(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 09/01/2026)

“Tomem nota: Açores dia 24, para seguirmos aqui uma hora depois do jantar, porque já sabem que invasões em directo é o meu programa de televisão favorito”, concluiu Trump
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Graças ao meu amigo Arnaldo (nome fictício e apelido omitido por razões de segurança) e aos seus extraordinários talentos informáticos, foi-me possível, por intermédio do acesso que obteve às comunicações classificadas do embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, assistir à reunião secreta ocorrida em Mar-a-Lago anteontem — em directo e a partir de Lisboa, tal como o próprio embaixador assistiu. É dessa reunião, histórica do ponto de vista português, que aqui dou conta, num resumo do essencial.
A reunião foi convocada para as 5 da tarde, dando tempo ao Presidente para terminar os 18 buracos do campo de golfe de que é proprietário, oferecido pela Arábia Saudita, e a tempo de o libertar para o jantar dos membros do clube Trump em Mar-a-Lago, os quais pagam uma fortuna de jóia e mensalidade do clube, além de uns dois mil euros por cada jantar com Trump, normalmente realizados duas vezes por mês. Tudo em troca da possibilidade de terem uns três minutos de conversa com o Presidente, aproveitados para exporem rapidamente um problema que enfrentam nos seus negócios e, a um sinal de Trump, entregarem um papel com os dados da situação à chefe de gabinete deste.
A reunião de anteontem foi convocada para o Salão Versalhes de Mar-a-Lago, decorado em tons dourados, vermelhos e púrpura, mas com colunas dóricas de mármore rosa em cada canto do aposento, nas quais se enroscavam serpentes de prata e lápis-lazúli. Estavam presentes, além do anfitrião, o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário da Guerra, Pete Hegseth, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Dan Caine, o director da CIA, John Ratcliffe, a chefe de gabinete, Susie Wiles, e o genro e parceiro de negócios de Trump, Jared Kushner. À distância e a partir de Lisboa, como já disse, estava o embaixador recém-nomeado John Joseph Arrigo, descrito na página da embaixada como um “líder visionário, empresário de sucesso e defensor dedicado da comunidade”. Da sua biografia consta ter nascido na mesma Florida adoptada por Trump, ter um “diploma de associado em Administração de Empresas”, passado por um Palm Beach College, ter explorado um negócio de automóveis durante 30 anos e, segundo a embaixada, ter vindo para Portugal “acompanhado da mulher Megan e do cão ‘Hank’”. Difícil era pedirmos mais.

Foi Marco Rubio quem abriu a reunião, expondo brevemente toda a situação.
— Estamos aqui reunidos, por iniciativa do Presidente, para analisarmos a oportunidade e os benefícios, ou possíveis danos, de levarmos para a frente a denominada Operação Ananás.
— Lembre-me, Marco, o que é a Operação Ananás? — atalhou Trump, que parecia vagamente alheado, ainda irritado por ter falhado o birdie no buraco 10.
— Falámos disso depois da Venezuela, senhor Presidente… É a tomada das ilhas dos Açores.
— Aquelas ilhas ao largo da costa de África? — volveu Trump.
— Não, estas são ilhas portuguesas no Atlântico Norte.
— Espere aí, Marco. — Trump estava agora mais desperto. — É aquela ilha do meu amigo Cristiano Ronaldo?
— Não, não — interveio Jared Kushner. — Essa é outra ilha mais a sul.
— Ah, bom — suspirou Trump. — E vamos seguir o “método Venezuela”? Primeiro atacamos os petroleiros deles no alto mar?
— Eles não têm petroleiros, senhor Presidente — meteu-se o almirante do ar, Dan Caine.
— Não têm petroleiros?
— Não têm petróleo…
— Ah, então o que têm? Terras raras, ouro?
— Não — Rubio voltou à conversa —, não têm terras raras e ouro só nas reservas do Banco de Portugal.
— Então porque vamos lá?
Trump estava a começar a irritar-se com o assunto.
— Porque — retomou Marco Rubio, cheio de cautela — uma das ilhas dos Açores tem uma base aérea que já foi nossa e onde hoje dispomos de facilidades, mas a pedido. É muito útil para atacarmos no Médio Oriente… o Irão, por exemplo… e para apoiar Israel.
Neste ponto, Marco Rubio dirigiu um olhar disfarçado a Jared Kushner, que inclinou a cabeça, incentivando-o.
— E que — retomou ele — poderão ser-nos também muito úteis em caso da Operação Gronelândia.
Trump inclinou-se para trás na poltrona, finalmente interessado.
— Ah, estou a ver! E essa operação ocupar-nos-ia muitas forças e muito tempo?
— Nada, senhor Presidente. — Pete Hegseth interveio, sorrindo. — Meia dúzia de aviões a aterrarem na tal base, uma companhia Delta e numa hora tínhamos o assunto resolvido.
— E qual seria o pretexto diplomático para tomarmos conta dessas ilhas? Tráfico de droga?
— Bem, isso é difícil. — O director da CIA entrou na conversa pela primeira vez. — Portugal importa muita droga vinda do Brasil e da Colômbia, em rota para a Europa…
— Estou a ver, esses bandidos comunistas do Lula e do colombiano, exportando droga e marginais para a decadente Europa — entusiasmou-se Trump. — Então, temos aí o pretexto necessário!
— Bem, senhor Presidente — insistiu cautelosamente Ratcliffe. — Mas a droga não passa pelos Açores, mas bem mais a sul.
— OK, mas podemos sempre castigar Portugal por servir de porta de entrada de droga na Europa, ou não?
— Mas aí não poderíamos invocar a segurança nacional…
— Invocamos a segurança da NATO, a Europa é NATO.
Como sempre, Trump simplificava as coisas mais complexas, uma das qualidades que os seus seguidores mais apreciavam.
— Bem, mas eles também são membros da NATO — lembrou Marco Rubio.
— Hum… — Trump não se dava por vencido. — Essa tal base e as ilhas que vamos ocupar não servem para controlar o tráfico de droga no Atlântico?
— Podiam servir se eles tivessem aviões e navios adequados para essas missões — esclareceu Pete Hegseth.
— E não têm?
— Não, aviões não podemos reclamar, porque, depois dos F-16, preparam-se para nos comprar os F-35, que não servem para isso, mas são nossos, da Lockheed…
— E navios?
— Navios também não. Vão agora gastar 6 ou 7 mil milhões de dólares a comprar três fragatas aos italianos, que também não servem para essas missões.
— Aos italianos? — espantou-se Trump. — Mas alguém se lembra de comprar fragatas aos italianos?
— Lembrou-se o ministro da Defesa deles, este aqui na imagem — e Pete Hegseth apontou para uma fotografia de Nuno Melo, que aparecia no ecrã gigante colocado no Salão Versalhes.
— Um seu admirador, senhor Presidente — interveio, desde Lisboa, o embaixador visionário.
— Hum… — Trump contemplava, interessado, a fotografia de Melo. — O senhor embaixador informe-se como é que ele trata o cabelo, pois parece-me muito bem.
— Mas então o método do seu amigo Ronaldo não está a funcionar? — interrompeu, com um sorriso cúmplice, Jared, o genro.
— Está, mas não se perde nada em experimentar outros. Bom, adiante: então, o ministro da Defesa é meu admirador. E os outros, o Presidente, o primeiro-ministro, o ministro dos Estrangeiros? O que acha, senhor embaixador, vai haver grande barulho?
— Não creio, senhor Presidente. Portugal não é a Espanha, que costuma ter ideias próprias. Além disso, o Presidente deles está de saída, porque vai haver eleições no dia 18; o PM vai dizer umas banalidades sobre a indestrutível amizade entre Portugal e os Estados Unidos, e o ministro dos Estrangeiros, que classificou de “benigna” a nossa operação em Caracas, vai ficar a analisar o assunto, mas sem precipitações.
— Há eleições dia 18? — interessou-se Trump. — E concorre algum candidato com as ideias MAGA?
— Sim. — O embaixador Arrigo, defensor dedicado da comunidade, estava radiante com o seu inesperado protagonismo. — Concorre um que as sondagens dizem que vai ganhar à primeira volta, mas não tem hipóteses à segunda.
— E é mesmo um homem MAGA?
— Completamente. E outro seu admirador… Chama-se Ventura.
— Até o convidámos para o banquete da sua posse, senhor Presidente — informou o secretário de Estado. — Mas não teve lugar lá dentro e ficou no jardim.
— E o que diz esse tal Ventura?
— O mesmo que o senhor — retomou o embaixador e ex-empresário de sucesso como vendedor de automóveis na Florida. — É a favor da pena de morte e contra os imigrantes e os ciganos.
— Ciganos? Quem são esses?
— São os índios deles — esclareceu o embaixador.
— Ah! — Trump estava agora completamente decidido. — Esse tal Ventura parece-me um tipo mesmo às direitas! E, então, ganha na primeira volta, dia 18, mas perde na segunda?
— É essa também a informação que temos — completou o director da CIA.
— Nesse caso, é claro como água. — Donald J. Trump sorriu, uma vez mais reconhecendo em si mesmo as qualidades que o tinham elevado a dono do mundo. — Deixamos o tipo ganhar dia 18 e depois atacamos os Açores dia 24, que calha a um sábado. Não havendo então condições para realizar uma segunda volta, os Estados Unidos vão reconhecer esse gajo como Presidente legítimo de Portugal, e você, Marco, vai trabalhar para que outros países o reconheçam também. A seguir faremos com o novo Presidente deles um tratado de amizade e cooperação, que nos concede os Açores em troca da nossa protecção na luta contra a droga, a imigração e os… como se chamam eles?
— Os ciganos? — arriscou o embaixador.
— Esses — rematou Trump. — Então, tomem nota: Açores dia 24, para seguirmos aqui, em Mar-a-Lago, uma hora depois do jantar, porque já sabem que invasões em directo é o meu programa de televisão favorito.
O que sempre me fez “espécie” e como e que em países onde a população está alegadamente a passar muita fome podem haver centenas de milhares de pessoas com bom corpo para trabalhar a pode vir para a rua protestar dias e dias seguidos.
E que uma coisa e fazer um ou dois dias de greve espaçado em meses, outra e falhar um dia de trabalho para ir a uma manifestação. Mas vir para a rua protestar dias a fio e inviável por muitas aleivosias que o Governo ande a fazer, como aconteceu por cá nos anos da troika e acontece agora com o pacote laboral.
Isso só e possível num país em que o desemprego seja generalizado.
Foi o caso do Egipto nos grandes protestos contra a ditadura de Mubarak.
Estando metade da população desempregada tanto podiam ficar em casa a ver os dias passar como ir para a praça.
Claro que também havia interesse nesses protestos para de lá tirar um Governo que começava a cansar.
Porque quanto os militares derrubaram o Governo seguinte, da Irmandade Muçulmana, por não fazer os fretes todos, quem veio para a rua protestar levou no focinho, foram mortos os que foram precisos, o presidente do país foi preso e morreu de um fanico em pleno tribunal e hoje o Egipto e gerido por uma besta que se entretém em projectos megalómanos e o povo continua cheio de fome.
Essa situação de desemprego generalizado não se verificava na Georgia quando também houve protestos de meses por os bandalhos pro Ocidente que queriam lançar o país numa nova guerra contra a Rússia que provavelmente seria trágica para o país de reduzida dimensão e populacao não terem ganho as eleições.
Essa situação de desemprego massivo também não se verifica no Irão embora seja de acreditar que muitos não ganhem para a bucha.
Mas também por cá quem ganha o ordenado mínimo não ganha para a bucha mas por isso mesmo não pode perder noite atrás de noite a vir para a rua queimar igrejas, bancos, edifícios do Governo, carros e todo o mobiliário urbano que encontrar pela frente instigado pelo D. Duarte Pio que quer instaurar novamente a monarquia absoluta.
Porque o ordenado e pouco mas faz falta. Muita falta justamente porque e pouco.
E lá por ganhar pouco não passa pela cabeça das centenas de milhares de pessoas que ganham pouco vir para a rua queimar tudo o que vêem pela frente.
E tendo em conta que os protestos violentos acarretam o risco de ser morto os guarimbas iranianos também devem contar com a promessa de que a família será compensada pela sua morte se ela acontecer.
Ontem tive de perguntar a uma colega que vinha com a treta da teocracia iraniana se achava mesmo que se milhares de guarimbas viessem aqui para a rua, instigados por um herdeiro do trono, e desatassem a queimar igrejas, bancos e edifícios governamentais a polícia não matava. “Claro que matava”, acabou por responder.
E caberia perguntar aos pategos quantas decapitações públicas de “inimigos de Deus” já não teriam ocorrido se isto se passasse na Arábia Saudita, já que falamos em teocracias.
E no meio disto temos mais uma vez as enguias do Bloco de Esquerda a louvar a “coragem do povo iraniano” sem mencionar os guarimbas.
Já agora, não quero com isto dizer que acredito que o D. Duarte Pio fosse capaz de fazer a cachorrada que está a fazer o herdeiro do passado dos cornos deposto em 1979. Que pelo que já disse e um filho de puta sanguinário como foi o pai. Não admira que os seus apoiantes queimem locais de culto religioso.
Valha lhes um burro aos coices.
CIA & Mossad, Inc.
https://swentr.site/news/630838-iran-us-israel-interference/
Também eu sempre achei a criatura um Hitler XXL e sempre achei que era treta isso de acabar com a guerra da Ucrânia deixando de financiar o seu nazismo.
Nunca engoli as tretas do “activo soviético” ou “russo” e até acabei a ter um ligeiro bate boca com um luso estadunidense que acreditava que aquela besta nos podia trazer paz e livrar do atoleiro da Ucrânia.
Não se deve criticar a esperança muito menos mata la, mas a mim parecia me que íamos era ver nos numa grande patranha e num grande sarilho.
Não que a opositora da criatura nos tivesse tirado do atoleiro da Ucrânia pois a verdade e que prometia afundar nos nele.
E alguns devem ter pensado que era mesmo verdade que o bandalho nos ia tirar desse atoleiro que tem dado tanto dinheiro a ganhar a alguns. O suficiente para terem tentado acertar naquela cabeça de abóbora.
Para mal dos nossos pecados falharam.
Realmente este sujeito fica vários furos abaixo em inteligência em relação a Hitler e até no cuidado consigo.
Hitler acabou por ser um drogado por se fiar num suposto médico charlatao mas começou por ter cuidado consigo. Não bebia, não fumava e era praticantes vegetariano.
Este só come merda e agora até inventou uma pirâmide alimentar onde aconselha a malta a encher se de carne vermelha e cozinhar com sebo de bovino.
Realmente esta e uma criatura que não há defeito que não tenha.
E o que mais me arrepia e pensar que podemos ter como próximo PR um admirador confesso dessa valentissima besta.
Vamos a ver como acaba este novo Hitler e como acabaremos muitos de nós.
Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.
Agora está na moda dizer que a Gronelânida é a maior ilha do mundo, quiçá para elevar a façanha do hiPOpoTamUS cor-de-laranja ao apropriar-se dela, ele que representa “o maior país do mundo” (sic).
Pensam que a projecção do mapa de Mercator traduz a dimensão real da Gronelândia, equiparável à de África. Que ignorantes! Não digo que esta é a era do tablóide para pategos?
Só para que conste a enormidade desta bacorada repetida em todos os canais de informação:
Área da Gronelândia = 2 166 000 m2
Área da Austrália = 7 688 000 m2
Na Wikipedia: “A Austrália é um país continental cercado pelos oceanos Índico e Pacífico.”
Logo, é uma ilha. Só lhe chamam continente pois para os anglo-saxões é tudo à grande, só falta dizerem que o Reino Unido é também um continente.
Experimentem ver o mapa de Gleason e vejam uma Gronelândia muito mais aproximada da sua dimensão real, comparativamente às restantes massas de terra (continentais e insulares). Comparem-a com a dimensão de África, e percebam a distorção do mapa de Mercator.
Vejam também o mapa-mundo com a projecção de Robinson e verifiquem se é como os propagandistas querem fazer parecer, maior que África. É tudo à grande, especialmente a ignorância e a propaganda. Tudo para encantar pategos.
Aliás, o continente chama-se Oceania e não Austrália, por algum motivo há-se ser.
Estas carolas direitolas não páram… e agora com esses nevões, até se atolam!
Para quem quiser instrução e não propaganda, aqui fica um link sobre projecções cartográficas:
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/projecoes-cartograficas.htm
O motivo pelo qual projecção de Mercator é a mais utilizada na comunicação de massas ocidental é para fins de ilusão e distorção das dimensões territorias (veja-se a desproporção entre hemisfério norte e hemisfério sul).
“A projeção de Mercator, elaborada em 1569 pelo cartógrafo Gerhard Mercator, é do tipo cilíndrica e uma das mais conhecidas no mundo todo. As coordenadas geográficas são traçadas em linhas retas que se cruzam formando ângulos retos. Nesse tipo de projeção, há conservação dos ângulos e deformação das áreas. As regiões nas altas latitudes apresentam-se de forma exagerada.”
um link?
ah ah ah
Foi aprovado pelos apóstolos vermelhos?
Este não é para pategos… mas se tiveres aversão a links da lusofonia, podes sempre apresentar reclamação, ardina da folha nacional.
Hilariante.
Eu publiquei faz algum tempo (talvez há uns quatro ou cinco meses) um comentário no excelente site de Larry Johnson que teve bastante ebulição na altura. Uma vez que a evolução dos acontecimentos desde então me fazem parecer que esse meu texto está mais atual do que nunca (e também porque agora não me apetece escrever muito) decidi republicá-lo aqui (aproveitando o texto idiota deste palhaço encartado já com sintomas de senilidade, pois só assim se justifica a grotesca tentativa de fazer graçola com algo assim) só com um pequeno aditamento nos últimos parágrafos para atualizar. Claro que eu sei que ninguém vai ter paciência para o ler, mas mesmo assim.
Havia um humorista brasileiro chamado Millôr Fernandes, que assinava uma página semanal num jornal português, e que eu lia quando era ainda criança. Ele disse certa vez que “a maior prova da credulidade humana é que sempre que eles anunciam o maior filme de todos os tempos a gente sempre acredita um pouquinho”. Essa máxima pode perfeitamente adaptar-se à Política, o que explica que diversas pessoas inteligentes tivessem no início tido uma clara esperança de que Donald Trump fosse realmente uma lufada de ar fresco revolucionário que poderia de facto alterar o estado miserável das coisas na América e no Mundo.
Bem, talvez seja hora de pessoas adultas deixarem de acreditar em contos de fadas. Eu não tenho nada a alterar àquilo que disse aqui desde a chegada ao poder do personagem.
Digam-me se acham que eu estou a dizer asneiras. Mas sou apenas eu que vejo a semelhança de Trump com Adolfo Hitler?
Exceto na parte da inteligência, claro. Porque Hitler era obviamente louco e um viciado em cocaína, mas era inteligente. Trump, por outro lado, tem o QI de uma galinha e é um boneco manipulado por oligarquias diversas do Estado Profundo que são os verdadeiros donos da América. Esses oligarcas têm agendas diferentes entre si e essa é a razão por que ele diz hoje uma coisa e amanhã o seu contrário. Esses interesses são também o motivo de ele ter sofrido um atentado antes da sua eleição.
Vejamos:
40 milhões de desempregados na Europa dos anos 30 do século passado, num tempo em que não havia apoios sociais, geraram o desespero que fez nascer o nazismo. Ele teve origem nos sindicatos alemães e era uma criação aberrante baseada em ideias marxistas modificadas para se adequarem à boçalidade dos seus promotores. Nasceu assim o Nacional Socialismo.
Eu consigo facilmente encontrar semelhanças entre o Nacional Socialismo baseado na suposta “raça” superior “ariana” e o “América Primeiro” de Trump. Mas analisemos melhor.
Tal como Trump, também Hitler foi inicialmente visto como um revolucionário e sofreu perseguições diversas pelo estabelecimento no seu tempo. Ele escreveu o Mein Kampf na prisão. Trump teve de enfrentar inúmeros problemas legais e escapou por pouco à prisão por diversas vezes.
Hitler alcançou o poder cavalgando a revolta popular gerada pela Grande Depressão dos anos 30. Trump foi escolhido por uma parte do Estado Profundo para capitalizar o descontentamento crescente do povo americano em face da quebra do seu nível de vida. Ambos chegaram ao poder prometendo uma vida melhor aos seus eleitores e invocando o fervor nacionalista. Ambos basearam os seus discursos na diabolização de certos grupos internos e externos. Trump atirou-se aos imigrantes para capitalizar a xenofobia dos americanos, Hitler escolheu os judeus porque o grande capital industrial alemão precisava de lhes roubar as riquezas para se capitalizar. Porque alguns imigrantes na América estão relacionados ao crime, isso deu força aos argumentos de Trump, e o facto de alguns banqueiros judeus assinarem as ordens de despejo dos alemães que já não podiam pagar a renda também contribuiu para que que poucos alemães se preocupassem com o destino dos judeus em geral.
No fim verificamos que os dois personagens, uma vez chegados ao poder se encontravam totalmente ao lado do Grande Capital Monopolista e defendiam interesses contrários aos aos da população trabalhadora que os elegera, tanto a alemã como a americana, e que a sua governação nada tinha a ver com o que haviam prometido. Tudo Normal. Nunca se diz a verdade ao povo. A verdade é sempre perigosa para quem governa.
O Grande Capital Industrial alemão queria conquistar os mercados europeus que eram controlados pela Inglaterra e ter acesso às matérias primas que estavam nas colónias de diversos países europeus. Então, antes de lançar a Alemanha numa guerra sangrenta e que certamente iria causar grande sofrimento ao povo alemão, Hitler defendeu a teoria estúpida da necessidade alemã do “Espaço Vital”. Trump precisava de rapidamente arranjar dinheiro para pagar os juros da dívida de curto prazo e financiar a decrépita economia americana e para esse efeito criou uma onda de tarifas insanas que no fim iriam fatalmente flagelar os próprios americanos, e chamou a esse momento “O Dia da Libertação” da América.
Bem cedo depois de chegar ao poder, Hitler não perdeu tempo para promover a anexação da Áustria (o seu país de nascimento) e falou na necessidade histórica de unificar as duas nações irmãs. Trump disse mais ou menos o mesmo do Canadá, enquanto preconizava a “compra”, primeiro, e a anexação forçada, depois, da Groenlândia à Dinamarca. Desde o final da guerra de 39/45 que nenhum governante falava em anexar outros países e territórios. Esse era um discurso proibido porque as pessoas ainda se lembravam dos resultados a que ele levara.
Hitler rasgou todas as leis internacionais e Trump acaba de fazer exatamente o mesmo ao bombardear sem aviso instalações nucleares no Irão enquanto supostamente estava em negociações com os dirigentes deste país, e ainda se vangloriou disso. E agora temos a Venezuela e a ameaça muito real de anexar a Gronelândia.
O que eu pretendo dizer com isto é, basicamente, que estes atores não aparecem aleatoriamente, como se resultassem de uma qualquer maldição divina ou algo assim. Eles são gerados pelo Poder Dominante, o Grande Capital, em determinados momentos históricos de desespero em que o próprio sistema capitalista atinge o seu ponto de rotura. E não importa a essa gente quantos milhões de pessoas inocentes terão de morrer para que de alguma forma seja possível (mais) um novo “reset”.
A História tem tudo para se repetir.
Sabemos como acabou da outra vez
Na primeira vez como Tragédia e na segunda como Comédia
O que estamos a viver, é uma farsa que não poderá ir muito longe.
Não se pode enganar toda a gente o tempo todo.
Se até o Império Português caiu, porque haveria a URSS e agora o império americano manterem-se de pé?
Trump, tal como Bosta e o picareta falante na ONU, estão onde estão, para serem os gestores da insolvência.
Vamos lá a preparar o ‘day after’ vermelho, mas desta vez a sério, nada de se contentarem com o prato de lentilhas do Melo Antunes. 😀
Boa ideia.
O minha grandessissima besta. Queres mesmo comparar um jornal de pequena tiragem com um cartaz com as trombas do CU a cada esquina, camisolas made in Bangladesh, cartazes gigantescos dizendo tudo quanto e atrocidade contra quem cá é discriminado ou explorado até ao tutano ou ambos e centenas de Trolls nas redes sociais?
Não, não me incomoda. Quero que esse bandalho vá a m*rda, que o dinheiro roubado aos imigrantes e pobres da América não sirva de nada e que esse bandalho não passe.
Fascismo nunca mais, vil escravo que se diz alforriado.
És tu mesmo. Igual a ti próprio. Um pequeno vermelho. Quanto à besta, deixo-a contigo, acho que fazeis um belo par a escoucearem.
Com que então um pequeno jornal, já agora um pequeno partido também, não perderias nada em admitir.
ah ah ah ah
O apóstolo vermelho anda incomodado com a propaganda que não lhe agrada. Questiona de onde vem o dinheiro para tal propaganda. Eu acho que. deve ser do mesmo sítio de onde vinha, o papel para o ‘ o diário’ ser impresso quando por cá não o havia, ou os dinheiritos para o pequeno partido do secretário-geral único fazer figura de grande. Eram essas dádivas a fundo perdido, um maná das terras onde a exploração do homem pelo homem tinha sido abolida por decreto? ou eram o sangue, suor e lágrimas dos oprimidos pelo Bispos Vermelhos?
Brevemente teremos a Revelação por um dos pastorinhos-vermelhos.
Ideias para mudar isto confesso que também não tenho.
Como impedir que um país com poder para destruir o mundo, com um presidente que deixou cair a mascara da bondade americana, louco, cruel e disposto a tudo pilhe o mundo?
Como fazer os povos acordar e perceber pelo menos que votar em fascistas apenas vai tornar a vida de todos nós pior ainda?
Parece que não temos a espada de Alexandre para cortar este no Górdio que ameaça sufocar nos a todos.
Para começar, parar a subserviência ao hiPOpoTamUS cor-de-laranja. Porque se o CR7 serve como bode expiatório e saco de pancada por ter ido visitá-lo à Casa em Obras com o novo “major ally”, o príncipe saudita, então não se pode tolerar que políticos com responsabilidades o façam sem serem devidamente zurzidos pelos MST e os PP da “imprensa livre e democrática:”. Aquela coisa a que chamam metaforicamente o “cerca sanitária”. E coerência, sem cobardias e tibiezas. Para que esses políticos beija-CUs pelo menos tenham receio, já que não têm escrúpulos nem vergonha, e pensem duas vezes antes de dizer amén a tudo o que é imposto pelo “Negociador Implacável”. Depois cabe-lhes tomar medidas – ao contrário do que fez a von der Leyen nos acordos com Trump, que serviram para entregar o ouro ao bandido e ainda lhe pagar para ficar com ele.
Pelo menos exigir que párem de nos manipular e chantagear e extorquir com papões de leste, pagando ao papão do Oeste e ainda vê-lo a ser o mais desrespeitador e abusador de todos, enquanto lhe chamam “amigo americano”.
Não é preciso hostilizar, só mesmo demarcar posição. Mas claro que com lideranças europeias tão sabujas, a começar na von der Leyen, que tem menos legitimidade democrática que o Trump, e acabando no “bom pupilo” Montenegro, não existem condições políticas para ser mais que uma sucursal americana, mais que estados vassalos sem projecto próprio, manietados pela política externa “atlantista”, que os subjuga cada vez mais. E é isso que tem de ser apontado pelos MST e os PP desta vida, que tanto gostam de fazer piadolas com o Ronaldo mas passar a mão no pêlo dos sabujos e servis direitolas que nos entregam de bandeja e de mão beijada ao fascismo internacional.
Também achei um bocadinho para o idiota fazer uma piadola depois do que aconteceu na Venezuela.
Que foi um acto de gangsterismo puro.
As dezenas de civis mortos, os 34 milhões de pessoas ameaçadas de ocupação colonial e saque dos seus recursos, um presidente sequestrado, enfiado na cela solitária de uma prisão sórdida, acusado de m*rdas inventadas e sem sentido, uma mulher sujeita ao mesmo tratamento infame, acusada exactamente do mesmo, como se uma mulher fosse a mera extensão do seu homem, pois que segundo a Bíblia foi só para isso que elas foram criadas, mereciam um pouco mais de respeito.
Porque isto e sério, isto e grave.
Trump e o primeiro bandalho a dizer que nada disto e sobre democracia e direitos humanos.Que nunca nesse farol da humanidade foi sobre democracia e direitos humanos.
E sobre substituir todas as democracias por ditaduras fascistas.
Agora também já se percebe porque e que em todos os filmes ambientados no futuro as sociedades, mesmo quando eram benignas para o seu povo nunca eram democráticas.
A coisa visava certamente habituarmo nos a ideia de que no futuro não havia lugar nem necessidade de democracia.
Essa coisa obsoleta que começou de forma incipiente numa tal de Grécia há milenios atrás.
E o Império não mede esforços nem dinheiro. O défice que se lixe pois que ninguém nunca se atrevera a pedir lhes a conta e pode se sempre cortar no Medicare e no pouco apoio alimentar aos milhões de pobres que lá há.
Não e só por obra e graça dos donos disto tudo que temos o CU em todo o lado.
Ontem vi o CU em todos os postes de luz ao longo de quatro quilómetros de estrada. O bandalho está por todo o lado, acompanhado por legendas odiosas e tao aldrabonas como as acusações a Maduro.
Vivo numa pequena cidade atrás do sol posto, imagino como será noutros lados.
Isto significa muito dinheiro. Isto e assustador.
Todos os que vivemos sob a ameaça da besta merecemos mais que uma piadola.
Todos os que já morreram merecem mais que uma piadola.
Temos mesmo de acordar.
Fascismo nunca mais.
O engraçado é que esta malta toda tem sentido de humor quando é o “amigo americano”, mas quando são os russos ou os chineses é uma coisa muito séria e temos de os impedir de atingir os seus objectivos nem que custe os olhos da cara, etc… e a encher os bolsos precisamente aos americanos.
De repente descobriram que o Grande Irmão não é de confiança e somos meros vassalos. Mas quando a Victoria Nuland afirmou “Fuck Europe”, aí éramos muito aliados dos nossos amigos, e era apenas uma expressão corriqueira, sem maldade, para efeitos dramáticos. Vê-se hoje o que se tornou a UE, mais de uma década passada, mas ninguém é capaz de associar.
Quando no tempo do Obama os EUA escutavam líderes europeus aliados (Merkel, etc), com a colaboração dinamarquesa, que agora corre o risco de ver o Grande Irmão humilhá-la na Gronelândia, também era apenas um mal-entendido, e bastou o hiPOpoTamUS fazer um pedido de desculpas para patego ver e ficou tudo sanado. Se fossem os russos ou os chineses a fazê-lo, era espionagem e interferência estrangeira, casus belli, e nunca mais seria esquecido onincidente, constantemente relembrado. Assim, foi varrido para debaixo do tapete.
Temos também o discurso do Estado da Nação do Joe Biden que coincidiu logo a seguir ao início da Operação Militar Especial / invasão russa na Ucrânia, onde este estava tão contente quanto senil, e à beira de um volte-face interno, que culminou no mandato Trump 2.0. Mas qualquer um que não fosse toldado nem patego, ao ver aquela fanfarra toda, aqueles sorrisos, poucas horas após o início de uma guerra na Europa que ainda hoje dura e empobrece e destrói o velho continente, percebia logo que o “amigo americano” preocupa-se tanto com a Europa como a ministra da saúde e o primeiro-ministro com a capacidade de resposta e a qualidade do INEM e do SNS, ou o MST com a verdade histórica e a verdade desportiva – são meros acessórios retóricos e propagandísticos.
Agora que se vai tornando claro o valor da palavra do “Grande Irmão” já se faz piadas com ele, para aligeirar a questão, e torná-la menos séria. Desta vez não há movimentos nem vagas de fundo para “defender os nossos valores e a demo-cracia”, porque no fundo são apenas uma simulação, para sermos idênticos aos autênticos “faroleiros do mundo livre”, e oodermos manter a colaboração com os “polícias do mundo”, com sua “ordem baseada em regras” – as que eles ditam e nós acatamos, obedientemente, mesmo que isso nos custe a dignidade e a liberdade.
Assim é fácil fazer piadolas… mas apresentar ideias para contrariar o status quo, está quieto! Depois quem é que levava a “demo-cracia” à Venezuela e a Cuba? E à Gronelândia? Etc…
Porquê os Açores, se até teriam um comitê de Boas Vindas em Albufeira?
Pelo menos desta vez não disse que foi o Putin que pôs na cadeira do poder semelhante passado da marmita.
Como se alguem quisesse na cadeira do poder num país com todo aquele poder militar alguém clinicamente louco.
Mas para dizer que o sujeito, além de extremamente cruel, e clinicamente louco não tem o MST tomates talvez por medo que venha a força delta de helicóptero busca lo a ele. Como disse de Kadhafi, assassinado com a benção de Obama, um bandalho que enganou meio mundo.
Quanto ao que vai ca por casa, qualquer dos candidatos a direita sao de fugir.
Temos o Milei Lusitano, o almirante “vamos morrer onde tivermos de morrer” e o CU que dispensa apresentações e cuja tromba vemos em todo o lado.
Se esse bandalho se sentar na cadeira do poder garantidamente há mão do Trampas mas quero ver se o MST tem tomates para o dizer como quando andou a dizer que foi o Putin que deu o primeiro mandato a tal traste.
E também foi o Putin que fez com que as instituições americanas não quisessem ou não pudessem enquadrar o canalha durante quatro anos? Impedindo o golpista de se poder voltar a candidatar já que aquele povo e cruel como poucos por ser constituído pelo refugo do mundo e ia de certeza voltar a votar nele?
Vá ver se o mar da choco.