Guerra na Ucrânia: e a Segurança Europeia?

(Gabriel Camilli, in VelhoGeneral, 07/04/2025, Revisão da Estátua)

Imagem gerada por inteligência artificial. Espanta como a IA retrata tão bem a Ursula… 🙂

A elite europeia quer liderar uma competição de força militar sem uma população coesa e motivada, sem as matérias-primas necessárias, sem uma estrutura de produção eficiente e sem armas nucleares; somente os tolos podem considerar isso uma boa estratégia.


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Depois da derrota em Kursk, os ucranianos tentaram algumas escaramuças em direção à área de Belgorod. Ao mesmo tempo, eles devem impedir que os russos avancem pela fronteira em direção ao território ucraniano. No entanto, as condições são ideais para a Rússia explorar o avanço. Acreditamos que as partes em conflito estão longe de um cessar-fogo.

Resumo da situação geral:

• As Forças Armadas da Federação Russa (FAFR) têm vantagem em todas as três frentes;

• A estratégia das FAFR visa tomar uma zona-tampão no território ucraniano no norte e maximizar os ganhos territoriais nas outras duas frentes, aproximando-se das fronteiras das províncias ocupadas;

• As FAFR continuam a atacar maciçamente o território da Ucrânia, visando principalmente a infraestrutura de comando, comunicações e logística em Poltava, Dnipropetrovsk e Kharkov.

No nível político

Estas foram as notícias do campo de batalha. Vejamos agora o que está acontecendo no nível político entre os aliados europeus da Ucrânia. A segurança europeia é exaltada?

O perigo para a segurança europeia não vem de fora. De acordo com alguns analistas sérios, “o perigo está dentro das nossas próprias fronteiras, e ele é representado por essa autoproclamada elite europeia”.

São pessoas exaltadas, completamente desconectadas da realidade, que, depois de terem condenado e culpado todas as formas de apego às suas raízes e identidade em nome do globalismo, agora de repente tornam-se tão orgulhosas e patriotas que estão prontas para qualquer coisa, até mesmo uma guerra total, para se destacarem em relação ao suposto inimigo.

Depois de demonizarem todo sentimento de pertença patriótica durante anos (lembro-me de todos aqueles políticos: verdes, pacifistas), qualificando todas as exigências por soberania popular como nacionalismos fanáticos anacrónicos, hoje descobrimos que eles são mais fanáticos do que todos os chamados “nacionalistas” juntos, porque querem criar um tubo de ensaio ainda maior e um nacionalismo estranho, falso e megalomaníaco: o europeu. E, em seu nome, querem envolver-se num conflito perpétuo com o resto do mundo.

Eles já não se escondem mais, e analistas sérios continuam a argumentar: “Eles dizem-nos que devemos ser mais fortes, maiores, mais poderosos e bem armados. Eles são os primeiros a cegarem por esse fanatismo extremista que até ontem pairava como um fantasma, dizendo-nos que essa forma de pensar levava diretamente à guerra, quando a guerra ainda era considerada uma coisa ruim.

Dessa forma, eles gostariam de liderar um continente inteiro para “competir”, em termos de força militar e dissuasão, sem ter uma população motivada, coesa e homogênea por trás deles; sem ter as matérias-primas necessárias para satisfazer o seu desejo bélico; sem ter uma estrutura de produção comprovada e eficiente; sem ter armas nucleares.

Somente os tolos totalmente turvados pela fumaça do fanatismo supremacista poderiam considerar isso uma boa estratégia.

Duplo padrão

Esses líderes europeus, como costumamos salientar nesta coluna, usa dois pesos e duas medidas. Vejamos um exemplo. Esta notícia mostra isso. Lemos recentemente: “A Finlândia anuncia a sua intenção de se retirar da Convenção de Ottawa sobre a Proibição de Minas Antipessoal e aumenta os gastos com defesa.” Minas antipessoal. Elas eram ruins e agora já não são? Eis o duplo padrão.

Sim, a Finlândia iniciará oficialmente o processo de retirada da Convenção de Ottawa, que proíbe o uso de minas antipessoal. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Petteri Orpo durante uma conferência de imprensa sobre política externa e segurança. A decisão é baseada em recomendações de líderes militares do país. Ao mesmo tempo, ele anunciou que os gastos com defesa vão aumentar para 3% do PIB até 2029. Isso representa aproximadamente 3 biliões de euros a mais do que o nível de financiamento atual (fica claro o montante de dinheiro?) O objetivo é aumentar as capacidades de defesa, fortalecer as forças terrestres e reconstruir o arsenal, incluindo minas antipessoal, que, conforme o ministro da Defesa Antti Hakkänen, são económicas, confiáveis ​​e adequadas ao terreno da Finlândia (como?).

Principais medidas

• Início da retirada da Convenção de Ottawa (o documento será elaborado pelo Ministério das Relações Exteriores). Após aprovação parlamentar e assinatura do presidente, será iniciado um procedimento internacional com duração de seis meses;

• A reforma das forças terrestres é um projeto de grande escala, com duração de 10 anos, com investimentos entre 10 e 15 biliões de euros;

• Eles planeiam estabelecer a produção de minas no país, para garantir o fornecimento;

• As minas não serão colocadas antecipadamente, mas serão utilizadas somente em caso de guerra. Ao mesmo tempo, mapas digitais de campos minados serão usados ​​para desminagem (Eles são muito bons!!!);

• O financiamento para a polícia, guarda de fronteira, forças especiais e segurança cibernética será aumentado separadamente.

Porque é que a Convenção de Ottawa surgiu? A Convenção de Ottawa, também conhecida como Tratado de Proibição de Minas Antipessoal, é um acordo internacional que proíbe o uso, armazenamento, produção e transferência de minas antipessoal. O seu objetivo era acabar com a morte e o sofrimento de civis, especialmente mulheres e crianças em áreas rurais de zonas de conflito, facilitar o retorno seguro de refugiados e deslocados e, acima de tudo, responder ao sofrimento generalizado causado pelas minas (feridos, mutilados, etc.).

Tambores de guerra

Políticos atlantistas e o Alto Comando da NATO invocam gritos de guerra, por exemplo, as palavras do almirante Rob Bauer, presidente do Comitê Militar: “Devemos dar-nos conta de que viver em paz não é algo garantido. E é por isso que nós (NATO) estamos a preparar-nospara um conflito com a Rússia”, e ele diz mais, “Toda a sociedade estará envolvida no conflito, quer gostemos quer não… Teremos que nos organizar para termos água, um rádio a bateria e uma lanterna a bateria para nos ajudar nas primeiras 36 horas.” Recomendamos assistir ao vídeo em que a comissária europeia Hadja Lahbib recomenda que os europeus preparem seus kits de sobrevivência.

O Livro Branco da defesa europeia, publicado recentemente, será seguido pela formulação da estratégia da União, que definirá uma abordagem integrada de múltiplos riscos para a preparação para conflitos e crises, e pela estratégia de segurança interna da UE.

As lacunas prioritárias identificadas como preocupações, no entanto, foram defesa aérea e antimísseis, munições (e mísseis), mobilidade militar, IA, domínio cibernético, tecnologia quântica. E também facilitadores estratégicos e proteção de infraestrutura crítica: incluindo aeronaves de transporte aéreo estratégico e reabastecimento aéreo, inteligência e vigilância, conscientização do domínio marítimo, etc. uso e proteção do espaço e outros ativos de comunicação seguros e infraestrutura de combustível militar.

Estas são as ferramentas de implementação. Agora vem a parte interessante. Colocar dinheiro… e muito.

Para padronizar as aquisições militares usando a OCCAR (Organização para Cooperação Conjunta de Armamento) e cobrir essas lacunas, a Comissão iniciará imediatamente um diálogo com a indústria de defesa para discutir possíveis medidas, identificar obstáculos regulatórios e abordar desafios. Em seguida, apresentará uma proposta dedicada para simplificar o ecossistema de defesa até junho de 2025.

Entre os objetivos desta proposta estão a intenção de remover obstáculos ao acesso ao financiamento, facilitar a troca de informações confidenciais e sigilosas e agilizar os programas industriais de defesa da UE para reduzir os prazos de entrega. Por meio de políticas específicas, a UE deve apoiar a indústria de defesa europeia em seis direções estratégicas: apoiar, fortalecer e promover capacidades industriais em toda a UE; garantir o fornecimento de fatores de produção críticos para a indústria e reduzir dependências; criar um verdadeiro mercado europeu para equipamentos de defesa; simplificar as regulamentações existentes e reduzir a burocracia; promover a investigação e o desenvolvimento para incentivar a inovação; reter, atrair e desenvolver talentos, aprimorar competências e experiência no setor de defesa.

A UE propõe, portanto, cinco pilares para o aumento dos gastos com defesa: um novo instrumento financeiro específico (o SAFE, Security Action for Europe), ativação coordenada da cláusula de substituição do Pacto de Estabilidade, maior flexibilidade para os instrumentos existentes, contribuições do Banco Europeu de Investimento e mobilização de capital privado. À frente de tudo isso está a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Nascida na Bélgica, ela entrou para a política depois de retornar à Alemanha com o partido de seu pai, a CDU. Em 2009, ela se tornou membro do parlamento e, em 2013, tornou-se ministra da Defesa da Alemanha.

Ela então se dedicou à política europeia e foi nomeada Presidente da Comissão em 2019, com o apoio decisivo do presidente francês Emmanuel Macron. Desde então, sua gestão tem sido duramente criticada principalmente pelos seguintes motivos:

• Ser a força motriz por trás da Agenda 2030 e sua implementação na União Europeia. Algo de que ela se gaba publicamente;

• Gestão da pandemia: confinamentos, vacinação obrigatória, acordos não esclarecidos com empresas produtoras de vacinas, o chamado Pfizergate – pelo qual seu marido é acusado de enriquecer com um contrato de distribuição de vacinas. A sua demissão foi pedida porque ela é alvo de um processo criminal. Ela também é citada e criticada por criar um caos generalizado e pela falta de uma coordenação unificada na resposta sanitária a nível europeu e pela incapacidade de gerir um sistema económico pós-covid que permitisse a recuperação europeia. Ao invés, a dívida pública de Bruxelas aumentou para mais de 80%;

• Críticas sobre o tratamento de parceiros europeus. Confronto com o governo nacionalista de Orbán (Hungria), versus cumplicidade com o governo esquerdista de Sánchez (Espanha);

• Ela também é acusada de apoio irresponsável à imigração desregulamentada, possivelmente o principal problema da Europa hoje;

• Controle de informações. A iniciativa “Escudo Europeu da Democracia”, que usa uma IA supostamente projetada para “combater a desinformação”, pode ser um instrumento de controlo e repressão das vozes dissidentes e uma arma para tentar anular qualquer eleição cujo resultado não lhe seja favorável (veja o caso recente da Roménia com a proibição do candidato nacionalista Georgescu).

A isto se soma o lançamento e a promoção do “euro digital”, que permitirá não apenas um controle exaustivo sobre os gastos dos cidadãos, mas também, possivelmente, num futuro próximo, o bloqueio de contas de quem expressar opiniões divergentes.

A tudo isso, devemos acrescentar uma postura absurda sobre a guerra na Ucrânia e a perda de importância da Europa. Ela fomentou um forte (e desnecessário) confronto com a Rússia, exagerando até mesmo o papel que os Estados Unidos impuseram a Bruxelas.

E agora está obstruindo qualquer opção de paz e optando por uma postura belicosa contra a Rússia. Nesse aspecto ela tem um “complemento perfeito” na sua vice-presidente, a estoniana Kaja Kallas com as suas constantes declarações ameaçadoras contra a Rússia e Putin – apesar de ser reduzida a capacidade da UE, na hora atual, ameaçar seja quem for.

Fonte aqui.

17 pensamentos sobre “Guerra na Ucrânia: e a Segurança Europeia?

  1. Claro, numa altura em que se pretende abrir nova guerra desta vez contra a China vem mesmo a calhar mais uma peta de Herr Zelensky.
    Quanto a lamentar o destino do sujeito, se acabar pendurado terei tanta pena como estes bandalhos teriam do Putin se fosse empalado as portas do Kremlin juntamente com toda a família que conseguissem apanhar, destino que muita gente lhe vaticinava nos primeiros meses da guerra.
    Mas é provável que consiga reforma dourada em Israel.

  2. O timming da operação “perigo amarelo” é particularmente oportuno: logo agora que Trump e os Chineses andam à chapada comercial…. Este zelérias é um dos maiores bandalhos da História recente. Pouca sorte a dele que muita gente já lhe viu os fundilhos e, ou muito me engano, ou brevemente irá pagar tudo, se o pendurarem de um poste eu, que até sou Cristão, não o lamentarei.

  3. E os iranianos, os sobreviventes das matanças de Al Julani, enfim, todos quantos acham ma ideia ter esta corja a mandar no mundo sem ter medo de ninguém por a Rússia ter desta vez sido destruída pelo nazismo.
    Quem de certeza anda a dormir mal sou eu a espera da próxima fraudemia e da próxima vez que me tentarem enfiar um veneno no bucho. Porque acho que desra vez vão queimar etapas e tornar logo a coisa obrigatória em todo o lado.
    A mala ou o caixão. Nenhuma das perspectivas me garante um sono descansado por isso espero mesmo que esta gente perca a guerra em toda a linha para ver se não teem mais ideias destas.

  4. Até fico com ansiedade, nunca mais anunciam que os vietnamitas estão a combater na Ucrânia. E os cambojanos… E os birmaneses… E os malaios… E os Indonésios… Um dia ainda hão-de apanhar uns polinésios da Macronésia com passaporte da Micronésia… mas só quando apanharem um que afirme, para ucraniano e inglês verem, “mim não ser chinês, mim ser japonês” é que a coisa vais descambar de vez. Nem consigo dormir descansado…

  5. O homem não descansa enquanto não destruir os nossos jovens nos campos do país 404 e os cabrões que nos desgovernam não descansam enquanto não lhes fizerem a vontade.
    As tretas sobre norte coreanos e agora chineses teem dois propósitos.
    O primeiro justificar porque e que as hordas nazis e mercenárias, apesar do seu heroísmo e perícia em combate estão a levar no focinho. E tudo porque muita gente estrangeira, nomeadamente o “perigo amarelo” também lá está.
    E, claro, isso dá também o pretexto que esta gente precisa para nos mandar a todos, os que ainda pudermos pegar numa arma, “morrer onde tivermos de morrer”. Que já todos sabemos que será na Ucrânia.
    Vão enganar o Diabo que os careegue. Se um país da dimensão da China tivesse de mandar para lá combatentes mandava um milhão e era varrer as hordas de Herr Zelensky e amigos sob uma maré amarela.

  6. O pirilau pianista de Kiev informa que há 155 chineses a combater na Ucrânia ao lado dos russos! Reparai bem no rigor, ó gentes! Não são 150 nem 160, são 155, carago! Suspeito que, se investigasse um pouco melhor, concluiria que, afinal, o número exacto é de 155,5! Enfim, calhando calhando, o Putin sabotou-lhe a dose de snifação com algum chip de máquina de lavar, inseminou-lhe a nevróglia e lixou-lhe as contas! Ele há coisas do car… perdão, ele há coisas do pirilau!

  7. A propósito da Gronelândia, que tanto faz salivar o megabully da Casa Preta, falemos do Árctico. Eizi-o:

    https://www.statista.com/chart/33823/icebreakers-and-ice-capable-patrol-ships/

    E agora falemos de prioridades. A Rússia tem, presentemente, apenas um porta-aviões, um chasso de propulsão convencional mais velho que o mijar à parede que passa a maior parte do tempo no estaleiro e, quando no mar, deita fumo por todos os lados. Ora um porta-aviões custa caro, bué da caro. Entretanto, sai (God willing!) mais um porta-aviões para a mesa do canto… do Império do Bem, que tem neste momento 11 porta-aviões nucleares, a que se juntam nove porta-helicópteros. Julgo que foi o ex-ministro da Defesa russo, Seguei Shoigu, que disse, há alguns anos: “Nós não precisamos de porta-aviões, precisamos é de meios para os afundar!”

  8. Claro, empobrecer os países periféricos para melhor poder interferir com as suas políticas internas, sacar recursos e mão-de-obra, até mesmo especializada, baratos e poder comprar o que quiser em sectores estratégicos e investir em grandes negócios especulativos, imobiliários, superfícies comerciais, sucursais, etc, sem grande concorrência local nem entraves fiscais ou jurídicos, muitas vezes até com benesses, reduções fiscais e subsídios, que os cidadãos nacionais nunca terão numa vida.
    O investimento estrangeiro, tão apregoado como a salvação das nações pobres ou remediadas como a nossa, traz emprego, salários, etc para os “colaboradores”, como chamam agora aos trabalhadores contratados e assalariados. Mas esquecem-se estes apologistas que ninguém investe para perder dinheiro, muito menos os fundos de investimento e as corporações internacionais, que ao fim de algum tempo terão lucros exponenciais, principalmente quando são favorecidos e protegidos pelo sistema político e fiscal, retirando então do país muito mais riqueza que aquela que “distribuíram” ou “descontaram”, e enquanto isso, graças à concorrência desleal corporativista, enviaram inúmeras pequenas e médias empresas locais para a falência, assim como muitos trabalhadores ficaram sem emprego. Até nisto da economia o senso de equilíbrio de ecossistema é completamente desregulado e disfuncional, dizem que é uma autêntica “selva”, mas na selva não há corporações nem reguladores a fazer vista grossa, quando muito populações, competição, predação, parasitismo, mas também cooperação e simbiose, e não destroem tudo por terem carta branca do Bildenberg ou de Davos para o fazer, essas instituições tão puras e benfeitoras, tão esquerdistas, tão verdes e pacifistas.

  9. Perderam sim, e não foi tão pouco como isso e a sua defesa apaixonada da guerra contra a Rússia mandando as malvas a tal agenda verde e capaz de ter tido alguma coisa a ver com isso.
    E não foi só o anticomunismo que justificou as ditaduras ibéricas.
    Manter estes pretos do Sul na miséria era a melhor maneira de garantir o nosso concurso como mao de obra barata pois que naquela altura não faltava indústria na Europa.
    Bem como controlar melhor os recursos das colónias que ainda tínhamos, como no caso português.
    O mesmo motivo que os fez apoiar as ditaduras da América Latina. Que so procuravam alternativas a esquerda, nomeadamente os comunistas que se queriam manter ao largo, justamente pela miséria negra que lhes era imposta pelos vizinhos ricos em cumplicidade com as corruptas elites locais.
    A nossa miséria era necessária para que eles fossem ricos. Foi por isso que as nossas ditaduras duraram tanto tempo. E foi isso que justificou o apoio a torcionarios em toda a América Latina. Quem queria nacionalizar os seus recursos assinava s sus sentença de morte para si e muitos dos seus as maos de torcionarios. Como aconteceu a Allende no Chile.
    No Brasil dos anos 60 trataram de colar um Governo que queria um pouco mais de vida decente ao comunismo e toma lá 20 anos de ditadura.
    E como na América Latina continuam a haver recursos até interessa explorar e já não fica bem mandar militares matar presidentes e torturar e matar a torto e a direito, ate porque a queda da União Soviética tornou impossível que alguém acreditasse na possibilidade de comunistas la tomarem o poder, começou o apoio a extremistas religiosos e fascistas, de Bolsonaro a Milei, Bukele e outros trastes.
    Também não Europa se apoia Quartos Pastorinhos e outros desta vez para acabar com o que resta dos nossos estados sociais. Agora de Verdes, pacifistas e defensores dos direitos humanos nunca essa canalha teve nada.

  10. Há os Verdes da Annalena Baerbock, talvez o mais votado actualmente e representado no Governo (ministra das Relações Exteriores da Alemanha). Mas de pacifista nada tem, a senhora já foi à Síria apoiar al-Julani, figura assídua nas cimeiras belicistas de Macron, Starmer e CIA, e grande entusiasta de comprar gás de fracking aos EUA e do programa de rearmamento alemão. Penso que perderam peso eleitoral nas recentes eleições federais.

  11. Sim, muito verdes quando se tratou de usar a ecologia e as alterações climáticas como desculpa para nos irem ao bolso fazendo nos pagar mais caro por energias ditas renováveis.
    Agora estão se nas tintas para a ecologia e devem pensar que os tanques andam a água. Ou que as fábricas que vao produzir engenhos de destruição e morte só vão gastar energias limpinhas como a água. Só se for como a água do Rio Trancão.
    O Sanchez e tão de esquerda como o raio que o parta e os manifestantes catalães que foram visados por balas de borracha e alguns ficaram sem olhos que o digam.
    Essa da Europa Verde e como a da Europa defensora dos Direitos Humanos quando a Europa nunca defendeu tal coisa ou não tinha permitido a barbaridade de dias ditaduras abertamente fascistas e homicidas na Península Ibérica que duraram ate meados dos anos 70 do Século passado muito graças a descarada cumplicidade das grandes nações europeias.
    Vão ver se o mar da Kraken.

    • O importante era manter “os comunistas e os perigosos esquerdistas” ao largo, tal como o Almirante Marmelo se gaba de ter feito com “os russos”. Daí a tolerância dos países ocidentais com as ditaduras ibéricas, cumpriam essa função melhor que ninguém.
      Agora quanto à Europa ser verde e pacifista, basta ver a expressão eleitoral que têm os partidos Verdes ao longo dos anos nos vários países. Em alguns poucos chegam a ter uma expressão considerável, mas nunca conseguindo mais que 2 terços ou 1 quarto dos eleitores, na melhor das hipóteses, e quando crescem são quase sempre ciclos curtos e passageiros, voltando a perder expressão eleitoral pouco tempo depois, por várias razões, por exemplo, formarem coligações em que rapidamente são anuladas as suas propostas programáticas, ou mal executadas, pois nunca são os partidos dominantes, quando têm peso eleitoral deixam-se encostar aos partidos de poder e tornam-se ineficazes, além de irrelevantes em matérias de política financeira e/ou económica, quando comparados com os partidos do centrão, ou mesmo das oposições à esquerda e à direita. E se a Europa fosse pacifista não passava a vida envolvida em exercícios da NATO e criar programas de Rearmamento como se não houvesse amanhã nem outras prioridades.

      • *Mais que 1 terço ou 1 quarto dos eleitores – pode haver alguma excepção ou caso pontual, que não fui verificar, mas não me recordo de nenhum partido ecologista ter vencido eleições legislativas na Europa, ou sequer ter-se tornado o maior partido da oposição. Há também uma nova vaga de partidos ecologistas eclécticos, de outras correntes, o próprio Livre se assume como um partido desse género. Temos ainda o PAN que é um partido mais virado para a protecção e “intervenção” animal, defendendo legislação e meios para o efeito, mas a expressão eleitoral é sempre reduzida. Até o Partido Ecologista Os Verdes, na coligação CDU, não se pode dizer que arraste multidões e acrescente grande peso eleitoral ao PCP.

        Portanto, dizer que a Europa (ou a UE) é verde, ou que teve a ecologia como prioridade, assim como o pacifismo, não faz sentido. Sempre tiveram pouco rigor na protecção e preservação dos ecossistemas e da biodiversidade, apesar dos programas de reflorestação e classificação, de protecção e preservação, surgidos de uma consciencialização crescente nas últimas décadas cuja causa foi o agravar dos problemas e o aceleramento da extinção de espécies, destruição de habitats, poluição, desertificação, a sucessão de catástrofes ambientais com origem em actividades humanas (não são “percepções” nem agendas “woke”, é a realidade observável por quem tem contacto com a natureza e não vive alienado).

        Mas pronto, é com exércitos e armas e munições que vamos lá, rumo ao progresso.

  12. A Europa (UE) nunca foi verde nem pacifista. Se há continente onde mais espécies foram extintas e a variedade de fauna e flora foi mais reduzida, quer por caça e matança indiscriminada, quer pela desflorestação, aumento da área agrícola, substituição por espécies exógenas de exploração rápida como o eucalipto, redução e poluição de aquíferos, rios, lagunas e mesmo costa marítima e oceânica. O que se pretendeu foi fazer uma cooptação do movimento de consciência ecológica (será uma coisa “woke”, para muito patego completamente desfasado), que não coincide exactamente com o “aquecimento global” ou “alterações climáticas” ou “anomalias climáticas” ou que lhe queiram chamar, e sim com a redução de emissões poluentes e contaminantes, para o ar, para a água, para o solo, assim como a classificação e protecção de ecossistemas, espécies animais e vegetais (sobretudo as que estão em via de extinção ou em perigo), a fim de preservar a biodiversidade e os equilíbrios naturais tanto quanto é possível, minorando os efeitos nefastos da acção humana, a tal “pegada ecológica”. Tudo isso foi cooptado pelos globalistas para uma ideia de “economia verde”, mas no sentido estritamente contabilístico e comercial, como um mote de propaganda para o comércio de indústrias e serviços e visando a dinamização de mercados e o lucro de grupos privilegiados, que já detinham monopólios ou grandes fatias de investimento canalizado para a produção das “soluções verdes”. Perdeu-se uma vez mais a essência da consciencialização ambiental e ecológica, para uma aparência fabricada pelo marketing do grande capital. No fundo era um negócio, que pode esperar agora que a prioridade é fabricar armas e exércitos que irão salvar a Europa, mais imediata que a tão prioritária (em tempos) “revolução verde”.
    A Europa também nunca foi pacifista. Foi na Europa que as duas guerras mundiais tiveram origem, no século passado, e mais deflagraram, mais mataram e destruíram, apesar de 2 bombas atómicas lançadas pelos EUA em Hiroshima e Nagasaki já quase no epílogo. Depois da II guerra o projecto de pacificação europeu, o plano Marshall, a CEE, a NATO não impediram guerras no seio da Europa, e também a Europa não se furtou a intervir e auxiliar invasões e ataques em inúmeros países do Mediterrâneo e do Médio Oriente, ou até mais além. Pode-se dizer é que depois da II Guerra Mundial nunca houve um conflito de proporções e dimensões tamanhas, mas a guerra da Ucrânia já é capaz de ser o mais destrutivo e mortífero desde então. E o “discurso oficial” da Europa sempre foi o de desconfiar ou mesmo banir a Rússia, também pelas influências do “atlantismo”, ou seja, dos que alinham com a agenda e os ditames do Grande Irmão, mais do que com a própria razão ou lógica, seja por que motivo for.
    Depois lamentar que a Von der Leyen seja cúmplice do governo socialista de Sanchez e confronte o governo nacionalista-conservador de Oráan é não perceber que o problema ali não é proximidade ideológica a um ao invés do outro, é o socialismo de Sanchéz ser mais alinhado com os “valores do Ocidente colectivo” do que os “valores nacionais Húngaros” que Orbán defende.
    A geopolítica ainda tem o seu peso, e nunca se tratou de ideologia política, e sim de interesses “partilhados e comuns”, desde que haja alinhamento qualquer um é tolerado, até um Netanyahu que o próprio Orbán se prestou a receber, à imagem de Trump. A UE ainda não impõe governos (directamente) nos países membros, regras orçamentos e outros regulamentos sim, mas não têm voto, ou então perderiam completamente o estatuto de “defensores dos nossos valores e da democracia” que usam para se referir a si próprios. Se bem que, no nosso caso, ainda no ano passado a Ursula andou por aí ao lado do Montenegro ainda ele estava a correr para Primeiro-Ministro pelo PPD-PSD, como pertencendo ao mesmo grupo político que a CDU alemã no Parlamento Europeu. E não consta que o Montenegro seja um perigoso esquerdista como alegam que o Sanchéz é…
    De resto, da minha parte, não me parece haver nenhuma grande contradição…

    • Os europeus não só extinguiram muitas espécies no seu próprio continente, algumas bem recentemente, quer no século anterior quer neste, como ainda o fizeram em quase todos os continentes e locais por onde passaram, com alguns casos mais (tristemente) célebres como o extermínio dos dodôs. Algumas espécies foram quase levadas à extinção, para além das que foram extintas, como o bisonte da pradaria norte-americano.
      Mas este “frenesim ecocida” não tem origens recentes, nem começa com a Revolução Industrial ou com o Mercantilismo que remonta à época dos ditos Descobrimentos (ou a “primeira globalização”, em linguagem de economista presunçoso), já vem pelo menos desde o império romano e as suas “bestialidades”, quer a nível gastronómico, quer a nível circense e de ostentação, com inúmeras espécies a serem extintas ou colocadas à beira da extinção no norte de África e nas províncias romanas do oriente, para alimentar os gostos excêntricos e os circos romanos, respectivamente, onde animais combatiam entre sim e com humanos, (quando estes estavam em condições de os combater, nem sempre isso acontecia)…
      Também temos os casos bem conhecidos dos safaris de luxo, como aqueles que o rei de Espanha, D. Carlos, fazia amiúde… e isto é a cultura da aristocracia europeia, e também dos novos-ricos.
      Esta cultura de domínio e destruição dos seres vivos e do mundo natural é quase patológica, e é um traço da nossa cultura, felizmente nem todos os europeus se revêem nesses comportamentos. Esse traço cultural afecta também a própria sociedade humana, torna-a desprovida de contacto e confronto (interacção, experiência, aprendizagem) com o mundo natural em que estão inseridos.

    • O tilacino é outro animal icónico que foi dado como extinto, o último exemplar conhecido (registado) desse carnívoro marsupial morreu em cativeiro. Foram caçados e alvo da competição das espécies introduzidas pelos colonos europeus na Nova Zelândia e Austrália, e o que sobra são trechos de filme e fotografias a preto e branco, do século passado, desses poucos exemplares enjaulados.
      Enfim… vamos acreditar que isto da Europa e da UE é tudo gente “verde e pacifista”. Só se for mesmo o pessoal do economato.

  13. O que e arrepiante nisto tudo e a incapacidade desta gente de seguir em frente. Em pleno Século XXI continuam a viver os sonhos de Napoleão e Hitler e, já agora, de Churchill que queria continuar a guerra mas desta vez contra a União Soviética.
    Não lhes chegou a destruição da União Soviética, a Rússia sempre foi o objectivo.
    Esta gente não tem respeito nenhum pelas nossas vidas e se querem fazer a guerra vão faze la.
    As nossas vidas não interessam.
    O que nos fizeram com as vacinas COVID provou o bem. Assim tivessem eles podido esconder os sequelados, essa porcaria tinha se tornado obrigatória em toda a União Europeia e gente como eu teria de escolher entre a mala ou o caixão.
    Van der Leyen devia estar presa por crimes contra a humanidade, não apenas por corrupção, mas pelos esforços que envidou para tornar impossível a vida de quem recusasse vacinar se.
    A Kallas e uma besta corrupta e também incapaz de seguir em frente.
    Como todos os trastes que nos querem meter numa guerra com a Rússia.
    Já não interessa se os bovinos estão anestesiados ou não. A elite já tomou conta disto tudo e os povos que não estao anestesiados veem os candidatos incómodos serem impedidos de concorrer. Como foi o caso do povo romeno que queria votar em quem não sacrificasse o seu país numa eventual linha da frente desta guerra que vai acontecer queiramos ou não. O homem foi impedido de concorrer e se promovesse protestos ainda ia dentro ou lhe era aplicado o remédio radical que tentaram aplicar a Robert Fico.
    Por mim tenho para me aguentar por mais de 36 horas mas não e pelas indicações destes trastes.
    E por viver em zona sísmica, cambada de chocos.
    Vão todos ver se o mar da um cardume de tubarões brancos famintos.

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