(Bruno Amaral de Carvalho, in Facebook, 30/07/2026)

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A propagandista Rute Sousa, entre outros, foi a Israel numa viagem paga pelas autoridades daquele Estado. Em várias declarações diz que foram mostrar aquilo que as televisões não querem mostrar e, no entanto, não tem feito outra coisa senão estar nesses mesmos canais por estes dias.
Num dos seus últimos vídeos atacou os jornalistas, falou do militante do PCP que esteve como repórter de guerra no Donbass e que teria afirmado que ali não tinha acontecido nada. Esse jornalista sou eu. E é muito curioso porque enquanto jornalista com carteira profissional, com trabalhos publicados em meios nacionais e estrangeiros, eu fui ao lado da guerra onde mais ninguém estava. A propagandista Rute Sousa foi ao lado onde já todos estão. Não há meio conhecido que não tenha enviado alguém a Israel nos últimos anos.
Aliás, Israel é tão incrível para este grupo de influencers ao serviço da propaganda de Telavive que não conseguiram explicar porque é que Israel não permite a entrada sem barreiras de jornalistas na Faixa de Gaza.
Para alguns destes elementos que se gravaram a dançar em cima do chão de um território que está a ser alvo de um genocídio, nunca surgiu a questão sobre porque é que foi aprovada uma pena de morte exclusiva para palestinianos.
Tampouco conseguiram explicar porque é que foram assassinados mais jornalistas na Faixa de Gaza do que em qualquer uma das guerras modernas, incluindo a mortífera Segunda Guerra Mundial. Não conseguiram porque esse não é o seu papel.
Da mesma forma que um publicitário serve para promover uma marca ou um produto, estes influencers são pagos para lavar a cara de Israel no pior momento da sua história. E por muito que o jornalismo esteja a passar por uma grave crise existencial, os jornalistas estão obrigados a cumprir um código ético e deontológico. Quando estive no Donbass, ao contrário do que diz Rute Sousa, nunca disse que ali não tinha acontecido nada. Repeti-o várias vezes: qualquer crime de guerra deve ser condenado e isso aconteceu em ambos os lados. Nunca me pus a defender Putin ou a Rússia, como faz Rute Sousa com Israel, nem me pus a dar a minha opinião ou a fazer análises segundo as minhas crenças religiosas (mesmo sendo ateu) como Rute Sousa. O trabalho de um jornalista não é opinar.
Noutro tempo, a Alemanha nazi teria feito a mesma operação de charme para atrair influencers, quem sabe para nos convencer de que não havia qualquer genocídio contra judeus, soviéticos e comunistas. Num mundo cada vez mais dominado pelos conteúdos em redes sociais controladas por grandes oligarcas, a tendência será para que os influencers com mais seguidores acabem por determinar a opinião pública. E o problema é precisamente que o algoritmo promova apenas aqueles que pensem como os seus donos. O que disse Rute Sousa, e o seu entourage, poderia perfeitamente ser dito por Elon Musk ou Mark Zuckerberg.
E o mais grave não é apenas que tenham ido a Israel branquear um Estado assassino. O mais grave é que canais como a CNN e o Now, entre outros meios, legitimem essa operação de turismo de propaganda dando voz à desinformação. É a prova de que o jornalismo gosta de cavar a sua própria sepultura.
Grande Bruno Amaral de Carvalho, homem decente e jornalista sério e a sério, num mundo de moços/as de recados que se declaram jornalistas sem que lhes caiam os dentes. Grande Bruno Amaral de Carvalho, um homem entre vermes.
Quanto aos puros, aos guardiães da ortodoxia, eles que se inseminem!
Digo “que se inseminem” para não dizer “que se fodam”, claro.
O problema é que no pe em que as coisas andam se o homem dissesse que apoiava a Rússia os poucos que dão credibilidade ao que ele escreve deixariam de o fazer, os poucos que ainda podem acordar continuariam a dormir o sono da cumplicidade com os nazis.
Seria rapidamente desacreditado como agente russo.
Mesmo manifestando essa neutralidade muitos tentaram faze lo.
Claro que não podemos ser neutros quando está em jogo o combate ao nazismo ou ao supremacismo genocida.
E não acredito que Bruno de Carvalho seja mesmo neutro pois que foi um incansável denunciante dos crimes ucranianos no Donbass.
E tivesse ele caído nas unhas dos ucranianos e essa declaração de neutralidade não o salvaria. Teria o fim de tantos outros.
E afirmar neutralidade e talvez a única maneira de garantir que o seu trabalho corajoso não foi em vão.
Quando ao caso dos influencers e simplesmente nojento.
As criaturas dizem aldrabices simplesmente vomitivas colocando se sem qualquer declaração de neutralidade ao lado de genocidas.
Como dizer que os túneis do Hamas foram construidos para garantir a sobrevivência dos dirigentes enquanto a população enfrentava os bombardeamentos, a que a porca chamou guerra, a superfície.
Ora a porca deve saber que boa parte dos dirigentes do Hamas foram mortos por não virar a cara a luta em vez de ficar nos tais túneis que ao longo dos anos serviram sim para garantir o abastecimento não só em armas mas também alimentos e medicamentos dado que o que Israel deixava chegar pela superfície era o suficiente para ir morrendo lentamente de fome e doença.
A porca sabe de certeza que o fundador do Hamas foi morto quando já estava condenado por um cancro enquanto os netos brincavam atrás da sua cadeira de rodas.
Os três primeiros líderes do Hamas foram assassinados uns após os outros. Ser dirigente do Hamas perante aquela canalha genocida e assinar a própria condenação a morte.
Mas vermes como estes não podem entender que haja gente que prefere morrer de pé, na luta, em vez de joelhos ante uma gente que vive há quatro mil anos atrás.
Se tivesse tido o azar de nascer daquele lado certamente também me juntaria ao Hamas ou qualquer outro grupo de resistência.
Porque e intolerável a sobrevida sob o domínio de uma gente que vive há quatro mil anos atrás.
Suportando humilhações, fome, e sem saber se chegaria vivo ao fim do dia.
Porque a porca também sabe que aqueles soldados e aqueles colonos matam porque querem. Matam porque sim. Matam porque não reconhecem humanidade aos outros.
E se não fosse as forças russas o mesmo teria sido feito no Donbass.
Contra o nazismo, o genocídio e a pilhagem não pode haver neutralidade.
Mas o que não pode haver mesmo e cumplicidade como a que esses vermes demonstram.
A esses sim nao lhes devia ter sido permitido regressar a Portugal.
Que ficassem lá a viver como gentios.
Que grande canalha.
Perante o nazismo e o genocídio, o trabalho de um jornalista não é ser neutral.
Ser neutral perante o mal absoluto não é seriedade, é conivência.
O Bruno Amaral de Carvalho faz muito bem em criticar o regime colonial ilegítimo e genocida chamado “israel”.
Mas revela muita covardia ao continuar a dizer que não apoia a Rússia.
Afinal de contas, quer a Ucrânia nazi, quer a “israel” genocida colaboram na vassalagem ao império do mal absoluto: os EUA.
E qualquet pessoa com honestidade intelectual e dois dedos de testa percebe que as cenas de Gaza e Sul do Líbano e Cisjordânia, i.e. destruição total de zonas civis e limpeza étnica e genocídio, só não foram repetidas no Donbass e na Crimeia graças à corajosa intervenção dos heróis das forças armadas Russas, assim mandatados pelo Presidente Putin.
Isso da neutralidade é tudo muito lindo, mas já não tenho pachorra para tal ingenuidade.
O tempo da neutralidade acaba no momento em que a esmagadora maioria das PRESStitutas faz propaganda e mente descaradamente em nome dos nazis e genocidas e dos seus donos imperialistas.
Ser neutral perante imagens de Auschwitz, ou Gaza, ou Bucha, três monstruosidades levadas a cabo por nazis genocidas ocidentais, é ser desumano, é estat preocupado com etiqueta quando o jantar está a ser servido na pocilga.
Quanto aos “crimes de guerra” da Rússia, serão iguais ao “terrorismo” do Hamas e Hezbollah e PMF e Ansar Allah e IRGC, e companhia.
São acusações feitas por corruptos e desonestos, que chamam “crime” ao acto de resistência contra a própria agressão de quem os acusa.
Levar essas acusações a sério nos tempos que correm, é como acreditar no Trump que acusa de “narco-terrorismo” os Socialistas Venezuelanos que mantinham o petróleo nacionalizado e distribuíam a riqueza.
Já para não falar das acusações, vindas dos mesmos focinhos, que apontam o dedo a todos os que deles discordam, e dizem: “radical”, “extremista”, “putinista”, ou até “comunista”, como se alguma dessas coisas fosse um insulto, vindo daqueles focinhos, e dirigindo-se a gente de bem.
Que o Bruno Amaral de Carvalho tenha tido a coragem de ir ao Donbass, isso só merece aplauso.
Que o Bruno tenha tido a necessidade de ser neutral de forma a manter a possibilidade de “emprego” (i.e. totalmente precário a vender peças… à peça), isso é mau, mas é compreensível que o Bruno o tenha feito.
Agora, que insista que perante o imperialismo do mal absoluto e dos seus vassalos e proxies nazis e genocidas e terroristas (ex: o novo “democrata” da Síria), seja ainda necessária a neutralidade em vez de uma corajosa tomada de posição, isso já é só palermice.
Não se trata de intenção jornalística, trata-se de humanidade:
– quer ir ao Donbass livremente fotografar celebrações do Dia da Vitória, com gente a viver em democracia sob a bandeira tricolor da Rússia?
vs
– ou quer ir ao Donbass sob total controlo do regime fotografar a glorificação do nazismo, com gente assassinada só porque discorda disso, sob a opressão das bandeiras da UE, NATO, EUA?
– quer viver num país independente, onde o Direito Constitucional à privacidade é respeitado, onde o país defende a sua soberania e os cidadãos são representados por eleitos, após eleições proporcionais onde a imprensa diz a verdade;
vs
– ou quer viver num país colonizado, dentro da ditadura da UE que escuta e vigia toda a gente mesmo nos telemóveis “pessoais” e nas mensagens “encriptadas”, onde as decisões são contrárias à vontade popular e a imprensa é um gigantesco bordel que se prostitui em nome da propaganda imperial nazi terorrista genocida?
A razão pela qual se exige neutralidade aos jornalistas, é para tentar impedir a manipulação e mentira.
Mas se estamos na era da manipulação e mentira generalizadas, então é obrigava dos jornalistas bons (os poucos e ultra-minoritários que ainda existem) de escolher o lado oposto.
E perante o mal absoluto, o oposto NÃO é a neutralidade, mas sim a militância no lado que combate esse mal.
É o lado da União Soviética de Stalin em 1939-1945, é o lado da Rússia de Putin em 2022-202?, é o lado da Venezuela de Chávez e Maduro, é o lado do Irão dos ayatolas e da guarda revolucionária IRGC, é o lado dos Palestinianos que resistem (e sim, do lado do Hamas mesmo no 7-Outubro, uma acção de RESISTÊNCIA violenta LEGÍTIMA contra os invasores e opressores GENOCIDAS), é o lado de Cuba de Fidel e Che e Canel, é o lado do Hezbollah no Líbano e das PMF no Iraque e do Ansar Allah no Iémen, é o lado dos pretos na África do Sul a lutar (à bomba) contra o Apartheid dos brancos racistas, é o lado da China de Xi e dos soldados do PLA que mais tarde ou mais cedo serão confrontados com a guerra proxy dos EUA em Taiwan (e quiçá Filipinas), é o lado da junta militar na Aliança do Sahel (Niger, Mali, Burkina Faso), é o lado do povo Sahauri no Sahara Ocidental, é o lado dos Sérvios do Kosovo e da Srpska, etc.
E é o lado de todos os ocidentais com olhos na cara e coragem para se oporem incondicionalmente ao mal absoluto do império dos EUA e do sionismo e das oligarquias Europeias suas colaboradoras, que apodrecem a Europa através da corrupção e vassalagem via NATO e ditadura da UE e mais não sei quantas ONG e think tanks e fundações e bolsas e prémios distribuídos pela pior escumalha que por aqui anda à solta, como a tal putinha (e sua entourage) referidas no texto do Bruno Amaral de Carvalho.
Bruno, tens muito mais coragem do que a média, reconheço, mas ainda te falta um bocadinho assim.
E pior, por vezes, aquilo a que chamas “neutralidade” é na realidade uma tomada de posição em nome da convivência com o mal. Por exemplo, quando alguém fala da NATO sem dizer mais nada, esquecendo-se de adicionar o SEMPRE necessário contexto: a organização co-fundada pela ditadura fascista colonialista de Salazar, e organizada ofensiva, agressora, que cometeu crimes de guerra contra países que não fizeram nada contra os países da NATO.
Qualquer jornalista que fala da NATO nos seus textos mas se esqueça deste contexto FACTUAL, não é neutral, e no entanto, o conceito de neutralidade é esticado a esse ponto pelos teus colegas todos os dias, e até por ti. Como se não referir (i.e. omitir) esses factos históricos (de que a maioria da populaça ignorante NÃO sabe) fosse uma abordagem neutral…
Não posso portanto levar a sério quem insiste nessa palhaçada da “neutralidade” jornalística neste momento histórico.
E por isso, ao ver 99.9% dos teus colegas de profissão a serem PRRSStitutas que repetem mentiras como “o ditador Putin” para se referirem a um lider livre e democraticamente eleito e querido pela esmagadora maioria do seu povo, ou “o herói defensor da democracia Zelensky” para se referirem a um ditador nazi, não posso deixar passar essa tua covardia de em 2026 continuares a dizer que não apoias a Rússia.
Então apoias o quê? Ficares a olhar, sem criticar nem julgar:
– a “neutral” retirada das tropas Russas do território onde o povo já se sente libertado;
– a “neutral” Ucrânia a seguir a cometer um “neutral” genocídio ou limpeza étnica contra o povo do Donbass e Crimeia;
– a “neutral” substituição do Dia da Vitória pelo dia da UPA;
– as “neutrais” UE/NATO a invadir contra a vontade popular e a acabar de vez com a soberania daquele país;
– a “neutral” colocação de armas nucleares dos “neutrais” EUA ou Reino Unido ou França, sob controlo do “neutral” batalhão Azov, e “neutralmente” apontadas a Moscovo;
– a “neutral” proibição da língua Russa e queima dos livros escritos nessa língua e opressão a quem fala esaa língua?
– a “neutral” imprensa ocidental a continuar a branquear tudo isto e a demonizar todos os povos e governos que são alvos da agressão maquiavélica dos EUA?
Recusares dizer abertamente que és contra isso e que apoias quem resiste/combate contra isso NÃO é seres neutral. É seres covardemente cúmplice!
Não há posição neutral entre nazis das SS e vítimas de Auschwitz, ou nazis dos Azov e vítimas de Bucha, ou nazis de Telavive e vítimas de Gaza, ou nazis da NATO e vítimas da Líbia, ou nazis de Washington DC e vítimas do Vietname e Irão e de mais meio Mundo.
Até podes, e deves, fazer o artigo todo só baseado em factos, a descrever o que se passa, sem adjectivação, nem juízos de moral, sem tomada dd posição.
Mas tens obrigação de incluir o contexto, como no exemplo que dei sobre a NATO, coisa que tu não fazes!
E não te podes continuar a apresentar como um cidadão em cima do muro, que não apoia nazis, mas também não apoia quem os combate…