“O que nos deveria surpreender não é que tenham conseguido cortar o Nord Stream mas sim que não o tivessem feito anteriormente”

(Ola Tunander, entrevista, in Resistir, 21/07/2026)


Como os EUA transformaram a Alemanha num vassalo.


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HINTERGRUND – Professor Tunander, o senhor afirma que os acontecimentos em torno do Nord Stream não podem ser vistos de forma isolada. Por que razão considera que um olhar sobre a história – em particular sobre os anos 80 – é decisivo para compreender o presente?

OLA TUNANDER – O secretário da Energia dos EUA, William Richardson, afirmou em 1998: “É muito importante que, no final, o mapa dos gasodutos e a política coincidam”. Referia-se à Ásia Central, mas poderia muito bem ter sido uma declaração geral dos Estados Unidos sobre gasodutos. Os gasodutos ligam um Estado a outro. São uma ponte que cria uma interdependência que abre caminho para uma cooperação estreita e uma coexistência pacífica. À semelhança do que aconteceu com a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço na década de 1950, e mais tarde com a UE, que geraram confiança e interdependência entre os antigos inimigos da Segunda Guerra Mundial, o gasoduto soviético-alemão ocidental da década de 1980 abriu caminho para uma interdependência germano-soviética.

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5 pensamentos sobre ““O que nos deveria surpreender não é que tenham conseguido cortar o Nord Stream mas sim que não o tivessem feito anteriormente”

  1. Sem figas nem pernas trocadas, uma coisa posso jurar: o furúnculo no cu que há meses impede Frau Ursula von der Lies de se sentar direita numa cadeira foi o Putin que lho provocou. Quem disser que é mentira é putinista.

  2. Ate já ouvi gente a atribuir a Rússia os incêndios florestais que caracterizam o Verão português.
    Realmente estes carolas fachos não param. E os borregos que engolem tudo quanto e treta também não.

  3. Se a Rússia fizesse algo de semelhante no continente americano, sabotando por exemplo hipotético um gasoduto ou oleoduto entre o Canadá e os EUA, o que não ia ser de “indignação” dos atlantistas e respectivo séquito de papagaios e araras! Ai ai ai, eles serem vândalos terroristas e estarem a atacarem “a América”, a provocarem a guerra mundial através de sabotagens à infraestrutura energética do “farol do mundo livre”, eles terem agentes provocadores e colaboradores “comunistas” no seio americano que têm de ser perseguidos e purgados, eles estarem a praticarem ecocídios sem quaisquer escrúpulos, eles estarem a afectarem a economia regional/continental e sobretudo da “nação fundamental e indispensável”…
    Enfim, atlantistas (na verdade são “americanistas”, ou “euro-pategos”)… quem não os conhecer, que os compre…
    Ai ai ai a ONU, já estou a ver Portugal no conselho de segurança a apresentar uma moção de censura à Rússia nesse cenário hipotético…
    Como foi uma sabotagem “made in America” mas “applied in Europe”, no pasa nada… siga que há outras coisas com que nos preocuparmos.
    Estas carolas direitolas farsolas javardolas não páram…

    • Quem não se recorda que no célebre “apagão ibérico” o primeiro alvo de suspeição generalizada (e promovida pelos papagaios a soldo e atlantistas institucionais do costume, inclusive do governo AD) foram os “russos”, a mando do Putin?
      Quando é para arranjar culpados, o Grande Irmão é sempre o último da lista, mesmo quando é o que tem a mais longa lista de operações de bandeira falsa, infiltrações, sabotagem e ingerência/interferência política e eleitoral nos quatro cantos do mundo, e é, pelas evidências, o suspeito mais provável pelas “anomalias” ocorridas (ou anormalidades praticadas, que as coisas não acontecem por acaso).

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