Quanto menos Estado, mais fogos a alastrar

(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 28/07/2026)


A sensação de desamparo ante a amplitude dos incêndios que lavram no sul da Europa Ocidental, sobretudo em Espanha e em França, leva-nos a questionar a capacidade de resposta e a eficácia das instituições. Com um milhão de pessoas evacuadas das suas casas, cenários de devastação e fogos incontroláveis, é de todo evidente que a Europa não se deve aventurar num conflito que os seus dirigentes entusiasticamente defendem contra a Rússia.

​Isto decorre de décadas de demolição sistemática e intencional das estruturas do Estado, demência ideológica que se converteu no desastre presente. ​Se no plano económico, o abandono do Estado enquanto estratega e guia do desenvolvimento e reforço da soberania e segurança dos povos se revelou um desastre, como há anos foi notório durante os confinamentos COVID, assistimos pela segunda vez nesta década às consequências do desinvestimento e da destruição das estruturas que protegiam as populações.

​Toda a arrogância dos liberais que ao longo dos últimos 40 anos nos acenaram com a utopia globalista e a repetir que o Estado era inútil, pesado e dispendioso, desaba perante nós neste furacão de fogo que nos entra casa adentro através dos noticiários.

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5 pensamentos sobre “Quanto menos Estado, mais fogos a alastrar

  1. um texto muito curto, mas, mesmo assim… falar destes incêndios em França e Espanha sem fazer referência a que certamente vai haver gente a ganhar muito dinheiro com isto… mais do que curto é incompleto

  2. Tem toda a razão! Mas a razão não elimina o desastre presente e que se adivinha! Sou de esquerda e liberal mas levanto-me à noite com medo de sentir o cheiro do queimado desde 2017 … ainda hoje o temi porque o cheiro era forte.

  3. Mas o que diz é mentira! Temos de dar dinheiro à BlackRock para nos proteger. O chanceler alemão foi seu dirigente! A maior empresa alemã de armamento é desta empresa americana. Que a BlachRock nos proteja!

  4. Certíssimo. E se nem conseguem apagar fogos como querem fazer uma guerra?
    Nos últimos quase cinco anos a Ucrânia tem sido um sorvedouro de dinheiro que fica a fazer falta noutro lado.
    A França de Macron tem desejado rios de dinheiro na camarilha nazi de Herr Zelensky, agora arde pelos quatro cantos e muitas populações estão abandonada a sua sorte.
    Por cá, hoje é notícia que o Governo vai aumentar o valor pago em unidades de cuidados paliativos e continuados.
    Mas o mesmo Governo que quer esmifrar as famílias de doentes em situações cruéis vai torrar mais de três mil milhões de euros em três novas fragatas.
    Dinheiro para fazer a guerra há, para tratar os nossos velhos e doentes a família que se amanhe.
    Para apagar os fogos será esperar que chova.
    Raios partam essa canalha. Raios partam a Ucrânia.

  5. E a prioridade é aumentar para 5% dos orçamentos dos Estados as despesas militaristas e armamentistas da NATO.

    A tragédia sazonal dos incêndios são danos colaterais, as tempestades e inundações idem, os apoios tão prontamente prometidos e apregoados demoram a chegar e é quando chegam, mas o que interessa não é defender os povos com estados-providência, e sim providenciar que os estados sejam lestos a enviar pacotes multi-bilionários, as bazucas da Ursula, as aeronaves e os tanques, os mísseis e drones, e no caso português uns Kamov em sucata e uns Pandur obsoletos carregados de notas e cuecas camufladas para a Ucrânia continuar a fazer o trabalhinho sujo da NATO, derrotar “estrategicamente” a Rússia…

    A incúria destes sociopatas vai reduzir a Europa a cinzas, e a culpa não será dos imigrantes, mas das “elites” europeias, das aristocracias imbecis e seus séquitos de burgueses consumistas, repetidores incansáveis de dogmas civilizacionais, sociais e políticos ultrapassados e prejudiciais ao bem comum.

    “Eles estarem a defenderem os nossos valores e a democracia…”

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