Acordo para não atacar centrais de energia?

(João Gomes, in Facebook, 29/01/2026, Revisão da Estátua)


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Fala-se, nas últimas horas, de um possível entendimento entre a Ucrânia e a Federação Russa para evitar ataques a centrais de energia e infraestruturas críticas. Fala-se – e é importante sublinhá-lo – sem confirmação oficial, sem comunicado conjunto, sem garantias verificáveis. Por agora, trata-se de um dado incerto, mais próximo de um sinal do que de um acordo.

Ainda assim, o simples facto de esse sinal existir não é irrelevante. Num conflito em que a energia foi usada como arma – para escurecer cidades, paralisar economias e pressionar populações civis – qualquer indício de contenção merece atenção. Não por ingenuidade, mas por realismo: as guerras raramente terminam de repente; começam, quase sempre, por pequenas suspensões do absurdo.

O ceticismo é inevitável. A experiência recente mostra que entendimentos deste tipo foram anunciados, violados e enterrados em poucos dias, por ambas as partes. A palavra “acordo” tornou-se frágil, quase decorativa. Mas também é verdade que ninguém negoceia a paz a partir do silêncio absoluto das armas – começa-se, regra geral, por escolher o que já não se ataca.

Se este eventual compromisso se confirmar, será menos um gesto de boa vontade do que um reconhecimento tácito de limites: há infraestruturas cujo ataque deixa de trazer vantagem estratégica e passa apenas a acumular desgaste político e humano. É pouco, mas não é nada.

Convém, portanto, manter duas atitudes em simultâneo: prudência e atenção. Prudência para não vender ilusões; atenção para não desperdiçar sinais.

Porque, numa guerra prolongada, até uma pausa mal definida pode ser o primeiro ensaio de uma negociação mais séria. E, neste momento, qualquer ensaio – por frágil que seja – já é melhor do que a repetição mecânica da destruição.

9 pensamentos sobre “Acordo para não atacar centrais de energia?

  1. A única preocupação que tenho com o teu CU e o facto de o traste ainda respirar.
    Quanto aos meus camaradas eles não precisam de que lhes diga o que teem de fazer pois sabem muito bem o que teem de fazer para que a noite fascista não volte a cair sobre o nosso país.
    Quanto a seres insultado tens bom remédio. Não apareces mais por aqui porque aqui ninguém quer saber do que tu vomitas e de certeza ninguém vai sentir a tua falta.
    Vai ver se o mar da choco meu escravo que se diz alforriado. Isto depois de teres ido levantar os cartazes que o Kristin levou.
    Nem o S. Pedro tem pachorra para o CU.

    • Olha o link do ardina, é pró menino e prá menina… tens de arranjar um pregão, pá, é para fazer dinheiro e para encher o CU com estilo, ou é só mais um passatempo de um nababo aborrecido?

  2. Claro que a vantagem da narrativa está do lado do Ocidente E a prova disso são os escravos que se dizem alforriados como tu.
    Quanto a ser filho da burguesia tem juízo nesses cornos.
    Sabias que o tal filho da burguesia a quem certamente te referes até foi renegado pela mãe?
    Que a primeira vez que o sujeito foi preso disse que nunca mais lhe olharia para o focinho se voltasse a acontecer e cumpriu?
    Lamento informar te mas os ricos , aqueles a quem chamas burguesia, termo em desuso, são muito bons nisso de se livrar disso a que chama maçãs podres.
    E sim meu menino, Peniche era mesmo uma prisão, não um resort para burgueses desavindos.
    Olha, não estás a levantar os cartazes do CU que o Kristin levou?
    Só faltam nove dias para as eleições, não devias estar a trabalhar em vez de andar aqui a chegar o juízo com as tuas tretas?
    Quanto a Ucrânia já temos um Governo muito preocupado, não precisas vir tu.
    Com o centro do país todo partido, o nosso Ministro dos Estrangeiros já anunciou um apoio concreto no dia de ontem.
    Portugal vai aumentar a sua contribuição para que a Ucrânia compre geradores.
    Perante isto, o CU não vai aproveitar para ladrar “portugueses primeiro”?.
    A próxima tempestade gorda chega já no domingo.
    Ate lá aproveita também para ires ver se o mar da choco.

    • Não te preocupes com o candidato da Direita, preocupa-te com o teu SAPO.
      Dá lá uma ajudinha para que os camaradas renitentes engulam o anfíbio, diz-lhes que este não é venenoso, se fosse venenoso, tinha umas cores garridas, este é cinzentão e com aquele sorriso de reformado com dentadura postiça, nem morde.
      Um perfeito ‘apparatchik’ como já li por aqui.
      Diz-lhes que, quem não votar SAPO, é amarelo.
      O tempo que perdes a tentar insultar-me, deves usá-lo a pressionar os “camaradas”, só assim podes esperar que te sejam acometidas tarefas de maior respirabilidade e que sejas promovido na Capela da Senhora dos Milagres de coroinha-minorca a chefe dos coroinhas, porque para sacristão tens que estudar.

  3. Sem comentários!

    Uma coisa é certa e TODOS a conhecem, a vantagem no controlo da Narrativa, está do lado do Ocidente. As comadres andam zangadas, mas isso faz parte da relação entre vizinhas.

    Fazer um parênteses aqui. Um dia vi uma exposição no CCB com uns papéis do Berardo sobre propaganda, publicidade, … na altura da IIWW. Dos vários exemplares que por lá estavam, a propaganda americana batia aos pontos todos os outros (alemães do Adolfo, soviética, italiana, estas que me lembro agora, não posso garantir que outras não estivessem presentes, inglesa se calhar, francesa da parte de De Gaulle talvez, mas foi a americana a que eu achei a anos-luz em termos de grafismo e de transmissão da mensagem, as outras, umas mais outras menos, achei-as fanfarronas).

    O homem não diz qual é a sua fonte, por isso, cada um que aquilate do seu valor.

    Os que explicam estas coisas, porque são especialistas na sua área, seja ela militar, de informações, se preferirem inteligência, ou como os vermelhos dirão, espionagem (que é uma coisa diferente, mas adiante), não são muito tidos em consideração, porque dizem coisas que às vezes são difíceis de entender e que não diz aquilo que queremos ouvir.

    O POVO há muito que diz: quem está lá dentro, é que sabe o que se passa no convento.

    Isto para dizer que: os russos queriam ter feito isto e foram derrotados, os iranianos queriam … mas, algum dos que escreve isso, está por dentro da Ordem de Operações desses estados-maiores? Sabe o que é que está designado como Objectivo?

    Não sabe! Deita-se a adivinhar, o que é uma profissão como outra qualquer, assim ao jeito de meteorologistas ou economistas, mas que não chega aos calcanhares de alguns Bruxos da nossa praça no campo do Frutabol.

    Há duas coisas que os russos aprenderam, ou pelo menos deveriam ter aprendido, uma delas é o negócio de acordos entre gente-de-palavra com os Ocidentais e a outra o excepcionalismo derivado da Ideologia.

    Este senhor fala pobre isso. É pena que se tenha calado, agora pouco fala, mas como todos, precisa de comer. Foi visitado pelos esbirros canadianos às ordens do Justin Trudeau e calou-se. É que ver as contas bancárias canceladas, como viram os camionistas, não é para todos. Não é para todos, porque nem todos são filhos da burguesia para poderem ser Comunistas e passarem a vida na “prisão”.

    Seguir o link dentro da entrada (continue reading)
    https://patrickarmstrong.ca/2026/01/23/wef-2026/

    Para quem não o conheça. ler o “about” ajuda.

  4. Se a Rússia aceitar e uma valente asneira. Ou o pretender continuar a guerra para continuar a ver nos despejar o que temos e o que não temos no buraco negro que e a Ucrânia.
    E para que continuemos a atolar nos no lamaçal ucraniano a guerra rem de continuar e para isso a Ucrânia tem de continuar a conseguir ter se em pé.
    E a única explicação possível para aceitar não continuar a destruir as fontes que permitem aos nazis continuar esta guerra.

  5. Para existir acordos são precisos dois interessados. Pelo que já conhecemos da Rússia não acredito que eles façam acordos com entidades que estão longe de gerar confiança. Da parte da Ukrania há quatro anos que se negam a fazer acordos excepto se eles forem favorecidos. É uma perda de tempo.

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