(Eduardo Vasco, in Diálogos do Sul, 03/02/2025)

Riquezas, recursos e mercados internacionais interessam tanto ao tradicional complexo militar-industrial quanto às big techs, e Trump parece conseguir unificar diferentes e contraditórios setores capitalistas.
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O novo governo Trump começa a se desenhar. Até o momento, fica claro que ele está dividido em duas alas principais. Uma, a de trumpistas raiz, de fascistas sinceros, representantes de um movimento plebeu de milhões de cidadãos da classe média e trabalhadores desorganizados cansados do “sistema”. Outra, de grandes magnatas movidos por puro pragmatismo.
Mas essas alas do novo governo não são homogêneas. A primeira conta também com personagens como RFK Jr. e Tulsi Gabbard, ex-democratas com posicionamentos esquerdistas. São eles, justamente, os mais combatidos pelos meios de comunicação e porta-vozes do establishment.
A ala dos grandes magnatas nitidamente já demonstrou ser a mais privilegiada do governo. A maioria dos postos de primeiro escalão é ocupada por representantes tradicionais do regime americano, em particular pelos conhecidos “falcões”, como Marco Rubio e Elise Stefanik. São os funcionários do complexo militar-industrial que domina o Estado desde que ele se tornou imperialista.
Porém, o complexo militar-industrial não tem mais a mesma hegemonia de outrora. Elon Musk e Peter Thiel chegaram para competir com ele. As novas empresas de tecnologia do Vale do Silício querem também uma fatia da indústria bélica dos Estados Unidos. E elas têm se apresentado como sendo muito mais leais a Trump do que o velho complexo militar-industrial, que vê com preocupação as movimentações do novo presidente para trocar peças-chave do comando das forças armadas e das agências de inteligência por homens de confiança – possivelmente do próprio MAGA. Seu maior medo é que Trump politize esses órgãos de segurança, abrindo as suas portas para as massas plebeias do trumpismo.
As Big Techs na indústria bélica
De fato, o complexo militar-industrial tentou impedir a vitória de Trump. Mas como não conseguiu, está tendo de se adequar aos novos tempos, enquanto busca acordos para preservar e, quem sabe, fortalecer o seu poder. Mark Zuckerberg, que sempre proporcionou os serviços de suas companhias para as agências de inteligência civil e militar, poderia ter se aproximado de Trump para recuperar o que perdeu de seu concorrente Musk, mas também para fazer uma ponte entre o complexo militar-industrial e o presidente. Ele deu um giro de 180º nos últimos meses, passando de um apoio notório aos democratas para uma bajulação exagerada de Trump.
Não é que Trump esteja realizando uma grande transformação do regime. Joe Biden já havia introduzido as Big Techs à indústria bélica. Também vinha adotando políticas claramente protecionistas e industriais. Mesmo na área dos direitos humanos – a grande carta demagógica dos democratas – o governo Biden já estava preparando o terreno para o trumpismo se assentar, implementando uma política migratória mais dura.
Entretanto, este primeiro momento do novo governo Trump parece conseguir unificar diferentes e contraditórios setores capitalistas. Além da Meta de Zuckerberg, Apple e Amazon também passaram para o lado do republicano, após financiarem a campanha democrata. Goldman Sachs, Bank of America, GM, Ford e AT&T também bancaram sua cerimônia de posse. Muitos bancos, os criadores e mantenedores do ambientalismo, agora estão migrando para as políticas climáticas de Trump. Ele foi muito aplaudido em Davos.
As diferentes camadas da ala empresarial e financeira têm muito mais em comum do que os trumpistas da ala plebeia imaginam. E elas estão se unindo precisamente para evitar que a turba de Steve Bannon tenha qualquer controle sobre as áreas estratégicas do regime. É claro que Trump sabe que o salário mínimo não aumenta há 15 anos e que precisa apresentar algo de positivo aos 40% de sindicalistas e à classe média empobrecida que votaram nele. A caça aos imigrantes mostra isso, bem como os cortes nas políticas identitárias. Mas não há a menor sombra de dúvida de que vai governar para os capitalistas.
Devido à contradição de interesses entre os distintos setores e alas que compõem a sua base de apoio, Trump também adota medidas que contradizem a vontade de cada uma delas. O grande capital não se interessa por uma deportação em massa, pois precisa de um excedente de mão de obra para baixar os custos e elevar seus lucros. Ele e o chamado “Deep State” também não gostaram do congelamento no financiamento às instituições internacionais pretensamente humanitárias, pois são um instrumento de infiltração e desestabilização de governos estrangeiros. Já à base plebeia do trumpismo, não interessa a promessa de cortes de até 30% nos gastos governamentais, pois isso afetará serviços essenciais à população, que já são extremamente precários.
Por outro lado, as ameaças contra meio mundo – inclusive militares e anexionistas – indicam um caminho extremamente perigoso. E o perigo reside na possibilidade de que esse apoio crescente que Trump vem recebendo, tanto da classe dominante dos EUA quanto da internacional, propicie a ele um poder comparável ou ainda maior do que o de George Bush Jr. para submeter nações pela força. Não pode haver dúvida de que as riquezas, recursos e mercados internacionais interessam tanto ao tradicional complexo militar-industrial quanto aos novos monopólios da tecnologia. Trump, que foi o presidente mais pacífico dos EUA em seu primeiro mandato, pode agora ser o mais guerreiro.
Fonte aqui
As revelações sobre a utilização da USAID pela equipa do DOGE são fenomenais e estão em vias de pôr a grande imprensa em bicos de pés com os “delatores”…. em suma, o sistema europeu, que foi totalmente ignorado pelo Partido Democrata.
O que está em causa é a Ucrânia, de onde veio a Covid. É essencialmente por isso que a perda de controlo de X os está a enlouquecer, porque as pessoas vão poder descobrir.
Além dessas 2 facções, convém não omitir nem esquecer a facção sionista, que se já contava com o apoio da administração Biden, e não era pouco, pois já como criminoso de guerra com mandato de captura pelo TPI Netanyahu foi discursar no Congresso e recebido na Casa Branca, no ano passado.
Agora, poucos dias após a inauguração do mandato de Trump 2.0, foi o primeiro chefe de estado recebido na Casa Branca, onde afirmou peremptoriamente: “Trump é o melhor amigo que Israel já teve na Casa Branca”. Isto quer dizer muito. Se à facção dos oligarcas e lobbies corporativos não faz confusão nenhuma a facção sionista, pois grande parte se não quase todos os oligarcas também são sionistas (se não por convicção, por terem boas oportunidades de negócio a vender tecnologia, armas, etc a Israel), à facção da classe média trabalhadora e das classes baixas que votaram Trump, cheias de propaganda xenófoba da alt-right/extrema-direita até à ponta dos cabelos (onde o judeu é representado como a origem de todos os males da América de forma sub-reptícia e dissimulada agindo para enriquecer à custa da maioria WASP, pois lá não são os ciganos que andam aos tiros e fazem assaltos, e sim os próprios ianques uns aos os outros, assim mostram os filmes dos cowboys, desde que arrumaram com os índios, e até antes disso), se calhar já faz mais confusão o amor que Trump tem aos expansionistas sionistas, feito à custa do investimento federal que eles subsidiam e sustentam sem nada em troca, perdendo até qualidade de vida e poder de compra. Com as tarifas ainda mais provável é que se agravem as desigualdades internas, e a procura pelo Fentanil, os opióides, as metanfetaminas, o crack, a cocaína, a ketamina e outras drogas pesadas e destrutivas tem tudo para continuar a aumentar.
Vai ser bonito ver este “caldo de cultura”, este “melting pot”, de uma América nas mãos destes lunáticos, tão inconsequentes e nepotistas quanto os anteriores, mas ainda mais reféns de esquemas sinistros e da sua própria ignorância e estupidez… Tem tudo para resultar.
Quanto aos pategos que por cá e lá apoiam Trump, enquanto andam na internet a publicar memes e caricaturas de judeus parecidas às que eram publicadas na Alemanha Nazi, saibam que até o criminoso de guerra Netanyahu o tem como o seu melhor amigo, não vale fingir que não sabem que apoiam o maior sionista que já habitou a Casa Branca. Sempre comidos como pategos. Ora pelos nazi-fascistas, ora pelos sionistas, sempre atrás da cenoura do supremacismo, do expansionismo e do militarismo. Esperem que já vêem quem vai enriquecer, acumular e açambarcar à vossa custa.
A atenção de quem votou no traste a acreditar que nos tiraria do atoleiro da Ucrânia. A atenção de quem não tendo direito a voto nos Estados Unidos acreditou que nos tiraria do atoleiro da Ucrânia.
A atenção de trastes como Justin Trudeau, que recebeu no Parlamento do seu país um nazista ucraniano, que apoiou todas as pulhices e agora vê se perante a ameaça de anexação pela força dos mais de 40 milhões de habitantes do seu país que estão sob o perigo real de serem integrados num país que não tem nada de bom para oferecer a ninguém.
Por mim nunca acreditei que este Tiranossauro, que quando foi presidente prometeu destruir a chaminé do Kremlin tendo mais tarde afirmado que foi pelas suas ameaças que no seu mandato a Rússia não invadiu a Ucrânia nos fosse agora tirar desse atoleiro.
O problema para todos estes trastes e que pela primeira vez um presidente americano se volta contra vassalos ameaçando inclusive anexações.
Só isto e que e novo pois que respeito pelos vassalos nunca houve nenhum e isso viu se quando o seu senil antecessor destruiu infra estruturas pagar pela Alemanha como o Nord Stream 2.
Trump limita se a ir um pouco mais além. Quer sacar recursos e se a Rússia e demasiado perigoso tem ali perto e bom caminho tanto o Canadá como a Gronelândia.
E não há dúvida que ambos os territórios serão abocanhados.
A Gronelândia será mais fácil, os habitantes são poucos, a venda será feita e não haverá grande estrilho.
Já o Canadá haverá alguns protestos mas rapidamente serão abafados com uns quantos mortos como acontece em todos os protestos nos Estados Unidos e uns dias de recolher obrigatório.
Depois serão os pro anexação a garantir a ordem.
De resto um povo que já poucos direitos laborais tem e até tem eutanásia rapidamente se habituara a um sistema de saúde inexistente enquanto se entreteem a comer ainda mais hambúrgueres. Que contribuirão para abreviar a sua estadia neste mundo.
Já a Rússia terá mesmo que enfiar duas ou três batatas quentes nucleares na auto estrada das nossas invasões sob pena de estar em guerra até 2030.
Por muito que não agrade a ninguém a ideia de terraplanar uma cidade como Kiev que vêem como uma espécie de capital espiritual.
Mas e isso ou estes trastes conseguirem a tal partição do país em 20.
Eu só tive uma ilusão com este Tiranossauro. Que os vacineiros RMNA fossem postos com dono. Mas depois de o Tiranossauro ter vindo falar em investigação de vacinas MRNA individualizadas trato de manter as malas em bom estado tendo menos a certeza de que em todo o lado são precisos varredores de rua pois que com a vassoura não se fala.
Por isso qualquer terra pode ser minha mas nunca morrerei de uma suposta cura. A menos que não me tenha livrado de todo o veneno desta.
Vão ver se o mar da tubarão branco faminto.