Para um breviário dos vassalos do Ocidente

(Carlos Marques, in Estátua de Sal, 31/10/2024, revisão da Estátua)


(Este texto resulta de um comentário a um artigo que publicámos do Major-General Raúl Cunha, (ver aqui), sobre a suposta intervenção de tropas norte-coreanas na guerra na Ucrânia.

Pela sua atualidade e pela forma assertiva como põe a nu as práticas do Ocidente no cenário geopolítico da atualidade a nível mundial, resolvi dar-lhe destaque.

Estátua de Sal, 31/10/2024)


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O Ocidente coletivo é o regime ditatorial, ilegítimo, de lavagem cerebral, de nazi-sionismo, genocida, imperialista criminoso de guerra, provocador de fomes e de guerras intermináveis, onde os EUA e os outros são corrompidos financeiramente, tornados obedientes pela ameaça, ou totais vassalos fanáticos ideológicos. Passo a referir-me a este estrume de forma curta: o Império ocidental.

Ora bem, o Império ocidental anda há décadas a dizer que a NATO é defensiva, mesmo depois de invadir e destruir tantos países, uns diretamente, outros por via de coligações ad hoc dos países da NATO, sem envolver a própria NATO oficialmente. No entanto, a Rússia é muito ofensiva porque está a defender a população russa, ou pelo menos ucraniana russófona e pró-russa, numa terra historicamente russa.

O Império ocidental diz que a Ucrânia – após o golpe ocidental para a tornar uma ditadura fascista que glorifica nazis, invade igrejas ortodoxas e bate nas velhinhas que só querem rezar, e bombardeia civis no Donbass -, tem o “direito” de fazer parte da NATO, para que os mísseis dos EUA estejam bem ao lado da fronteira russa, apontados às cidades russas. Isto é defensivo, e um “direito” que “não” provoca e “não” ameaça ninguém…

No entanto, quando a Rússia faz um acordo de defesa mútua com a Coreia do Norte, que implica ambos os países defenderem o seu próprio território, e ajudarem-se mutualmente nessa tarefa com treinos/exercícios de tropas conjuntos, isso é “inaceitável”, e uma “ameaça” ao Império ocidental. Portanto, tanques alemãs em Kursk é defensivo, mas tropas norte-coreanas na península de Kamchatka, no Pacífico, é o “fim do mundo”…

O Império ocidental diz que só “quer a paz”, e para tal a Victoria Nuland deu milhões aos nazis para fazerem um golpe violento, e o Pentágono (com Obama e Trump 100% alinhados numa continuidade sem soluços) passou 7 anos a encher o regime golpista de armas, muitas nas mãos de nazis.

E desde o início da intervenção russa, após os UcraNazis violarem os Acordos de Minsk e esgotarem a paciência dos russos, o Império ocidental, em “nome da paz”, envia todas as armas, veículos, e munições que tem disponíveis, e ainda as que foi à pressa comprar pelo mundo fora, para os UcraNazis prolongarem a guerra, bombardearem civis no Donbass, na Crimeia, e agora também os civis em Belgorod, Kursk e arredores. E Macron até fala em tropas da NATO na Ucrânia, e o Reino Unido fala em “instrutores” da NATO na Ucrânia, etc. Mas está tudo “bem”, é tudo defensivo, e bem “ponderado”, e tudo em nome da “paz”.

Mas, ai, ai, ai que a Rússia usa um drone de apenas 20 mil euros comprado ao Irão, e isso é uma “escalada” que justifica um golpe e uma guerra contra o Irão, e sanções para os matar à fome (Como se o Ocidente ainda conseguisse impor sanções com tal efeito).

Mas, ai, ai, ai que a Rússia compra chips à China, portanto o Ocidente tem de se defender da “ameaça” da China, fazer guerra de tarifas (aqui os fachos-capitalistas ocidentais do “livre mercado” já gostam do controlo…), e enviar armas para Taiwan “se defender”; e, como disse um político dos EUA, “se for preciso temos de bombardear nós mesmos as fábricas de chips de Taiwan só para a China não as controlar a funcionar”…

O Império ocidental matou a neutralidade dos países nórdicos, está a militarizar aquilo tudo, e a preparar a Finlândia para ser a próxima linha da frente, numa guerra à qual poderia escapar se fosse neutral…

E, em todos os países bálticos, Polónia e Roménia – e até na neutral Moldávia (levada para o abismo pela agente ocidental no poder, sendo agora uma ditadura de facto, com manipulação pró-ocidental de eleições e referendos/plebiscitos) -, crescem como cogumelos as bases militares dos EUA, inauguram-se novas, e há cada vez mais dezenas ou centenas de milhares de tropas dos EUA, Reino Unido, Canadá, etc, a um passinho da fronteira russa. Mas tudo isso é “normal”. Não se estão a preparar para fazer mal a ninguém…

Mas, ai, ai, ai que a Rússia tem tropas da Coreia do Norte no seu território. E são 3000, vejam lá a “escalada”. Não há provas nenhumas, mas temos de acreditar e temer!

Já parece a agente ocidental na Presidência da Geórgia. Também diz que não tem provas nenhumas – até recusa comparecer na Procuradoria Geral para esclarecer as acusações e providenciar provas (mas não as tem, portanto recusou, aliás em violação da lei, pois se a Procuradoria chama, ela teria de ir…) -, mas diz também ela, de dupla nacionalidade francesa, que “temos de acreditar no que a oposição diz”, e “não interessa que não hajam provas, só interessa a perceção que a oposição tem, e aquilo em que a oposição acredita”.

Nunca antes os golpes do Império ocidental tinham sido tão óbvios e descarados. Será só húbris, ou desespero? Será só falta de noção ou esta gente debitou tanta propaganda que acabou por lavar o próprio cérebro?

Estamos, de facto, na pós-verdade. Aliás, essa definição é demasiado bondosa e conspurca a palavra verdade. Estamos na mentira total. A esmagadora dos apoiantes/seguidores dos regimes do Império ocidental, e dos partidos desse regime, não fazem a p*ta da ideia do que se passa na realidade. Nem no Mundo nem sequer nos seus próprios países. Isto é pior que o 1984 de Orwell. Isto é totalmente ilegítimo e indigno. Isto tem de cair!

Está mais do que justificada uma revolução contra a ditadura EUropeia, contra as moedas do NeoLiberal-Fascismo e Imperialismo, €uro e dólar respetivamente, e contra as SS do nazi-sionismo na NATO e nos satélites/vassalos da NATO (Ucrânia, “Israel”, Taiwan, etc).

E os que andam agora pelas avenidas do poder e nas casas de PRESStituição, não podem ficar livres. A sua liberdade implica a opressão e até o genocídio dos restantes. Deve ser-lhes aplicado o mesmo tratamento que aos nazis da Alemanha. Tolerância zero.

Ou então, um destes dias, acordamos com caixões envoltos na bandeira portuguesa a chegarem às carradas ao aeroporto de Lisboa, e com o SNS e outros serviços totalmente colapsados devido aos vários porcento do PIB que se passaram a gastar em armamento.

E com o PS/IL/PAN ou o PSD/IL/CDS no “governo” (entre aspas, pois os vassalos não governam nada), a hastear uma bandeira dos EUA, de “Israel”, de Taiwan, ou a vermelha e preta da a Ucrânia, durante a farsa em que se tornaram as celebrações do defunto e bem enterrado 25 de Abril.

E com o maior partido de oposição a ser o Cheganos, à beira de ser governo, saudosistas sem vergonha da ditadura fascista, e a dar a ordem aos SEUS polícias: é mesmo para atirar a matar.

E o BE e o PCP, do outro lado a levar com as balas. Um a dizer que: “sim senhor, slava ukraina, é preciso cortar no SNS para comprar mais armas”. E o outro a dizer covardemente: “nós, realmente, condenados isto tudo no Ocidente, mas também condenamos todos os outros. Para nós, a defesa contra nazis armados, é recusar pegar em armas…”. E PUM. Sem acabar de dizer a frase, o líder do PCP, de bandeira branca na mão, levou um tiro de um do Movimento Zero, e um tiro de um Azov do outro. Eis a “paz”, de quem recusa lutar por ela, e condena quem luta para se defender.

É este o futuro de Portugal, se nada se fizer contra quem engana e manipula a maioria do povo português e europeu. Mas vai ser tudo defensivo e em nome da “paz” e em total “liberdade e democracia”.

Só na “selva” dos “ditadores”, lá fora do nosso “jardim”, é que está tudo mal. Lá, são “maus” porque colaboram na construção de um mundo multipolar, acabam com a fome, defendem as próprias fronteiras (inclusive no campo de batalha da informação). Aqui somos “bons”, porque matar 180 mil humanos em Gaza é “legítima defesa”, e chamar “terrorista” à agência de refugiados da ONU é “ter valores tão bons que temos de os impor à força em todo o Mundo”.

E alguns dizem: Ah, mas não é bem assim. Sim, os ‘americanos podem ser maus, mas em Portugal é diferente. Há “nuances”, temos “estabilidade”…

Se as “nuances” forem a total violação da Constituição (por exemplo, estar na NATO, abdicar da soberania na UE/€, fazer censura, legalizar partidos fascistas/racistas, ter saúde cada vez mais demorada e cara, etc); se a “estabilidade” for uma estagnação económica, sem convergência, e com morte lenta no €uro; se a “estabilidade” for ter mais 20% de inflação acumulada em pouco mais de um ano, sem saber quando é a próxima crise das dívidas do €uro, sem saber quando e quanto nos vai custar a próxima onda de sanções (e imaginem quando for contra a China…), e sem saber se entramos ou não diretamente numa guerra no outro lado do mundo com probabilidades de levarmos uma ogiva nuclear nos cornos, então sim, temos “nuances” e “estabilidade”…

A nossa “estabilidade” é não ter pleno emprego desde os últimos anos do escudo (anos 90) com mais de 300% de dívida (pública + empresas + famílias + externa), e ter uma imprensa que chama “colapso até à idade da pedra” à economia russa que subiu ao quarto lugar no ranking mundial (analisando o PIB em paridades de poder de compra), não tem qualquer preocupação com a dívida (muito menos a externa, pois é uma grande exportador), e tem pleno emprego com a taxa de desemprego mais baixa de sempre.

A nossa “democracia” é ter um regime não representativo, onde metade não acredita e não vota, e que só serve as elites e aplica acefalamente uma teoria fanática neoliberal que só agrava as desigualdades cada vez mais pornográficas, enquanto a “ameaça” da China é uma “ditadura” onde quase 90% do povo se sente representado, onde se acabou com a pobreza, e onde se debate, abertamente e em cada momento, se está na hora de mais socialismo ou de mais capitalismo democrático (muito bem controlado pelo Estado em nome de todos, e não desregulado, só em nome de meia dúzia).

Em resumo, eis o breviário das chancelarias e da comunicação social mainstream dos vassalos do Ocidente, com algumas das estrofes específicas de Portugal:

O nosso mau é “bom”.

O bem dos outros é “ameaça”.

Resistência é “terrorismo”.

Certificado obrigatório de vacina experimental é “liberdade”.

Economia fascista é “progressismo”.

Corrupção é “lobby legal”.

A NSA a espiar todos, a toda a hora, é “privacidade”.

A existência de nazis é “propaganda”.

Censura é “normal”.

Um homem com pénis é “mulher”.

Os golpes da CIA são “democracia”.

Vassalagem é “independência”.

Tentativas de assassinato de líderes pró-paz é “segurança”.

Estagnação económica é “sucesso”.

Genocídio é “defesa”.

Inverno demográfico é “ter futuro”.

A Crise do €uro é a “dívida do Sócrates”.

Mentira é “jornalismo”.

Ter perceção “é melhor” que ter provas.

Não aprovar os orçamentos, 100% dos outros, é ser “irresponsável”.

Ser pela paz (contra a NATO) é ser “putinista”.

Baixar os impostos aos ricos “aumenta” o crescimento.

O eucaliptal “não” arde.

O colonialismo racista (Israel) “tem direito” a existir.

E mais: guerra é “paz”.

Não, não é 1984 de George Orwell. É muito pior! E não vai acabar nada bem.

9 pensamentos sobre “Para um breviário dos vassalos do Ocidente

  1. E o capitalismo e uma praga mesmo dentro do “jardim”.
    Não foi só o clima que causou a tragédia em Valência onde ainda se contam mortos.
    Mercadona, Inditex, IKEA foram só algumas das empresas que obrigaram milhares de trabalhadores a cumprir a sua jornada de trabalho até ao fim quando sabiam que provavelmente as suas casas e as suas famílias podiam estar a ser arrastados pelas águas.
    Muitos foram arrastados quando, finalmente, puderam sair dos empregos e estavam a tentar volta a casa.
    Tinha sido dado alerta vermelho as 7.31 dessa quarta feira que muita gente por lá nunca mais ira esquecer.
    Mas só as 20 horas e que foi dado alerta e mandado as pessoas ficarem em casa. Ness altura já era tarde. Na quinta feira foi dada ordem por parte do Governo central no sentido de que as pessoas deviam ficar em casa e as empresas deviam abster se de pressionar trabalhadores a ir trabalhar.
    Foi preciso isso num cenário de destruição que parece saído de um filme pós apocalíptico.
    Para terminar, a Generalitat de Valência, que cagou solenemente no alerta vermelho e gerida por uma coligação do Partido Popular (saudosistas de Franco) e Vox (o Chega lá do sítio).
    Esses trastes tiveram a pouca vergonha de as 18 horas, quando as comportas do céu se tinham aberto, de dizer que a tempestade se estava a dissipar.
    Claro que isso deu alento as empresas predadoras para compelirem os trabalhadores a ficar quando estes certamente já temiam pelas famílias e queriam voltar para casa.
    Que pelo menos tudo isto seja uma lição e um alerta. Um alerta para todos aqueles que sentem tentação em votar em fascistas porque invejam quem recebe rendimentos mínimo ou subsídio de doença ou não gostam de gente de turbante. Ou simplesmente para ver o que eles fazem.
    O que eles fazem já foi visto no Brasil, na Argentina e agora aqui mesmo ao lado, em Espanha. Acho que não precisamos de ver mais. Em mais lado nenhum.
    Porque nenhuma vida interessa para essa gente, a não ser as vída das elites que servem.
    Alguém fez um paralelo entre a dantesca tragédia em Espanha, onde a conta de mortos já vai em mais de 200 e os desaparecidos são muitos e quando muito pior acontece em Cuba.
    Um pais pobre e bloqueado de toda a maneira e feitio.
    Nada disso devolverá as vidas acabadas. Mas se acordarmos podemos literalmente salvar vidas.

  2. Sim, também estou com uma preocupação que esta noite já nem durmo. Vão ver se o mar da megalodonte.
    Ganhe quem ganhar quem está lixado são os vizinhos do estágio genocida de Israel mas nem esses teem razão para estar preocupados.
    Quem quer que ganhe vai continuar a armar Israel e a dar lhe todo o apoio que precisa para os destruir. O marido da Camela ate já disse que se ganhar vai por um símbolo judaico a porta da Casa Branca. Um que promete todas as maldições e mais algumas a quem não se submeter as normas judaicas.
    Ganhe quem ganhar também vamos todos continuar a penar para sancionar a Rússia e armar Herr Zelensky.
    O Trampas continuou a armar a Ucrânia, tal como Obama pelo que a sua promessa de fechar a torneira a Herr Zelensky não passa disso mesmo.
    Por isso não sei onde esta a razão para preocupação.
    E sim cambada de chocos, em 2020 houve mesmo fraude ou como e que se explica que tenham entrado nas urnas mais votos do que gente que havia no país inscrita para votar.
    Agora estou me nas tintas para se há fraude ou o diabo que os carregue. O que eles mereciam é que caísse em todo o país ao mesmo tempo, multiplicada por 10, a casaca de água que arrasou Valença.
    Podia ser que durante uns meses tivessem muito que fazer e tivéssemos todos um pouco menos de razões para andar preocupados.
    Porque a própria existência deles e do estado genocida de Israel são sim razão que sobre para preocupação.
    Agora quem e o traste que oficialmente manda naquele império do mal e para o lado que eu durmo melhor.
    Vão ver se o mar da tubarão branco cheio de larica.

  3. Ricardo Costa é aquele belo e penteadinho moçoilo da SIC especialista nos complexos desportos parvalímpicos “Uma no Cravo e outra na Ferradura” e “Enrola Enrola, para o Pessoal não Perceber para onde Chutas a Bola”. Conhecido como “mano Costa” por alguns maldosos desafectos, o moçoilo anda por terras do Império do Bem a cobrir (salvo seja!) as eleições presidenciais que na próxima semana lá terão lugar. Falando da Pensilvânia, perorava assim o moço, ontem, no ‘Jornal da Noite’ do canal:

    “Não tenhamos dúvidas. Donald Trump vai avançar com vários processos, quer para pôr em causa as contagens, quer, sobretudo, as certificações das contagens. É um filme que nós vimos em 2020 — e, lembramos, aqui na Pensilvânia demoraram quatro dias a contar — e nós devemos estar preparados, TODOS OS PORTUGUESES DEVEM ESTAR PREPARADOS, para mais muitos (sic e sick) dias de contagem, não só na Pensilvânia, porque os processos judiciais podem suceder-se uns atrás dos outros.”

    Tem o moçoilo Costa toda a razão. OS PORTUGUESES, TODOS ELES, passarão dias e dias sem dormir (noites também, claro), preocupeidadíssimos com as contagens de votos no Império do Bem. Sei-o porque, português de gema que sou, preocupeidado estou também faz já algum tempo e preocupeidado sei que inevitavelmente continuarei, até à diarreia final e à inevitável desidratação fatal.

    Orai por mim, que eu não sei como.

    • Partilho a “preocupeidação”… LOL

      Mas, a sério, não vale a pena acompanhar tal coisa na capital do império. Énuma farsa.

      Se eu disser:
      “menos impostos para ricos, falta de direiros laborais, inexistência de serviço nacional de saúde, mais NATO para financiar o MIC, mais armas para preparar a proxy de Taiwan, mais genocídio na Palestina, mais ameaças contra a Venezuela, mais golpes, mais império, mais FakeNews, mais autoritarismo”

      – se eu disser isso, estou a falar do programa de que partido?

      Resposta: só há um partido. A existência de dois candidatos é só para distrair tolos.

      Je dirais même plus, há menos diferenças em “debate” na farsa/circo eleitoral dos EUA, do que numa única conversa entre o Dupont et Dupond nas aventuras do Tintin.

      • “Resposta: só há um partido. A existência de dois candidatos é só para distrair tolos.” concordo inteiramente. Agoniam-me as discussões sobre quem é quem, sobretudo quando se põe a falar de esquerda e de direita… como se os democratas representassem um qualquer tipo de esquerda por muito moderada que fosse.. Assim vai o mundo, tudo a correr atrás de bandeiras imaginárias que não passam disso mesmo…

  4. O que esta cambada não explica é do que é que se estavam a defender quando decidiram destruir o único país do Norte de África que funcionava.
    O Kadhafi já se tinha posto de joelhos reconhecendo até crimes que provavelmente não cometeu como o atentado de Lockerbie.
    Seja como for, foi com esse reconhecimento que o homem assinou a sua sentença de morte.
    Porque esse era um trunfo que poderia sempre ser utilizado para quando o homem se voltasse a tornar incómodo como quando quis começar a vender o petróleo noutra moeda que não o dolar.
    Foi isso que desatou a nossa grande necessidade de defender os pobres opositores líbios da fúria do tal bandido sanguinário que já tinha feito Lockerbie.
    E o passado “terrorista” do homem foi determinante para que todos aceitassemos e normalizassemos a sua a morte macaca e certamente encomendada.
    E interessante o fetiche que esta cambada de tarados parece ter pela sodomia.
    O pior desta aliança que se diz defensiva e o conseguir normalizar junto de populações anestesiadas o fim cruel que conseguem dar a quantos se opõem a eles.
    Se Maduro tivesse sido defenestrado pelas hordas fascistas de Gaido, quantas vozes não ouviríamos “era um malandro, um ditador”por aí adiante.
    Em tempos pós guerra fria e com muitas guerras quentes, a pena de morte sem julgamento algum ou com um simulacro do dito e justificada desde o fuzilamento do Ceausescu.
    Desse ate se disse que bebia sangue e para muita gente racista sendo que o homem era da Transilvânia fazia sentido.
    Mas a partir daí nunca mais paramos.
    E sempre isso e precedido de uma campanha de diabolizacao e desumanização que dura muitas vezes anos.
    O fim muitas vezes cruel de quem não nos faz os fretes todos e sempre justificado como “era um ditador, era um malandro, matava o povo a fome”.
    Foi assim também com Saddam Hussein. Esse pelo menos teve direito a um julgamento mais longo depois de três anos de prisão em que passou todas as humilhações e mais algumas como ser obrigado a lavar as próprias calças e ficar a espera que secassem para as poder voltar a vestir. Talvez isso explicasse muita da sua serenidade na forca.
    Não estou a dizer com isto que os sujeitos fossem santos mas a verdade e que também não temos água para nos lavarmos, nem para lavar os trastes que apoiamos.
    Que muitas vezes afogam os povos numa miséria ainda mais negra do que quando lá estavam os “ditadores” porque e preciso sacar recursos para dar a quem os levou ao poder. Os seus senhores exigem a paga e eles bem sabem que se não obedecerem podem muito bem ter o destino do antecessor.
    Se Assad tivesse sido capturado pelo Estado Islâmico e crucificado íamos horrorizar nos ante a coisa mas achar que a morte tinha sido merecida. Escusava era de ser tão cruel mas enfim, até se percebe, “era um ditador, matou muita gente”.
    Em tempos mais recentes toda a gente assobiou para o lado quanto Robert Fico, critico das sanções a Rússia levou quatro tiros. E sendo que o homem estava entre a vida e a morte houve jornalistas trastes que afirmaram que o homem tinha sido vítima da radicalização que as suas políticas tinham criado.
    Era o caminho da normalização da sua morte.
    Se Putin tivesse sido empalado as portas do Kremlin por uma multidão desesperada e faminta, que era o que se pretendia com as nossas sanções, a coisa ia ser perfeitamente normalizada.
    Durante anos diabolizamos a criatura de toda a maneira e feitio. Um envenenador que se dedica a atirar oligarcas que até são seus amigos pela janela. Um louco a morrer de cancro e que por isso queria destruir o mundo. A sua morte seria vista com alívio por esta cambada anestesiada.
    O arrepiante de tudo isto e mesmo como conseguimos normalizar a morte de dirigentes e povos.
    Mesmo que matemos metade de uma população para “libertar” a outra metade os sobreviventes viverão melhor.
    O problema e que nem isso conseguem. Depois das nossas intervenções humanitárias e que os países ficam sem conserto como foi bem o caso da Libia. Hoje dividida entre bandos armados.
    Não foi só por ter chovido demais que duas barragens rebentaram matando mais de 10 mil pessoas. Foi pela falta de manutenção ditada por um bando de cavernicolas que acredita piamente que a providência divina pode substituir algo tão prosaico como a manutenção de barragens.
    Mas para esta gente anestesiada e vassala e tudo normal.
    E Israel tem o direito a destruir os seus vizinhos porque Israel e muito amigos das mulheres e dos homossexuais e as suas vítimas não. A morte a bomba de mulheres e crianças e assim normalizada porque alegadamente são maltratadas pelo macho da família. A esse preço, no tempo da Outra Senhora, também a população portuguesa poderia ter sido toda morta se tivéssemos petróleo e as tantas se decidisse que a terra prometida dos judeus afinal de contas era aqui.
    Não há paciência. Vao ver se o mar da megalodonte.

    • Nem sequer é preciso defender Gaddafi para perceber o enorme crime contra a humanidade que a NATO (EUA + vassalos) ali cometeu.

      Antes era um país inteiro e em paz.
      Agora é um território dividido em em conflito permanente.

      Antes era um país independente a fazer o seu caminho de desenvolvimento.
      Agora é um circo onde dois governos diferentes disputam o poder e nada se desenvolve após tamanha destruição e caos.

      Antes o povo da Líbia vivia em ordem (e cada um interpreta e classifica como quiser esta ordem, não interessa para esta análise).
      Agora a desordem é tal que a Líbia é um local onde até seres humanos são traficados.

      (e que útil isso é para o Facho-Capitalismo Europeu. Por um lado, tem mais uma fonte de trabalhadores disponíveis para receberem quase nada de salário, por outro lado ajuda à narrativa xenófoba de uma certa Direita nacionalista/racista que serve este Facho-Capitalismo tão bem como os NeoLiberais. É uma estratégia win-win para estes filhos da p*ta. Ou ganha o NeoLiberal “progressista” ou ganha o NeoLiberal racista. É uma esquema tirado a papel-químico da pocilga USAmericana, e resulta, pois o povinho é facilmente dividido e manipulado pela máquina de propaganda do regime)

      E para isto acontecer à Líbia, bastou o ocidente coletivo ir em mais uma missão espalhar a sua ideologia da “liberdade e democracia”. Fomo-nos “defender” atravessando um Mar e invadindo outro continente. E obtivemos a “paz” através de bombardeamentos massivos. É incrível como “respeitamos” os Direitos Humanos, fazendo sempre primeiro as ações que matam os seres humanos que alegadamente iamos “salvar”…

      A malta “civilizada” que vive no “jardim” é assim, só está bem a passar por cima da “selva”, a espezinhar os “selvagens”.
      É o império do nazi-sionismo genocida, what else?

      O supremacismo branco ocidental está de tal forma entranhado, e a propaganda que o difunde é tão maquiavélica, que isto chega até ao entretenimento para crianças e adolescentes: a BD e os filmes da Marvel.
      Os heróis falam todos inglês, o Capitão América até usa as cores da bandeira, estão lá os deuses Nórdicos brancos altos e loiros, em vários filmes há presença da NATO ao lado dos heróis, os vilões têm sotaques do leste, a Viúva Negra num dos filmes fica tão apaixonada pelo ocidente que “não quer ser mais Russa”, no DeadPool há até um close up de uma perna de um vilão com a foice e martelo do Comunismo, pelo menos dois bilionários (Batman e Iron-Man) são salvadores do povo, passa-se sempre tudo em Nova Iorque e Londres (já nem Paris serve…), e o único herói de África só podia vir de um país imaginário.

      E esta m*rda é assim em todo o lado e a toda a hora, inception após inception, com manipulação de percepção constante, sem que 95% do povinho se aperceba sequer.
      Vai desde as coisas mais descaradas, como o personagem “herói” de guerra (no Viername, no Iraque, etc) até coisas tão subtis (para o cidadão comum, impreparado para identificar isto) como ter TODA a MainStreamMedia ocidental a chamar “retaliação” ao ataque que israel fez ao Irão, como se tivesse sido o Irão o agressor inicial, como se israel não tivesse bonbardeado a embaixada Iraniana na Síria, e tudo isto feito de forma a criar consentimento para a agressão nazi-sionista. E bastou-lhes, aos donos do regime, mandarem a ordem para as redações da imprensa “livre”: estão proibidos de chamar a isto um ataque, a ordem é para lhe chamarem “retaliação”. E todas as PRESStitutas obedecem.

      Outra engraçada é chamarem “brutal guerra de agressão não-provocada nem justificada” ou “invasão ilegal em larga escala” ao que a Rússia faz.
      Mas quando é Israel a invadir o Sul do Líbano, é só uma “incursão terrestre”.
      E quando EUA+RU bombardeiam localidades no Iémen, nem sequer é notícia Faz de conta que não aconteceu e, se alguém comentar, entra logo o vassalo-comentador avençado do Facho-Capitalisml imperial a dizer que “temos o direito de passar naquelas águas”. Mas os que vivem banhadoa por aquelas águas pelos vistos não têm direito sequer a lá viver…

      E pior, e aqui tenho de reconhecer o brilhantismo do inimigo: nós, os alvos da propaganda, somos convencidos a pagá-la!!! É o bilhete do cinema, do concerto, o merchandising, etc.
      É tudo dinheiro que entra na máquina imperial. Desde o imposto que vai diretamente para a sede da NATO em Bruxelas, até ao lucro que acaba nas mãos das caras de Hollywood e da MTV, todos eles participantes activos na campanha eleitoral dos nazi-sionistas genocidas, pois sabem bem o que têm de dizer em público para que o cheque continue a cair ao fim do mês.
      Ele é Dicaprio, Sean Penn, Taylor Swift, Gal Gadot, Bruce Springsteen, etc.

      Mas esperem, que ainda fica pior: repararam na quantidade de vezes wue canais MainStreamMedia portugueses glorificam e promovem alguns destes agentes “VIP” da propaganda anglo-americana?
      Uma glorificação dos “VIP” que a mim me parece roçar a doença mental…
      E repararam que nesses mesmos “noticiários” há tanto bom artista português que nunca na vida foi sequer nota de rodapé?
      Pois é, quando eu chamo a este putedo de PRESStitutas, é também neste ponto que estou a pensar.
      Quantas vezes ouviram falar da Taylor Swift e da Madona nos tele”jornais” da noite, e quantas vezes ouviram falar da Inês Apenas ou do Eu.Clides?
      É só fazer as contas.
      E o resultado é este: não estamos só manipulados, estamos mesmo colonizados!

      Ora, voltando ao início, qual foi o crime dos Líbios? Foi exatamente não terem aceite a colonização. Preferiram ser patriotas, independentes, anti-imperialistas.
      É o mesmo “crime” do Irão, Cuba, Vietname, Síria, Venezuela, Rússia, China, etc.

      Ora, uma vez que o grupo de vassalos ocidentais não se vai libertar tão depressa (pois a propaganda do regime chega com sucesso à maioria deste povo), resta-nos esperar que os “criminosos” do resto do Mundo consigam criar a sua alternativa Multipolar o quanto antes.
      Quando o “polícia do Mundo” perceber que já não prende nem ameaça mais ninguém, é game-over para o império nazi-sionista genocida ocidental.
      O problema é que, até lá, o “jardim” ainda tem muita “selva” indefesa para pisar. Já não há Gaddafi e pouco sobra da Líbia, mas ainda há uma Cuba que não se ajoelhou, uma Geórgia que não se sacrificou, uns quantos metros quadrados de Palestina por ocupar e uns quantos milhões de Palestinianos vivos… Ainda.

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