(Gerry Nolan, in Facebook de António Alves, 07/12/2024)

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Quando Sergey Lavrov se sentou com Tucker Carlson, as expectativas eram altas. Durante anos, a presença de Lavrov na cena mundial tem sido nada menos do que um brilhantismo teatral, uma mistura de ironia mordaz, inteligência e um toque de arrogância capaz de envergonhar até os mais hábeis diplomatas ocidentais de outrora. Lavrov, de charuto na mão, foi durante muito tempo o estadista inabalável, o mestre da diplomacia capaz de eviscerar a hipocrisia da NATO com um sorriso. Mas desta vez? Lavrov não estava a atuar para o aplauso. Foi uma atuação de um tipo diferente: moderada, estoica e cirúrgica. Para aqueles que estavam a prestar atenção, não se tratava tanto de teatralidade mas mais de sinais – sinais sérios.
O discurso de Lavrov não foi feito para deslumbrar a audiência de Carlson, mas para emitir um aviso calculado a Washington. Negando qualquer estado de guerra oficial com os EUA – porque, legalmente, não existe – Lavrov foi direto ao assunto: já estamos numa guerra híbrida. E nesta guerra não se aplicam regras. A NATO, observou Lavrov, ultrapassou uma linha vermelha atrás da outra, utilizando os mísseis ATACMS e Storm Shadow para atacar a “Rússia continental”.
O teste hipersónico-balístico Oreshnik da Rússia não foi apenas mais uma demonstração de tecnologia militar superior. Lavrov clarificou a mensagem: “Estamos prontos a usar todos os meios para não permitir que eles consigam aquilo a que chamam a derrota estratégica da Rússia”.
As entrelinhas? A continuação dos ataques de longo alcance ao território russo terá consequências devastadoras. O tom calmo mas firme de Lavrov não deixou dúvidas: a Rússia não pestanejará e qualquer nova provocação arrisca-se a uma escalada para a qual o Ocidente não está minimamente preparado.
Lavrov também chamou a atenção para algo arrepiante: O namoro da NATO com a catástrofe. Referiu-se aos responsáveis do STRATCOM que discutem o conceito de uma “troca nuclear limitada”, como se tal cenário não fosse mergulhar o mundo no abismo.
Quanto à Grã-Bretanha, o silêncio de Lavorv disse tudo. A infame visita de Boris Johnson a Kiev, onde ordenou a Zelensky que abandonasse as conversações de paz de Istambul, resume a diplomacia kamikaze de Londres. Ao contrário da Alemanha ou da França, que pelo menos mantêm uma pretensão de diálogo, a Grã-Bretanha optou por liderar a escalada e a vil russofobia. A mensagem tácita foi clara: se a Rússia decidir fazer de um vassalo um exemplo, será Londres. A fé cega da Grã-Bretanha na proteção dos EUA é perigosamente ingénua, dada a longa história de Washington de sacrificar aliados para se salvar. A destruição mútua assegurada não será acionada sobre a Grã-Bretanha.
A NATO, enquanto aliança, é um esquema de proteção parasitária, que extorque a lealdade e os recursos dos seus membros, ao mesmo tempo que lhes proporciona apenas o caos. A expansão da NATO para leste tem ignorado todas as linhas vermelhas russas, avançando imprudentemente para a porta da Rússia. Agora, o alcance da NATO estende-se ao Indo-Pacífico através do AUKUS, sublinhando a sua extensão imperial.
A hipocrisia ocidental, como sempre, foi um tema central. Lavrov dissecou a forma como a Carta das Nações Unidas é aplicada de forma selectiva, pregando a integridade territorial quando conveniente e ignorando a autodeterminação. Do Kosovo à Crimeia, os dois pesos e duas medidas são evidentes. Para Lavrov, este conflito não tem apenas a ver com fronteiras; tem a ver com a sobrevivência dos russos enquanto povo e da Rússia enquanto Estado soberano. Para Moscovo, trata-se de uma questão existencial.
A realidade sombria do colapso quase total do diálogo entre os EUA e a Rússia acrescenta outra camada de perigo. Para além das notificações básicas sobre mísseis e da troca de prisioneiros, as superpotências nucleares mal se falam. Lavrov não adoçou a situação: “Os riscos de erro de cálculo são maiores do que nunca”.
O tom de Lavrov pode ter parecido subestimado, até mesmo moderado. Mas isso não é o mais importante. Não se tratava de fazer uma atuação que fizesse manchetes, mas sim de assinalar o fim das ilusões no Ocidente. Lavrov deixou uma coisa bem clara: a Rússia vai sobreviver a este conflito, custe o que custar. Já não se trata de Lavrov, o mestre da ironia e das tiradas espirituosas. Este é Lavrov, o diplomata de guerra, o estadista experiente que assinala o início das consequências. E, para o Ocidente, isso deve ser aterrador.
Fonte aqui.
Neste momento da História, Lavrov é, quanto a mim, a maior figura, a mais inteligente e consistente figura no espaço politico internacional…
Não foi o único a votar Trump ou a abster se por achar má ideia o apoio a guerra “ate ao último ucraniano”.
Se fosse americano com direito a voto teria feito o mesmo, mesmo que não acreditasse, como não acredito, nas promessas daquela baleia encalhada.
Mas tendo em conta que a alternativa era escalar, escalar e voltar a escalar esta guerra, trataria de ficar em casa.
Foi essa a escolha de muitos e já nas eleições que opuseram Killary Clinton contra Trump e nas eleições que opuseram Biden a Trump não sairia de casa para votar num nem noutro.
Porque no caso dos candidatos democratas estava mais que certa a guerra contra a Rússia.
E no outro também não me fiava mesmo nada.
Mas uma abstenção não e um voto no adversário pelo que ninguém se deve sentir culpado por viabilizar uma vitória quando tem a certeza que o partido que sempre apoiou o vai mesmo meter numa camisa de onze varas.
Se o outro fizer o mesmo, apesar do que prometeu, tendo em conta que se trata de um empresário desonesto e mentiroso compulsivo, paciência.
Não era possível que perdessem os dois.
Teremos de esperar para ver o que vai acontecer mas tendo em conta o que aconteceu em Paris parece que a promessa foi mesmo isso mesmo. Algo que o vento leva.
Só tenho isto a dizer: como votante registado no Partido Democratico americano há 40 anos, este ano abstive-me. Foi um voto por Trump por mais inconcebível que me pareça a mim próprio. Acima de tudo foi um dos muito votos silenciosos de Democratas nos E.U. contra o suporte americano à guerra na Ucrania. Diz-se que Deus escreve direito por linhas tortas. Vamos a ver.
Obrigado pelo seu testemunho. 🙂
Ao menos o “marocas”, outro apelido carinhoso que lhe davam os detractores, já cá não está, mas estão outros.
Hoje, para quem tem um pouco de vergonha na cara, e dia de tristeza pelos 25 milhões de habitantes da Síria que certamente não são uma gente medieval e certamente não quer viver no sufoco do fanatismo sunita.
Mas com quem os livrou de tal destino em 2015 entretido a combater nazis as suas portas, nove anos depois cabe lhes beber o cálice amargo que lhes demos.
O assassino Netanyahu e que devem estar a dar pulos de contentes.
E toda esta gente sente um novo fôlego para continuar a apoiar nazis sonhando com o dia em que Moscovo caia como caiu Damasco.
Afinal de contas foi tudo diabolicamente fácil.
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E mais uma para mantermos a esperança. Em meia dúzia de dias mais um pais laico do Médio Oriente caiu nas unhas dos fanaticos religiosos abençoados pelo Ocidente. Pelo menos Assad teve o bom senso de fugir porque ninguém precisa de ver mais imagens de como a do cruel linchamento de Kadhafi.
O Irão segue a seguir e se tivermos de viver num mundo dominado por gente desta talvez ninguém viva o suficiente para ter esperança.
Espalhando o conflito e o sofrimento humano por todo o mundo, rearranjando os sistemas políticos e as sociedades à medida das necessidades momentâneas ou a prazo da super-potência que define “a ordem baseada em regras” através da disseminação do caos, de sanções discricionárias, de armamento e sistemas de controlo e repressão, os EUA asseguram a instabilidade em todos os que possam obstaculizar a sua dominância e a sua ganância, preservando assim a sua “excepcional” importância.
Tudo isto podia ser o retrato da psique e modus operandi de um psicopata, se convertido para a dimensão humana individual. Mas é de psicopatia, prepotência e terrorismo de Estado que se trata.
“Eles estarem a defenderem os nossos valores e a demo-cracia…”
Um dia quando os “sonâmbulos” acordarem deste encantamento e destas ladaínhas para ludibriar pategos, quando perceberem o que esconde a sedução e o show off de Hollywood, ou dos canais de notícias produzidas por encomenda que são copiados e divulgados pelo mundo fora, vão perceber, para lá de toda a propaganda e desinformação (por exemplo, a que gerou a 2.a invasão do Iraque, que hoje se percebe foi um passe adiante no grande esquema do novo século americano e da nova ordem mundial pretendida, hegemónica e monolítica ), até onde são capazes de ir os “idealistas mais materialistas do mundo”, ou seja, os imperialistas capitalistas norte-americanas.
E tudo o que os seus servos corruptos, sabujos e covardes são capazes de fazer, espalhados por todo o lado, e principalmente na Europa, onde se tornaram as figuras de proa da real política, tudo isto sob a coordenação de grandes instituições supra-nacionais de vários sectores estratégicos, militar, económico, industrial, mediático, que são agrupadas em monopólios corporativos herméticos impermeáveis ao escrutínio verdadeiro dos povos que subjugam, e regidos pelas ordens secretas dos que venderam a sua alma e dos seus semelhantes, em esquemas piramidais e sob o olhar perene do Grande Irmão e seus serviços associados de espionagem e recolha de informação e inteligência. É por isso que existe essa cultura de fascínio, subjugação e colaboração com o imperialismo americano.
De que Mário Soares foi bem o exemplo, mesmo que haja outros ainda mais americanistas e sabujos do que ele, mesmo no seu partido e à direita deste, porém sem a mesma relevância histórica e política.
E difícil manter a esperança quando não se vislumbra um raio de lucidez no Ocidente alargado.
Toda a gente fala em continuar a guerra, toda a gente fala em mais e mais armas para a Ucrânia, abriram uma nova frente na Síria e há trastes a preparar os seus povos para a realidade de uma guerra nuclear.
Estes trastes ainda nos tentam convencer que as vacinas COVID sao eficazes e seguras e e com a mesma ligeireza que nos querem convencer que uma guerra nuclear não será assim tão má nem significará a morte para a esmagadora maioria da população.
Vendo esta loucura toda, vendo que esta gente já chegou ao ponto de tentar assassinar dissidentes como Robert Fico, vendo um Tribunal Constitucional anular umas eleições presidenciais porque poderiam ser ganhas por alguém que já tinha dito que cortaria o financiamento a Ucrânia por parte do seu país que, tal como o nosso, tem muito mais onde gastar o dinheiro, e difícil manter algo parecido com esperança.
O milagre possível seria aparecer alguém lucido que não fosse logo apelidado de putinista, fascista, e desacreditado por isso mesmo.
O milagre possível seria as populações saírem das nevoas desta propaganda toda e virem em massa para a rua, não para matar alguém mas para mostrar sem duvidas que não querem morrer numa guerra para engordar com os recursos da Rússia a meia dúzia de oligarcas que também cá temos.
Fazendo as greves possíveis. Toda a gente se devia recusar a carregar navios, aviões, camiões ou qualquer outro veículo com armas para a Ucrânia.
E precisávamos também de chefias militares que dissessem com as letras todas que uma guerra nuclear não pode ser ganha, que não temos suficientes meios convencionais para destruir a Rússia, em vez de gente que acha que impediu uma grande invasão russa pelo Sul e nos diz que, a ser preciso, morreremos onde tivermos de morrer.
Mas o que temos e boa parte da população a achar que um sujeito desses e uma boa opção como o próximo Presidente da República.
O que temos, por todo o lado, são populações anestesiadas, cegas pela russofobia martelada desde os tempos da União Soviética, que acham tudo isto uma boa ideia.
Tivesse eu uma nota de 5 euros como grunhos já ouvi dizer que a guerra devia começar já, que devíamos mandar tudo o que temos para cima da Rússia e que se Hiroshima e Nagasaki ainda estao aqui uma guerra nuclear não seria assim tao devastadora poderia ter ja uma reforma dourada.
Por isso não me parece que haja milagre que nos valha.
Mas gostaria muito de acreditar que não nos farão beber esta taça ate ao fim.
Nos, o gado, estamos lixados de uns maneira ou de outra. A Rússia não vai aceitar morrer sozinha e o Ocidente não vai desistir de destruir a Rússia.
Desengane se quem tinha esperança de que a baleia encalhada traria o fim do apoio a Ucrânia nazi.
O artista já mostrou também que enganou quem nele votou pensando que poria fim a esta guerra.
Sim, porque também nos Estados Unidos há gente que quer continuar a viver, criar os seus filhos e ver a sua vida chegar a netos. Ou, se não tiver tal coisa, quer continuar a viver.
Mas pode ir compondo a cave se tiver uma e começar armazenar água e latas de conserva.
A baleia fora de água já teve uma amena conversa com Herr Zelensky em Paris.
Se esta gente vencer estamos lixados na mesma.
Mais uma doença, mais uma vacina as três pancadas e desta vez seremos caçados e amarrados a macas, se preciso for.
Alguém tem dúvidas de que seria isso que aconteceria se esta gente dominasse o mundo?
O Inferno que a minha vida tem sido desde já cerca de três anos atrás, quando eu e a pessoa de quem cuido demos a vacina maldita leva me a ter tanto medo de que esta gente domine o mundo como de uma guerra nuclear.
Quem foi capaz de nos fazer isto, quem não admite o que fez, nunca nos deixara viver em paz, com liberdade e com dignidade. Seremos tratados com toda a crueldade e a vida da maior parte não será muito longa.
Preferia que nada disto estivesse a acontecer mas ninguém vai parar esta loucura.
Poderíamos ter escolhido outro caminho mas escolhemos este. Tudo o que nos resta e a noite sem fim.
Vá lá, whale, talvez haja um milagre. A esperança deve ser a última coisa a morrer. 🙂