O regresso do Major-general Carlos Branco à televisão

(Estátua de Sal, 10/10/2025)


Parece que a CNN prefere a Soller e a Ferro Gouveia, que nunca devem ter visto uma pistola na vida, a dissertarem sobre guerra e geopolítica. Sim, porque a estação dar liberdade ao Major-general para dissertar sem peias era uma ameaça para a coerência das suas diárias mensagens de propaganda manipuladora das mentes.

Assim sendo, restava a Carlos Branco mudar de canal, pelo que acaba de escrever na sua página do Facebook:

Serve esta mensagem para informar que reiniciarei o comentário televisivo no próximo domingo, pelas 14 horas, mais coisa menos coisa, no canal NOW, num programa denominado “O Tabuleiro do poder”. Conto que assistam e divulguem esta mensagem pelas vossas redes sociais.

Sobre este regresso, veja-se também a notícia que segue abaixo, assinada pelo jornalista Miguel Azevedo e publicada hoje no Correio da Manhã.

Major-general Carlos Branco reforça o NOW

Estreia acontece dia 12 e a presença passa a ser regular aos domingos na rubrica ‘O tabuleiro do Poder’.


O Major-general Carlos Branco, especialista em assuntos militares, é o novo reforço do NOW. Estreia-se no ecrã já dia 12, passando a ter presença assídua no canal aos domingos na rubrica ‘O tabuleiro do Poder’, incluído no Jornal da Hora do Almoço. Ao CM, Carlos Branco fala de um desafio “bastante aliciante” e explica a opção: “Foi-me dada a oportunidade de ter um programa em que tenho liberdade para escolher os temas que quero discutir. Era difícil de recusar”, explica, sublinhando o caminho que a NOW está a fazer. “A evolução das audiências fala por si. Os recentes desenvolvimentos apontam para o crescimento. Espero contribuir para isso”.

Prometendo “informação isenta de uma pessoa que esteve no terreno e conhece os assuntos”, concorda que a atualidade política internacional está particularmente rica mas lembra que “há mais mundo para lá das guerras da Ucrânia. Há um leque bastante alargado de temas que devem merecer a nossa atenção e que têm um imenso impacto nas nossas vidas”.

De recordar que Carlos Branco deixou a CNN Portugal, em julho, depois de um momento de tensão em direto com o jornalista Pedro Bello Moraes. “O que aconteceu foi muito grave. Foi um exercício de incompetência sem consequências, nem na CNN nem nas instituições que regulam a atividade dos jornalistas”. Sobre as acusações de ser pró-Rússia responde: “ Falar verdade não é ser pró-Putin. Nunca alinhei na mentira, apesar de estar consciente das consequências das posições que tomei”.


15 pensamentos sobre “O regresso do Major-general Carlos Branco à televisão

  1. Um comentador mal criado que não respeita o contraditório, muito comunista, vê o mundo pelos olhos de Putin. Parabéns ao NOW pela bela aquisição .

    • Se não viu o primeiro programa, hoje, 12/10/2025, pelas 13,00 h, sugiro que o veja e que, ponto por ponto, desminta o que o General disse, independentemente do juízo subjectivo que faz sobre o seu modo de pensar e o seu pensamento. Se não for capaz de o fazer, não passa de um maldicente. E, já agora, deixe de transformar um nome próprio – Putin – num adjectivo. Debata ideias com argumentos.

  2. A maior parte das armas modernas não precisam da massa muscular de besta que precisavam as armas de outros tempos.
    Na Segunda Guerra Mundial os soviéticos enfrentaram uma guerra visando extermínio total e outro remédio não houve se não mandar mulheres para a guerra.
    Tal como os homens houve as que morreram e as que viveram para contar.
    Incluindo uma ucraniana baptizada pelos oficiais alemães como Senhora Morte Negra dada a sua letalidade. Foi das que sobreviveu e morreu idosa. Mentiu na idade para ser admitida e quando mais de um ano depois os superiores descobriram que ela tinha mentido, tal como alegara a avó quando ela se ajoelhara frente ao comandante da forca soviética em retirada pedindo para a levarem, respondeu com todo o sossego “agora já tenho”. E ficou por isso mesmo. Calcula se que a criatura, sniper, tenha limpado o sarampo a cerca de 80 oficiais nazis.
    As que foram capturadas pelos nazis enfrentaram tortura até a morte com muitas violações a mistura.
    Porque uma coisa e certa. As mulheres enfrentam o pior da guerra. Porque muita gente usa a violação como arma de guerra, nomeadamente o exército israelita e as milícias nazis da Ucrânia.
    Por isso não deixa de ser arrepiante ver duas mulheres a suspirar por guerra. Mulheres que nunca foram militares nem viram cenários de guerra. Nem sequer terem solidariedade pelas mulheres como elas que sofrem com a guerra.
    Não duvido e que as criaturas, nomeadamente a Ferra Aveia, com o ódio que destila, se vivesse em Israel ou na Ucrânia talvez fosse militar com muitos crimes de guerra as costas.
    O mesmo para a Sollerias.
    Por mim podiam as duas senhoras ir ver se o mar da choco.

  3. Obrigado Sr. general por nestes meses ou anos nos ter elucidado sobre os assuntos da guerra provocada pela ucrania em 2014 na praça maidan. É óbvio que irei ver e ouvir as suas analises no canal NOW, já pouco vejo a SIC Noticias, por o ter mandado embora, aqueles , e mais alguns. Estes sai autenticos campeoes da desinformaçao, Na CNN também está a acontecer o mesmo com o general Agostinho Costa a ser progressivamente afastado e mesmo sempre a ser interrompido e pressionado para acabar as falas, quando aos outros pseudo comentadores, lhes és permitido todo o tempo do mundo. O que acrescentam as soller, senicas, ferros gouveias, serronhas, saramagos, e mais alguns, unicamente debitam opinioes pessoais do que gostariam que acontecesse, isso tambem eu sei fazer, podem convidar-me para ir dar a minha opiniao!!! tendo o canal optado por desinformadores para que nao estejamos informados com o que se passa na frente de batalha que sabemos que nao está nada fácil para o causador desta guerra, a ucrania.

  4. Não suporto essas propagandistas cruéis, mas justificar a crítica com a suposição de que “provavelmente, nunca terão visto uma pistola na vida” não está bem. Porquê? Por serem mulheres? Há outros analistas no ramo, investigadores, académicos que também não são militares e possivelmente não terão experiência no terreno em relação aos quais esse “argumento” não é usado. Porquê? Por serem homens? Para além disso, em que é que ter ou não ter visto uma pistola releva para opinar sobre geoestratégia e política internacional? É mesmo daquelas bocas lamentáveis que dão razão a quem de outra forma não teria nenhuma.

    • O que lhe dói, todos sabemos.
      Não está, nem nunca esteve em causa qualquer questão de género.
      O que está em causa é a prosápia dos homens ou mulheres que mentem conscientemente.
      E a mentira consciente, a provocação, não são monopólio de qualquer dos sexos.
      Sobre as guerras e sobre todos os outros temas.
      E hoje, de forma inacreditável, pululam os/as especialistas de tudo, desde que veiculam as verdades oficiais.
      Aos 20 e poucos anos já são catedráticos da escolástica, muito misturada com a ignorância real do que se passa na realidade.
      Onde estavam estes catedráticos todos, há 4 anos atrás ?

    • Mas alguma vez se colocou algum problema por os comentadores serem homens ou mulheres ?
      O problema que se coloca é a postura perante a divulgação da verdade factual ou da diabolização e desinformação permanente com origem na Escola de Formação da NATO em Oeiras.
      Há quase 4 anos que há uma barreira de censura a quem se recusa a defender pontos de vista ou ideias que vão contra a “verdade” oficial.
      Infelizmente, temos muitas mulheres e homens que a troco de bom dinheiro se dispõem a mentir conscientemente. Porque sabem mesmo que estão a mentir.
      Negam a fome e o genocídio em Gaza, quando estão a ver as imagens que o comprovam, em directo ou gravadas.

    • Cara senhora. Não tenho nada contra as mulheres mas os homens serem, desde tempos imemoriais,é preferidos às mulheres para incorporar os exércitos é uma verdade incontestável, não é invenção minhz, mas umz consequência da NATUREZA ter prendado os homens com maior massa muscular. Assim sendo, já que a prática é um óbvio critério de verdade, talvez os homens tenham maior aptidão para dissertar sobre a guerra que as mulheres, porque a PRATICAM.
      Claro que a questão da pistola é uma imagem metafórica que apliquei à Soller e à Gouveia, mas que não podia aplicar ao Serronho, não por ser homem, mas por ser militar, já tendo, portanto, visto muita pistola.
      E desfaça lá essa tendência para a “clubite feminista”. É que não critico nunca a Soller e a Gouveia por serem mulheres mas pelo discurso manipulador e falho de verdade, um chorrilho de aleivosias ao serviço dos seus mestres de estimação.

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