(Carlos Marques, in Estátua de Sal, 10/09/2024, revisão da Estátua)

(Este texto resulta de uma resposta a um comentário a um artigo que publicámos de Tiago Franco, “Kursk e o Donbass já dão para jogar ao monopólio”, (ver aqui). O referido comentário, de
Conceição Mello, era o seguinte:
“Muito bem! Não podia estar mais de acordo!!! 👏👏👏👏👏”.
Porque a resposta foi abrangente, contundente e polémica, resolvi dar-lhe o apropriado destaque.
Estátua de Sal, 10/09/2024)
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1. Estás de acordo com o paleio populista/demagógico do “sou anti- imperialismos, todos”? Isso parecem os Globalistas/Neoliberais, a ladrarem em Portugal, e a dizerem que são “contra ambos os extremismos”, referindo-se ao “extremismo” de quem defende direitos laborais, e equiparando-o aos fascistas/racistas descarados do Chega.
Que eu saiba, Império há só um neste momento. Tem mais de 800 bases militares em todo o Mundo, faz golpes, ameaças, sanções e propaganda em todo o lado.
E a Rússia está totalmente justificada a defender-se desta m*rda! E a defender a população do Donbass e da Crimeia, vítima da agressão da Nazi/NATO desde 2014 e que, até num canal Francês de TV, já foi ameaçada de LIMPEZA ÉTNICA caso os Azov entrem na Crimeia…
A Rússia é um só país, sem intervencionismo externo. É o oposto de um Império. Nem sequer na vizinha Arménia a Rússia aceitou intervir para contra-atacar o golpe “colorido” da CIA que levou o traidor corrupto Nikol Pashinyan ao poder.
2. Estás de acordo com o paleio ignorante do “nem sou do Putin nem do Zelensky”? É que isso parece, o equivalente geopolítico ao Pinochet e à Iniciativa Liberal, do “nem esquerda nem direita”.
Se tens cérebro e princípios, tens de tomar partido.
A lição das lições foi dada na Segunda Guerra Mundial. Entre Hitler e Estaline, foi preciso sermos aliados de Estaline. Quem não escolheu, é como se fosse colaborador do mal maior, o nazismo. Ora, hoje passa-se o mesmo. De um lado, um ditador fascista corrupto, traidor do seu país e colaborador de nazis. Do outro lado o Putin. Quem não escolhe, é idiota. Quem escolhe Zelensky, é nazi. Não há “mas nem meio mas”. Não há mais espaço para nuances.
3. Estás de acordo com o estúpido do autor que quer que os nazis/NATO invadam mais aldeias da região russa de Kursk? Então mas não eram pela paz, e contra as invasões?! Afinal de contas, uma DÉCADA depois do início da guerra, ainda fazem de conta que não sabem o que se passa?!
Em 2013, a Ucrânia era uma democracia que vivia em paz graças à sua neutralidade. Em 2014 era um regime nazi-fascista, nascido de um golpe da CIA/Pentágono e os nazis começaram a matar pessoas nas regiões, historicamente Russas, que mais protestaram contra o golpe Maidan.
Na Crimeia, graças a Putin, há liberdade, há democracia, e há paz. Em 2014, os russos da Crimeia exerceram o seu DIREITO HUMANO à autodeterminação via referendo. Mais de 90% quiseram voltar a ser Rússia, resultados confirmados também pelas sondagens ocidentais da Gfk e da Gallup. Na mesma Crimeia, se o Império genocida naZionista ocidental tiver sucesso no seu apoio aos nazis ucranianos, haverá ditadura, propaganda nazi, guerra, proibição de partidos, censura, e limpeza étnica (como a que o Império está a fazer na Palestina, pela mão dos nazis Israelitas).
Achas mesmo, como o estúpido, hipócrita, e ignorante autor, que abusa do populismo e da demagogia mais do que um drogado abusa da droga, achas mesmo que a solução é mais guerra e mais invasão? Para mim é óbvio que a solução é os EUA desaparecerem do planeta terra.
Mas, enquanto tal não acontece, então ouça-se as exigências da Rússia e dos povos do Donbass e da Crimeia, todas elas lógicas, justas, bem-intencionadas, e admissíveis:
a) Neutralidade da Ucrânia, fim da expansão do grupo terrorista ocidental chamado NATO;
b) Desnazificação da Ucrânia, idealmente reversão do golpe Maidan (CIA+Nazis), com re-legalização dos partidos em que os ucranianos votavam maioritariamente até 2014;
c) Reconhecimento do Direito Humano à autodeterminação do povo da Crimeia e do Donbass (e agora também da Taurida, i.e. Kherson e Zaporojie).
Algum destes 3 pontos justifica sequer uma única bala disparada? Claro que não! Aceitassem isto em 2021, e a Rússia não seria obrigada a intervir na guerra. Evitassem o golpe de 2014, e não só não teria havido guerra nenhuma, como a Ucrânia ainda estaria inteira e a Rússia, exatamente por não ser Império nenhum, não teria qualquer problema com o seu vizinho.
Mas o império GENOCIDA naZionista ocidental, do qual Portugal faz parte desde 1933, não quer a paz. O Ocidente planeou, preparou, financiou, despoletou, e prolonga esta guerra por procuração contra a Rússia. E fará uma semelhante contra a China.
Quem não percebe isto, quem não escolhe um lado, quem não é de facto anti-imperialista e antinazi, para ser claro, anti EUA, anti NATO, anti UE, anti Israel, e anti ditadura ucraniana, ou não é gente boa, ou é gente muito burra e/ou de cérebro lavado pela propaganda.
4. O autor do texto é o típico ignorante ocidental que só olha para o seu umbigo, para a sua carteira. Que acha que “é certo” não escolher lados, e que repete a propaganda ocidental sobre os regimes não-ocidentais.
A Rússia e a China são bem recebidas por todos os países em África. A Ucrânia teve o seu embaixador expulso num dos países no Sahel e vários acusam a Ucrânia de apoio ao terrorismo islâmico! O Ocidente é visto com nojo nestes países. A França ainda anda a ser expulsa de algumas colónias e mandou tanques para a Nova Caledónia no Pacífico.
A Rússia e a China dão-se bem com os países árabes, com os persas, e com países turcos. O Ocidente invade uns, destrói outros, sanciona uns, e comete genocídio noutros. Na América do Sul e Central, a Rússia e a China promovem a cooperação e a multipolaridade. O Ocidente tenta fazer os cubanos e os venezuelanos passar fome. E apoia fascistas golpistas na Bolívia, Perú, etc. Na Ásia do Sul e Leste, a Rússia e a China significam cooperação e respeito pela soberania. O Ocidente significa mais armas para os ilegítimos de Taiwan, para o ditador das Filipinas, e para os ainda invadidos do Japão. E também, submarinos nucleares para a vassala Austrália e mísseis para a proxy Coreia do Sul.
No Irão, amigo da Rússia, as mulheres são livres, só precisam de respeitar a lei do véu. No Afeganistão após décadas de intervenção ocidental, com a CIA a dar armas ao Bin Laden, à Al-Qaeda, aos talibãs, e dinheiro às madraças de radicalização no Paquistão, acabou a liberdade: as mulheres foram apagadas do mapa, e há milhões de crianças a passar fome. No Irão há liberdade e tolerância religiosa e étnica. Há lugar para xiitas e sunitas, cristãos católicos e ortodoxos, judeus e budistas, ateístas e até outros cultos. Há gente de etnia persa, turca, curda, etc. Existem até os Qashqai, uma sociedade matriarcal. No Ocidente há um genocídio a decorrer em direto neste momento, porque o homem branco colonial, o tal “democrata liberal”, quer a terra que pertence aos palestinianos para aí manter a sua (nas palavras de Biden) maior base militar dos EUA no Médio Oriente, aka “Israel”.
E é isto. De um lado o mal. Do outro lado o bem. Mas o autor recusa escolher?! Quanta cobardia, hipocrisia, e ignorância! Não sejas como ele.
Viva o Brasil de Lula e do Partido dos Trabalhadores! Viva a Rússia de Putin e dos heróis antinazi que lutam no Donbass! Viva a Índia de Modi!
Viva a China de Xi Jinping e o comunismo de sucesso que pegou num país pobre, assaltado pelo Ocidente, e o tornou na maior economia do mundo, dona da sua soberania!
Viva a África do Sul de Ramaphosa, com os seus valores anti-apartheid (racismo ocidental), que o levaram a ter a coragem de processar os naZionistas por genocídio no tribunal da ONU.
5. Há que escolher um lado! Morte ao eixo do mal terrorista, da NATO, UE, EUA, Reino Unido, G7, FMI, Davos, CIA, Mi6, Mossad, etc. Quem não escolhe um lado, é como se estivesse do lado mau. Quem não percebe que a Rússia e a China, o Irão e restantes BRICS+, e o Sul Global em geral, são a escolha certa, e que o império genocida naZionista ocidental liderado pelos EUA é o equivalente moderno à Alemanha de Hitler, então não percebe nada.
Viva o camarada, georgiano soviético, Estaline e um viva aos 27 milhões de heróis falecidos. Foi graças a ele que não acabámos todos a gritar “Sieg heil” de braço direito esticado no ar.
Hoje em dia, o lado bom lembra isso e usa a fita preta e laranja de São Jorge. Esse lado luta por Donetsk e Lugansk desde 2014. O outro lado vê a propaganda de Hollywood, dá armas a nazis e grita “Slava Ukraina” ou “God Bless America” ou “Viva o Dia da EUropa” ou “Direito de Israel a defender-se”, ou “Democracia liberal”, etc. Quaisquer que sejam as letras e as palavras que forem, significam todas o mesmo: “Heil the white house führer”… O Reich é o Ocidente coletivo, e o Volk é toda a gente, de uma forma ou de outra, com o cérebro lavado pela propaganda, e sem coragem para escolher o lado certo.
Pois eu, digo-vos com toda a frontalidade: longa vida ao grande líder Putin. Que tenha sucesso na luta contra o mal nazi-fascista ocidental, tal como teve o grande líder Estaline, ao qual nós tudo devemos! Se há gente que vai parar a gulags? Pois claro. Ou acabamos nós com eles ou eles acabam connosco. É de uma ingenuidade infantil pensar que podemos todos conviver. Em alternativa aos gulags, podemos antes ter os centros de reeducação e des-radicalização como a China fez perante o terrorismo islâmico promovido pelos EUA em Xinjiang. Mas alguma coisa temos que ter!
Pensam que a “democracia e a liberdade” é a tolerância para todos? Vão lá dizer isso aos ucranianos assassinados pelos glorificadores de Stepan Bandera… Não aprenderam nada com Karl Popper, seus car*lhos! Os ucranianos mobilizados à força para a linha da frente, com os nazis do Azov a apontarem-lhes a arma pelas costas, para evitar que fujam ou que se rendam, devem estar mesmo a pensar assim: “ah, valeu a pena eu ter sido um democrata liberal, entre 1991 e 2014, e tolerado os glorificadores de nazis, em vez de ter lutado pela sua prisão, ou eliminação, enquanto havia oportunidade para tal”…
Deixem de ser os apalermados que chamam “Império” à Rússia e “czar” a Putin. Deixem de ser os tolos que acreditam na propaganda USAmericano-fascista contra Cuba e contra a Venezuela. Deixem de repetir, como o cão de Pavlov, a propaganda mentirosa ocidental contra o Irão, a China e tantos outros.
Deixem-se de m*rdas e tenham coragem para escolher um lado! E que seja o lado bom, ou seja, o que não tem criminosos de guerra da NATO, nem porcos imperialistas anglo-americanos, nem fascistas EU-ropeístas, nem nazis ucranianos, nem genocidas israelitas/sionistas!
Está na hora de usarem o cérebro, f*da-se!
(`) Nunca para a direita Àgusto.
E não esquecer a China, que fabricou a dita escada.
O que é que o TPI está a espera para emitir um mandato de captura contra o Xi?
Já agora quando e que sai o mandato contra o povo todo da Mongólia por aqueles malandros não terem prendido o malvado do Putin?
Andam mesmo todos a dormir na forma.
Assim nem em 2124 conseguimos deitar a mão aos recursos daqueles pretos da neve.
Sim, ainda ninguém se lembrou de dar culpas aquele malandro do Putin.
E realmente um lapso imperdoável da parte dos comentadeiros dado que sei de fonte segura que foi ele que conduziu o carro de fuga.
E escusam de andar a procura dos foragidos pois que a esta hora estão a banhos na Crimeia.
É esperar pelos esclarecimentos do caga-mísseis Rogeiro, que nos vai explicar todos os pormenores logo à noite, no canal do militante n°1.
Andamos para aqui a divagar sobre questões de lana caprina, como uns milhares de mal vestidos e desdentados humanitariamente eutanasiados à bomba para lá do Sol posto (Gaza, ou lá como se chama aquela merda), e ninguém fala do que realmente interessa, o elefante na sala à vista de toda a gente, a saber: a fuga de Vale dos Judeus e seus verdadeiros responsáveis. A ministra da Justiça deu há pouco uma conferência de imprensa sobre o assunto e nem ela nem os pobres totós do mainstream merdia que a seguir a interrogaram conseguiu ainda perceber, apesar dos fortíssimos indícios, à vista de toda a gente, que o diabólico arquitecto do infausto acontecimento foi apenas um: VLADIMIR VLADIMIROVICH PUTIN, O SENHOR DO CREME LIN! Porra, pá! Abram os olhos!
Adenda — peço perdão pelo erro, mas fui agorinha mesmo informado de que há pelo menos mais um responsável: o Irão, que forneceu a diabólica escada islâmica utilizada na fuga.
Também penso que é provável que a Alemanha renove laços com a Rússia como fez anteriormente. Esta é minha opinião, Não é uma questão de moralidade, mas de necessidade. Sem energia abundante e barata, a Alemanha não tem “modelo económico”, a menos que faça uma conversão tardia para a energia totalmente nuclear, o que me parece duvidoso. Quanto ao receio de pressões por parte dos Estados Unidos, em caso de restabelecimento das relações económicas, é muito simples: optar por ser subserviente aos interesses atlantistas e renunciar ao seu estatuto de primeira economia europeia, ou encontrar um modus vivendi com a Rússia. Excepto no caso de uma grande descoberta energética num futuro muito próximo, não há outra alternativa.
A necessidade faz o artista! Na alemanha, como noutros lugares!
Agora a Rússia, tem a plena escolha de retomar ou não as relações com a Alemanha e a Europa… Em suma a Rússia não precisa da economia alemã para viver… A Rússia tem recursos inestimáveis e inesgotáveis.
Que eu saiba, Império há só um neste momento. Tem mais de 800 bases militares em todo o Mundo, faz golpes, ameaças, sanções e propaganda em todo o lado. (Carlos Marques)
Carlos Marques vai directo ao ponto. De facto, ao que assistimos hoje é a uma barragem de propaganda ideológica desenvolvida pelos sucessivos governos dos Estados Unidos da América, contando com meios de difusão sem precedentes históricos, a que se pode acrescentar o controlo da informação igualmente sem precedentes históricos. Esta ofensiva ideológica tem feito, infelizmente, vítimas também entre as forças de esquerda.
Porém, esta campanha é tosca e relativamente fácil de rebater. Um erro infantil está precisamente no abuso do termo ‘imperialismo’. Carlos Marques citou as bases militares espalhadas pelos cinco continentes. Fácil é constatar que tamanha extensão de forças militares não pode ser encontrada em nenhum outro país, o que, desde logo, mostra quão desadequadamente o termo imperialismo pode ser usado. A segunda fonte do poder internacional dos Estados Unidos da América, mais forte ainda que a força militar, é o domínio do dólar. Também aqui é impossível encontrar paralelo em qualquer outro país. Se tivermos sempre presentes estas duas facetas essenciais de um poder genuinamente imperialista porque lhe confere a hegemonia do tráfego de mercadorias a nível mundial, evitamos cair em confusões que mascaram a natureza dos problemas. Atribuir sem critério o epíteto de ‘imperialismo’ é um deles. Mais rigor nas palavras, para que os conceitos não percam o gume diferenciador das situações e as palavras não percam significado, pf.
Vai ver se o mar da tremelga, enguia eléctrica, peixe balão, caravela portuguesa, tubarão branco e megalodonte.
A sério que e a qualidade da escrita que te preocupa com tanta m*rda que vai pelo mundo?
15 dias em Gaza e passam te as mariquices todas se tiveres a sorte de sair de lá inteiro.
Aprende a ter vergonha na cara que isso também se pode aprender.
E sem uma palavra para lembrar que neste momento os socialistas ucranianos ou estão mobilizados a força na frente de combate, ou mortos, ou na prisão ou exilados na Rússia.
Não há gente de esquerda em paz com os nazis de Herr Zelensky.
Teem obrigação de saber isso e fazem de conta que não sabem.
Os ucranianos continuam a atacar todos os alvos civis que podem com as nossas armas e hoje todos os nossos presstitutos celebram a primeira morte civil em Moscovo.
Pode ser que amanhã estejam a chorar.
A isto chegou a falta de vergonha nos que estão no muro ao lado dos nazis.
Mas ainda há gente que acha que pode ficar em cima do muro.
Se Putin fosse o demónio que pintam já em Kiev tinham visto cogumelos cor de laranja.
O que e que aconteceria se um pais vizinho em guerra com os Estados Unidos matasse em Washington.
Acho que depois disto não vai ser fácil segurar os falcoes russos mas e um caso a ver.
´´´~ . Fica mais legível e demonstra consideração pelos leitores. Aprenda a escrever !
Muito bem não; um òptimo bem.
Ficar em cima do muro e uma excelente táctica para não perder votos, se se tratar de uma forca política, ou para não acabarmos transferidos para lá do sol posto se formos uma pessoa singular.
Mas e falta de espinha e vergonha no focinho e não sei como e que essa gente dorme.
Um partido que se diz de esquerda até desencanta socialistas na Ucrânia que estavam muito bem com Herr Zelensky e esta muito desgostoso com a intervenção russa.
Sobre os crimes de guerra de Herr Zelensky nem uns palavra por parte de gente aqui e na Europa que se diz de esquerda.