Em que caixa está a extrema-direita?

(Carlos Matos Gomes, in Medium.com, 08/07/2024)


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Na cozinha da casa dos meus pais existiam umas caixas de lata com rótulos Arroz, Massa, Açúcar, Café… O que se encontrava no interior nunca correspondia ao rótulo. A lata que anunciava café de umas vezes tinha biscoitos, de outras nozes, a do açúcar podia ter massa ou farinha, havia uma que habitualmente servia de mealheiro e guardava moedas. Habituei-me a não confiar nos rótulos. Também passei mais de dois terços da minha vida a comer em refeitórios de instituições. Sou um consumidor de rancho geral, não espero maravilhas gastronómicas, mas procuro saber o que os cozinheiros lá colocam para evitar diarreias.

Com estas habilitações, fruto das circunstâncias, tendo a apreciar a “nobre arte da política” como um cozinhado de rancho geral elaborado com os produtos das latas que se encontram na dispensa. Hoje a política é um rancho geral produzido com uma receita de politicamente correto. As recentes eleições em Inglaterra e em França e as sondagens sobre as intenções de voto na Alemanha fornecem pistas para os clientes-consumidores que nós somos entenderem o que lhes estão a colocar no prato. O que devemos comer e o que devem rejeitar para não ficarmos doentes. Pelo menos isso: haja saúde!

Na Europa estão em hasta pública dois produtos políticos. O dos situacionistas e o dos anti situacionistas. As grandes máquinas promocionais, aquelas que nos convencem que uma bebida xaropada, escura como um esgoto, que desentope canos e desoxida moedas é a melhor bebida do mundo, impuseram o bom e o mau para a nossa saúde. As fontes produtoras de opinião etiquetaram os primeiros de moderados e os segundos de radicais. Mas a caixa com o rótulo moderados contem mesmo moderados? E a do rótulo: radicais, extremistas e outros que tais, conterá de facto ingredientes alternativos? A França é um bom tubo de ensaio para análise, mas os reagentes são os mesmos do Reino Unido e da Alemanha.

Qual é o produto político que os situacionistas propõem em França e cuja vitória saúdam como se os sans culottes tivessem tomado de novo a Bastilha (uma história muito adulterada)?

O situacionismo em França tem como ponto de partida o fim do mandato de Jacques Chirac e com ele o conceito gaulista de uma política autónoma da França e da Europa, de uma Europa com um núcleo formado pelo antigo império de Carlos Magno, a França, a Alemanha e o Norte de Itália (a lotaríngia). Chirac foi substituído por Sarkozy e este por Hollande e este por Macron. Este trio de PP ( petits presidents) corresponde em Portugal a Durão Barroso, Passos Coelho e Paulo Portas, em Espanha a Aznar e a Zapatero, em Inglaterra a Blair, Gordon Brown, Cameron, Theresa May, Boris Johnson.

Em termos de latas de cozinha temos uma prateleira de produtos que metidos em panela e deixando a cozer em lume brando produz uma papa que é o neoliberalismo. Uma ranchada que ilude a fome a curto prazo, mas mata a médio, porque lhe foram retirados, em nome do lucro, os elementos essenciais de vitaminas e proteínas.

Com que produtos se cozinha o “Ensemble” de Macron que ficou em segundo lugar nas eleições francesas e que tem sido celebrado pela caldeirada reunida sob o ressuscitado lema de “Nova Frente Popular”, que nem é nova, nem é uma frente, menos ainda é popular como a salvação da democracia tricolor da Liberdade, Igualdade e Fraternidade? Uff! Titulou o progressista moderado Liberation. Mas uff a propósito de quê? Os franceses vão ressuscitar o sistema europeu Galileo de geolocalização para substituir o GPS americano? Vão impor uma administração europeia para o BCE, que faça do euro uma moeda de troca universal e ao serviço de uma política europeia?

E o que se encontra na caixa da Nova Frente Popular? O sereno desespero dos coletes amarelos que colocaram a França a ferro e fogo para depois permanecer tudo na mesma? Com a atual política da França (e da Europa) de crispação contra meio mundo: Rússia, China, Índia, África e até a América latina a quem vai a França da Nova Frente Popular vender produtos de luxo? Se a NFP mantiver a politica de Macron, dita moderada, de guerra aos BRICS, passará a submissa sem nunca ter sido insubmissa. Mélenchon e os seus aliados ficam com as malas, os perfume, os vinhos à porta dos clientes. Mas se quiser ser a França Insubmissa, os Estados Unidos tiram-lhe o tapete, passam-lhes uma rasteira, como fizeram no negócio dos submarinos para a Austrália (que vai entrar para a NATO, com a Nova Zelândia e com o apoio da França!) A NFP de Jean-Luc Mélenchon tem boas hipóteses de ficar isolada entre Putin, Xi Jiping e Trump. Deve ter sido essa possibilidade de quadratura do circulo, de comer o bolo e ficar com o bolo, que celebraram ontem! Dentro de dias saberemos novas dos extremistas moderados que salvaram a República!

Um dos maiores sucessos da propaganda política é ter conseguido “vender” o neoliberalismo como um produto saudável, moderado, equilibrado depois da sua apresentação pública como religião de salvação no golpe de Pinochet no Chile em 1973. O “Ensemble” de Macron é uma mixórdia neoliberal metida numa embalagem que tem sido impingida como sendo genuinamente democrata e que, como os meios de propaganda nos matraquearam ontem, contribuiu para a derrota do que os taxionomistas políticos classificaram como extrema-direita, que passou de Frente Nacional a União (Rassemblement) Nacional e da direção de Marine Le Pen para um seu meio genro (casado com uma sobrinha), Jordan Bardela.

Os produtos que compõem o “Ensemble” são conhecidos desde que a escola de economistas de Chicago patrocinada por Milton Friedman os utilizou para cozinhar a ditadura de Pinochet, no Chile: um deus — o mercado; um princípio – homem é o lobo do homem — sobrevivem os mais aptos, sucesso é estar acima dos outros. Um programa de vida: que cada ser humano viva e morra segundo as suas possibilidades. Obediência aos Trés Mandamentos de Margareth Thatcher: não há sociedade, há indivíduos; não há cidadãos, há consumidores, não há eleitos, há predadores de votos. Um sacrário: a Reserva Federal dos Estados Unidos.

O situacionismo assenta em duas bases, no neoliberalismo económico e social e no alinhamento estratégico pelos Estados Unidos.

As eleições no Reino Unido e em França revelam o beco sem saída do situacionismo e a alienação que os meios de comunicação conseguiram ao colocar as massas de futuros desempregados, de futuros SDF, os sem abrigo na sigla francesa e em homenagem aos franceses tão aparentemente felizes por manterem Macron no Eliseu, Mélenchon na animação popular e Marine Le Pen a esperar por ele para as próximas eleições presidenciais, onde lhe perguntará o que o distingue de Macron quanto ao euro, quanto à relação com o BCE, quanto à relação com os Estados Unidos, a Rússia, a China e a África, o que o distingue de Macron quanto à caótica política ambiental, quanto às fontes de abastecimento de energia, quanto à política aeroespacial da Europa, quanto às guerras com que os Estados Unidos cercaram a Europa desde os anos 80 do século passado — Irão, Iraque, Afeganistão, Jugoslávia, Síria, Palestina, Líbano, Líbia, produtoras das vagas de migrantes.

As eleições na Alemanha produzirão com elevada probabilidade o mesmo tipo de vitória dos situacionistas com mais ou menos sociais-democratas ou conservadores no grande bolo. O situacionismo europeu, o grande grupo dos democratas moderados, que inclui conservadores e sociais-democratas, constitui a religião oficial na Europa. O situacionismo teve a arte e os meios financeiros para vender o seu extremismo (são os defensores de que eles representam o Fim da História) como um produto de moderação e que todos os que lhes expõem os punhais que trazem escondido são extremistas. Extremistas são os outros.

O extremismo que se esconde na lata com o rótulo de moderados, juntos, unidos, conservadores, nas também democratas cristãos, trabalhistas e socialistas está no poder. É o poder e há largos anos! Em Inglaterra Boris Johnson não era mais nem menos moderado, ou extremista que Toni Blair! Ursula Von Der Leyen não é mais ou menos extremista ou, à francesa va-t-en guerre contra a Rússia e a China, que Macron desde que Putin o colocou na ponta da quilométrica mesa do Kremlin. A warmonger Kellie Kallas, a estoniana que vai entrar de representante da política externa da União Europeia é mais moderada ou extremista que Marine Le Pen? Em quê? E a madame Lagarde do BCE é uma moderada que ajuda pobres e remediados a pagar os juros exorbitantes aos bancos para terem um teto? E o trabalhista Keir Starmer recém-eleito Primeiro-Ministro do Reino Unido tem uma politica mais moderada para deportar migrantes para o Uganda ou os deixar afogar no Canal da Mancha dos seus moderados antecessores conservadores? E o que distingue as políticas migratórias do Reino Unido, dos Países Baixos, da Alemanha (que é a maior financiadora dos campos de concentração de migrantes na Turquia) das de Marine Le Pen, ou da Primeira-Ministra italiana?

Falecido em 2019, após uma vida bem gozada, Jacques Chirac foi o último gaulista no poder. Com a sua morte morreu qualquer laivo de desalinhamento da Europa e da França com a política de domínio económico, financeiro e militar por parte dos Estados Unidos.

Sendo assim, o que estão a celebrar os situacionistas europeus e os franceses em particular e, mais aberrante ainda, os que se afirmam gaulistas? O que defendem aqueles que o pensamento dominante classifica como extremistas e colocou numa lata com um autocolante: Perigo!

Se o perigo para a Europa é, em primeiro lugar, o do alastramento e subida de patamar das guerras na Ucrânia e no Médio Oriente. Se, em segundo lugar o perigo é a da conjugação de inflação e depressão económica na Europa (a França dos moderados vitoriosos já está na categoria penalizadora de défice excessivo); e se, em terceiro lugar, o perigo para a Europa é o da irrelevância política e económica, transformada como está um mero apêndice dos Estados Unidos, foram os extremistas que trouxeram a Europa até aqui. E estão a celebrar a vitória. Celebram o quê?

29 pensamentos sobre “Em que caixa está a extrema-direita?

  1. De noite podiam ir guardar uma vara de porcos magros.
    Realmente os alentejanos não tinham razão nenhuma para gostar de tal companhia mas é preciso fazer sacrifícios.
    Acho que e as Selvagens que os espanhóis estao a dizer que são deles.
    Vão ver se o mar da choco.

    • Sim, as Selvagens, onde vivem as cagarras.
      Mas também ouvi recentemente para aí um rumor que também andam a rondar as Desertas, por causa das águas territoriais, se não estou em erro… daí a troca. O que é que “os espanhóis” (sem generalizações à pategas) não querem do nosso lado? Querem tudo! Se calhar o presídio no Alentejo até funciona como repelente de espanhóis pela raia…
      E também podem ir ao Alqueva, não para sacar água de borla (parece que vão pagar a que já sacaram, mas deve ser a preço de amigo e sem inflação nem juros) ver se dá raias…

  2. Varrer ruas? Permita me que discorde. Varrer ruas e demasiado leve para gente dessa,vulgo sionistas,imperialistas,gente com espirito de ladroes saqueadores e fascistas em geral.
    Era mete los num presídio no meio do ardente interior do Alentejo, sem direito nem a uma ventoinha e agua só a suficiente para se manterem vivos.
    Mas era voltar a semear cereais no Alentejo e po los a ceifa de sol a sol. Sem direito a fim de semana ou feriado. sete dias sobre sete.
    Até ao fim dos seus dias. Isso sim era um castigo merecido.
    Mas os castigados continuamos a ser nós.
    Agora vêem os poderes da NATO a dizer que Portugal tem de apresentar um plano credível e exequível para aumentar gastos na defesa.
    Ai se vê como as nossas vidas não lhes interessam nada.como e que teem a pouca vergonha de exigir a um pais onde há reformas de 300 euros,os hospitais não teem material e doentes morrem a espera de uma consulta,onde ha tanta gente sem casa ou a passar fome para pagar a casa que torre dinheiro em armas?
    Vão ver se o mar da megalodonte.

    • A penitenciária no meio de nenhures do Alentejo é pacífico, os alentejanos é que talvez não gostassem lá muito da ideia…
      Podiam ter actividades intercaladas, e ir apanhar lixo e limpar as bermas da estrada, e mondar os terrenos antes do verão. Durante o ano trabalhavam nas estufas de Odemira, plantações e campos de cereais do interior, e ainda iam descascar sobreiros, mas só recebiam a feijões. E era se a inflação não subisse, aí recebiam a meio feijão, um quarto de feijão e por aí fora…
      Em alternativa podiam ir para as Desertas, sempre afugentavam os espanhóis. Ah, e nada de comer cagarras fritas! Tinham de ir ver se o mar dava alguma coisa…

  3. E “se fosse na Inglaterra (sistema proporcional), tinham maioria absoluta”!
    E se fosse como na Ucrânia? Nunca mais era preciso fazer eleições! E nem com uma revolução de Maidan invertida, ou seja, promovida pelo “marxismo cultural do Partido Democrata”, os tiravam de lá…

    Já agora, o regime de Putin morre de amores pela Le Pen e seu grupo partidário, pois poderia permitir uma reaproximação diplomática entre França e a Rússia, e segundo o Peskov a França é uma país importante na Europa e acompanham com atenção o que lá se passa. Só não conseguiram foi fazer daquelas “interferências eleitorais” russas… toda a gente sabe que nos EUA é muito mais fácil a sabotagem eleitoral russa!
    É com cada uma, que até parecem duas!

  4. Resultados finais das eleições legislativas de 2024 em número de votos :

    – RN e aliados: 10.110.090
    – Nova Frente Popular: 7 414 923
    – Ensemble: 6.572.748
    – LR/DVD: 2.455.269

    Incluindo as manobras!

    A RN obteve 37,4% dos votos e 142 lugares.
    Os esquerdistas 26,8% dos votos e 177 lugares.
    Macronie 22,3% dos votos e 148 lugares.

    Quando é que se realizam as próximas eleições….?
    Mal posso esperar para ver !!!!!!

    Depois falarei da minha situação,porque além de ser do norte,vivo na França,pago impostos na França e em Portugal,tenho residência fiscal na França,e gosto muito da França.
    Ou seja sou emigrante desde 2007.

    • Pois pois. Tenho ideia de que há poucos meses eras pescador no Norte e tinhas de te levantar cedo para ir ao mar ganhar o pão que o Diabo amassou. Agora és emigrante em França desde 2007. Tens a certeza de que é em França? Não terás ido parar ao Burkina Faso sem dares por isso?

    • Mas também já todos percebemos a raivinha castrada pela derrota da Le Pen e a “promessa” castrada de desforra futura, bolçada aqui:

      “Mal posso esperar para ver !!!!!!”

      Andaste tu, incansavelmente, a plagiar autores de esquerda, para fazer crer que de esquerda eras, para agora saíres tão estupidamente do armário e deitares tudo a perder.

      “Depois falarei da minha situação”, prometes. Eh pá, mal posso esperar! Só de imaginar as descrições que nos vais fazer das heróicas aventuras no Burkina Faso, entre crocodalhos, indígenas canibais, suricatas e outros marsupiais, fico todo molhadinho. Vou já ali à Portugália mamar uma bejeca, para prevenir a desidratação!

  5. Os sionistas, os imperialistas e os pategas do Ventruja, já que querem “limpar Portugal”, punha-os a varrer as ruas (que bem precisam, tal a quantidade de lixo, plástico, vidro, cartão que as pessoas jogam fora, então à beira das estradas é impressionante, custará assim tanto manter o lixo dentro do carro até passar por um contentor ou caixote?).
    Mas tirava-os da caixa de previdência, ficariam em trabalhos forçados e encarcerados numa penitenciária à americana, o seu modelo de referência, onde existe a maior população prisional do mundo, tal como pretendem impor aos outros que não são fascizóides como eles.

    • E agora chamem-me “extremista” sem moderação, enquanto os “moderados” andam a fazer vaquinhas para continuar a alimentar guerras onde quem sofre são os civis, os mais vulneráveis e os soldados rasos, com algumas excepções, genocídios, ecocídios, etc e tal… tudo em nome da moral e dos bons costumes, e com o apoio e propaganda da “mídia do bem”!

  6. Eh! Pá! O que eu mais gostei no texto da Carlos Matos Gomes foi a de «desde que Putin o ( referindo-se a Macron) colocou na ponta da quilométrica mesa do Kremlin!… 🤣🤣🤣

  7. Bom dia.

    Não compreendo bem o tom do texto. Imagino que o objectivo seja a ironia, mas talvez esteja demasiado imbricado, tornando-se impossível perceber o que de facto quer dizer o autor.

    Na “place stalingrad” celebrou-se a não chegada ao poder do partido de extrema direita RN e a ideia de que “um outro mundo é possível!”

    Quando denomina a NFP como “extremistas moderados” – e portanto não é o que acha é o que o comentário geral afirma (?) – refere-se ao programa?
    Deixo- a aqui para se poder entender o nível das propostas políticas hoje em dia consideradas extremistas à esquerda:
    https://lafranceinsoumise.fr/wp-content/uploads/2024/06/PROGRAMME-FRONT-POPULAIRE.pdf

    Sobre a questão da designação de “extrema esquerda” – narrativa ideológica que a extrema direita e os liberais por todo o lado na Europa querem impôr – vale a pena recordar que em França, o Conselho Constitucional deliberou sobre a pertença ideológica dos partidos e nenhum dos que enquadra a NFP foi considerado de extrema esquerda.
    https://www.legifrance.gouv.fr/download/pdf/circ?id=45472

    Por último, Dominique de Villepin (um dos gaulistas que pergunta onde andarão e o que pensarão) foi peremptório:
    https://www.bfmtv.com/politique/elections/legislatives/face-au-rn-dominique-de-villepin-choisit-le-nouveau-front-populaire-et-priorise-la-lutte-contre-l-extreme-droite_AV-202406190993.html

  8. Os ucras teem uma singular capacidade de arranjar um grande crime russo nas horas mais decisivas.
    Foi o Teatro de Mariupol no início do conflito,foi Bucha quando seria muito difícil explicar mesmo a bovina opinião publica ocidental a razão pela qual a Ucrânia insistia numa guerra que muito dificilmente ganharia perante um tratado vantajoso.
    Então apareceram dezenas de cadáveres em Bucha,dias depois de os ucranianos terem retomado a cidade,alguns tendo ainda as braçadeiras que os identificavam como pro russos.
    Mas foi o suficiente para juntar o gado e aí do desgraçado que dissesse que alguma coisa nao batia certo.
    Raul Cunha desmontou a história toda mas ainda continuamos a falar de Bucha como um hediondo crime russo.
    Ora,dois anos volvidos e depois de alguns crimes hediondos ucranianos,como o ataque ao Crocus City Hall,a morte de jornalistas com bombas em carros e em cafés,o ataque a mercados de Natal apinhados de gente em Donetsk e Belgorod e,mais recentemente,o lançamento de cinco misseis com munições de fragmentação contra uma praia apinhada de gente na Crimeia, só para citar alguns, tinha de surgir um hediondo crime russo.
    A morte de crianças louras e tiro e queda para voltar a agregar as hostes fartas de pagar a Herr Zelensky.
    Já a morte de crianças castanhas não interessa a ninguém pois que aprendem a ser terroristas na barriga da mãe.
    Uma revista científica americana calcula que 200 mil pessoas tenham já sido mortas pelos sionistas, 10 por cento da população do enclave, mas isso não interessa a ninguém.
    Entretanto os sionistas estão cada vez mais javardos em todo o lado.A A comunidade judaica do Porto lançou uma diatribe contra António Costa acusando o homem do inevitável antissemitismo e atitudes soviéticas enquanto esteve no governo.Talvez tenha a ver com o facto dessa comunidade ter amplos negocios no imobiliário.
    O que me arrepia e essa gente poder dizer tudo sem ninguém se indignar e lhes chamar o que são.
    Uma cambada de supremacistas e racistas do piorio que se os deixarmos não se vao limitar só a destruir palestinianos,libaneses e sírios. Não digam e depois que ninguém os avisou quando estivermos todos nas garras da extrema direita sionista. Já faltou mais.

  9. Pois,e a treta que e preciso miserabilizar as populações, naquilo a que se convencionou chamar austeridade.
    Ora bem,o que e preciso e taxar as elites,acabar com os paraísos fiscais e fazer cair sobre quem foge a tributação via paraísos fiscais e outros todo o peso da justiça.
    Logo viam se não voltava a haver dinheiro para os tais apoios sociais considerados os grandes vilões do nosso tempo que impedem os povos de seguir o redentor caminho do trabalho e da vida frugal e dura.
    Como aliás havia no tempo em que estes trastes tinham medo da Único Soviética.
    E claro,deixarmos nos de guerras por procuração e de saque também era capaz de ajudar a não termos de gastar tanto dinheiro a acolher refugiados.
    Mas isso sou eu e as minhas teorias da conspiração.
    Deixar de enterrar dinheiro na Ucrânia também era capaz de ajudar mas não vai de certeza ser agora.
    Já agora,acho estranho que só fim de mais de dois anos disto e com a Ucrânia com cada vez mais dificuldades em sustentar o combate,as nossas populações cada vez mais fartas disto o exército russo tenha decidido começar a copiar a estratégia de terror total do exército mais moral do mundo atacando um hospital pediátrico.
    Se foi uma operação de falsa bandeira não seria a primeira vez.
    Já toda a gente envolvida nisto provou que se esta nas tintas para a vida dos civis ucranianos. A começar por Herr Zelensky.
    Se assim foi mais uma vez funcionou. A Ucrânia voltou a abrir telejornais e toda a gente está com a lágrima ao canto do olho pois que na Ucrânia que atacou uma praia apinhada de gente num feriado não há terroristas,apenas direito a defesa e não podemos comparar a morte de crianças louras com a morte de criancas castanhas que aprendem a ser terroristas na barriga da mãe.
    E, claro,e preciso ajudar os pobres ucranianos a combater os ogres ou eles vão acabar por atacar o Hospital “da Estefânia”.
    Estamos bem se não nos roubarem.

    • Os russos dizem que foi um míssil antiaéreo disparado pela Ucrânia, mas parece-me boa vontade a mais. Operação de falsa bandeira também foi o que me ocorreu logo, Herr Zelensky e seus ucronazis não têm qualquer espécie de escrúpulos.

  10. Não percebi nada: o situacionismo é mau mas o “anti-situacionismo” é pior?!
    O desespero é bom mas não em versão serena? Não faz mal colocar tudo a ferro e fogo desde que nada permaneça na mesma? O Melanchon é tão neoliberal quanto o Macron e a le Pen? Ou não o é de todo e isso é ainda pior? Vale ou não a pena haver eleições em França? Ou algures?
    Que caldeirada…

    • Rsposta rápida com explicação simples: o situacionismo (EUropeístas, USAtlantidtas, naZionists, UkraiNazis, Globalistas, o “centro moderado” ocidental, NeoLiberais, NeoCon, etc, que em Portugal é um grupo que vai desde a ala “direita” do BE até à ala “moderada” do Chega, passando por tudo no meio), é a pior m*rda qur aconteceu à Europa desde a Alemanha Nazi de Hitler.

      O anti-situacionismo tem 2 lados opostos:
      — um é representado por anti-inperialistas democráticos como o PCP e a “esquerda” do BE (aqueles minoritários que no congresso do partido mostraram a sua repulsa contra a NATO e contra o Nazismo Ucraniano e sempre foram reais EUrocéticos), esmagados pela propaganda do regime de forma a que casa vez menos gente vote neles. Olhando para a China, este lado seria a salvação da Europa.
      — o outro lado, levado ao colo pela imprensa do click fácil e do sensacionalismo e ainda pela imprensa do fascismo, é um lado péssimo, é o acelerar da destruição de tudo o de bom que ainda ia existindo na Europa. Por esta conjuntura, é o lado em franco crescimento, que como o Carlos Matos Gomes bem diz, pouco ou nada difere do “centro moderado”, mas tem uma grande lábia demagógica para parecer diferente aos olhos do povinho ignorante e/ou desesperado.

      Em relação à pergunta sobre Mélénchon, obviamente ele não é NeoLiberal, é Socialista Democrático. O problema é que para ganhar eleições teve de se colocar e fazer cedências ao PS (de Holandês e em tempos de Macro) e aos Verdes, e teve de desistir de todas as propostas que seriam de mudança estrutural na economia e na geopolítica, o que leva a antecipar que um seu governo mudará apenas as coisas à superfície, tipo Geringonça durante a “reversão da austeridade”.

      Mas os problemas estruturais (NATO, vassalagem aos EUA, apoio a UkraNazis, Capitalismo NeoLiberal de desigualdade pornográfica e crescente, o €uro da estagnação e endividamento, moeda dos banqueiros e não dos povos, etc) estes problemas estruturais ficarão intocados.
      Tudo depende sempre de como cada um joga a sua cartada, mas no médio prazo é inevitável acontecer a Mélénchon o que aconteceu ao PCP e BE após a Geringonça (oficialmente após 2019, na prática logo após 2017).
      E quando isso acontecer, Le Pen chegará inevitavelmente ao poder.

      Finalmente, uma correcção e um coice.
      A correção é que a lunática da Estónia se chama Kaja Kallas, não se chama “Kellie”.

      O coice é em relação a esta desonestidade intelectual do Carlos Matos Gomes:

      “Chirac foi substituído por Sarkozy e este por Hollande e este por Macron. Este trio de PP ( petits presidents) corresponde em Portugal a Durão Barroso, Passos Coelho e Paulo Portas, em Espanha a Aznar e a Zapatero, em Inglaterra a Blair, Gordon Brown, Cameron, Theresa May, Boris Johnson.”

      — reparem como este eleitor do PS deixou tacticamente de fora o seu querido António Costa, um corrupto sem espinha dorsal que graças à sua falta de patriotismo e de princípios, lá foi parar ao tacho EUropeu, com ajuda de todos os “Barrosos” e “Macrons” que se sentam nas bancadas situacionistas do Euro-parlamento.

      Se algum dia António Costa tivesse defendido Portugal em particular e o povo da Europa em geral, nunca teria chegado àquele tacho com tais apoios.
      António Costa vendeu a alma a USAmericanos, a UkraNazis, a naZionistas, e ao Facho-Capitalismo em geral. Se desde o final de 2015 até ao final de 2017 houve um claro período de “reversão da austeridade”, eu uso as aspas pois só se reverteu à superfício e nada se corrigiu no estrutural, isso só aconteceu por puro taticismo e ambição pessoal de António Costa.

      O teste de litmus do Mélénchon será agora. Pode vir a ser o António Costa português ou pode vir a ser um real salvador e representante do povo. O tempo dirá. E tal como o Carlos Matos Gomes vem explicou, se for o primeiro caso, Mélénchon será chamado de “democrata”, mas se escolher a segunda opção, será esmagado pela máquina de propaganda e lavagem cerebral do ocidente vassalo dos anglo-saxões, e será trucidado por essa imprensa MainStream, tal como essa imprensa fez com Jeremy Corbyn. Nesta ditadura do Facho-Capitalismo USAtlantista, um representante do povo a governar é inaceitável para quem tem o real poder de forma permanente (o capital/oligarquia, os EUA, e as suas MainStreamMedias).

      Como exemplo prático e concreto, num canal espanhol um grupo de Facho-Capitalistas ameaçam uma ministra do PSOE e dizem que leis laborais por ela propostas (que ganharam as eleições) não podem ser aplicadas, têm de ser negociadas por esses empresários Franquistas. E a MSM Espanhola fala disto como se fosse uma coisa normal na tal de “democracia” Liberal.

      Ao mesmo tempo, na Grécia, o partido da família do PSD+CDS, o Nova Democracia, chamado de “centro moderado” pela mesma imprensa/propaganda que chamava “extremista” e “perigo” ao Siryza (quando o Varoufakis ainda era Ministro das Finanças), anda hoje em dia a noticiar que “em nome do crescimento da conomia, da produtividade, e da sustentabilidade da segurança social”, o governo vai mudar a lei laboral (com uma proposta que não foi avaliada nas eleições, e sem debate com os trabalhadores/sindicatos) que fará o seguinte: em vez de 5 dias de trabalho por semana, com 8 horas diárias, os Gregos (para já só nalguns sectores) vão poder “escolher” entre trabalhar mais 8 horas ao Sábado (folgando só um dia por semana), ou continuar a trabalhar os 5 dias, mas com 10 horas de carga diária.

      O BCE, que no tempo do prostituto Draghi, ameaçou falir a Grécia se o Syriza de Varoufakis revertesse de facto a austeridade, é agora o mesmo BCE, neste tempo da prostituta Lagarde, que bate palmas ao Facho-Capitalismo (NeoLiberalismo) do partido situacionista “Nova Democracia”.
      Se os Gregos voltarem às ruas, a polícia vai recebê-los de braços e bastões abertos…

      É assim que funciona a “liberdade” na “democracia” ocidental. Por isso é que não cortam relações com o país que comete genocídio, e se atropelam para visitar a capital do país onde se glorifica nazismo. São todos amigos. E os outros, os países fora do Ocidente e os ocidentais que são de facto contra este império fascista e genocidal, é que são todos “inimigos” e um “perigo”.
      Por isso é que é preciso expandir a NATO para a Argentina e Austrália, pelos vistos países do Atlântico Norte…

      PS: com Nélson Mandela e Che Guevara no coração, viva a resistência anti-Apartheid e anti-genocídio do Hamas e do Hezbollah e dos Houthis, e vivam os guerreiros heróis anti-imperialistas e anti-nazis da Rússia. Coragem para a auto-eterminação da Transnistria e Gagauzia perante a agressão da Facha-Globalista Maia Sandu, e força para os soberanistas da Geórgia que podem ter em breve ter de resistir a mais um golpe da CIA/Mi6/Mossad.
      Que o bem prevaleça no Mundo e o mal (o império genocidal naZionista ocidental, sua oligarquia e seus vassalos) morra o quanto antes.

  11. Alan Simpson, republicano, ex-senador dos EUA numa entrevista à Frontline definiu o politicamente correcto como: …”Doutrina promovida por uma minoria delirante e ilógica, e raivosamente promovida pela mídia “mainstream” sem escrúpulos, que defende a proposição de que é inteiramente possível apanhar um cagalhão pelo seu lado limpo”.

  12. Penso que a França será ingovernável dentro de pouco tempo.

    Aliás,a França é ingovernável. Os franceses e imigrantes foram alimentados à força com o intervencionismo estatal e o assistencialismo. Esqueceram as regras básicas da economia, ou melhor, o simples bom senso, o que é compreensível quando vemos os nossos ministros, a dizer e a fazer qualquer coisa.
    Será certamente necessário esperar que se atinja o fundo do poço para que um bom número de franceses aceite a realidade e seja obrigado a aceitar as medidas de austeridade que resultarão inevitavelmente da situação económica e orçamental catastrófica do país.

    É, interessante verificar que o NFP só ganhou através de uma coligação de 4 partidos e com uma concentração de votos em determinados candidatos. Devem, portanto, qualificar esta vitória, que é apenas a dos políticos que se beneficiam a si próprios e aos seus amigos, mas certamente não a expressão do povo. Convém também recordar que, nas eleições presidenciais, o que conta é o número de eleitores.

    Pouco mais de 10 milhões de votos para o RN, pouco mais de 7 milhões para NFP,e cerca de 6 milhões para LFI. Em Inglaterra (sistema proporcional), a RN teria obtido a maioria absoluta.

    • Não digas disparates como esses do último parágrafo (e não só), que ainda és expulso da guilda dos profetas.

    • “o NFP”, escreve o copista, nem sabendo disfarçar as rasteiras que a tradução automática aplica ao copianço. “Le Nouveau Front Populaire” é masculino em francês, pá, mas “A Nova Frente Popular”, em português, é do feminino. Quando entregas ao Google a tradução do plágio, devias ter em atenção esse tipo de pormenores. Ainda para mais quando plagias a bosta de um qualquer obscuro lepenista ressabiado com a vitória da esquerda. Não tens vergonha?

      • “OS FRANCESES E EMIGRANTES (…) esqueceram as regras básicas da economia (…), o que é compreensível quando vemos OS NOSSOS MINISTROS, a dizer e a fazer qualquer coisa.”

        “OS NOSSOS MINISTROS”? O texto foi obviamente escrito por um francês, pá, que por isso escreveu “nossos”, ou “nôtres”. Mas nem reparaste nisso quando entregaste a tradução a Nossa Senhora do Santíssimo Google, ó meu ganda especialista em geostratégia, pulhítica francesa e tudo e mais um par de botas. A pressa de armar ao pingarelho é má conselheira, pá, e a porra do défice cognitivo também não ajuda nada!

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