Cogitações de verão

(Major-General Raúl Cunha, in Facebook, 25/08/2025, Revisão da Estátua)

O galho está quase a cair… 🙂

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Hoje em dia e cada vez mais, tenho absolutamente menos tolerância para com aqueles que continuam a evidenciar e a derramar na internet a sua estupidez e ignorância. E, portanto, vou continuar a meter-me com esses tristes.

Mas, neste texto o tema não é, de todo, a ausência de neurónios de quem acredita nos disparates dos comentadores arregimentados pelo sistema. Prometi a alguém uma análise sobre o encontro dos dois “patrões” mundiais no Alasca, e vou tentar explicar (desde que os meus parcos méritos o permitam) quem, o quê, o como e o  porquê.

O que acontece é que os comuns mortais (sobretudo os que preferem que alguém raciocine por eles) pensaram o seguinte: – Se Putin e Trump se encontram – e se, automaticamente, concordam num acordo de paz, é porque afinal talvez já chegue de guerra na Ucrânia. A falta de informação (básica) desta gente, leva a que não entendam o que é um processo de paz – no fundo, um processo que se prolonga até que todas as partes no conflito concordem, mesmo nos mínimos detalhes.

Outro aspecto a ter em conta é o seguinte: vejamos quem estava a acompanhar os dois presidentes: principalmente os responsáveis pela economia e diplomacia que, nesta altura, são o mais importante. Nos últimos quatro anos não houve relações diplomáticas entre os dois países. Biden nunca falou com Putin, e para resolver qualquer problema é necessário um diálogo e isso é o começo.

Outra coisa é a economia – a verdade é que as sanções contra a Rússia não produziram os efeitos desejados, abalaram um pouco, mas logo as fileiras se ajustaram e consolidaram e novos mercados foram encontrados. A realidade é também que os russos estão fartos da América. Por exemplo: após “sanções à Rússia / sanções à América“, a ExxonMobil foi expulsa do projeto Sakhalin-1, onde constituía 30% dos participantes. Resultado: perdeu 4 mil milhões de dólares. Agora, e depois da reunião no Alasca, Putin assinou um decreto para que a Exxon pudesse voltar. Bom para uns e bom para outros.

Outro exemplo: há alguns anos atrás havia um plano (da Rússia) para ligar a Rússia ao Alasca através de um túnel submarino, e a Rússia até participaria com 2/3 das despesas. Não é preciso falar sobre os óbvios benefícios económicos deste empreendimento, mas vale a pena pensar apenas num. A introdução da IA em todo o lado “exige” quantidades enormes de eletricidade. A América não tem capacidade para a fornecer. A Rússia tem. (Não sou eu que digo isto, mas sim aqueles que conhecem bem estas áreas) Estão a ver qual a solução? Cabos elétricos que passariam através desse túnel e assim resolveriam o problema. Bom para uns e bom para outros.

Porque é que a América foi arrastada para este conflito? Por causa da venda de armas, claro. E Trump é um dos responsáveis por isso (como comerciante que é, claro), mas o facto é que ele diz que não era Presidente quando tudo começou – e eu acredito nele. E porquê? Porque sabemos que Biden estava logicamente a proteger a “propriedade” do seu filho Hunter.

Entretanto, os principais cúmplices são, claro, três pretensos “superiores” países europeus – a França, a Inglaterra e a Alemanha, por dois motivos simples: complexos e revanchismo. A França desde Napoleão, a Inglaterra desde a Guerra da Crimeia, a Alemanha… Bem, espero que toda a gente saiba porquê. São todos uns famosos derrotados.

E a mente que fomenta e agita tudo isto é a Inglaterra. Veja-se como, logo no final da Segunda Guerra Mundial, Churchill congeminou planos para destruir a (então) enfraquecida URSS – está tudo online na internet e pode ser verificado. Começando por tentar trazer 100 000 alemães capturados, de volta para a frente de batalha sob o comando de Patton. Na altura foi Zukhov quem frustrou esse plano, “Impensável“, como acabou por ficar conhecido.

Os EUA trabalham no seu próprio interesse – vendem energia e armas à Europa, “E vocês fazem o que quiserem com isso. É de certo modo uma chantagem, mas quem não gostar, não come…

E a UE trabalha no interesse da Inglaterra, mais precisamente da City em Londres, “Porque nós, na UE, somos uns cãezinhos obedientes e esperamos receber um osso como recompensa. Depois, felizes, vamos abanar com o rabo e pode ser que o dono perceba que também temos um pouco de fome… ” A Inglaterra continua a impingir a intenção russa de conquistar a Europa – uma treta em que os nossos comuns cidadãos (sobretudo os de parcos neurónios) acreditam.

E porque é que os europeus “anunciam” uma guerra com a Rússia em 2029/30? Porque é nessa altura que o mandato de Trump termina e eles têm esperança que quem chegue então ao poder seja alguém que eles possam gerir como quiserem.

E a Ucrânia? Alguém está preocupado com o que irá acontecer à Ucrânia? É um país despedaçado, já com poucos recursos humanos para manusear as “ótimas” armas ocidentais. Zelenski é tão útil quanto um preservativo usado, e o seu relógio já está a fazer tiquetaque para a contagem final…

O conflito só acabará quando a sua principal causa for resolvida, a arquitetura de segurança europeia for restabelecida e quando o nazismo na Ucrânia tiver o mesmo destino do seu líder.

Já antes escrevi que a solução definitiva para este conflito seria realizar referendos em todas as regiões ucranianas e que as pessoas dissessem o que preferem: – que a sua região fique na Ucrânia, ou que se junte à Rússia, à Polónia, à Hungria, à Roménia, à Eslováquia… a Democracia é assim, não é? E não me venham agora com a treta que as fronteiras não podem ser mudadas, porque isso já foi feito antes, de uma forma ou de outra, em vários outros lugares, inclusive na Europa e recentemente. Quanto ao que vai restar da Ucrânia, essa parte que sobrar vai ter que pagar todas as dívidas que o drogado gnomo verde fez – e penso que ninguém sabe quanto isso vai custar.

Para terminar, tenho que me referir aos “slava ukrainianos”. No início festejaram e também se acharam superiores, depois tentaram chacinar os seus compatriotas que desprezavam… Agora estão desesperados com o resultado. Bem que eu os avisei e aos seus apaniguados e investidores que o acordar seria doloroso…!

13 pensamentos sobre “Cogitações de verão

  1. O escravo que se diz alforriado e maus um que teremos de aturar a chamar nos nomes fofinhos e a não dizer nada que preste em nome da sacrossanta liberdade de expressão, ou melhor, para que quem gere este blog não ser acusado de violar essa santa Senhora que serve para os Cheganos poderem dizer tudo o que lhes vai nas almas negras.
    Ate que um dia abuse da sorte como quando um sujeito muito parecido com ele de nic JgMenos levou uma corrida em osso por entrar em frenesi e desatar a insultar todos os outros comentadeiros por estes condenarem o genocídio em Gaza e o estado nazionista e genocida de Israel.
    Ate la e aturar e manda lo ir ver se o Tejo da piranhas e o mar da tubarão branco faminto.

  2. Os Estados Unidos arrastados para uma guerra? Realmente essa e boa.
    Também fizeram de conta que foram arrastados para a campanha de destruição da Libia pois que foram europeus a inaugurar o ataque contra tudo e contra todos quando supostamente se devia apenas impedir a força aérea Libia de voar, por alegadamente andar a atacar civis que protestavam no solo.
    Os Estados Unidos começam as guerras todas e a primeira guerra lançada contra a Rússia foi económica.
    Ate se contava a anedota de que, no tempo de Reagan, no fim de uma parada militar desfilavam uns sujeitos com fatos e pastas de executivo.
    E ao perguntar, com alguma irritação, que gente era aquela a desfilar após tanques, aviões e mísseis, um general respondera “economistas senhor presidente, nem sabe o poder de destruição que eles teem”.
    Esses economistas custaram a Rússia três milhões de mortos por fome e frio e emigração em massa.
    Quando Putin disse “para cá dos Urais mandam os que cá estão”, meteu gente vendida como o magnata Kodarkovsky na cadeia e pôs fim a sangueira e que se apostou nos militares.
    Nomeadamente no nazismo ucraniano com provas dadas desde os tempos de Stepan Bandeira, das milícias nazis, dos mais cruéis guardas em campos de concentração.
    O resto e história e aí de quem acreditou que o bandalho laranja, neste momento ditador de facto do seu país, queria mesmo acabar com a guerra.
    E que mal e que a gente fez para ter de levar com a besta desse escravo que se diz alforriado?
    Porque raio não se junta aos “voluntários” que combatem na Ucrânia em vez de andar para aqui a chamar nomes?
    Vá ver se o mar da Kraken.

  3. O Raúl Cunha caiu em várias manipulações da propaganda da Extrema-Direita / Ultra-Conservadores dos EUA.
    Uma propaganda que os EUA disseminam para seu próprio benefício, claro.

    Todo este parágrafo é uma palermice:

    “Porque é que a América foi arrastada para este conflito? Por causa da venda de armas, claro. E Trump é um dos responsáveis por isso (como comerciante que é, claro), mas o facto é que ele diz que não era Presidente quando tudo começou – e eu acredito nele. E porquê? Porque sabemos que Biden estava logicamente a proteger a “propriedade” do seu filho Hunter.”

    A América é um continente. Correcção: os EUA, uma pequena parte da América.

    Foi arrastada? Como é que aqueles que levaram décadas a planear esta guerra, décadas a financiar os nazis ucranianos (logo desde que a Segunda Guerra Mundial acabou), aqueles que fizeram dois golpes da CIA em 10 anos (a “revolução” laranja, e a “revolução” da dignidade/Maidan), aqueles que deram as armas todas, que fizeram as ameaças todas, e que são quem tem o poder de acabar com a guerra por procuração em 24h (mas escolhem não o fazer, pois foi sempre este o seu plano), como é que são “arrastados” para a própria guerra proxy?
    O Raúl Cunha diz que há coisas na internet. Pois há. Uma delas é o relatório da RAND Corporation chamado “Extending Russia”, e tudo o que se passou desde 2022 estava já descrito nesse relatório publicado em 2019. Este think tank recebe a maior parte do dinheiro via Pentágono…
    Ou então as palavras de Zbigniew Brzezinski e outros, desde os anos 90, sobre uma futura guerra contra a Rússia, onde o ocidente daria o dinheiro e as armas, e os países de leste (Ucrânia, Bielorrússia, Geórgia) dariam os soldados.

    Os EUA não foram arrastados para nada. Estão a fazer exatamente o que estava planeado e preparado, INCLUSIVE as negociações de “paz” entre EUA e Rússia, e a “discordância” entre EUA e seus vassalos Europeus. Tudo parte do teatro, e tudo previamente planeado, e aliás presente na internet para todos lerem, em documentos oficiais apresentados pela Casa Branca no início do ano: a divisão de tarefas – a Europa agora fica encarregue da guerra contra a Rússia, e os EUA podem então concentrar-se noutras agressões… no Irão, na Venezuela, etc, e acima de tudo na China, o prémio final para estes imperialistas NeoCon sionistas genocidas tresloucados.

    Acreditar no Trump, um vigarista profissional e mentiroso compulsivo, é só para três tipos de pessoas:
    1) idiotas cujo cérebro é só para enfeitar; 2) corruptos pagos para debitar a sua propaganda; 3) vassalos convictos da Extrema-Direita / Ultra-Conservadores ocidentais, em particular os MAGA.
    Para não ser injusto com o Raúl Cunha, vou acrexcentar um A e um B ao ponto 1: A) há os idiotas que não têm salvação, pois nasceram assim; B) e há os que sendo gente boa e inteligente, têm ocasionalmente falhas. Acontece a todos. Penso que foi o que aconteceu ao Raúl Cunha neste ponto.

    Quanto ao “quando tudo começou”, depende do que entender por começar:
    — A colaboração entre Ocidente e nazis ucranianos começou assim que acabou a Segunda Guerra Mundial. Isto está já público em documentos entretanto desclassificados pelos serviços secretos dos EUA e da Rússia/USSR.
    — A tentativa de destruir a Rússia foi feita de forma “soft” durante a Perestroika e no choque capitalista que se seguiu ao desmantelamento da USSR (contra a vontade dos povos, inclusive um Ucraniano). Traidores em Moscovo e arredores fizeram coisas que levaram muita gente à miséria e desespero, e levou muitas décadas para se corrigir essas asneiras.
    — Os golpes na Ucrânia (um em 2004 e outro em 2014) tiveram de ter a CIA e a NED, a USAID e outros, a interferirem e a corromper desde muitos anos antes dos golpes propriamente ditos.
    — em 2007/2008 já os EUA/NATO ameaçavam que já estava escrito em pedra (set in stone) que a Ucrânia e Geórgia iriam fazer parte da NATO. Obviamente nunca foi essa a intenção, mas sim ameaçar a Rússia e tornar estas duas guerras inevitáveis.
    — durante o mandato de Obama os nazis finalmente chegaram ao poder na Ucrânia, e a Vitória Nuland até se gabou dos 5 mil milhões que os EUA “investiram” para obter tal coisa.
    — durante o mandato de Trump tivemos a primeira pressão para se chegar aos 2% de gastos com a guerra/NATO, e o acelerar de armas a caminho dos nazis ucranianos, e o rasgar de acordos de não proliferação ou contenção de armamento anteriormente em vigor entre EUA e Rússia. Para quê estas medidas de Trump? Inclusive exercícios com tropas da NATO dentro da Ucrânia e junto à fronteira da Rússia? Era porque o Trump queria paz? Não. O Trump é um imperador belicista genocida como todos os outros.
    — e já com o palhaço em Kiev e o chéché em Washington, foi hora de violar a paz de Minsk, com bombardeamentos massivos contra as populações do Donbass. A OSCE publicou nos seus relatórios. Todos podem consultar.
    A intervenção Russa era finalmente inevitável. Mas todos antes de Trump e inclusive Trump no primeiro mandato contribuíram para esse desfecho. Não há qualquer diferença entre “Democratas” e Republicanos aqui.
    — e finalmente, ontem os dois dos três principais políticos da Geórgia (o Primeiro Ministro, e presidente da câmara de Tbilisi: Kaladze o ex-jogador do AC Milan) declararam publicamente que o ocidente andou a pressionar para a Geórgia abrir uma segunda frente nesta guerra proxy. Ora a guerra proxy é dos EUA, e adivinhem quem iria “vender” as armas para as duas frentes? Os EUA.

    Portanto, Raúl Cunha e companhia, vejam lá se abrem os olhos de uma vez por todas. Os EUA não foram “arrastados” para esta guerra. Os EUA planearam-na e continuam-na via proxies/vassalos. E o Trump não tem nada de diferente em relação a Biden, Obama, Bush, Clinton, etc.

    Tudo o que sai da boca de Trump ou é mentira ou será desmentido mais tarde por outras declarações dele próprio. Tudo é teatro e manipulação. Aldrabices e propaganda. As negociações “de paz” com a Rússia são tal e qual como as “desavenças” entre Trump e Netanyahu: uma farsa. Em ambos os casos o objectivo é o império (EUA) criar um falso distanciamento público em relação às agressões/crimes que comete diretamente ou via proxies um pouco por todo o Mundo.
    O nazismo ucraniano é 100% dos EUA. E o genocídio na Palestina também é 100% dos EUA. O 1 milhão de mortos no Iraque é 100% culpa dos EUA. Tal como todos os crimes de guerra no Vietname. Tal como o apoio aos terroristas da al-Qaeda na Síria (que os EUA finalmente conseguiram colocar no poder, via proxy/vassalo Erdogan) e os terroristas Talibã no Afeganistão são também 100% criação dos EUA.

    Os EUA são a raíz do mal. Sempre. Pelo menos desde 1945. Desde que um país que começou torto (com colonialismo e genocídio e escravatura) se tornou numa empresa de fazer lucro à custa da venda de armas e do uso dessas armas para garantir controlo de matérias primas e vantagens comerciais por todo o planeta. Essa transformação deu-se em 1945. As potências Europeias ficaram todas de rastos, enquanto os EUA enriqueceram com o fabrico de armas. Uma país normal colocaria fim à economia de guerra. Os EUA decidiram tornar a economia de guerra uma coisa permanente. Donald Trump não é um outsider em relação a isto. Donald “5% para a NATO” Trump, é o culminar disto!

    E basta ter um cérebro funcional para perceber isto: se os meus dois vizinhos estão em guerra, e sou eu que vendo armas a um, e aplico sanções ao outro, ao mesmo tempo que aponto as minhas armas àquele a quem aplico sanções, então a guerra é minha, por procuração/proxy, e sou eu quem tem o poder de acabar com ela de imediato ou de a continuar até me apetecer, ou até o meu proxy ficar sem soldados. Quando os vassalos do império repetiram ad nauseam que esta guerra é “até ao último Ucraniano”, isso não era uma promessa falsa como as outras: é palavra escrita na pedra há já vários anos e faz parte dos documentos do Pentágono (=NATO). E que eu saiba, essa palavra de ordem ainda não foi mudada. Simplesmente agora é a vez dos vassalos corruptos e traidores da Europa pagarem a despesa toda, que o império (EUA) irá aproveitar para lucrar e financiar as outras guerras todas em volta da Rússia e da China e do Irão e quiçá até na América Latina anti-imperialista, para onde se estão neste momento a encaminhar grandes frotas de barcos de guerra e porta-aviões e submarinos e aviões caça e bombardeiros. Tudo pago por nós! Tal como planeado!! E Trump é exatamente igual a Biden na capacidade de seguir estes planos à risca!!! Inclusive na sua tarefa principal que é o teatro em frente às câmaras e microfones de TV, para fazer de conta que “merece o Nobel da Paz”.

    Enfim, uma “academia” que deu este prémio ao imperador criminoso de guerra genocida chamado Obama, é igualmente capaz de também o dar ao Trump. Afinal de contas, entre um monstro e outro, só muda a cor da pele. Um era castanho, o outro é laranja. E enquanto o Obama recebeu o prémio assim que foi eleito, o Trump ao menos tem a reputação de já ter assinado uns quantos acordos de paz. Foi tudo a fingir, mas para os “cientistas” desta “academia” que dá prémios da paz como quem distribui preservativos numa orgia, pode-se esperar tudo. Quiçá até um Nobel da Paz para o al-Sharaa, o terrorista da al-Qaeda (apoiada pelo ocidente) que de facto acabou com a guerra “civil” na Síria, e até pousou a metralhadora e a faca de cortar pescoços e aparou a barba e tirou o turbante e a farda militar (ou melhor, de militante do HTS e da al-Nusra e do ISIS) antes das fotos para a CNN e companhia… Trump? Trump foi quem deu a ordem para dar 100% CONTINUIDADE ao que já tinha sido iniciado por Obama, e no segundo mandato ao que tinha sido entretanto continuado por Biden.
    Não existe qualquer soluço, há 100% continuidade. Os EUA não são uma democracia com escolhas dadas ao povo!!!!! O Deep State decidiu, está decidido. As eleições não mudam NADA! E desde 2022 a Europa também deixou de ser um sítio onde o povo pode fazer escolhas. Se calhar já tinha deixado antes, talvez desde a introdução do €uro ou desde os 2% para a NATO, mas só em 2022 é que a máscara caiu por completo.

    Nós, de Washington até Helsínquia, vivemos em DITADURA! Uns na capital do império, outros em províncias vassalas. Todos num regime Facho-Capitalista, imperialista, colonialista, racista, belicista, agressor, criminoso de guerra, golpista, mentiroso, nazi, e genocida! E tal como nos EUA não faz diferença nenhuma se governa um boi laranja ou uma vaca branca, na Europa e em Portugal não faz diferença nenhuma se governa uma besta rosa ou um monte de esterco laranja ou alguém verde como marcianos ou alguém da cor de um burro quando Chega. É tudo igual. E as Fake News tratam de destruir os que se atrevem a ser diferentes. Logo, só uma revolução mudará alguma coisa!!!

    • 👍
      só não compro a revolução.
      Mudar para onde?
      Mudar para o quê?
      Qual é a onda que se avista?
      Implosão, talvez.
      Anarquia, pode acontecer.
      Que ideias é que há à esquerda?
      Uma só que mova multidões.
      O internacionalismo foi enterrado pelo Camarada Stalin, para acalmar os países capitalistas antes da Conferência de Teerão. Depois nem o Kominform se aguentou. A isto chama-se ‘realpolitik’
      Por aqui os papagaios que são amigos dos indostânicos e abexins, estão a ir contra contra o que o Camarada Stalin decidiu, quando dissolveu a 3ª Internacional, fariam bem mudarem-se para a 4ª, sempre poderiam lamber os dedos, depois de os meter no pote do poder. Assim não passam de Calimeros.
      Não é apropriado dizer que eles debitam a K7, é que na K7 há uma altura em que a música acaba.
      Eles são mais o cartucho Stereo 8, dão música sem parar.
      https://pt.wikipedia.org/wiki/Cartucho_(%C3%A1udio)

  4. Um rebuçado para o chefe-de-brigada dos aprendizes de ‘tcheka’ por aqui, para ver como um verdadeiro Tchekista analisa, sem necessidade de: ‘borrego, cabrito, vaca, porco, faca, corda, forca, choco, piranha, safio, enguia, …)

    De Evgeniy Krutikov diz John Helmer:
    “ Yevgeny Krutikov é um ex-oficial de inteligência militar russo [GRU] nos Balcãs que actualmente escreve análises político-militares e de inteligência para o Vzglyad.  Devido à intenção de suas fontes e ao público-alvo, os artigos de Krutikov são mais um indicador de pensamento político já formado do que um influenciador de decisões políticas ainda a serem tomadas.
    Krutikov também é especialista em África, falante de africâner, apreciador de pássaros e devoto de pin-ups. Suas postagens sobre pássaros e garotas aparecem regularmente em seu canal do Telegram, Mudra ya Ptitsa   [https://t.me/s/mudrayaptitsa que tem por divisa: ‘sabemos tudo, mas não dizemos tudo] “
    in: https://www.theinteldrop.org/2025/04/23/the-trump-line-in-moscow-revealed-by-vzglyad-and-yevgeny-krutikov/

    O artigo:

    “22 de Agosto de 2025, 13h30
    Texto: Evgeniy Krutikov
    A prisão do oficial do SBU parece uma continuação da operação contra o Nord Stream
    O homem preso, Sergei Kuznetsov, de 49 anos , chegou à Itália com a família em um carro com placas ucranianas. Segundo uma versão, ele estava de férias (o local de detenção era a cidade turística de Rimini); segundo outra, ele acompanhava o filho, que havia ingressado em uma universidade local.

    “Ele e seus cúmplices partiram de Rostock para a sabotagem em um veleiro”, disse a promotoria. “A embarcação foi alugada de uma empresa alemã com documentos falsos.”

    As autoridades italianas agiram com base em um mandado de prisão europeu emitido por um tribunal alemão em 18 de agosto. O oficial da Sétima Diretoria de Contrainteligência do SBU foi acusado de conspiração para causar uma explosão, sabotagem inconstitucional e destruição de edifícios.

    A ANSA informou que ele também está envolvido na explosão do petroleiro de bandeira maltesa Seajewel, que ocorreu em fevereiro no porto de Savona e causou sérios danos à embarcação.

    Kuznetsov está na lista de suspeitos desde 2024. O grupo que participou da sabotagem no Mar Báltico era composto aproximadamente pelos seguintes membros: Andrey Burgomistrenko, Roman Chervinsky, Sergey Kuznetsov, Oleg Varavva, Ruslan Rudenko (ex-vice-prefeito de Bila Tserkva) e Maria Sitalo. Esta última é uma das melhores mergulhadoras técnicas da Ucrânia, especialista na produção de misturas subaquáticas, com experiência em mergulho em diferentes partes do mundo.

    Todos eles realizaram operações de cobertura, mergulho e, possivelmente, instalação de dispositivos de inicialização falsos (detonadores). O grupo foi treinado por um longo período na região de Zhitomir. Posteriormente, o treinamento ocorreu na Romênia, perto de uma base da OTAN, onde um grande iate foi alugado. Em seguida, o grupo se mudou para a Polônia e lá alugou um iate menor – o “Andromeda”, que acabou aparecendo em inúmeras publicações na mídia ocidental.

    As publicações alemãs Süddeutsche Zeitung, Die Zeit e ARD conduziram suas próprias investigações e declararam que três funcionários da escola de mergulho Scuba Family, em Kiev, estavam diretamente envolvidos na explosão – os cônjuges Evgeniy e Svetlana Uspensky, além de Vladimir Zhuravlev. Este último foi apontado como o principal autor do atentado, e o Ministério Público Federal alemão emitiu um mandado de prisão contra ele.

    Ou seja, havia dois grupos de artistas, um dos quais desempenhava um papel de distração e, em caso de falha, poderia fornecer cobertura para o grupo principal.

    Enquanto isso, é óbvio que sem informações adicionais externas e outra assistência dos serviços de inteligência ocidentais, nenhum grupo ucraniano, mesmo bem equipado e treinado, poderia ter realizado tal sabotagem.

    Por exemplo, aqui está uma hipótese: os marinheiros noruegueses estabeleceram a secção mais rasa do Mar Báltico perto da ilha dinamarquesa de Bornholm, a preparação geral e o apoio técnico foram realizados pelos britânicos do MI-6, e a operação como um todo foi supervisionada por Christopher Smith, chefe da estação da CIA e residente em Kiev como primeiro secretário da embaixada dos EUA.

    Há razões para acreditar que a prisão de Kuznetsov na Itália não é tanto uma tentativa de descobrir a verdade e punir os culpados, mas sim o oposto: aplicar o máximo de acusações ao oficial descuidado do SBU e, assim, desviar a atenção do envolvimento dos serviços especiais da OTAN no ataque terrorista no Báltico.

    Berlim, como parte de sua investigação oficial, recusou-se a compartilhar informações com Moscou, enquanto Suécia e Dinamarca encerraram completamente seus processos criminais sem obter nenhum resultado.

    O curso de ação posterior pode ser algo assim. Kuznetsov é acusado de conspiração e testemunha contra cúmplices ucranianos (possivelmente não todos) para dar ao público alemão a impressão de que o grupo era composto exclusivamente por cidadãos ucranianos e agia de forma independente. No julgamento, ele confirmará essa versão e receberá a pena mínima.

    E em outras palavras, a prisão do grupo de fachada é uma espécie de continuação da operação de fachada.

    Uma tentativa de criar uma cortina de informações em torno da explosão do oleoduto Nord Stream, encobrindo o envolvimento da CIA e do MI6.

    A simples questão de como um grupo de ucranianos em um pequeno iate determinou a profundidade dos canos e conseguiu acesso a explosivos capazes de perfurar não apenas um cano endurecido, mas também o contorno de concreto ao seu redor permanece sem resposta. Mas é óbvio que a Alemanha acha mais conveniente culpar os ucranianos por tudo do que prejudicar as relações com a Grã-Bretanha e os EUA mais uma vez.

    É perfeitamente possível chegar a um acordo com Kuznetsov separadamente, tendo-lhe explicado meticulosamente a situação política atual (para que ele não fale demais). Outra coisa é que a Itália pode interferir nesse esquema por causa daquele mesmo navio de bandeira maltesa no porto de Savona, que reivindica a jurisdição do tribunal italiano.

    O plano para organizar um encobrimento pode fracassar diante da Têmis italiana, já que, segundo a prática internacional estabelecida, um criminoso deve primeiro cumprir pena por crimes contra o país em cujo território foi detido e só então ser extraditado para a Alemanha. Mas quanto mais essa história se arrastar, mais fácil será para a sociedade alemã insultada (e a destruição dos gasodutos foi percebida por muitos como um insulto: afinal, ajudamos a Ucrânia!) esquecer esse ato terrorista. O esquecimento também é uma saída para a delicada situação em que Berlim se encontra. “

    in: https://vz.ru/society/2025/8/22/1354488.html

  5. O tal “plano” para um túnel submarino nunca passou de especulação. Nunca houve acordo oficial entre os dois países. Além disso, os EUA não precisam da Rússia para eletricidade são autos suficientes e exportadores de energia. Apresentar este mito como solução inevitável para a inteligência artificial é vender ficção como realidade.

  6. Se não fosses uma besta sabias que o Estado Social na Alemanha começou a ser desmantelado pela Merkel muito antes da chegada dos sírios.
    O défice alemao já existia nos tempos de Gérard Schroeder que recusou “fazer sofrer o povo alemão” em nome da ditadura do défice.
    Mas pategos em todo o lado os há e os alemães acabaram convencidos que ter défice desataria contra eles as 10 pragas do Egipto.
    Pelo que acabaram a votar nessa besta que prometia voltar a levar as finanças alemãs ao caminho da redenção.
    O que se esqueceu de dizer e que o faria a custa de quem vive do seu trabalho e não dos grandes magnatas do país.
    Os alemães tinham antes da Merkel subsídio de Natal, de Férias e ainda um outro, ganhavam 15 meses.
    A Merkel cortou dois logo assim que lá se pôs. Ficou so o de férias e mesmo assim os pategos lá do sítio ficaram gratos.
    Milhares de auxiliares de educacao e outros viram o olho da rua. Em 2010 uma criatura que tinha sido auxiliar numa escola durante mais de 20 rumou a Portugal por ter visto o olho da rua e não aguentar mais a violência do marido que se tornou ainda pior.
    Também a saúde levou um bom desbaste passando os utentes a pagar com lingua de palmo muita coisa que antes não pagavam.
    Isso foi muito antes de sequer haver guerra financiada pelo Ocidente na Síria.
    O que mais me arrepiava era mesmo os que tinham sido corridos dos empregos acharem que a baleia assassina tinha “salvo a Alemanha, que aquilo estava muito mal”.
    O mesmo pensaram os alemães que continuaram a votar nela a medida que as suas vidas andavam para trás.
    Mas foi também aí que a AFD começou a ganhar força pois que muitos também engoliram a treta de que a culpa era de quem por lá fazia os trabalhinhos de corno, leia se migrantes.
    Porque também por lá, apesar de alguns que se põem a mama, os migrantes são largamente contribuintes líquidos para a Segurança Social lá do sítio.
    Depois veio o Scholz e os seus rios de dinheiro mandados para a Ucrânia e a vinda de refugiados da cor certa, leia se ucranianos.
    Mas a culpa de toda a podridão que vai pela Alemanha só podia ser mesmo dos castanhos sirios chegados em 2014.
    Hoje boa parte destes castanhos já foram corridos de volta para a Síria.
    Mas estão lá os ucranianos e a verdade e que por lá a AFD também da voz aos que estão fartos da Ucrânia que são lá mais que por cá.
    Por isso mete a islamofobia no cu do CU.
    Por acaso o CU ficou um bocadinho silencioso nos primeiros dois dias sem saber se embarcava num certo entender das posições russas como faziam os seus congeneres alemães e franceses.
    Mas quando viu que o vento soprava firme para o lado de “invasão injusta e ilegal e morte aos comunas que apoiam aquilo” pouco faltou para bradar “parava Ucrânia rapidamente e em força, contra os ogres russos marchar, marchar”.
    Enfim, tristezas cheganas.
    Vai ver se o Tejo da piranha.

    • Bravo!
      “… e a verdade e que por lá a AFD também da voz aos que estão fartos da Ucrânia que são lá mais que por cá.”
      É um bom começo camarada.
      Tenho esperança que o Espírito-Santo, não o banqueiro, te ilumine.
      Afinal podem-se dizer verdades, sem recitar o responso, a ladainha, a K7,…
      Fica descansado que ninguém te vai chamar fascista, CHEGAno, reaça, …

  7. Fascistas!

    https://vz.ru/world/2025/8/25/1355235.html

    Os migrantes levaram a Alemanha a desmantelar o seu estado de bem-estar social
    ” …
    Naquela época, Angela Merkel (que foi chanceler da Alemanha de 2005 a 2021) disse uma frase que se tornou icónica: “Vamos lidar com isso”. No entanto, vários analistas expressaram a opinião de que o país não era capaz de “digerir” tamanho número de migrantes. Agora, a política admitiu que sua decisão de aceitar refugiados sírios levou ao fortalecimento do partido Alternativa para a Alemanha (AfD).

    A AfD, aliás, tornou-se a mais popular, ultrapassando a CDU/CSU, lembrou o analista militar Boris Rozhin. “É claro que eles não a deixarão chegar ao poder (podem até declará-la extremista), mas o fato em si é bastante notável”, escreveu ele em seu canal no Telegram .
    … ”

    Ó diabo! o stalinista Colonel Cassad acha o facto [não o fato] notável?
    Ai vais levar uma roda de fascista e Chegano. 😀

    • O artigo intitula-se “Cogitações de Verão”, capelão, não CU-agitações! É escusado esse frenesim de pau-mandado do Candidato Único AVentura… por outro lado, também é sobre paus mandados, se calhar até se percebe a tua reacção pavloviana… e sublinho a palavra “reacção”…

  8. Churchill e provavelmente o filho de uma puta selvagem de Babilônia mais endeusado de sempre.
    Provavelmente matou tanta gente nas possessões britânicas como Hitler matou judeus. Só a grande fome de Bengala cobriu uns três milhões de vidas mas toda a gente arranja ao bandalho qualidades e humanidade e democracia que certamente a maior parte dos que em Inglaterra viviam do seu trabalho nao lhe reconheciam.
    Se não fosse pela Segunda Guerra Mundial, Churchill ficaria conhecido apenas como um primeiro ministro alérgico a qualquer coisa que cheirasse a direitos dos trabalhadores.
    Mas assim se criou uma lenda.

  9. Era interessante que os OCS divulgassem a natureza da “Democracia” de Zelensky que até o PS ilegalizou e comparassem com a “Democracia musculada” de Putin ,por exemplo quando á diversidade ideológica de partidos representados nos dois Parlamentos.

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