Exame anatomopatológico do XXIV Governo Constitucional

(Carlos Esperança, in Facebook, 02/05/2025)


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Este bebé proveta foi fruto da inseminação artificial de um óvulo da Procuradoria-Geral da República pelo espermatozoide da Presidência num ato que teve lugar no Palácio de Belém em 7 de novembro de 2023.

O neófito herdou do pai a perfídia, da mãe a desfaçatez e de ambos o gosto pelo poder. Nos primeiros nove meses fez uma viagem pelo caminho deixado e com o combustível excedentário que o antecessor tinha guardado para os três anos seguintes.

O que o país não previu foi a montenegrização do bebé pelo tutor, a contaminação ética pela dupla de negócios, o Luís e o Hugo, dois convidados da Galp que sobreviveram à viagem à borla a Sevilha, sem escoriações, em julho de 2017, enquanto três secretários de Estado de António Costa, Fernando Rocha Andrade, João Vasconcelos e Jorge Costa Oliveira pagaram com a vida política – a demissão do governo -, a ida ao euro 2016.

A aparente OPA ao Ministério Público pela Direita coincidiu com a terceira ingerência em eleições sempre para benefício do mesmo lado e com o último titular escolhido, segundo a comunicação social, apenas pelo Luís.

Aqui chegados estamos perante um governo que não tem vergonha das falhas éticas do PM, apenas vocifera por terem sido tornadas públicas. Não são as avenças transferidas para os filhos que o indignam, é a denúncia dos negócios suspeitos que abomina. Não se preocupa que minta, e mente, apenas encobre e dissimula.

E, perante a decadência ética e com o país aturdido, até o 25 de Abril e o 1.º de Maio se reduzem à festa em família em S. Bento, E nós, pimba! Já Cavaco e Passos Coelho tinham feito igual patifaria ao 5 de Outubro e 1.º de Dezembro com odor a 28 de maio.

E não faltam no PS Belezas, Sérgios e outros espécimes que o PSD incensa para lhe garantirem a sobrevivência com um timoneiro saído da madraça cavaquista.

Isto não é um governo, é um aborto parido das relações espúrias entre Marcelo e Lucília Gago na alcova de Belém, um risco existencial para a decência que pagaremos caro.

3 pensamentos sobre “Exame anatomopatológico do XXIV Governo Constitucional

  1. A Direita é isto, esquemas, compadrios entre banca, privado e estado, crises do subprime, resgates, FMI, Bildenberg, Davos, capitalismo selvagem, desregulamentação, leis à medida para serem descartadas quando atrapalharem (como a da transparência, que agora atrapalha Montenegro e já não é para se reger porvela)… depois há as derivas fascizóides e racistas do Chega, ainda mais exacerbadas nos ADN e nos Ergue-te deste país de ilusionistas e encatadores de pategos…

    • Esqueci-me das “guerras eternas”, que provocam ondas de refugiados, que enquanto são úteis servem para mão-de-obra barata, e quando começam a ser demais para o argumentário da extrema-direita, muitas vezes militarista e belicista, e também do desprezo pela qualidade ambiental e o desprezo pelos ecossistemas e a biodiversidade.

  2. Para quem ainda acredita que o bom povo português deu nas últimas eleições um milhão de votos ao Chega porque este prometia combater a corrupção e não por racismo e por este oferecer mais garantias de que iria correr “com aqueles gajos do turbante” e fazer a vida negra aos ciganos.
    Em menos de um ano de Governo sucederam se casos e casinhos e o descaramento atingiu todos os limites.
    Temos efectivamente um Governo que não lamenta o que fez mas apenas que tal tenha sido tornado público e procura o castigo de quem tornou a coisa pública.
    Que mostrou de vez o seu desprezo pela democracia e pela revolução que a permitiu e que usou a morte de um homem que apesar de líder religioso era um anti fascista convicto para não a festejar.
    Um primeiro ministro que se mostrou muito
    indignado com um cartaz chegano por este o equiparar a Sócrates e não por colar os fenómenos de corrupção aos 50 anos de democracia dando a entender que quando não havia democracia e tínhamos uma polícia política que torturava e matava opositores e estávamos metidos no atoleiro de uma guerra em três frentes esta não existia.
    E perante este cenário desolador o que e que o bom povo português que não e fascista nem racista se prepara para fazer nas próximas eleições?
    Dar uma maioria mais confortável ao homem da Spinunviva.
    Porque “se eu lá estivesse fazia a mesma coisa” e “o homem não estava obrigado a fazer um voto de pobreza e a deixar tudo o que tinha por ir para o Governo”.
    Quanto ao favorecimento de empresas amigas, que diabo, quem é que nunca pagou a amigos uma rodada de cervejas?
    Para a próxima vez que alguém nos disser que e o descontentamento com a corrupção que alimenta a extrema direita que estimula o ódio vale a pena pensar nisto.
    Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.

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