Brincando à guerra mundial

(Major-General Carlos Branco, in Jornal Económico, 22/04/2025)


Para os ucranianos, os americanos não estavam dispostos a fazer o que era necessário para os ajudar a vencer. Ao passo que os americanos achavam que os ucranianos não estavam dispostos a fazer o que era imprescindível para serem ajudados a vencer.


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui

Para os ucranianos, os americanos não estavam dispostos a fazer o que era necessário para os ajudar a vencer. Ao passo que os americanos achavam que os ucranianos não estavam dispostos a fazer o que era imprescindível para serem ajudados a vencer.

Uma reportagem do “New York Times” (29 de março de 2025) trouxe à luz do dia o envolvimento secreto – e direto – dos EUA na guerra da Ucrânia, confirmando aquilo que temos vindo a dizer ao longo dos últimos três anos, e tantas vezes sonegado e/ou desvalorizado pela comunicação social.

Em abril de 2022, os EUA estabeleceram no quartel-general do Exército americano para a Europa e África, em Wiesbaden (Alemanha), um posto de comando (PC) operacional orientado exclusivamente para o planeamento e direção das ações militares ucranianas, “trazendo a América muito mais próximo da guerra do que se sabia do antecedente,” onde, lado a lado, oficiais americanos e ucranianos planeavam as ações militares de Kiev. Esta parceria, a espinha dorsal das operações militares ucranianas, considerada por Moscovo como violação de uma linha vermelha, esteve na base de sucessivas ameaças veladas de uma possível resposta nuclear russa. Nesta aventura participaram também, entre outros, oficiais britânicos, canadianos e polacos.

A atividade desse PC inclui(u) um enorme esforço de recolha de informações sobre alvos russos, que eram posteriormente passadas aos soldados ucranianos no terreno, funcionando como um centro de fusão de intelligence, produzindo informações detalhadas sobre as posições, movimentos e intenções russas. Inicialmente, a identificação dos alvos reportava-se “apenas” a alvos russos em território ucraniano.

Como adiante veremos, com o andamento da guerra essas regras foram sendo alteradas e aplicadas também a alvos em território russo, e ao emprego de drones marítimos, desta feita com recurso ao apoio da CIA e dos britânicos. A sobrevivência ucraniana no campo de batalha deveu-se não só ao equipamento fornecido pelos EUA, mas, sobretudo, a este tipo de apoio responsável pela morte de vários generais russos no início da guerra.

A desconfiança mútua

Apesar da estreita colaboração entre ucranianos e americanos ser apresentada como uma parceria, a reportagem dá-nos nota de uma permanente desconfiança recíproca. “Rivalidades, ressentimentos, imperativos e agendas diferentes” contribuíram para isso.

Ilustrativo desse sentimento foram as palavras do general Oleksandr Syrsky, então comandante das forças terrestres ucranianas, na primeira vez que se encontrou com americanos, “nós estamos a lutar contra os russos. Vocês não. Porque é que havemos de vos dar ouvidos?”. Para essa desconfiança terá contribuído o facto de os ucranianos “verem, por vezes, os americanos como prepotentes e controladores – o protótipo do americano paternalista. Por outro lado, os americanos não conseguiam compreender porque é que os ucranianos não aceitavam simplesmente os seus bons conselhos.”

Como ponto de partida dessa desconfiança estava a distância entre os objetivos estratégicos de cada uma das partes. “Os ucranianos queriam ganhar a guerra de uma vez por todas. Mesmo partilhando essa esperança, os americanos queriam certificar-se [apenas] de que os ucranianos não a perdiam.” O objetivo estratégico de Washington era derrotar estrategicamente a Rússia, numa versão maximalista a sua implosão, e a mudança de regime em Moscovo (sem nunca entendermos qual seria a alternativa de Washington a Putin, se é que havia) sem uma confrontação militar direta.

Foram vários os desencontros entre os principais atores envolvidos nessa parceria. Por um lado, os ucranianos “estavam sempre zangados com o facto de os americanos não poderem, ou não quererem, dar-lhes todas as armas e o equipamento que desejavam.” Por outro, “os americanos estavam irritados com o que consideravam ser exigências pouco razoáveis dos ucranianos.”

Na opinião destes, os americanos não estavam dispostos a fazer o que era necessário para os ajudar a vencer. Por sua vez, os americanos achavam que os ucranianos não estavam dispostos a fazer o que era imprescindível para serem ajudados a vencer. Como pano de fundo de tudo isto estava a soberba norte-americana. Como disse o General Christopher Cavoli, SACEUR e por acumulação de funções comandante das forças americanas na Europa, afinal os ucranianos “não tinham de ser tão bons como os britânicos e os americanos; tinham apenas de ser melhores do que os russos.”

Num assomo de sinceridade, o comandante desta parceria ucraniana-americana instalada em Wiesbaden, o General Christopher Donahue explicou que os ucranianos lutavam e morriam, testavam o equipamento e as táticas americanas e partilhavam as lições aprendidas. “Sem vocês”, disse ele, “nunca poderíamos ter construído todas estas coisas.”

Um dos primeiros acontecimentos que marcou essa desconfiança foi o afundamento do Moskva, o navio almirante da esquadra russa no Mar Negro, em abril de 2022. Numa reunião rotineira de partilha de informações, entre oficiais da marinha americana e ucraniana, o navio apareceu inesperadamente nos radares. A Administração Biden não tinha intenção de permitir que os ucranianos atacassem um símbolo tão importante do poder russo. Não obstante, com a ajuda dos ingleses, e sem avisarem os seus parceiros americanos, nem os informarem de que possuíam mísseis capazes de atingir o navio, afundaram-no contra a sua vontade.

Outro dos momentos do desconforto instalado, foi a contraofensiva ucraniana no verão de 2023, quando os ucranianos contrariando as instruções dos norte-americanos atacaram simultaneamente em três direções, com os resultados conhecidos, comprometendo assim a possibilidade de um volte-face no conflito, dado o volume de meios destruídos nessa operação. O que mereceu o grito desesperado de Cavoli “não é esse o plano!”. “A estratégia concebida em Wiesbaden foi vítima da política interna fraturante” onde a política se intrometia nas operações militares, e os generais competiam entre si por protagonismo.

No início de 2024, Zelensky deu instruções ao general Valery Zaluzhnyi para empurrar os russos de volta para as fronteiras da Ucrânia de 1991, até ao outono desse ano. O general chocou os americanos quando lhes apresentou um plano que exigia cinco milhões de granadas de obuses e um milhão de drones, ao que o general Christopher Cavoli respondeu, em russo fluente: “E onde é que os vou buscar?”

“À medida que os ucranianos foram ganhando maior autonomia na parceria, foram mantendo as suas intenções cada vez mais secretas.” A incursão ucraniana na região de Kursk, no segundo semestre de 2024, veio agravar esse sentimento de desconfiança. Os ucranianos não só mantiveram novamente os americanos na ignorância da operação, como atravessaram secretamente uma linha mutuamente acordada, levando equipamento fornecido pela coligação, em particular o americano, para território russo.

Mais uma vez, os ingleses não desperdiçaram a oportunidade para mostrar serviço e dar uma facada nos americanos, participando ativamente no planeamento da operação, que não contou com o apoio dos HIMARS e dos serviços secretos dos EUA. O resultado desta imprudente operação, decidida pelo presidente Zelensky contra o parecer de Zaluzhny, subordinada a objetivos políticos, também é conhecido. Os danos em material e pessoal foram imensos, e provavelmente irrecuperáveis.

As dificuldades de relacionamento entre os diferentes atores são conhecidas e estão documentadas. Por exemplo, entre Zaluzhny e o seu homólogo americano, o general Mark A. Milley. Mas alargam-se às lutas intestinas entre as lideranças ucranianas, algo que a propaganda ocidental impediu a divulgação. A reportagem dá conta dos choques entre Zelensky e o seu chefe militar general Zaluzhnyi (e potencial rival eleitoral), e entre este e o general Syrskyi, inconformado por o seu subordinado ter passado a ser seu comandante.

Na sequência do incómodo causado pela irrealizável utopia instalada na cabeça de Zelensky de recuperar todos os territórios sob controlo russo, Zaluzhnyi publicou um longo artigo no “The Economist” (1 de novembro de 2023) em que declarava estar a guerra num impasse, precisando os ucranianos de um avanço tecnológico quântico para a vencer, contradizendo o apelo à vitória total do seu presidente.

As linhas vermelhas

Com o prolongar do conflito e a evidente incapacidade de ucranianos e americanos infligirem uma derrota militar a Moscovo, o envolvimento americano foi progressivamente aumentando, fornecendo aos ucranianos armas cada vez mais sofisticadas, ultrapassando muitas das suas próprias linhas vermelhas e avançando para terrenos cada vez mais perigosos e movediços. Passaram a autorizar operações clandestinas anteriormente proibidas, colocando militares no terreno. Foram enviados conselheiros militares para Kiev, posteriormente autorizados a deslocarem-se para a linha da frente, próximo dos combates.

O mesmo fizeram os britânicos enviando secretamente dezenas de militares para a Ucrânia. Uns com a missão de instruir os soldados ucranianos a operar os sistemas anticarro fornecidos por Londres; outros (maio de 2023), após a transferência dos mísseis cruzeiro Storm Shadow para Kiev, para formar os ucranianos a utilizá-los. À semelhança do NYT, o “The Times” dá nota do papel crucial desempenhado pelos comandantes militares britânicos na Ucrânia.

Como atrás referido, numa fase inicial, os americanos apenas identificavam alvos russos em território ucraniano. Se os ucranianos quisessem atacar dentro da Rússia, teriam de o fazer recorrendo aos seus próprios serviços secretos e a armas produzidas pela Ucrânia. “A nossa mensagem [americanos] para os russos era: Esta guerra deve ser travada dentro da Ucrânia.” Os americanos “apenas” informavam os ucranianos onde é que se encontravam as forças russas em território ucraniano.

Perante a ausência dos resultados desejados, os generais Cavoli e Donahue optaram por subir a parada e pediram autorização para se utilizarem os HIMARS (High Mobility Artillery Rocket Systems), o que proporcionou um enorme salto qualitativo nas capacidades ucranianas. A reportagem do NYT chama à atenção para o facto de um oficial americano, num ato de lucidez, se interrogar “se não estamos [americanos] a dar um passo na direção da Terceira Guerra Mundial?” Transformado no back office da guerra, Wiesbaden supervisionou os ataques com os HIMARS.

Os ucranianos pediram autorização para utilizar as armas fornecidas pelos Estados Unidos para atingir o outro lado da fronteira, leia-se, território russo. O que foi autorizado, desde que os alvos se situassem nas designadas “caixas de operações”, isto é, zonas mais ou menos retangulares com cerca de 190 milhas, previamente selecionadas. Os ucranianos passaram a poder utilizar os seus novos ATACMS fornecidos pelos EUA para atingir alvos no interior da Rússia. “O impensável tinha-se tornado real. Os Estados Unidos estavam agora envolvidos na morte de soldados russos em solo russo,” o que legitimava um ataque russo ao quartel-general das forças americanas na Europa.

Neste perigoso processo de sucessivas alterações das regras do jogo, Wiesbaden desempenhava um papel decisivo, orientando os ataques, como vinha fazendo por toda a Ucrânia e na Crimeia fornecendo os objetivos e as coordenadas dos alvos. Oficiais americanos e britânicos supervisionavam todos os aspetos de cada ataque, desde a determinação das coordenadas até ao cálculo das trajetórias de voo dos mísseis.

Em 2024, a continuação da falta de progresso das forças ucranianas e a necessidade de manter os ucranianos à tona de água “forçou” a Administração Biden a ultrapassar novamente as suas próprias linhas vermelhas. Numa entrevista, já depois de ter abandonado a função de conselheiro de segurança nacional, na Administração Biden, Jake Sullivan disse que não foi por medo da 3ª Guerra Mundial que os ATACMS não foram inicialmente distribuídos à Ucrânia, mas porque não os tinham.

O stock existente era insuficiente para satisfazer as necessidades de dissuasão americana. Esse problema foi posteriormente resolvido pelo aumento da produção. Segundo ele, “à medida que tomávamos decisões sobre o fornecimento de equipamentos, avaliávamos o nível de risco aceitável de modo a evitar uma espiral de escalada”, como se eles próprios, com estas decisões, não estivessem a escalar o conflito.

De acordo com esta evolução e contrariando uma política de longa data, que impedia a CIA de fornecer informações sobre alvos em solo russo, a CIA teve luz verde para apoiar ataques a objetivos específicos dentro da Rússia. A Administração Biden autorizou a CIA a ajudar os ucranianos a desenvolverem, fabricarem e instalarem uma frota de drones marítimos para atacar a frota russa do Mar Negro.

Militares e operacionais da CIA em Wiesbaden planearam e apoiaram a campanha de ataques ucranianos à Crimeia. Em outubro, com margem de manobra para atuar na própria Crimeia, a CIA apoiou secretamente os ataques de drones ao porto de Sebastopol. Para além disso, a Casa Branca autorizou os militares e a CIA a trabalharem secretamente com os ucranianos e os britânicos num projeto para derrubar a ponte de Kerch.

Quem, na verdade, combatia com um braço preso atrás das costas, não eram os ucranianos, como se tornou comum afirmar, mas sim os russos, impossibilitados de atacar o olho da serpente localizada em Wiesbaden, responsável pelos ataques ucranianos e protegida pela NATO. Uma resposta russa a Wiesbaden significaria a guerra mundial. Foi com esta espada de Dâmocles que vivemos durante mais de dois anos.

Entretanto, os comentadores nacionais, imitando o que a propaganda internacional ia propalando, apelidavam irresponsavelmente Putin de frouxo e medroso, por recuar nas linhas vermelhas sucessivamente ultrapassadas, esquecendo que “tantas vezes vai o cântaro à fonte, que um dia lá deixa a asa.” Para eles, indiferentes ao perigo, na sua puerilidade e ignorância apregoavam a necessidade de continuar a pressão sobre a Rússia, sem terem a noção de quão perto se encontravam do abismo.

Estamos em crer que outro dirigente russo talvez não tivesse a paciência estratégica de Putin e não tivesse resistido a tamanhas provocações. Não temos muitas dúvidas sobre qual seria a resposta dos EUA, se os russos decidissem reciprocar o tratamento, colocando misseis “defensivos” em Cuba ou na Venezuela.

Portanto, não podemos deixar de assinalar a ligeireza, a insensatez, a falta de preparação e a imprudência com que a Administração Biden lidou com este assunto. Ainda teremos de perceber o quão perto estivemos da catástrofe, a dimensão da irresponsabilidade das lideranças europeias, e o grau de desonestidade do comentariado nacional.” Andaram mesmo a brincar às guerras mundiais.

11 pensamentos sobre “Brincando à guerra mundial

  1. Agora e verdade que nunca poderiam os Estados Unidos conseguir uns proxis mais motivados e aguerridos.
    Muitos ucranianos ocidentais eram e são dignos herdeiros dos nazis que chacinaram os judeus dos arredores de Kiev e da própria cidade em Babyn Iar e chacinaram polacos e húngaros com tal crueldade que houve soldados alemães que vomitaram quando encontraram os cadáveres.
    Nos campos de concentração nazis contaram se entre os guardas mais cruéis.
    Terminada a guerra, muitos desses nazis viram se a contas com a justiça russa que não foi meiga.
    Os sobreviventes passaram o ódio a filhos e netos e todos os dispostos a engolir as suas histórias.
    O Ocidente da Ucrânia foi crescendo no ódio anti russo e no ódio as populações de Leste.
    Conquistada a independência foram incapazes de seguir em frente e continuaram a alimentar o sonho de uma vingança destruidora contra a Rússia.
    Os Estados Unidos, que também nunca foram capazes de seguir em frente após a Guerra Fria e sempre sonharam com a destruição ou submissão total da Rússia sempre viram o potencial que aquela gente tinha.
    Daí golpes como o de Maidan.
    A partir daí era cada vez mais visível o espectáculo de hordas nazis a percorrer Kiev.
    As suas técnicas de intimidação foram copiadas pela extrema direita em toda a Europa e até em Portugal a sede da SOS Racismo teve a duvidosa de receber uma vigília de militantes de extrema direita com máscaras a fascista ucraniano.
    Era ponto assente que os elementos de extrema direita violentos eram todos treinados na Ucrânia.
    Mas isso não era dito porque havia algo maior em preparação.
    Agora temos um ditador ucraniano completamente alheado da realidade que insiste, por exemplo, que a Crimeia deve ser ucraniana.
    Não deixa de ser interessante que um bandalho que promove a destruição de símbolos comunistas e a prisão e morte de militantes comunistas se queira colar a uma decisão desse tempo.
    Enfim, e a coerência a que a extrema direita já nos habituou.
    E como a Europa também nunca foi capaz de seguir em frente desde os tempos de Napoleão e Hitler e a desinformação ocidental e poderosa estamos todos metidos numa grande patranha e num grande sarilho.
    E a maior e mesmo, desde que isto começou, a ideia da pobre Ucraniana invadida porque o Putin acordou mal disposto.
    Ele devia era ter acordado no ano da Graça de 2014 antes desta gente ter tempo de armar nazis até aos dentes e criar linhas de abastecimento em homens e armas.
    Isto tem tudo para correr mal.

  2. Sim, essa de Portugal ter muita desinformação russa quando o que mais vemos e desinformação made in NATO ou essa gente tem a consciência que está a mentir ou essa gente está a delirar.
    Como e que essa gente ainda se atreve a falar em desinformação quando tivemos notícias a afirmar categoricamente que os russos estavam a combater com pás por não ter armas nem municoes ou a Van der Pfizer a dizer que os russos estavam a desarmar os motores dos frigoríficos para construir motores para os mísseis.
    Isso e a teoria de que a economia russa está a beira do colapso.
    Ou que os símbolos nazis são só isso mesmo e não a prova provada de que quem os usa e nazi.
    Se e assim porque e que em muitos países europeus se espancam pessoas por usar um Keffieh, acusando os desgraçados de apoiar o terrorismo?
    Para além de se estar a reduzir todos os palestinianos a terroristas quando os verdadeiros terroristas estão no outro lado, não poderá quem usa tal adereço dizer que o faz por simples razões estéticas, por gostar das cores e do padrão da coisa?
    E claro que a desinformação e continua, como quando se fala no genocídio em curso em Gaza como uma guerra entre Israel e o Hamas.
    Em Gaza não há defesas anti aereas nem nada que possa impedir os genocidas de matarem a bem prazer e com todo o prazer.
    Portanto, meus camelos, não há guerra nenhuma e quando dizem que há estão a mentir com quantos dentes teem na boca.
    Eu também não vejo noticiários de espécie alguma mas quem vê ou lê jornais está a engolir desinformação de todos os feitios e tamanhos. Aldrabices atrás de aldrabices.
    Mas depois qualquer um que diz que e mentira está a espalhar desinformação russa.
    Claro que o alvo do tal estudo feito por uma tal Universidade Americana da Bulgária e uma empresa da treta sediada no mesmo país também conhecido pela mão de obra que fornece para casas de putas são blogs como este e ate gente que não engole araras.
    Quando Portugal e o país mais exposto a desinformação e onde a população é mais bovina. E só sair a rua e ver o que se diz por aí.
    Mas como o que esta gente quem e unanimidade de rebanho basta que hajam dois ou três dissidentes para que se delire com “desinformação russa”.
    Por mim chamem me os nomes que quiserem que desde que me chamaram Bolsonaro e para o lado que durmo melhor.
    Mas engolir tretas de nostálgicos do nazismo tenham paciência mas só se tivesse apanhado a doença das vacas loucas. Teria mesmo de ter o cérebro transformado em esponja. E esse dia ainda não chegou.
    Já agora, os ucranianos sempre fizeram o que bem entenderam e sempre foram deixados a vontade para cometerem toda a casta de barbaridades.
    E foram lhes dados todos os recursos possíveis, só la faltaram as armas nucleares.
    O resto era conversa da treta para impedir que a resposta russa pudesse extravasar as fronteiras da Ucrânia e dirigir se aos países patrocinadores do nazismo.
    O que se queria era a vitória do nazismo ucraniano que para esta gente parecia possível graças as nossas armas, aos nossos exércitos de mercenários e as nossas sanções.
    Como estão a ver que tudo isso não chegou estão a ver como tiram o corpo fora, em especial do outro lado do mar.
    Que por cá já se fala em cortar nos as reformas para financiar a guerra.
    Não querem acreditar que o nazismo vai voltar a ser derrotado.
    Continuam a brincar a terceira guerra mundial e isto ainda pode acabar muito mal.
    Mas a desinformação ocidental e forte, os povos não acordam e isto tem tudo para correr mal.

  3. Texto correto do princípio ao fim. A tentativa de nos imporem o pensamento único, deve ser desmascarada, pois ainda existem incautos e ingénuos que vão nessa onda.

  4. Essa da desinformação em Portugal é algo de absolutamente asqueroso. Logo num país onde as doses de desinformação e de propaganda estão em tudo o que é rádio, jornal ou televisão, 24 horas por dia, há mais de três anos. Isto é mais uma manobra de intimidação a quem não segue a cartilha do pensamento único, do único que conta para esses pulhas, que ou são tolos, ou são fanáticos, ou que modelam o discurso à medida da carteira, como as ferro gouveias, os milhazes, os germanos almeidas, os irineus e tantos outros patifes.
    No outro dia dei-me ao trabalho de ver o número de intervenções na CNN Portugal do general Agostinho Costa face às do cabo isidro, assim mesmo cabo isidro, que de assuntos geo-político-,ilitares sabe tanto quanto eu sei engenharia espacial. Pois bem, contabilidade feita, em 12 dias o cabo isidro apareceu 12 vezes e o general Agostinho Costa uma vez.
    E quem são esses agentes do Kremlin? Hum? Cabrões de merda, é o Agostinho Costa, é o Carlos Branco, é o Viriato Soremenho Marques, é o Estátua de Sal, é a meia dúzia de cidadãos anónimos que, como eu, ainda ousam contraditar o chorrilho de mentiras que nos vendem todos os dias? Pulhas, sentem o chão a fugir-lhes dos pés, a realidade é mesmo uma merda, e avançam outra vez com “estudos” made in Bulgária, made in Países Bálticos, que comprovam que quem respeita os factos é agente do Kremlin. Tudo para intimidar, para excitar a populaça, na procura de bodes expiatórios para as suas próprias imbecilidades belicistas.
    Bardamerda com esses cabrões, nos primeiros dois anos assustaram-me e censuram-me, tinha sempre que medir as palavras, agora já não, é a própria Democracia que estamos a defender, mais do que qualquer outra coisa e é a Democracia que está crescentemente em causa. Chamem-me agente do Kremlin, chamem-me o que quiserem.

  5. Será tudo isto que Carlos Branco refere e que José Catarino Soares já tinha também apresentado (incluindo o artigo do New York Times), “desinformação russa”?
    Pergunto porque acabei de ver na CNN a “promoção” da notícia: “Portugal é o 2.º país da Europa Ocidental com mais desinformação russa. Não usar a violência mas corroer as sociedades por dentro é o objectivo do Kremlin, explica um analista sobre as conclusões do estudo búlgaro”. Em baixo lê-se: Desinformação russa: Kremlin testa tácticas em Portugal.
    Ora, “corroer as sociedades por dentro” foi o que os países da NATO e da UE fizeram na Ucrânia, por exemplo, promovendo e dando apoio ao golpe de Maidan. A experiência que têm nessas matérias é imensa, e o rol de países que corroeram é extenso. Na Síria, por exemplo, temos um al-Julani aliado do Ocidente que é ex-membro da Al-Qaeda, da Al-Nusra e do ISIS, só para citar uma bem flagrante “corrosão da sociedade por dentro”.
    Fica mais uma vez por esclarecer o nível de “corrosão da sociedade europeia por dentro” provocada pela “desinformação Ocidental/NATO/UE”. Essa é que tem feito estragos muito sérios, quer nas sociedades quer nas economias ocidentais, como se tem visto, em abundância. Quando será que publicam esse estudo? É que essa desinformação “atlantista” é que tem implicações reais nas nossas vidas.

    • Tudo, TUDO o que passa nos Main Stream media ocidentais é DESINFORMAÇÃO USAmericana!
      TUDO!

      Se vês/ouves a CNN, estás a ver/ouvir o que os porcos imperialistas em Washington querem.
      A mesmíssima coisa para a FOX News e companhia.

      Da Rússia, a “propaganda” que vem são FACTOS.
      A parte central da propaganda USAmericana na Europa e Portugal passa por chamar “propaganda Russa” aos factos e até mesmo às opiniões neutrais ou equidistantes.

      Noutros países da Europa, debate-se a NATO e a UE e o €. Debate-se a vassalagem aos EUA e o apoio aos nazis ucranianos e a tolerância para xomtos genxoidas israelitas/sionistas. Em Portugal não. Porquê? Porque, ao contrário da MENTIRA da CNN, Portugal é, isso sim, um dos maiores vitimizada pela presença de propaganda USAmericana!

      Poderia separar a prooaganda da BBC/Mi6, da Mossad/israel, ou da Euronews/UE, mas nos dias que correm não vale a pena. É tudo do mesmo saco: avençados e agentes ao serviço de Washington.

      Queres saber como isto funciona? Lê sobre os escândalo da USAID, NED, e companhia. A forma como corrompem “jornalistas” e políticos por toda a Europa.
      Obviamente, terás de ler sobre isto em meios de comunicação fora do Ocidente, ou muito alternativas dentro do ocidente, como é o caso do jornalismo de investigação do Greyzone, ou do blog de geopolítica MoonOfAlabama, ou o excelente ConsortiumNews, ou o grande exemplo de real jornalismo da Wikileaks, ou de gente independente como a Caitlin Johnstone.

      Se vês o que quer que seja na CNN/FOX, ou BBC, Euronews, ou RTP/SIC/TVI/Now/CMTV, e se não percebeste ainda que são antros de corrupção e FakeNews, que debitam prolagandaye manipulação 24 horas por dia, então não percebeste nada do que se está a passar no Mundo e em particular em Portugal.

      A mesma coisa em relação aos meios escritos, como o Expresso/Público, o Der Spegel, The Guardian, El País, etc, e obviamente o Washington Post, The Economist, New York Times, etc.

      Aqui tenho de falar finalmente do texto do Carlos Branco: se se baseia no que o NYTimes publicou, então baseia-se na mentira.
      Obviamente os EUA são quem planeou durante décadas esta guerra proxy contra a Rússia, obviamente os EUA estão envolvidos em TUDO, desde o financiamento a nazis para fazerem o golpe Maidan, até à invasão de Kursk.

      Se o NYTimes agora publica isto, é porque a Casa Branco assim ordenou.
      A actual administração quer fazer de conta que está “de fora” de uma guerra proxy que o próprio Trump ajudou a preparar no seu primeiro mandato, em total alongamento com a agressão imperial seguida por Obama e Biden.
      Não houve HIMARS a bombardesr em Kursk?
      Houve!
      Logo aqui se detecta a mentira do NYTimes.

      Mas para saberes o que eu sei, precisas de ir aos OSINT que diariamente falam de FACTOS sobre as linhas da frente.
      Recomendo o Defense Politics Asia, o Southfront (censurado na EUroditadura), o Geroman (a conta Telegram dele compila mapas de várias fontes credíveis, e tem imagens/vídeos com geolocalização), e ainda o WarMonitor (gajo do Líbano que fala sobrerudo da agressão/genocídio que o ocidente/sionismo comete na Palestina e arredores.

      No caso da TV, como a RT está censurada pela EUroditadura, já só sobram os canais CGTN (China) e TeleSUR (Venezuela) para te poderes informar sobre a realidade.
      E mesmo aqui tens de ter atenção à propaganda de cada um. TODOS fazem propaganda. Mas isso não significa que os outros façam como o Ocidente onde a mentira é descarada e a toda a hora!

      E é simples identificar quem é quem:

      – se diz “NATO defensiva” ou “agressão Russa”, então é um canal de propaganda ocidental. Obviamente, factualmente, a NATO é ofensiva, criminosa, e a Rússia está a intervir justificadamente contra quem golpeou a Ucrânia e violou a paz de Minsk.

      – se chama “guerra israel – hamas”, então é propaganda ocidental. São 3 mentiras em 3 palavras. Não é guerra, é GENOCÍDIO. Não é só de israel (nem é de todos os israelitas), mas sim de rkdosyos sionistas sanguinários ocidentais, e em particular da extrema-direira racista israelita (Netanyahu e companhia são comparáveis a nazis). E não é contra o Hamas, mas sim contra todo o povo Palestiniano, acima de tudo mulheres e crianças indefesas.

      – se glorifica Zelensky, então é propaganda ocidental. Zelensky é um vassalo corrupto dos EUA, e é de facto um ditador no regime ucranazi. Só merece condenação, não merece um pingo sequer de tolerância. É contra a paz, persegue a oposição, acha normal glorifica nazismo, proibiu eleições, ataca crentes Ortodoxos, etc.

      – se critica a Venezuela, é propaganda ocidental. A Venezuela é uma democracia soberana anti-imperialista. Só mercee a nossa admiração e apoio.

      – se apoia a UE e instituições de opressão EUropeias, então é propaganda ocidental. A UE é de facto uma ditadura que nos roubou a soberania. Hoje violamos a nossa Constituição e fazemos censura de canais de notícias, por ordem da UE. Recebemos ordens de NÃO-eleitos, como a Leyen e a Kallas, que são obviamente agentes dos EUA com a missão de nos colocar a pagar mais par garantir o lucro da Lockeed Martin, Raytheon, Boeing, etc.
      Quando estas corruptas ameaçam quem celebrar o Dia da Vitoria a 9-Maio, mas apoiam descaradamente quem glorifica nazis, e repetem toda a propaganda da CIA/Pentágono, então está tudo dito sobre a natureza da UE.

      – se promovem Hollywood/Netflix, e seus palhaços/actores, então é propaganda ocidental.
      Não há arte nem cultura nenhuma nestes meios. Só há propaganda dos EUA e israel.
      A “Mulher Maravilha” é uma agente da Mossad apoiante de genocídio.
      A Marvel coloca a NATO ao lado dos Avengers.
      Filmes atrás de filmes colocam Russos como os mauzões, e chamam “heróis” aos porcos imperialistas dos EUA/NATO que foram invadir N paises e assassinar milhões de humanos (no Iraque, Afeganistão, Líbia, etc).

      – se falam de cantores dos EUA como “os melhores”, mas não têm espaço para falar sequer de artistas portugueses ou de outras partes do Mundo, então é propaganda ocidental.
      Quantas vezes ouvista nas “notícias” na TV falar da Madonna ou da Taylor Swift?
      Agora compara com as vezes que tais “noticiários” falaram dos portugueses Killimanjaro ou Eu.Clides ou Kleft ou Romeros ou Inês Marques Lucas, etc. Do melhor que se faz em Portugal nos respectivos géneros, e com ZERO tempo de antena nos “noticiários”…

      Abre os olhos!

      A Rússia, a China, o Irão, a Venezuela, a Geórgia, a África do Sul, a Argélia, a Bolívia, Cuba, Sérvia e Srpska, até o Hezbollah do Líbano e os Houthis do Iémen, etc, estão do lado certo da história e da humanidade.
      Que mal é que algum destes te fez a ti ou à Europa? Nenhum!
      Que mal é que esta gente faz ao Mundo? Nenhum!

      Nós em Portugal é que somos uma mera província sem qualquer independência nem acesso à verdade, num império dos EUA que é terrorista, anti-democrático, fascista, colaborador de nazis, e GENOCIDA.
      Os soldados Russos estão na sua fronteira e no seu território histórico a salvar gente que é vitima do nazismo ucraniano e do imperialismo ocidental.
      Os nossos soldados andam a invadir o Kosovo (Sérvia), o Iraque, o Afeganistão, etc, onde quer que o imperador em Washington nos mande invadir.
      A Rússia na Crimeia (onde só vivem Russos) é “ilegal” e “agressão”, mas nós a exterminar meio milhão de Palestinianos ou 1 milhão de Iraquianos ou a colocar a al-Qaeda no poder na Síria é só “democracia e liberdade”.

      E todos os que, como eu, já abriram os olhos e contrariam as mentiras do império GENOCIDA ocidental, somos todos “propagandistas do Putin”…
      Queres saber como é que a Alemanha foi convencida nos anos 30? Foi assim. Manipulação em massa. Um povo inteiro a acreditar numa narrativa completamente separada da realidade. E a demonização/cancelamento de quem se opõe à narrativa do regime.

      Tu em 2025 a ainda acreditares na estrumeira que passa na CNN, é o equivalente a um alemão em 1945 a ainda acreditar naquilo que a máquina de propaganda de Hitler dizia.
      És uma vítima!
      Não tem mal nenhum abrires os olhos e admitires que foste enganado.
      Mal será, para todos nós, se a maioria continuar de olhos fechados e a negar a realidade.

    • Ou, dizendo o mesmo numa resposta muito mais curta: tens razão.

      A Europa está a sofrer um processo de Maidanização em curso.

      Os EUA/NATO querem usar-nos como carne para canhão nas suas guerras imperiais genocidas.

      Sem o golpe Maidan (CIA+Nazis), a Ucrânia ainda hoje seria uma democracia, livre, pacífica, e inteira.

      E sem os MainStreamMedia ocidentais alinhados com o império USAmericano, hoje a Europa seria também pacífica, soberana, e não estaria a desperdiçar dinheiro numa guerra proxy, onde os únicos vencedores são os oligarcas USAmericanos donos do MIC (complexo militar industrial).

      Os factos vindos da Rússia são “propaganda”.
      As mentiras vindas do ocidente são a “verdade”.
      E ai de quem questione isto!

      Foi este o estado a que chegámos outra vez.

      Para Portugal, é como se nunca tivesse havido um 25-Abril.

      E na Europa como um todo, é como se nunca tivesse havido um 9-Maio.

      Os NeoLiberais/Fascistas e EUropeístas/USAtlantistas, ou numa só definição, os “democratas” globalistas, estão contentíssimos com isto.

      A Rússia gostava de continuar a dar-se bem com quem vive em Sumy.

      Nós (as nossas elites e regimes) preferem que toda a gente em Sumy seja mobilizada para morrer numa trincheira.

      A paz pedida pelo PCP e outros independentes é “putinismo”.
      A guerra exigida pelos “democratas” é “liberdade”.

      Os factos difundidos pela RT são “desinformação”.
      As mentiras repetidas pela CNN, FOX, BBC, Euronews, RTP, SIC, TVI, etc, são “a verdade inquestionável” e “informação de confiança”.

      Se Hitler fosse hoje vivo, iria com todo o gosto hastear bandeiras dos EUA, Reino Unido, NATO, UE, Ucrânia, Taiwan, e israel.
      E diria, tal como a propaganda ocidental diz do nazismo ucraniano, que a suástica nazi alemã era só um símbolo do “patriotismo e resistência” da Alemanha contra a “agressão” Soviética/Russa.

      Que um TERRORISTA da al-Qaeda/HTS/al-Nusra/ISIL esteja colocado pelos EUA/NATO no poder na Síria, a fazer limpeza étnica/genocídio nas zonas onde vivem Alawitas e Xiitas e Cristãos, e isso nos seja apresentado como uma “transição democrático” para uma Síria “mais decente e pacífica” e com um “jihadismo inclusivo”, diz tudo sobre aquilo que é a máquina de propaganda ocidental.

      É enorme, capaz de colocar gente a dizer que um homem com pénis é uma “mulher”, que um colono ilegal é uma “vítima”, que uma criança em Gaza é um “terrorista”, que um nazi luta pela “liberdade”, e que um médico cubano a curar um pobre num país necessitado é uma “agressão”.

      A esmagadora maioria dos Portugueses está tão manipulada pela máquina de propaganda de Washington que já falta pouco para celebrarmos o 4 de Julho em vez do 25 de Abril…

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.