(Eduardo Vasco, in Resistir, 06/07/2024)

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O primeiro debate eleitoral evidenciou a milhões de cidadãos americanos que eles são governados por uma esponja. Talvez a antecipação dos debates (nas eleições anteriores o primeiro debate ocorreu somente no final de setembro) tenha ocorrido precisamente com o objetivo de testar o recebimento da (falta de) capacidade cognitiva de Joe Biden pelo grande público para que houvesse tempo de substituí-lo por outro candidato, caso necessário. Como em 2020, Biden deu um golpe interno no Partido Democrata, impedindo a concorrência e os debates para não expor sua completa incapacidade de governar.
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Cheguei à conclusão que a melhor estratégia para lidar com a habitual demência que são as eleições presidenciais americanas (que hoje em dia com a americanização da comunicação social portuguesa e do resto do mundo, ainda tem maior projecção e tempo de antena), é a que já pratico faz tempo, ligar o mínimo possível.
Não é que censure ou tenha algo contra quem quer gastar horas da sua vida a navegar na maionese, por vezes apaixonadamente, discutindo se o melhor “chefe-em-comando” para a (mais brutal) “polícia do mundo” deve ser um fidalgo chauvinista, sexista e supremacista ou se uma múmia do aparelho de estado belicista, expansionista e sionista. Cada um se entretém com o que quer, ou lhe compete.
Mas nenhum de nós risca nada, por vezes nem o próprio eleitor norte-americano tem voto na matéria, quanto mais os que não são cidadãos dos EUA.
Se duvidam que a palavra “demência” seja apropriada quando falamos dos “hiPOpoTamUS” mais recentes, basta só relembrar os seus nomes, e esperar que os que são desses tempos usem a memória (ou então a internet, essa ferramenta do diabo), verem os últimos presidentes e as telenovelas que foram as suas eleições e, depois, as tragédias que foram os seus mandatos, principalmente para o resto do mundo, que eles já andam habituados a andar aos tiros uns aos outros, e cada vez mais desde cedo, e em todo o lado. Eu faço a lista dos nomes dos indivíduos que fizeram correr rios de tinta e horas e horas de comentário político, como se fossem as essenciais últimas coca-colas no deserto (mais valia serem água):
– George Bush
– Bill Clinton
– George W. Bush
– Barack Obama
– Donald Trump
– Joe Biden
Tal era também a qualidade dos adversários que perderam com eles, sempre naquele duvidoso jogo da moeda – pois só há duas faces opostas, e nunca se sabe quando ela gira no ar de que lado vai cair)… e também a dos vice-presidentes, os seus fiéis escudeiros até a porca torcer o rabo e “a porcaria atingir a ventoinha”. Tudo do melhor, da mais fina estirpe política histórica e mundial, tanto que até os meios de informação de referência reescrevem a história e a ciência políticas à custa destes visionários e seus ideólogos. A fina flor do pensamento ideológico, e sempre connosco, portugueses em particular e europeus em geral, e com o nosso bem estar e prosperidade em mente.
Vale mesmo a pena perder tanto tempo com algo que na verdade não temos palavra nenhuma a dizer, e que em vez de procurarmos analisar à distância e friamente, para melhores conclusões tirarmos e lições aprendermos, andarmos a discutir acaloradamente e importarmos todo aquele atrito que na verdade ainda nos vai prejudicar mais do que o prejuízo que já nos causaram nas últimas décadas, directa ou indirectamente (a crise do Wall Street, as crises migratórias dos refugiados para a Europa, provindas do Norte de África, da Líbia, mas também do médio Oriente, da Síria, do Iraque, etc?, só para citar alguns exemplos)?
É realmente um mar que se abre, e lá podem ir ver se dá o canto das sereias.
Quanto as eleições previstas na “nação indispensável”, o velho com danos cognitivos que só não viu quem não quis ver já há mais de dois anos, pelo menos,
da segurança do seu teleponto, já disse que teve apenas um mau dia e não desiste.
Tudo como previsto pois que para que o deep state possa continuar a apoiar barbaridades como o genocídio em curso em Gaza e a planeada destruição do Líbano sem que fique as claras aos olhos do mundo a verdadeira natureza e respeito pelos direitos humanos do “farol da humanidade” e preciso um fascista, a quem todos os comentadeiros dao carta de louco, no poder.
Nao vai haver golpe de estado nenhum, Biden vai arrastar se ate Novembro e o “louco” vai vencer.
Por essa altura vão os comentadeiros,tal como em 2016,falar na necessidade de respeitar a vontade popular expressa em urnas.
Tanto mais que desta vez e provável que o sujeito tenha muito mais votos expressos que o seu adversário.
Num sistema difícil de compreender em democracia,e que seria dificilmente aceite se praticado em países que os Estados Unidos consideram não democráticos,Trump venceu em 2016 tendo menos tres milhões e meio de votos que a adversária.
Desta vez isso muito dificilmente acontecerá a menos que optem pela chapelada. Mas teria de ser uma chapelada muito ampla e bem feita.
Mas um resultado que não coincida com as sondagens ou se afaste muito delas vai fazer muito mais que 36 por cento da população fique com a pulga atrás da orelha.
E um risco que ninguém vai correr num país em que toda a gente tem uma arma.
Porque não e isso que se pretende.Ganhas as eleições o homem vai achar também bons motivos para continuar a guerra contra a Rússia.
Ate porque ao contrário do que se diz por aí o homem tem a mesma sanha anti russa que todos os bons democratas.
Foi durante a sua presidência que os Estados Unidos se começaram a afastar de todos os tratados de controle de armamentos.
Portanto o guião há esta feito e o espectáculo vai continuar com os comentadeiros a ter muita palha onde pastar.
Quem se amola são os palestinianos,libaneses,sírios e ate europeus que não votam no circo das presidenciais americanas e levam sempre com a gordura do cozido.