O plano de paz de Trump para Gaza é uma notícia falsa. Eis o que realmente vai acontecer

(Martin Jay, in SCF, 15/10/2025, Trad. da Estátua)

Não há muita esperança de uma paz duradoura na Faixa de Gaza, escreve Martin Jay.


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Quanta esperança podemos depositar no acordo de cessar-fogo recentemente anunciado, firmado entre Israel e o Hamas, supostamente mediado pelo presidente dos EUA, Donald Trump? Quem são os vencedores e os perdedores? E quanto do que vemos e lemos na imprensa ocidental é pura verdade?

Infelizmente, o cenário é sombrio e não há muita esperança de uma paz duradoura na Faixa de Gaza, em grande parte porque o suposto acordo não é um “acordo de paz” propriamente dito, mas sim um cessar-fogo temporário para libertar reféns israelenses. Nada mais que isso.

Certamente, o plano de 20 pontos tem mais a oferecer do que isso, mas o facto de a maioria dos pontos ser vaga e aberta a interpretações não é um bom presságio para que tudo seja levado a sério. Talvez nunca tenha sido pensado para ser levado a sério, como já escrevi anteriormente; é provável que Trump tenha elaborado isso à pressa, no último momento, devido à atenção midiática que os líderes da UE estavam a receber e à possibilidade de um plano da ONU ser implementado.

Na realidade, os únicos dois vencedores do acordo não são sequer países ou estados, mas indivíduos. O próprio Trump pensará que está a encobrir a sua responsabilidade  do genocídio e esperará que, sendo o arquiteto do plano em si, isso aumente as suas chances de receber um Prêmio Nobel da Paz. Isso é improvável, pois, apesar da mídia ocidental escrever obedientemente a narrativa de que é Trump quem está “impulsionando” o acordo de paz, a verdade é, na realidade, um pouco diferente. Desde o primeiro dia no cargo, Trump poderia ter impedido o genocídio em Gaza, mas, em vez disso, optou por apoiar Netanyahu até ao fim, com inúmeros carregamentos de armas autorizados por ele. Para Netanyahu, o capital político a ser obtido com a devolução viva de 20 reféns às suas famílias não pode ter um preço associado a isso. E assim, em termos gerais, tanto Trump quanto Netanyahu torcerão as mãos quando os reféns saírem em liberdade.

Mas espera-se que Netanyahu não perca tempo e volte a massacrar mais palestinos inocentes em Gaza, assim que a atenção da mídia diminuir e ele vir os europeus começando a insistir num Estado palestino, ao verem soldados das Forças de Defesa de Israel (IDF) fora da parte principal da Faixa de Gaza. Repetidamente, a história nos mostrou que é sempre Israel quem viola os cessar-fogo, caça e assassina negociadores palestinos importantes, e é sempre Israel quem trai o direito internacional.

Espera-se que ajuda seja enviada a Gaza durante o cessar-fogo, e esta será a primeira vítima. Netanyahu pode deixar entrar alguma durante alguns dias, mas é apenas uma questão de tempo até que ele inevitavelmente interrompa esse fornecimento e retorne à política flagrante de fome. Também é inevitável que Israel realize ataques esporádicos que rompam o cessar-fogo, o que é uma armadilha para o Hamas, pois, se retaliar, Israel poderá alegar que o cessar-fogo foi totalmente rompido por “terroristas” e que, claro, “Israel tem o direito de se defender”.

A troca de reféns pode muito bem ser o catalisador para a quebra do cessar-fogo. Quanto tempo Trump precisa de um cessar-fogo para dizer ao mundo que ele sozinho intermediou a paz tanto para Gaza quanto para todo o Oriente Médio? Talvez uma semana. Talvez duas. Se os corpos dos reféns não puderem ser localizados em 72 horas e exumados, antes da entrega dos restos mortais às Forças de Defesa de Israel (IDF), isso por si só poderá desencadear uma nova ofensiva de Israel, que simplesmente intensificará o genocídio depravado e aumentará os números, matando mulheres e crianças em tendas ou exterminando famílias inteiras em suas casas, como fizeram apenas algumas horas antes dos parlamentares israelenses finalmente concordarem com o acordo nas primeiras horas da noite.

Para o Hamas, não há muito a aceitar em relação ao retorno de vários palestinos detidos ilegalmente em prisões israelenses. Eles sabem que, mesmo que a ajuda alimentar seja retomada, não será por muito tempo, já que no grande plano de Netanyahu para toda a região, com a “expansão israelense” para a Síria, Líbano, partes da Jordânia e Iraque, a manutenção dos palestinos na Faixa de Gaza, não está prevista, mas sim eliminá-los completamente numa estratégia de limpeza étnica que deixa muitos a pensar nos nazis e no Holocausto.

Não deposite muita esperança no plano de 20 pontos do pessoal de Trump, pois ele nunca foi pensado para ser levado a sério.

“Vejam, nós oferecemos paz a eles” é a narrativa, já que pelo menos algo tinha que ser escrito. Mas, na realidade, não vale o papel em que está escrito, já que o Hamas até rejeitou categoricamente a ideia de Tony Blair ser um primeiro-ministro interino na Faixa de Gaza ou entregar suas armas. Notícias falsas, portanto. Trump poderia designá-las mesmo dessa forma se não tivessem vindo das suas próprias mãos trémulas.

Fonte aqui.


9 pensamentos sobre “O plano de paz de Trump para Gaza é uma notícia falsa. Eis o que realmente vai acontecer

  1. Quando se escreve as 4.40 da manhã e uma boa desculpa para nos esquecermos das aspas.
    Já por aqui tenho escrito nos últimos dois anos sobre o que e a mentalidade israelita, infelizmente pelos piores motivos, um genocídio em curso.
    Nunca duvidei que se tratava de um genocídio justamente por ter conhecido tal mentalidade por via de ter lido aquilo tudo, nomeadamente o antigo testamento e o seu cortejo de massacres terríveis. Nunca duvidei que e lá que Ia Israel continua.
    Por muito que vistam calças de ganga, ouçam música rock e digam que gostam muito de homossexuais quando os seus livros sagrados mandam mata los a pedrada.
    Mas tudo isso faz parte da hipocrisia que permite que esta cambada diga que eles são iguais a nós ao contrario das suas vítimas.
    Sempre soube que quem vive em terras roubada não e refém porra nenhuma, e invasor e logo prisioneiro de guerra.
    Sei que o que aconteceu a 7 de Outubro de 2023 foi deixado acontecer para permitir a camarilha fanática que dirige aquele povo de extrema crueldade carregar no acelerador de um genocidio que acontece desde 1947.
    Nunca papei a treta da guerra entre Israel e o Hamas pois que aquilo foi um ataque indiscriminado contra tudo e contra todos.
    Assim como não acredito que seja a última vez que escrevemos sobre este genocidio pois que se continuarmos nos mares deste mundo vamos ter muito que dar aos dedos.
    Para desgraça dos palestinianos que Israel não descansará enquanto não matar, prender ou expulsar.
    Porque Trump, que supostamente gizou este plano de paz e um mentiroso compulsivo.
    Ainda hoje o aldrabão afirmou ter falado ao telefone com o primeiro ministro indiano Narendra Modi que lhe teria prometido nunca mais comprar gás russo.
    Horas depois, o Ministerio dos Negócios Estrangeiros indiano veio dizer que o telefonema nunca aconteceu.
    Talvez pensasse que o dirigente indiano nunca o iria desmentir.
    Ora Modi tem muitos defeitos mas o ser aldrabao não é um deles.
    Talvez por ser religioso e para o hinduísmo ser aldrabão ou acobertar aldrabices da direito a ser lançado no Inferno de cabeça para baixo.
    Tal como Trump, Modi e um homem velho que provavelmente vê o julgamento dos deuses mais perto do que gostaria. Por isso tratou de rapidamente desmentir o aldrabão.
    Tambem nos sabemos que o sujeito e um psicopata e um aldrabão mas os nossos dirigentes sonham contar com ele para conseguir o sonho de Napoleão e Hitler.
    Estão se nas tintas para se o homem e um assassino sanguinário que já causou a morte a 27 pescadores venezuelanos e colombianos acusando os de ser traficantes de droga.
    Que interessa que não apareça droga nenhuma.
    Que interessa que queira pilhar os recursos da Venezuela e entregar o seu povo ao fascismo e a miseria negra.
    Toda a gente presta vassalagem a um velho aldrabão e louco.
    Isto pode acabar tudo muito mal mas ninguém parece preocupado com isso.
    Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.

  2. Em interpelação à porta-voz da Comissão Europeia, um jornalista lembra a exigência da UE de que a Rússia pague pela destruição que provocou na Ucrânia e pergunta-lhe se a mesma UE vai exigir que Israel pague pela destruição que provocou na Faixa de Gaza. Eis a resposta da dita porta-voz:

    https://youtube.com/shorts/47_aA_OSiDI?si=esDnvDdmh8Ji8Aq5

    E eis o currículo da madama, a portuguesa Paula Pinho, mais uma patética criadita que, “lá fora” se junta a Durão Barroso, Tony Bosta, Vítor Gaspar, Maria Luís Albuquerque e resto da malcheirosa vara de porcos que nos envergonha como país.

    https://fd.porto.ucp.pt/pt-pt/noticias/alumna-paula-pinho-nomeada-porta-voz-principal-da-comissao-europeia-41291

  3. Dar crédito ao que diz um fascizóide degenerado e sem escrúpulos, seja ele Trump seja Netanyahu, que só sabe utilizar a linguagem da chantagem e da ameaça, é não dar valor à integridade, nem à verdade.
    Ecos “grandes líderes” sabujos bajulam-os e seguem-lhes os passos, e aceitam e veneram os seus métodos, mesmo quando são manipulados e chantageados ou até ameaçados.
    Quanto a acreditar na palavra de representantes da extrema-direita, neste caso sionista, o mesmo é dizer, mentirosos compulsivos, com tudo o que sabemos da História, só mesmo se formos grandes pategos…

    • Ainda por cima em mentecaptos que pretendem reescrever a História, mudar a toponímia, fazer engenharia social, arquitectar o caos e o conflito mundial… e o Marcelo II por muito que queira mudar o bico ao prego invocando “activo soviético”, é só mais um peãozinho disposto a curvar-se perante o hiPOpoTamUS do momento, e a aquiescer tudo o que este exige. Os 50 milhões para armas compradas ao “Grande Irmão” que vão para a Ucrânia são apenas uma parcela dos 221 milhões planeados (disse ontem o Ministro da Defesa do Atlético Norte). Marcelo II assobia para o ar… e o veto presidencial, mesmo que pudesse usá-lo para contrariar “ordens superiores”, ele que é o Comandante Supremo das Forças Armadas, seria omitido e escondido nos fundilhos das calças, para nem dele se lembrar. Não fosse ficar envergonhado enquanto debitava as lérias do costume…

  4. E já ontem Israel voltou a bombardear o Norte do enclave de Gaza.
    O inenarrável ministro das Finanças, o assassino Smodrich, disse com as letras todas que o Direito Internacional não se fez para o povo eleito.
    O assassino Netanyahu disse que agora que tem os reféns vai assegurar que o Hamas seja desarmado e que não haverá fábricas de armas em Gaza. Todos sabemos o que isso quer dizer na boca de um genocida.
    Estamos a lidar do lado do Ocidente com gente colonialista e do lado israelita com gente que vive há quatro mil anos atrás. E ainda pior que o nazismo.

    • Só o facto de tu, o autor deste artigo, e tanta outra gente boa, repetir a propaganda falsa “reféns” sem sequer usarem aspas, é uma prova de que não haverá paz nem futuro para os Palestinianos.

      NÃO HÁ “reféns” NENHUNS!!!

      Há colonizadores, invasores, ilegais e ilegítimos da terra da Palestina, que roubaram terras e propriedades aos Palestinianos que lá viviam, não só roubaram logo metade do território quando o projecto colonial racista ocidental foi inventado em 1947, como roubaram para além disso.

      O próprio ICJ (Tribunal Internacional de Justiça) já decidiu, de acordo com a Carta da ONU dos Direitos Humanos, que os Palestinianos têm portanto o direito humano à RESISTÊNCIA VIOLENTA.

      Ora, o que é a resistência violenta? É o Hamas, o Hezbollah, o Ansar Allah, as IRGC, o 7-Outubro, e a captura de colonizadores, que são assim LEGÍTIMOS PRISIONEIROS DE GUERRA, não são “reféns”.
      E na maior parte dos casos não são civis, mas sim militares das IDF ou no activo ou na reserva.

      Pode-se apenas chamar “reféns” aos menores de idade, mas sinceramente trata-se de justiça: são moeda de troca para as CRIANÇAS REFÉNS PALESTINIANAS torturadas nos gulags de “israel”.

      Se queremos mudar alguma coisa, temos de começar pela batalha das palavras, que conta muito para estabelecer a correcta percepção logo à partida:

      “reféns” = colonizadores/invasores ilegais e ilegítimos, que foram legitimamente feitos prisioneiros de guerra;

      “terrorismo” = resistência legitimamente violenta de acordo com a Carta da ONU dos Direitos Humanos;

      “guerra” = GENOCÍDIO;

      “vítimas da guerra” = vítimas do Holocausto Palestiniano;

      “defesa de israel” = ilegítimo e ilegal uso de violência extra contra a resistência, uma violência para além da violência da agressão inicial do próprio estabelecimento e expansão de “israel”;

      “única democracia do Médio Oriente” = ditadura racista, pior que o equivalente Judeu ao Estado Islâmico;

      “guerra israel – hamas” = 3 mentiras em 3 palavras, repetidas diariamente por todas as PRESStitutas. Não é guerra, é genocídio. Não é de “israel”, é de todo o sionismo ocidental. E não é contra o Hamas, é contra todo o povo, civis indefesos, crianças inocentes.

      “Votações na ONU para criar Israel são direito internacional” = votações em 1947 foram feita por apenas 33 países, ou regimes fascistas/coloniais/racistas ocidentais, ou seus satélites/vassalos. CONTRA a vontade da esmagadora maioria do Mundo e, mais importante, CONTRA a vontade de quem já vivia na Palestina, a vontade de todos os Semitas inclusive Cristãos e Judeus anti-sionistas.

      “israel é um país” = israel é uma base militar dos EUA, usada como centro logístico para a agressão a vários países em redor. Não apenas para guerra directa, mas também por procuração, golpes violentos, e interferência camuflada de “democracia” e “boas intenções”.

      “Palestinianos DEVEM aceitar fronteiras de 1967” = os humanos decentes de todoo Mundo devem resistir contra o colonialismo ocidental e não aceitar sequer as fronteiras inventadas em 1947 e que tanto sofrimento causaram desde o primeiro dia.

      “sionismo é uma ideologia aceitável” = sionismo é colonialismo, com características nazis (já o diziam Einstein e Arendt) e cada vez mais com declaradas intenções genocidas. É uma ideologia intolerável (tal como o nazismo, seja Alemão ou Ucraniano) para as pessoas decentes e informadas.

      “Netanyahu é o Presidente de israel” = é o DITADOR do projecto colonial, que obedece a tudo o que o imperador USAmericano lhe diz. Tudo é coordenada entre os dois regimes. Não há qualquer “desentendimento” entre Netanyahy e Biden ou Netanyahu e Trump. É tudo teatro. O genocídio começou e continuou com 100% responsabilidade da Casa Branca (e de todos os colaboradores da Casa Branca, inclusive os que moram entre Lisboa e Helsínquia…).

      “o problema é o Netanyahu” = propaganda (PsyOp) sionista via MainStreamMedia por si controlada, para nos fazer pensar que o problema é uma só “pessoa”, em vez de perceber que o problema é o sionismo como um todo. Na realidade, se Netanyahu não existisse, o problema era 100% igual.

      “prisioneiros palestinianos” = estes sim são REFÉNS, vítimas de tortura e fome em campos de concentração, vítimas dos colonizadores racistas, provas da total ausência de Democracia ou Estado de Direito ou sequer Direitos Humanos em “israel” em particular e no ocidente sionista em geral.

      “israel é a israel bíblica” = o nome “israel” só foi escolhido pelos sionistas exatamente para confundir os religiosos ocidentais. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Durante 2668 anos não existiu “israel” nenhuma. E a que existiu antes disso, não é nada daquilo que a Bíblia (documento ficcional) descreve. Era só um pequeno território na chamada Galileia, nunca esteve unido ao reino da Judeia (este sim com capital em Jerusalém/Sião), e durante a maior parte da sua existência era uma região multi-étnica e com pluralismo religioso *.

      * o politeísmo de Canan, onde o Yahweh era apenas um deus menor (e casado com outra “deusa”) no meio de vários deuses daquele panteão (tal como acontecia no politeísmo Grego, Romano, Egípcio, e Babilónio), e só mais tarde foi o “deus” escolhido dos nacionalistas israelitas (que então se auto-denominaram os “escolhidos” desse deus, tal como passou a ser prática comum entre as diferentes tribos daquela região seguidoras de diferentes deuses. Ex: Chemosh, o deus escolhido do Reino de Moab (na actual Jordânia, vizinhos da Judeia) e que eram os “eacolhidos” desse deus), e só muito mais tarde este Yahweh foi escolhido também pelos alucinados seguidores do culto do lunático “Charles Manson” da Nazaré… o tal carpinteiro chamado Jesus, de quem José era pai adotivo (logo, Jesus não é descendente de David) porque a sua mãe, Maria, era uma adúltera (daí o tal Jesus dizer que devíamos dar-nos bem com prostitutas). O tal que “ressuscitou” ora em frente a 500 testemunhas, ora sem ninguém ter visto, consoante o manuscrito (dos séculos I e II) que se leia…

      Resumindo e concluindo, eu apoio o desenvolvimento balístico e nuclear do Irão, e não condenarei o seu uso para colocar um fim definitivo ao racismo e estupidez colonial ocidental sionista genocida.
      Aliás, quem me dera poder ler em livros de história sobre uma resistência semelhante feita pelas nações nativas da América do Norte, e também da Oceania. Infelizmente não conseguiram resistir ao colonialismo racista genocida ocidental, e hoje há demasiada gente a falar inglês no Mundo, e a achar que o sionismo/colonialismo/imperialismo continuam a ser aceitáveis.

    • Exatamente, o sionismo é pior que o nazismo.

      Aliás, enquanto alguns “israelitas” não passam de Caucasianos ocidentais, brancos de olhos azuis e cabelo louro, com sobrenomes como “Johnson” ou “Schmidt” ou “Lewandowski”, que saíram do seu continente de origem (Europa) para ir colonizar uma terra noutro continente (Ásia), isso acontece enquanto muitos (senão todos) os Palestinianos são Semitas nativos do Levante, que podem fazer árvores genealógicas de milhares de anos com ligação à Palestina, não só ao reino da Filisteia, mas também aos povos Semitas de toda a Canaã (quiçá aos Fenícios) que são naturais desta região Mediterrânea desde a pré-história.

      Pode até dar-se o caso, e é muito provavel que se dê, de alguns Palestinianos expulsos e/ou exterminados pelos sionistas/”israelitas” serem descendentes dos Israelitas originais, i.e. dos habitantes (Judeus ou de outra religião) dos vários reinos de Canaã (Levante):
      – o de Israel (Galileia e Samaria);
      – o da Judeia (Jerusalém);
      – o de Moab e o de Ammon (ambos na actual Jordânia);
      – o de Emon (sul da actual “israel”);
      – os Fenícios (Líbano, uma tribo com ligações a Tartessos, civilização avançada no Sul da Península Ibérica);
      – o Assírio (Damasco);
      – e a própria Filisteia (Gaza), etc.
      É o cúmulo da ironia.

      Que agora, com base em aldrabices e alarvidades do Antigo Testamento (documento NACIONALISTA, não histórico), realçadas ou ainda pior interpretadas por lunáticos Sionistas (em particular os alucinados Cristãos Evangélicos que continuam a chamar “povo escolhido” a quem nem sequer acredita no seu Jesus), se vá dar um “direito” de colonização e limpeza étnica a uma só dessas tribos e a uma só dessas religiões (e seus seguidores convertidos que nem sequer têm ligação de sangue/ADN com essa tribo), é o cúmulo da estupidez.

      Lá está, uma estupidez comparável ou ainda pior que a também ocidental estupidez da “colonização e domesticação dos selvagens”, e da crença germânica na pureza da raça ariana…

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