(Major-General Raúl Cunha, in Facebook, 26/05/2025, Revisão da Estátua)

Com a devida vénia ao Miguel Castelo Branco a quem saquei algumas frases de um dos seus ‘posts’, um pequeno texto com as minhas considerações do momento.
Gosta da Estátua de Sal? Click aqui

Os três europeus da “coligação da alegre cocaína” (para que não haja dúvidas os seus nomes são: Macron, Starmer e Merz) com a cumplicidade e a pedido do seu discípulo Zelensky e dos seus “muchachos” neonazis, persistem em querer continuar a chacina do povo ucraniano, prometendo o envio de todo o material militar que conseguirem dispensar.
O plano da liderança ocidental foi, desde o primeiro instante, o de desgastar a Rússia numa guerra na Ucrânia e com ucranianos, dizimando-os até ao último homem, de maneira que a Europa, incapaz de um assomo de coragem, não se envolvesse diretamente enquanto beligerante.
Como grandes cobardolas que são, borram-se de medo com a simples consideração da hipótese de enviarem os seus próprios militares, pois sabem que estes seriam devidamente abonados e humilhados. Conhecendo-os como bem conheço, posso garantir que esses cagões só se metem em guerrinhas se presumirem que têm mais pessoal e material que os eventuais inimigos; só falam alto e ladram as suas ameaças quando sentem que têm o tio Sam a proteger-lhes o traseiro sensível. Dos ingleses e franceses não me admira essa postura, pois só são bons na cagança e na arrogância; já me custa mais, ver metidos nisto os alemães, que não merecem os tristes exemplares que os lideram agora (como Merz e Scholz), muito longe da categoria de outros que, após duas grandes experiências muito negativas, tomaram boa nota do que pode acontecer a quem se arma aos cágados.
Infelizmente, também aqui na terrinha continua a perorar na comunicação social uma cambada de mentecaptos e sabujos ao serviço da propaganda mais reles, e a lavagem cerebral foi, e é, de tal magnitude que penso já não existir capacidade de a reverter.
Eu já não tenho mais paciência e estou mais que farto e cansado de tentar explicar a um bando de ignorantes (ainda por cima russófobos), àqueles que só acordaram para este conflito em 24/02/2022 e a um sem-número de atrasados mentais, a realidade do que aconteceu em 2014 e que a tudo o resto deu origem:
- Um golpe de estado patrocinado pelos governos dos EUA/RFA em Kiev, que afastou do poder um presidente e um governo legitimamente eleitos.
- Que foi só depois disso e das miseráveis ações de chacina dos seus semelhantes por parte dos neonazis, nomeadamente em Odessa e em Mariupol, que a guerra na Ucrânia começou em 2014 no Donbass.
- Que no seu seguimento, e por duas vezes, as forças ucranianas foram derrotadas e em consequência assinaram acordos de paz em Minsk que nunca cumpriram.
- Que entre 2014 e o início da operação militar russa em 2022 morreram cerca de 15 mil ucranianos, na sua maioria civis, mulheres e crianças, sobretudo devido aos bombardeamentos das forças governamentais ucranianas.
- Que essas ações, a persistência do ilegítimo governo de Kiev em querer aderir à NATO, o desejo manifestado de readquirir armas nucleares, o seu reforço armamentista patrocinado pelo Ocidente e a evidência de um iminente ataque e chacina das populações daquela zona e da Crimeia, foram os motivos que levaram a Rússia à intervenção militar.
Ao intervir na Ucrânia, a Rússia frustrou assim os objetivos militares da NATO nessa região – a NATO fracassou na sua tentativa estratégica de incluir a Ucrânia na sua organização e transferir a sua estrutura militar de defesa coletiva(?) para as fronteiras da Rússia conseguindo – através de habilidosas provocações e de uma campanha orquestrada de sanções económicas, conjugadas com operações militares conduzidas por um proxy – fazer a Rússia soçobrar e permitir, em consequência, a sua fragmentação, de forma a possibilitar o saque dos seus recursos naturais, correndo atrás da ilusão de poderem vencer a Rússia, militar e economicamente.
Mas, para surpresa dos muitos incompetentes e incapazes que ocupam o topo das organizações ocidentais, a resposta de Moscovo foi rápida e decisiva, lançando a operação militar na Ucrânia com o objetivo de desmilitarizar e desnazificar as estruturas que ali estavam a ser criadas, marcando assim o fim dos objetivos militares da NATO.
Em consequência, e depois de mais de um milhão de mortos e desaparecidos só no lado de Kiev, das suas riquezas alijadas, vendidas e/ou hipotecadas em definitivo aos exploradores do costume, das cidades escalavradas e da fuga de 10 milhões de habitantes, temos uma das maiores catástrofes da história recente da Europa e poderá ainda, obviamente, vir a acontecer o real desaparecimento do Estado ucraniano, ou a sua conversão numa colónia dos interesses da bandidagem habitual.
Neste caso trata se tão só de psicopatia. Estão se nas tintas para as consequências que isto pode ter para todos nós.
A vontade de pilhar os recursos da Rússia sobrepõe se a todo e qualquer bom senso.
Não vejo grande volta a dar a isto.
Esta gente parece pensar que eles e as suas famílias poderão viver décadas em bunkers, juntamente com umas quantas famílias de elite e, livre de todos nós, viver num novo mundo onde finalmente possam ter os recursos da Rússia.
Parece louco? Sim, louco de internet num manicómio a lá voando sobre um ninho de cucos e deitar fora a chave.
Mas são eles os donos disto tudo, as populações imbuídas de russofobia sendo que a maioria dos quais nunca viram um russo pela frente, estão anestesiadas, acham tudo isto normal, que acabaremos por vencer quanto mais não seja porque Deus está conosco, ninguém discute nada, e isto tem tudo para correr mal.
Sim, o preço a pagar será terrível.
Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.
“Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm austeridade, nem concepção, nem instinto político, nem experiência que faz o Estadista. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?”
(Eça de Queiroz, 1867 in “O distrito de Évora”).
Tal e qual, sem mais comentários.
Quero tb associar-me ao louvor da coragem do militar R.C. que chamou e bem, os bois pelos devidos nomes. Mas o problema ultrapassa em muito o conflito na Ucrânia. Os planos da NATO vão bem mais longe e incluem a transformação dos mares Báltico e Negro em lagos-NATO, o que significa excluir ou quase a navegação russa nessas águas, as únicas que permitem a sua saída para o Atlântico e Mediterrâneo. Naturalmente que a Rússia tem sido forçada a responder em força, ainda que com alguma contenção. Ainda recentemente, forças armadas da Estónia quiseram bloquear a passagem de um petroleiro russo no Canal da Finlândia. Claro, o navio não cedeu e prosseguiu, no que foi apoiado por um caça russo SU. Logo os media ocidentais, qual virgens ofendidas, vieram agitar o espantalho da violação do espaço aéreo NATO. Como se pode entender que um minúsculo país de pouco mais de 1M de habitantes se dê ao luxo de provocar o maior país do mundo? Obviamente que está a fazer o favor de idiota úitil aos falcões do império.
Por outro lado, Trump pressionou o gigante Black Rock a comprar muitas dezenas de portos internacionais ao consórcio que os dirigia, a maioria situada em todos os mais estratégicos pontos do globo, com a óbvia intenção de asfixiar as rotas comerciais chinesas. A acontecer, a China não poderá deixar de intervir a sério. Estamos assim a caminhar a passos largos para a III Guerra e os espacialistas dizem que a derrota do império será total. Acredito que sim, mas o preço será para lá de terrível.
E um ministro israelita veio dizer que se deixarem de lhes ser dadas armas haverá um novo holocausto em vez de serem eles a fazer o holocausto dos outros, como fazem há quase 80 anos.
Não, meus bandalhos, o mais que poderia acontecer era terem de abandonar um país que nunca devia ter nascido. Um país que cometeu tanto crime, que em todo o seu tempo de existência nada mais fez que cometer crimes não merece existir, nunca devia ter sido deixado existir porque era impossível que ninguém soubesse a barbaridade que e a doutrina sionista, gémea do nazismo.
Já agora, são o povo eleito de Deus e não confiam na proteção divina?
Vão ver se o mar da cardumes de tubarões brancos famintos.
Porra, dei me ao trabalho de ouvir o porco aldrabão. Esta mesmo a gozar com a puta da nossa cara e a culpa disso é a impunidade que os trastes que mandam nisto tudo lhe dão.
Esse merecia cozido vivo num caldeirão e ainda era pouco.
O melhor mesmo é o retrato dado por alguns merdia, “a mulher de Macron empurrou lhe a cara”.
Depois e esperar que um qualquer agressor possa legitimamente defender se com um “eu não lhe bati, só lhe empurrei a cara”.
E sim, o Murcon merecia ver se a contas com um ressuscitado Vlad Tepes. E como ele Herr Zelensky, Merz, Netanyahu e outros filhos e filhas de uma egua parida.
O Manu Morcon levou um estaladom! Deus é brando com os bandidos, merecia era uma empalaçom! Por onde andas, Vlad, quando precisamos de ti?
Nota — Príncipe Vlad da Transilvânia, não o mafarrico Vladimiro do Creme Lin.
O descaramento deste bandido! Mas é dos nossos, pá! A única democracia do Médio Oriente, pá! O exército mais moral do mundo, pá! O povo escolhido por Deus, pá! Porra, pá, que culpa temos nós que Deus tenha desistido das reuniões dos AA, pá?
https://youtube.com/shorts/M67gXAb5Epg?si=AbUrGPvx_Tx4bzwH
O que me arrepia nisto tudo e mesmo ver comentadeiros que nunca passaram por uma guerra a falar de guerra e a tentar convencer nos que e uma coisa normal, necessária, e que devemos apoiar a “heroica resistencia do povo ucraniano” haja o que houver.
Em particular as comentadeiras que certamente nem sabem disparar uma pistola e que certamente se borrariam nas calças se ouvissem uma explosão.
Terão elas noção que, numa guerra, as mulheres são as principais vítimas?
São elas que perdem os filhos, são elas que sofrem no seu corpo as frustrações dos soldados, em especial se forem jovens, são elas as primeiras a cair na miséria negra que a guerra provoca.
Por isso até me arrepio quanto vejo Solerias, Orca e outras a defender a continuação desta guerra.
Agora ninguém sabe que há nazis na Ucrânia quando em 2019 todas as forças policiais europeias reconheciam que era lá que se iam treinar os radicais violentos.
Se calhar com treino com fogo real no Dombass ajudando a matança dos tais 15 mil civis mortos em oito anos.
Oito anos em que o Ocidente armou essa gente até aos dentes, lhes permitiu fortificar as cidades do Leste do país e os lançou contra o que restava do Leste do país que ainda não tinha caído nas suas unhas.
Donetsk e Lugansk estavam a se impiedosamente bombardeadas há dias quando a invasão russa finalmente aconteceu.
Era mesmo uma nabka que se preparava ali.
Morte e expulsão, a exemplo do que fez Stepan Bandera mas claro que não se ficariam por aí.
Porque o prêmio sempre foi a Rússia e os seus imensos recursos.
Se já se tinha feito no Iraque, na Libia, na Síria, a Rússia era só um pouco maior.
Bem armado, com ajuda das nossas sanções, das nossas armas e dos bandos mercenários a Ucrânia podia derrotar a Rússia e forçar a sua fragmentação.
Afinal já tinha acontecido países muito menos populosos derrotarem países maiores desde que devidamente apoiados.
Uma certeza havia, boa parte da população ucraniana estava tão fanatizada no ódio ao russo que aceitaria qualquer sacrifício. Quanto aos detractores tinham dois caminhos, a mala ou o caixão e milhões de pessoas escolheram a mala enquanto críticos continuam a ser mortos ante as justificações sórdidas ocidentais.
Portugal e exemplo disso mesmo, um povo mais pequeno a conter outro com três vezes mais população, nas guerras em que conseguiu a sua independência em relação a Espanha.
A força da Rússia foi subestimada, a tal história da bomba de gasolina com armas nucleares.
O que foi de certeza superestimado pelas poucas pessoas que ainda teem dois dedos de testa foi a vontade do Tiranossauro de nos tirar deste atoleiro.
Culpar a Rússia pelo fracasso de umas negociações que o lado ucraniano, talvez também pelos hábitos de consumo de cocaina do seu ditador, que e alguém completamente da realidade e pelo fanatismo que caracteriza os elementos nazis, rejeita ou formula termos inaceitáveis, como serem deixados a vontade para ingressar na NATO, voltar a armar se e voltar a ter territórios como a Crimeia.
E culpando a Rússia já há todos os motivos para carregar no acelerador.
E como ele sim e louco isto tem tudo para correr mal.
Quanto a realidade no terreno, a Rússia está a acelerar e a ter muito menos cuidado com as áreas civis no Ocidente da Ucrânia.
E isto talvez se explique porque Putin começa a ter dificuldade em controlar os falcoes que também por lá há depois do massacre de civis que foi a incursão ucraniana em Kursk.
Quem não pode ou recusou ser evacuado morreu abandonado ao frio e a fome ou executado.
Nas localidades reconquistadas as caves estavam atulhadas de cadáveres.
Depois disto qualquer dirigente tem muita dificuldade em tentar levar as coisas com calma.
Ao contrário do que se diz a Ocidente, Putin não e um imperador incontestado e se as mortes civis se multiplicarem por falta de ir forte e feio ao focinho do adversário a possibilidade de ser destituído, julgado, condenado e acabar os seus dias no fundo da Sibéria ou ser executado e real.
A luta do “louco”, nas palavras de um Tiranossauro que não se enxerga, e também uma luta pela sua própria sobrevivência física.
E com esta gente a recusar aceitar que mais uma vez perdeu a guerra pela conquista da Rússia, como aconteceu a Napoleão e Hitler, isto tem tudo para correr mal.
Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.
É mais um dos militares portugueses que viram de perto, no desmembramento da Jugoslávia, a merda que a guerra é e o sofrimento e destruição que provoca. E, como qualquer pessoa normal, criou em relação à guerra uma aversão visceral, que se manifesta numa intervenção cívica activa, sem papas na língua, no sentido de a evitar. O mesmo que acontece com os majores-generais Agostinho Costa e Carlos Branco, por exemplo. E a aversão à guerra leva-o, também como qualquer pessoa normal, a criar aversão igual ou maior aos que provocam e lucram com guerras para onde mandam os outros e os filhos dos outros, como os porcos que acima refere e os bacorinhos comentadeiros e jornaleiros que enxameiam e infestam redacções de jornais e palcos televisivos, de que são exemplos o Nojeiro e o seminarista burgesso recauchutado que bolçam semanalmente na SIC, a Solérias da TVI, a Ferra Aveia já nem sei de onde e o resto da vara guinchadora, que facturam obscenamente à custa da trampa em que metem ou ajudam a meter outros.
É preciso «tê-los» no sítio, para se ter a coragem de assim falar! Militar a sério, não «castrado» como se veem por aí alguns!
Muito bem. Caracterizar o confronto como Ucrânia Federação Russa é a maior armadilha mental. Desde bem antes do golpe de estado de 2014 que a OTAN preparava uma guerra contra a Federação Russa. Começou por financiar grupos de hooligans do futebol, que acabaram por se transformar em milícias armadas, hoje integradas nas forças armadas regulares. O facto de terem merecido muito menos atenção da imprensa da Europa ocidental do que a Operação Militar Especial não apaga existência destes percursores do surto verdadeiramente fascista da Ucrânia, apenas dificulta a compreensão do seu papel decisivo na situação da Europa actual.