(António Gil, in Substack.com, 02/10/2025)

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Um exercício especulativo.
Começo por deixar claro que o título desta publicação não expressa nem um desejo, nem um temor, apenas encara uma possibilidade, entre muitas, do que pode suceder na Federação Russa e das reacções que isso pode suscitar no mundo.
Acrescento ainda que, nesse caso, haveria muitas formas de tal demissão ser apresentada por ele e pelos seus sucessores, não necessariamente a que tantos anseiam gulosamente no mundo do capitalismo global. Por exemplo, ele até poderia (teoricamente) continuar a ser a personagem chave nas tomadas de decisão dos altos escalões russos sem no entanto dar a cara. Isso já aconteceu antes, lembram-se?
Sim, houve um momento em que Medvedev foi o Presidente da Rússia porque Putin não poderia prolongar seu mandato. Nesses tempos porém quase toda a gente sabia que ele continuava a ser o verdadeiro poder no Kremlin, agora as coisas poderiam ser feitas de forma diferente.
A propósito, por longos anos Medvedev foi considerado um adepto do liberalismo do tipo ocidental, hoje como sabemos, ele faz o papel de polícia mau e não se coíbe de atacar os líderes ocidentais de uma forma que nem Putin nem Lavrov tentam sequer. Muitos acham que ele se radicalizou, poucos entendem que muitas vezes os políticos são teatrais e vestem a pele que lhes é conveniente num dado momento, com o beneplácito de seus protectores.
Mas voltemos ao assunto em causa, ideia que me ocorreu quando assisti ao debate entre o Juíz Napolitano e o analista Gilbert Doctorov, russo e sovietólogo residente na Bélgica. Este último admite que em certos círculos russos Putin é tido por ‘demasiado mole e complacente’ para com os seus colegas do Ocidente. Mas Doctorov também admite que Putin é ainda largamente popular na Rússia e que pouca coisa pode ser feita aí sem sua benção.
Isto só pode ser surpreendente para quem não entenda que os russos reconhecem que Putin tirou a Federação Russa do pântano onde se afundava segurando-a pelos cabelos. Então e se houver um entendimento entre os críticos de Putin (mais radicais do que ele relativamente ao Ocidente) e o ainda presidente russo? qual seria a reacção do ocidente, depois de um triunfalismo inicial, logo que entendessem que os novos dirigentes adoptariam uma linha mais dura (com a qual Putin até poderia ser concordante, em face de suas frustrações nos anos mais recentes?)
Afinal, tantas vezes os líderes que nos foram impostos pelos globo-imperialistas do ocidente nos tentaram convencer que o problema russo se resumia a Putin, certo? que sucederia se descobrissem que afinal Putin era muito moderado? tentariam um novo golpe para o levar de volta ao poder (ah ah ah!).
De novo: nem estou a dizer que desejo isso (teríamos ainda mais tensão no mundo) nem que temo isso ( (porque sei que os russos sempre entenderão que não podem ocupar a Europa e na verdade nem o desejam, eles nem vão tocar à campainha, há demasiados problemas aqui e eles estão muito ocupados com seus assuntos).
O que estou a dizer é que toda a tentativa de demonização de um líder racional como Putin iria pelo esgoto e eles teriam de recomeçar de novo, com novas diatribes e -quem sabe – até com a canonização do líder que tanto diabolizaram e tudo isto terian de ser feito enquanto os países da NATO enfrentam graves problemas económicos (gastos de guerra, desindustrialização, o fim da Era dos combustíveis baratos), que resultaram de decisões suas precisamente com o objectivo de… apear Putin do poder.
Fonte aqui
Se forem os Cheganos com certeza que serão. Mas o que me arrepia nesta gente é que parece que só lhes falta “um bocadinho” para serem exactamente iguais.
O dia de ontem pareceu me uma coisa surreal. Tanto insulto e até alguma satisfação por os desgraçados estarem em mãos sionistas.
Nem um pingo de solidariedade, nem um pingo de preocupação pelo seu destino.
Como se por terem tentado chamar a atenção para os hediondos crimes de Israel merecessem todas as torturas e até a morte.
Certamente sentem uma certa frustração pelo facto de os israelitas serem sovinas e por isso não estarem nem para alimentar os reféns com a lavagem que dão aos prisioneiros durante muito tempo.
Pelo que tratam de os despachar rapidamente depois de os obrigaram a assinar uma declaração confessando entrada ilegal em Israel e aceitando a deportação.
Como se essas declarações apagassem a realidade de as pessoas terem sido vítimas de um acto de pirataria e levadas a força para aquela terra maldita.
Era como se a PIDE fizesse o desgraçado assinar uma declaração a dizer que não tinha sido torturado e assim ficava o torturador isento de culpa como se nada tivesse acontecido.
Realmente a perfídia sionista não tem limites e a desumanidade desta gente também não.
Acusar de apoio ao terrorismo quem tenta por um travão justamente ao terrorismo que Israel impoe há 80 anos contra uma população que nada teve a ver com quaisquer aleivosias feitas a judeus e o grau 0 da desumanidade e da infamia.
As palavras dos nossos responsáveis governamentais causaram me nojo, vergonha e…medo.
Porque provavelmente teremos esta gente sem humanidade e sem vergonha a governar nos até 2029 com tudo o que isso pode significar em termos de erosão dos direitos laborais, de acesso a coisas como habitação e saúde ou até da proteção a grupos mais vulneráveisdes como pobres ou mulheres e crianças vítimas de violência doméstica e depois teremos pior ainda com o quarto Pastorinho finalmente no poder.
Porque um governo desta gente só fará aumentar as frustrações e o tal desejo funesto de lixar a vida a alguem dado a sua estar cada vez pior.
Quanto a falta de autoridade moral desta gente para criticar quem quer que seja, dos piratas da Somalia aos russos ela morreu quando o nosso PR lançou a atoarda “somos todos israelitas” e confrontou o representante da Palestina nos termos vis que sabemos. Quando as bombas do genocídio já tinham criado mais de um milhar de vidas e ferido milhares.
Mas desta vez foi simplesmente infame e deu nos uma ideia mais ampla da asneira que esta gente fez em Maio e do que ainda nos pode esperar.
Vao chamar apoiante do terrorismo e antissemita ao diabo que os carregue.
Vão ver se o mar da um cardume de tubarões brancos famintos.
Morte ao sionismo.
O Ministro da Defesa português ao ser complacente com a abordagem das embarcações da flotilha internacional e a captura/sequestro dos tripulantes pelas forças militares israelitas, nunca mais terá idoneidade para criticar qualquer acto de pirataria ao largo de África ou em qualquer parte do mundo.
Os insultos e acusações aos 4 portugueses e portuguesas detidos ilegalmente em águas internacionais são apenas para encobrir e branquear o crime cometido pelo governo de Israel (entre muitos outros e mais graves que habitualmente comete, praticando terrorismo de estado e crimes de guerra), com o qual tanto simpatiza ideologicamente, a sua própria cobardia e toda a sua impreparação e incompetência, o quão inepto e limitado é.
É um Ministro da Defesa que não só não defende os seus cidadãos e os serve com dignidade, como é indigno da sua confiança apoiando criminosos que os abordam e capturam como fazem os piratas ao largo da Somália ou do Sahara Ocidental.
É esta estirpe de “democratas-cristãos” e “estadistas moderados” que temos actualmente no governo AD, e vamos ver se os que lhes sucederão não serão ainda mais desequilibrados e patologicamente estúpidos e perigosos.
Essa falta de moral para criticar pirataria, ou agressão militar noutros pontos do planeta, já existe no exército e no regime português desde que Portugal ficou ao lado de quem:
– AINDA OCUPA o Kosovo (região da Sérvia) e a Srpska (de facto anexada pela NATO;
– AINDA OCUPA o gulag de tortura de seres humanos inocentes em Guantánamo ;
– AINDA OCUPA partes do Líbano e da Síria, colaborando até com TERRORISTAS da Al-Qaeda e ISIS;
– AINDA PROMOVE A GUERRA na Líbia, após a ter destruído com bombardeamentos da NATO;
– ainda AMEAÇA militarmente (e agora com sucessivos golpes e prisões políticas) os povos pró-Russos da Moldávia, em particular da Gagauzia e da Pridnestróvia (aka Transnístria);
– ainda AMEAÇA voltar a invadir o Afeganistão, pois ao fim de 20 anos de invasão em larga escala e guerra injustificada e não provocada, lembrou-se agora que uma das bases militares lá lhe dão jeito para servir de plataforma para a colaboração com o terrorismo e separatismo na Asia Central e me particular em Xinjiang na China;
– ainda envia armas E MILITARES em patrulhas e ocupação permanente das ilhas separatistas na China, onde o governo ilegítimo dos perdedores da guerra civil opera a partir da Ilha Formosa (Taiwan);
– ainda ocupa e anexa ILEGALMENTE, contra a vontade dos nativos, as ilhas do Hawaii;
– anda a bombardear barcos civis em águas internacionais, assassinando humanos sem julgamento nem sequer prova de qualquer crime, e tudo isto só para criar a narrativa do “narco-terrorismo vindo da Venezuela”;
– ainda OCUPA as bases militares no Iraque contra a vontade daquele povo vítima de uma invasão e de uma guerra nojenta onde o ocidente exterminou 1 milhão de humanos e abriu espaço para o Estado Islâmico;
– ainda comete AGRESSÃO contra várias partes da Síria, com Turcos (NATO) a bombardear Curdos, com nazionistas (“israel”) a bombardesr tudo o que lhes apetece, com EUA a ocupar zonas ricas em petróleo e durante uma década a roubar essa riqueza ao povo Sirio, com apoio ao ódio inter-étnico e ao estado islâmico que agora se forma em Damasco, e simultaneamente com apoio aos separatistas de várias regiões, em particular os Druze alinhados com “israel”;
– ainda apoia nazis na ditadura vassala de Kiev+Lviv (já nem me atrevo a chamar a isso de “Ucrânia”) nascida de um dos N golpes da CIA/NED/USAID, com armas compradas com dinheiro ROUBADO aos contribuintes ocidentais, e dadas a nazis ucranianos para bombardear alvos civis, como uma feira de Natal em Belgorod, ou mercados em Donetsk, ou barragens em Kherson, ou centrais nucleares em Zaporojie, etc;
– ainda ameaça e de facto já BONBARDEOU cidades e centrais nucleares no Irão, com assassinato de civis, políticos e cientistas, só por se atreverem a serem patriotas soberanistas, e contra o colonialismo nazionista e contra o imperialismo ocidental;
– ainda interfere nas eleições de países em redor de todo o Mundo, desde o Brazil até à Indonésia, da Bolívia até à Bielorrússia, da África do Sul até à Índia, e consegue de vez em quando efectuar os golpes sangrentos desejados, como recentemente no Peru, no Bangladesh, no Nepal, etc;
– ainda invade águas nacionais e BOMBARDEIA civis no Iémen, como castigo pelo movimento Ansar Allah se atrever a ser o ÚNICO no Mundo a respeitar e a tentsr cumprir a Carta da ONU no que diz respeito a fazer alguma coisa para travar um GENOCÍDIO;
– ainda apoia MERCENÁRIOS para derrubar o poder legítimo com uma guerra “civil” no Sudão;
– ainda não pagou qualquer tipo de reparação aos países destruídos ao longo das últimas décadas, em particular o 3 mais bonbardeados de sempre (com armas químicas contra aldeias inteiras): Vietname, Laos, e Camboja;
– ainda tenta fazer golpe na Geórgia para lá criar a segunda frente da GUERRA PROXY contra a Rússia, usando para isso os traidores corruptos do costume que prestam vassalagem à bandeira das riscas vermelhas e brancas e estrelas em fundo azul e estão dispostos a destruir os próprios países a troco de uns quantos dólares, libras esterlinas, euros, e shekels;
– e ainda continua a apoiar o COLONIALISMO ilegítimo da entidade nazionalista, a opressão racista (Apartheid), a limpeza étnica, e o GENOCÍDIO na Palestina ilegalmente ocupada desde 1947.
Isto só para dar alguns exemplos.
O regime em Lisboa, vassalo dos regimes em Paris e Londres e Washington, e pagando tributo aos imperialistas via UE/NATO (cada vez mais indistinguíveis), é totalmente podre, criminoso, e ilegítimo.
A esmagadora maioria do povinho (+95%) só sabe o que a maquina de propaganda e Fake News (PRESStitutas da MainStreamMedia ocidental, e das redes sociais dos EUA) lhe mostram diariamente. Não faz ideia do que se passa na realidade.
E em vários países, após o esgotamento da farsa Globalista* Liberal (Macrons e Stermers e Scholz e Costas e companhia), estão já a ser levados a votar na farsa Imperialista* Nacionalista (Le Pens e Sunaks/Boris e Merz e Venturas e companhia). Mas quer num caso, quer no outro, quem mexe os cordelinhos das marionetas está em Washington.
*Globalistas Liberais e Imperialistas Nacionalistas são apenas nuances para a mesmíssima coisa. Ou melhor, duas faces da mesmíssima moeda.
Qual a diferença, na política externa, entre um Livre e um Chega? A diferença é ZERO!!! Ambos EUro-cornos, ambos NATO-merdas, ambos colaboradores de nazis, terroristas, e genocidas, ambos igualmente de calças em baixo e cuzinho no ar virado para a Casa (da Supremacia) Branca!
O BE apenas tem uma distinção teatral/performativa em relação à Palestina, e apenas de forma a capturar esse voto ao PCP. É essa a função EXCLUSIVA do BE, e agora que o servicinho está feito, será descartado.
Quando o PCP sair também do Parlamentos, o golpe continuado (ou interferência permanente) dos EUA estará concluído. Quando o Ventura for Primeiro Ministro, e um almirante da NATO/Pentágono for Presidente, até se ejaculam todos em Washington de excitação pelo sucesso.
É a Maidanização de toda a Europa que está em curso, e em plena continuidade, independentemente do imperador de chamar Trump, Biden, Obama, Bush, palhaço McDonals, ou outra merda qualquer. É a oligarquia Facho-Imperialista que manda em todos nós, e tudo o resto (“eleições”, “democracia”, “liberdade”, “verdade”, “privacidade”, “estado de direito”, “direitos humanos”) é apenas uma farsa para manter os eleitores palermas iludidos.
Em nenhum dos casos que citaste (com os quais concordo genericamente) se tratava de cidadãos portugueses abordados e sequestrados em águas internacionais, com um Ministro da Defesa da República Portuguesa não só a encobrir o crime cometido, a justificar o rapto e a captura, como ainda a insultar e a classificar como coloboradores de terrorismo os 4 cidadãos portugueses que foram vítimas de mais um crime de um Estado terrorista, criminoso de guerra e genocida!
E isto é inexorável e revelador! Todas as situações que referiste são de política externa, internacional, mas esta é uma questão directamente relacionada com o Estado português (entre outros), uma vez que aconteceu em águas internacionais e está a ser acobertada por Nuno Melo, como se este defendesse os interesses de Israel e não os de Portugal, ainda censurando os cidadãos portugueses, que estavam perfeitamente identificados como pertencentes à sociedade civil, iam desarmados, e carregavam mantimentos e medicamentos, assim como a mensagem de apelar ao fim do cerco, do embargo, da matança indiscriminada de palestinianos, e dos crimes de guerra Israelitas – que são um extenso rol sempre evitado pelo cobardolas Nuno Melo, como se por ele os omitir deixassem de existir, preferindo inventar “terroristas portugueses” onde eles não existem). E até o MNE mostra ser mais íntegro, honesto e corajoso que o indefectível sabujo do Tratado do Atlético Norte, que um dia destes terá de fazer vénias perante Al-Julani e outros terroristas “canonizados” como estadistas pelo Ocidente, se quiser continuar na folha de vencimento e a fazer as figuras ridículas e patéticas que tem feito.
Logo nas primeiras semanas do massacre Israel bombardeou a terceira mais antiga igreja da Cristandade, localizada justamente em Gaza.
Na Cisjordânia, padres levam com escarretas em cima e quando perguntaram a israelitas se deviam cuspir em cristãos houve quem dissesse que se devia era mata los.
Nos bombardeamentos a Siria e ao Líbano foram destruidos simbolos e locais de culto cristãos mas de calhar o Melo acha que foi por engano.
E sim, a extrema direita ca do sítio não persegue ninguém nem conseguiu muito do seu crescimento a conta de perseguir ciganos.
Ainda ontem quase que me pego ao tabefe com um chegano que garantia “quando o Chega ganhar vai ver para onde vao os ciganos”.
Mais um que não quer que a vida deles melhore mas quer lixar a vida dos outros.
E sim, e simplesmente grotesco o endeusamento que se faz dos mercenários tugas que vão para a Ucrânia armados em Rambos e a quantidade de insultos lançados sobre quatro que se meteram em barcos com alimentos e medicamentos que agora serão usados pelos sionistas enquanto Gaza continua a morrer a fome.
E da simplesmente nojo dizer que tentar chamar a atenção para o genocídio em Gaza e contemporizar com o terrorismo.
Repetindo a atrocidade sionista que garante que em Gaza não há civis inocentes mas são todos terroristas.
Das crianças de berço aos velhos que já não podem roer a água.
E a prova de que estamos também nos nas unhas do fascismo mais desumano e vil sem precisar do Chega no poder.
Palavra que isto me arrepia também por ver o que pode significar para nós ter um Governo onde há gente com este grau de desumanidade e de falta decência e vergonha no focinho.
Aposto que esta gente continuaria a dizer o mesmo se Israel tivesse afundado os barcos e morto as centenas de desgraçados que lá iam.
Teriam a pouca vergonha de dizer que tinham sido mortos apoiantes do terrorismo?
De certeza que sim.
Que pelo menos os desgraçados sejam rapidamente soltos porque um dia nas unhas de gente de crueldade bíblica que vive há quatro mil anos já e muito. Por vontade do Governo português ficavam lá até 2050 se chegassem vivos até lá.
Esta gente não presta mesmo para nada.
Vao ver se o Tejo da piranhas e o mar tubarão branco cheio de larica.
O Melo do partideco da trotineta diz que o Hamas persegue minorias religiosas. Porra, vai-se a ver e o bombardeamento de uma igreja cristã em Gaza, há algumas semanas, com o assassínio “colateral” de fiéis cristãos que lá estavam na altura, foi obra do Hamas! Que, obviamente, só nessa altura se apercebeu de que havia igrejas cristãs em Gaza! Cambada de incompetentes, não lhes bastava serem castanhos! E eu a pensar que a coisa tinha sido obra do “exército mais moral do mundo”, ao serviço da cleptomania genocida nazionista… perdão, ao serviço da “única democracia do Médio Oriente”! Que injustiça, carago! Como pude eu pensar tal coisa da criteriosa escolha de deus “nosso” senhor, caralho!
Post scriptum — “nosso” é modo de dizer, claro, que eu não tenho, nem quero ter, nada a ver com esse gajo!
Efectivamente o homem já sobreviveu a umas quantas tentativas de assassinato parecendo ter mais vidas que os gatos.
Mas não deixa de ser interessante ver como esta cambada que se diz tão amiga da democracia e dos Direitos Humanos não se preocupa nada em recorrer ao homicídio puro e simples.
Assim a maneira de Israel.
Sem lhes passar sequer pela cabeça que se conseguirem assassinar o homem quem quer que lhe suceda não terá a paciência de corno que Putin tem tido nem terá qualquer motivo para a ter.
E falando em Israel, os dirigentes portugueses parecem querer rivalizar com os israelitas em dizer alarvidades na sequência do sequestro dos participantes da flotilha que pretendia chamar a atenção para o assassino cerco de fome feito a Gaza pois que duvido que alguém pensasse que seriam mesmo capazes de furar um cerco feito pelo exército mais cruel e impune do mundo.
Nuno Melo veio dizer que o Hamas persegue minorias religiosas e sexuais pelo que a participação de portugueses nesta flotilha nunca deveria ter acontecido.
Ora vamos lá ver uma coisa.
Esse argumento energumeno já era usado pelos israelitas no seu mito fundador de há quatro mil anos atrás.
Os cananeus, gente que ocupava a terra que Deus lhes teria dado eram sexualmente promíscuos e sacrificavam crianças aos Deuses.
Pelo que fazia sentido que o bando de barbudos que eles eram entrasse pelas suas cidades e exterminasse mulheres, homens, velhos e crianças de berço. Nem os bebés deviam escapar.
Ora Nuno Melo disse a mesma baboseira em pleno Século XXI. No ano em que se completa um quarto desse século.
No ano de 2025 temos um Ministro da Defesa a dizer que o povo palestiniano deve continuar a ser chacinado porque o Hamas persegue minorias religiosas e sexuais.
Tenha vergonha no focinho.
E va ver se o mar da um cardume de tubarões brancos cheios de larica.
Pois, já a extrema direita que tanto deslumbra o Ministro da Defesa do Atlético Norte português não persegue minorias, nem sexuais, nem étnicas nem religiosas… A extrema-direita israelita, a ucraniana, a americana, por aí fora… tudo gente pura e imaculada, a qual Nuno Melo não quer desiludir, na sua auto-proclamada “moderação”.
Já agora, ninguém vê o contraste do tratamento mediático e dos respecitvos opinadores e comentadores?
Por um lado, temos 4 portugueses que participaram numa expedição pelo mediterrâneo desarmados, com uma mensagem clara e à vista de todos, acompanhados diariamente, com mantimentos e medicamentos para entregar numa zona completamente fustigada e à mercê de um cerco e um embargo que se constituem como crimes de guerra, entre os quais limpeza étnica, genocídio, matança indiscriminada e assassinato de funcionários da ONU, jornalistas, socorristas, transportadores? Vejam o debate desta noite na RTP3 entre Raquel Varela e o Sarça Ardente para perceberem a distopia em que vivem os auto-proclamados “moderados” de direita, que chegam ao cúmulo de afirmar que nem que fossem 100 mil mortos se poderia falar em crimes de guerra de tal ordem!
Por outro lado, os mercenários portugueses que foram para a Ucrânia, armados, dissimulados, apenas mostrando o que queriam ou eram autorizados a revelar, alguns gabando-se de terem morto pessoas (combatentes, será que civis também, sem o revelarem)? Alguém viu os papagaios da Comunicação Social e os propagandistas da direita “moderada”, quanto mais da extremista, questionar essas pessoas, colocá-las em causa, afirmar que deviam era ficar por lá e nunca mais voltar?
Vejam bem a hipocrisia e a diferença de tratamento entre uns e outros! E não se esqueçam que Portugal anda a enviar armamento para outras zonas do mundo nas quais não tem qualquer presença histórica, com todo o apoio da “intelligentsia” que critica 4 portugueses que foram desarmados numa pequena flotilha com sociedade civil internacional, para entregar mantimentos, medicamentos e passar a mensagem da importância de cessar o massacre e o assédio a Gaza e aos palestinianos.
Perderam de vez a vergonha no focinho, e a converseta dos “nossos valores e da democracia, dos direitos humanos e da lei internacional, e etc” é só para quando lhes dá jeito.
Quem não os conhecer que os compre…
E não é uma questão apenas mediática, é de facto política. Em mais uma cagada “às direitas moderadas”, Nuno Melo acusou os 4 portugueses que foram na flotilha internacional, composta por sociedade civil desarmada, levando mantimentos e medicamentos e a mensagem de fim ao genocídio dos palestinianos, de colaborarem com terroristas (implicitamente de o serem), seguindo o diapasão dos sionistas! Tal como um ministro homólogo acusou os membros da flotilha internacional de serem terroristas, taxativamente!
Alguém se recorda do Ministro da Defesa português se dirigir a algum dos vários mercenários portugueses na Ucrânia em igual terminologia, com a mesma severidade? Recordo que estes mercenários não são pacifistas civis e desarmados, são militares ou para-militares altamente treinados e armados em Rambos, que vão para o estrangeiro matar pessoas, como outrora foram para o ISIS na Síria e no Iraque, e esses sim são considerados terroristas internacionais!
Alguém que dê uma chapada de realidade a estes direitolos, cada vez mais patéticos, ridículos e vergonhosos (inclusivamente envergonham Portugal, apesar de continuarem asininamente vaidosos por serem tão hipócritas, sabujos e desonestos, e ocuparem os tachos que ocupam sem saberem bem como nem o que lá fazer)!
E só falta acrescentar, o sr. Nuno Melo que não se esqueça, a propósito de “complacência com o terrorismo”, que tem de fazer vénia a um tal de Al-Julani quando com ele tiver ocasião de se reunir… isto se quiser seguir o protocolo que lhe é imposto pela Organização do Tratado do Atlético Norte…
Putin demitir-se é pouco provável.
Mais provável é o MI6, a CIA ou a Mossad (por interposto agente, claro) assassinarem-no.
As tentativas já foram muitas. Algumas este ano.
Ótima reflexão . Putin , além de racional e equilibrado , reflete a alma russa e se comporta como um estadista que defende os interesses do país e das pessoas . Diferente dos nossos “ídolos( gatos ) de papel do Ocidente . Os nossos dirigentes defendem apenas os seus interesses pessoais e de quem financia suas carreiras políticas . São uma lástima e querem guerra para apagar sua incompetência . Putin , como moderado e racional diagnostica o processo em curso . Não quer a guerra nem a expansão do território russo .
Assiste de camarote o desfecho de Macron , Merz , Steimer, Von der Leyen , usw.