos, dos Comunistas, etc.
Portanto aqui fica um desafio: quem me ler e responder, inclua todos os pactos e acordos e tratados de não-agressão e até de colaboração, ora militar ora política ora económica, estabelecidos entre a Alemanha Nazi e várias outras nações na Europa, ANTES da USSR ser obrigada a fazer o mesmo para não ser a única potência sem um pacto desse género.
E, segundo desafio, expliquem, sem usar um único argumento da manipulação ocidental, porque é que a USSR teve mesmo de fazer isto, e como é que esta não agressão foi fundamental para a USSR se preparar para o que sabia que iria ter de enfrentar.
E já agora, para a manipulação ser completamente desmascarada, vejam lá bem qual foi a potência mundial que mais tempo esteve a recusar-se a fazer alguma coisa contra a Alemanha Nazi.
Dica: fica no continente América do Norte…
Sugestão: se usarem um motor de busca não-ocidental, como o Yandex da Rússia, vão chegar à resposta certa num instante.
Mas se usarem um motor de busca ocidental (normalmente a ferramenta imperial chamada G00gl€) é pouco provável que sejam encaminhados para os factos, e os links em destaque são todos para fontes que repetem e reforçam a manipulação e propaganda ocidental sobre este assunto, logo a começar pela Wiki, a enciclopédia da CIA.
O colonialismo europeu era um terreno fértil para o nascimento de uma ideologia nefasta como o nazismo.
Se havia uma ideologia geral em todo o Continente que preconizava a ocupação de terras alheias e o extermínio das suas populações, sempre que isso fosse considerado necessário para a instalação de colonos, e a escravizacao de outros, baseando se numa teoria de supremacismo e negação da humanidade de outros povos o que espanta não é o nascimento do nazismo, e que não tenha nascido mais cedo.
Ao tempo do início da expansão europeia houve importantes discussões teológicas sobre se negros e ameríndios tinham alma, com muitos a chegar a conclusão que não tinham.
Ou seja, não eram mais que animais pelo que podiam ser exterminados ou escravizados conforme fosse mais rentável.
O nazismo simplesmente trouxe para o coração da Europa toda essa brutalidade que durante séculos tinha sido infligida as populações de Ásia, África e América.
E também as populações da Rússia que durante séculos suportaram tanto invasoes protagonizadas por cavaleiros teutônicos, suecos, polacos e franceses como compra de escravos capturados em razias feitas pelos tártaros.
Tal como as populações de Ásia, África e América, aos Rússia não se lhes reconhecia humanidade plena apesar de parte do território que controlavam se localizar na Europa e terem características físicas coincidentes com padrões europeus.
Tal como os negros, asiáticos ou nativos americanos não eram considerados plenamente humanos.
O nazismo chamou lhes subhumanos e agiu em conformidade. Invadindo aldeias e vilas e exterminando tudo o que podiam, havendo grupos especialmente destinados ao extermínio.
Os métodos iam desde enfiar toda a gente no edifício da escola e deitar fogo metralhando que conseguisse fugir as chamas a, em localidades maiores, arrebanhar os habitantes, obriga los a cavar as valas onde seriam enterrados e fuzilar a eito.
A esmagadora maioria dos 27 milhões de mortos soviéticos foram civis assim chacinados ou mortos em impiedosos bombardeamentos aéreos.
Por isso o nazismo ucraniano e hoje uma ameaça existencial que a Rússia combate com denodo.
Porque o que o velho nazismo queria era nada mais nada menos que o seu extermínio e, não tenhamos ilusões, e isso que pretende tanto o nazismo de hoje tanto na Ucrânia como nas velhas nações colonialistas que o apoiam.
Juntamente com os estadounidenses que não sao mais que filhos deste colonialismo.
E se o extermínio total não e possível pretende se uma derrota da Rússia que a obrigue a uma submissão que fará a pilhagem desenfreada dos anos Ieltsin parecer uma brincadeira de crianças. A fome e o frio farão o resto.
A Europa não abandonou a mentalidade de pilhagem e e por isso que estamos aqui. Com nações que combateram o nazismo mais por necessidade que por convicção a apoiar o nazismo alemão não admitido e o ucraniano exposto as claras porque desta vez estão todos do lado certo, a combater o inimigo certo.
Que sempre foi a Rússia, detentora de vastos recursos que para esta cambada de ladrões deveriam ser nossos.
Valha lhes um cardume de tubarões brancos famintos.
Pois, a Alemanha tentou a sua “Grande Substituição” através de uma Grande Invasão que culminou na Segunda Guerra Mundial, declarando guerra a tudo e a todos os que não se submetiam à política nazi, que consistia nas leis do sangue ou de Nuremberga, no Lebensraum e no Lebensborn. Para isso escravizou e exterminou todas as populações que não se incluiam nos desígnios do pan-arianismo e da ariosofia, e não se poupou a meios e a métodos para o fazer.
Agora andam os “puristas” e “puritanos” a agitar os fantasmas da Grande Substituição para impressionar os pategos, quando andamos todos a lidar com uma Grande Inflação promovida precisamente por quem controla as políticas económicas, sociais e belicistas no Ocidente, através dos lobbys, dos think tanks, dos centros de decisão e de poder instalados nas capitais dis países ocidentais, os que sempre lucraram com a exploração dos autóctones, a escravizacão dos estrangeiros e agora com as massas de imigrantes que vêm para esses países trabalhar e ganhar aquilo que não conseguem nos seus países, sobre-explorados, endividados e submetidos à “Ordem Internacional baseada em regras”. E como tal, quando a democracia vai penando por força das desigualdades crescentes, quando o ultra-liberalismo domina e as forças conservadoras da extrema-direita, que servem no fundo os mesmos interesses capitalistas, coorporativos e monopolistas, vão ganhando protagonismo, como se explica à populaça que anda a viver acima do que lhe é permitido, que tem de trabalhar mais para ganhar o mesmo ou até menos, perder direitos para suportar mais deveres? Agitar os papões do costume, arranjar inimigos e bodes expiatórios, unir de forma fascizante as massas, para as controlar, e assim argumentar que é em nome de uma luta inevitável, como agora se vai fazendo na Europa. No fundo, é tornar a União europeia na herdeira do totalitarismo, reescrevendo a História à medida das necessidades narrativas. E assim o dia da Vitória sobre os nazis foi transformado no dia da Europa, por exemplo.
A Alemanha de hoje só não e a Alemanha de Hitler porque não tem poder militar para isso. Tem consciência de que não tem poder militar para atacar a Rússia sem trazer sobre si a destruição mas vai usando a Ucrânia para fazer a Russa sangrar sem perder a esperança de conseguir fazer o que não foi feito há 80 anos.
Hoje conta com o poderio militar dos Estados Unidos e de outras potências como o Reino Unido ou a Franca para vingar a derrota sofrida as maos dos soviéticos em 1945.
Boa parte dos actuais dirigentes alemães tiveram antepassados que combateram os russos.
A raivosa Úrsula von der Leyen e descendente de um oficial nazi morto na Ucrânia. Merz e também descendente de um combatente nazi.
O chanceler que estava ao leme no início desta guerra que caminha a passos largos para o seu quinto ano teve um avô morto justamente na Ucrânia.
Uma ideologia e um desejo de vingança não desaparece do dia para a noite porque um louco deu um tiro nos cornos no fundo de um bunker e uma guerra foi perdida.
O sonho de Hitler de destruir os subhumanos a Leste não morreu.
A Alemanha conta agora com os inimigos de ontem que só o foram por Hitler ser demasiado sofrego.
Tivesse se ele limitado a hostilizar a União Soviética e não tivesse atacado a Ocidente e teria a ajuda de um fascista como Churchill e dos fanáticos anti comunistas estadounidenses.
A Alemanha nunca foi desnazificada e se o articulista tivesse estado na Alemanha nos anos da histeria Covid perceberia até que ponto não foi.
E e porque a Alemanha nunca foi desnazificada que esta guerra vai continuar até ao último ucraniano e até a última ucraniana que não tenha tido filhos.
Tudo porque também a Ucrânia nunca foi desnazificada pois uma ideologia de fanatismo nunca morre e foi sendo passada em segredo de pais para filhos e netos no remanso das casas.
Se não fossem fanáticos nazis já teriam desistido até porque nos últimos tempos a situação tem complicado e se não houvesse ali uma grande dose de fanatismo e odio racista já teriam percebido que não podem ganhar. Mas são como os que em 1945 na Alemanha ainda acreditavam e denunciavam vizinhos que manifestavam dúvidas sobre a vitória. Foi assim que muita gente foi executada no último ano da guerra incluindo a irmã do escritor Erich Maria Remarque.
Raios partam a Ucrânia.