(Por oxisdaquestão in Blog oxisdaquestao, 06/07/2024, revisão da Estátua)

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Quem estava à espera do 2º milagre dos penaltis desiludiu-se completamente à 2ª série. O poste não estava 20 cm deslocado para o lado de fora e tanto bastou para os adversários ganharem a vantagem que não mais perderam. Questão de estatuto e personalidade. Andou o país numa excitação, cantou o hino a gritos e investiu na bandeira; foi técnico de sofá e vidente sem bola de cristal, mas de desejos de autoestima para a nacionalidade. Já está, nem Ronaldo, nem Vitinha nos safaram e o nosso guarda-redes já tinha esgotado as defesas todas.

Esta da convergência foi inventada quando o país deixou a sua independência a troco dessa e doutras miragens. Só que a nossa convergência é a das linhas paralelas e ronceira, a que se verifica nos países pobres que aceitam ser colónias e, portanto, governados de fora. Já vai ela para 2060, se… Como se a UE fosse um conjunto de economias com um plano coletivo para tal e não um espaço onde os mais fortes fazem prevalecer os seus interesses sobre os mais fracos, mesmo que a troco de autoestradas. 2060, de hoje a 36 anos.

Num caso de perfeita ubiquidade ex-assessor do antigo 1º ministro socialista era porteiro em todos, ou quase todos, os Ministérios e o que mais fazia era abrir portas e mais portas. Por sorte os Ministérios tinham portas e então a vocação do homem podia cumprir-se.
Diz-se que trazia consigo uma almotolia sempre cheia de óleo que usava em fechaduras renitentes e dobradiças barulhentas e que era mestre no assunto da lubrificação. Andam inspetores e magistrados com a suspeita às costas e, quem quer, nota-o porque milagres destes não acontecem todos os dias, em qualquer rua onde existam edifícios do Governo com as portas respetivas.
Quando pensamos que há 40 anos atrás, o mesmo emprego era acessível aos “boomers” praticamente sem educação, ou apenas com o 12°.
Hoje em dia, os estudantes terminam o curso com notas de 18 por vezes pensam que são uns génios, o que não é verdade.
Há também que ter em conta o comportamento geral de “alguns” jovens, mesmo que sejam bastante educados, o que não encoraja os empregadores mais velhos a recrutá-los. Antigamente, as pessoas eram recrutadas de baixo para cima, por vezes sem nada, e subiam na hierarquia de acordo com as suas capacidades, por vezes muito alto, através de desenvolvimento interno. Hoje em dia, acabam com bons cursos nos currículos, mas sem consciência da vida. Basta olhar para os nossos políticos, totalmente alheios à realidade de um país, para perceber o que se segue.
O problema é que, em Portugal, mais ainda do que noutros países, o curso é utilizado como escala para calibrar o nível de cada posto de trabalho, bem como a escala salarial. Por isso, é compreensível que se queira começar a trabalhar numa posição e com um salário proporcional ao curso. Ora, é evidente que, ao baixarmos os níveis de formação, estão a recrutar ao nível,do 9° quando antes recrutavam ao nível 12°. Este facto torna ainda mais difícil o acesso ao emprego para aqueles que abandonaram precocemente o sistema de ensino.
Já não produzimos jovens com vontade ou com a bagagem necessária para compreender o que lhes pedimos para fazer um trabalho (seja ele qual for), mas sim cabeças vazias inchadas com um pseudo diploma sem base nem competências mínimas, pelo menos no sector público.
O maior escândalo é esta vontade de nivelar por baixo o ensino, que custa uma fortuna para produzir pessoas frustradas.
A experiência de vida vale mais que todos os diplomas do mundo.
Por outro lado, quando “ideólogos” falam do direito à preguiça, estamos a atingir o surreal!
Nos países anglo-saxónicos, os jovens endividam-se para estudar e as escolas fazem promessas irrealistas sobre empregos e salários quando se formam.
Muitas vezes, para pagar os seus estudos e limitar as suas dívidas, aceitam também empregos de estudantes.
Quando a única coisa que conseguem depois de saírem da escola é um emprego mal pago, ao mesmo nível dos empregos de estudantes, há muitos motivos para se zangarem, não é verdade?
Quando uma sociedade mente aos jovens para maior proveito de alguns, será isso bom?
Mais uma vez, os nossos jovens são as primeiras vítimas da inversão orwelliana do significado das palavras e das coisas… da novalíngua.
Há muito que os nossos “zélites” de salão confundem “saber” com “conhecimento”.
Saber é ter lido a ementa à entrada do restaurante. Se, nesta fase, pensam que comeram bem, tem um problema grave de perceção da realidade, que a natureza será obrigada a recordar (fome).
Conhecer significa ter provado um ou mais menus do mesmo restaurante, ter falado com o cozinheiro, ter-se informado sobre os produtos propostos e a sua proveniência, etc.
Em suma, significa ter validado os seus sentimentos com uma experiência!
É tudo o que nos é pedido neste planeta, se possível com consciência e discernimento.
E isso não é tarefa fácil hoje em dia…
A idolatria da plutocracia pela modelação digital de tudo faz parte da mesma confusão e está a levá-la a distanciar-se pouco a pouco da realidade das coisas (IA, clima, Ucrânia, Israel, etc.).
Será um despertar (muito) duro e muito choro para muitos.
Quando se vê a quantidade de gente formada irreflectidas, manipulados, incultos e pretensiosos que existem entre muitos “licenciados”, dá-me vontade de rir… o problema é precisamente dar a esta gente cargos importantes que eles são incapazes de gerir porque são demasiados soberbos. Prefiro muito mais o bom senso que se mantém fiel à realidade do que fantoches que pensam que podem governar o mundo porque têm um pedaço de papel no bolso.
Também há o síndroma do funcionário público que, a pretexto de ter passado num concurso(muitas vezes manipulado) há muito tempo que se recusa a pôr em causa o seu modo de trabalho, nem que seja por causa da evolução tecnológica ou do ambiente económico. Em Portugal, queremos que tudo permaneça fixo e validado por um curso ou um pseudo concurso, é quase como as tábuas da Lei de Moisés!
A escola da vida ensina-nos com os nossos erros…
Cuidado com os velhos tolos, porque eles têm experiência.
Seja como for,os grandes cérebros portugueses (que os há)não vêem Portugal como uma oportunidade.
De resto a convergência é uma treta,o problema é a corrupção e outras tretas..
Bom, vamos por partes. O jogo da selecção até nem foi dos mais aborrecidos ou fraquinhos, porém quem não marca sofre, e nas decisões de penalidades ainda é mais crucial não desperdiçar as oportunidades de marcar. Mas uma vez calha a uns, outra a outros. Não há drama especial, excepto que o Prof. Xavier (seleccionador Roberto Martinez) vai continuar a acompanhar a tal “mutação da humanidade” (pelo menos a parte lusa que lhe toca), e isso não augura grandes sucessos, sobretudo se a selecção continuar a ser feita para “ajudar” alguns jogadores, e deixar outros que merecem dar o seu contributo de fora, pois o peso dos nomes (e das negociatas à volta deles) supera o do mérito individual. Enquanto for assim, nunca teremos uma selecção portuguesa, e sim uma selecção de alguns portugueses (curiosamente, os que gravitam em torno dos jogadores, das equipas, e ganham boas maquias à custa deles, além dos políticos que sempre aparecem na hora das vitórias e na das derrotas já não são tão solícitos e disponíveis, ou então dão a cara para fazer de figura paternal e botar paninhos quentes).
Quanto à “convergência”, tudo de acordo, é como a cenoura à frente do burro para o fazer andar para a frente, e ir para onde queremos que vá. Em 2036 alcança-se a soma de 5 décadas desde a adesão de Portugal em 1986 (com a Espanha, será que esta também só irá hipoteticamente convergir em 2060?), e somando-lhe mais 24 anos (curiosamente estamos em 2024), lá temos o número 2060 (74 anos desde a adesão de Portugal até à mirífica convergência, sendo que a revolução portuguesa foi em 1974). Mas isto são apenas curiosidades numerológicas sem grande significado, o que interessa aqui é notar que 2060 é uma data redonda, e ainda estamos em plena execução e adaptação da agenda Vinte-Trinta, faltará a Trinta-Quarente, a Quarenta-Cinquenta, e a Cinquenta-Sessenta, e isto é se passarmos à próxima, e por aí adiante. E mesmo passando, não me parece que haverá grandes progressos em torno da verdadeira convergência que interessa, que é a dos mais pobres com os mais ricos, ou seja, o atenuamento das diferenças socio-económicas dos cidadãos europeus entre si, mais do que os valores estatísticos entre países-membros. Dessas convergências é que ninguém fala nem faz promessas ou projecções a longo prazo – pelo andar da carrugame, não vai ser em 3 décadas e meia, e fico-me por aqui quanto a especulações.
Quanto aos Luíses Bernardos desta vida (há outros parecidos), vendilhões das agências de comunicação que trabalham directamente com os orgãos de comunicação social mainstream, com os políticos, com a banca, com o mundo empresarial, com os lobbies, facilitadores de arrivistas, esquemas mal-amanhados que acabam por prejudicar a tal “nação imortal” que se une para torcer pela selecção (faz de conta), e se divide depois em disputas mesquinhas e sectárias. São aqueles mercenários que levam nas palminhas da Comunicação Social aquele(s) que melhor lhe pagarem (e também na internet, com os seus bots, clones e trolls), e só isso explica em parte o descrédito de todos eles, por muitas birrinhas que venham fazer e ainda culpar os cidadãos por já não lhes passarem cartão, querendo impôr-se à força a estes, nem que seja preciso aprovar leis de censura, ou subsídios tipo renda automática para continuar o bonito serviço que prestam.
Resta acrescentar que ontem escrevi um comentário no artigo sobre o Sr. Nuno Rebelo de Sousa, e nele toquei ao de leve em algumas coisas que vou tentar resumir (o meu texto era longo, mais do que este até aqui).
Também mencionei de passagem o penúltimo 1.º ministro socialista (o qual sempre achei pantomineiro, mas são quase todos), mas para ressalvar que esteve preso até ao limite e para lá deste sem ter ido a julgamento (aliás, ainda não foi, até agora foi tudo um preâmbulo de uma eventual sentença que talvez em 2036 ou 2060 ainda não entre em efeito, apesar de já terem prendido o homem), e vejo outros arguidos, já julgados em 1.ª instància, condenados, com outros processos à perna, que andam à solta enquanto recorrem das sentenças (não vão ser inocentes, apesar de condenados), mas pelos vistos não há riscos de fugas, perturbação ou interferência do processo. etc e tal. Alguns deram-se muito mal ao fugir à justiça, mas parece que tudo fizeram para facilitar a sua fuga (João Rendeiro, por exemplo). Mas outros não se darão assim tão mal, podem passear à vontade, afinal mesmo com doenças mentais e nervosas degenerativas, amnésias, Alzheimers, etc, ainda podem ir ao baú das memórias ou ao das “barras de ouro” e incomodar ou assustar ou destruir mesmo muita gente.
Mas isto era apenas para encher chouriços, quanto ao Dr. Nuno Rebelo de Sousa a minha teoria é de que devia ter aparecido na Comissão de Inquérito parlamentar, na sua audiência, mesmo que por video-conferência, fantasiado de mimo ou Pierrot. Assim podia fazer mímica e sempre era um pouco mais fascinante e apropriado que fazer figuras triistes e responder sempre monocordicamente dizendo que não podia responder, conforme lhe haviam aconselhado os seus conselheiros profissionais, vulgo advogados. E ele até tem feições e expressão adequadas. Assim o que foi uma charada poderia tornar-se um momento lúdico e recreativo.
É claro que o MP tem dois pesos e duas medidas, e assim como há péssimos advogados, charlatões, burlões (não era só o Vale e Azevedo), também há péssimos magistrados, péssimos procuradores, péssimos juízes (não era só o Rui Rangel), e por aí fora (péssimos polícias, péssimos detectives, etc)…
E claro que o Dr. Nuno, tão bem quisto no Brasil (esta expressão talvez nunca tenha sido tão bem aplicada, talvez…), afinal um facilitador de naturalizações por interesse que abrem portas “milagrosas”, ou “curativas”, de brasileiros em portugueses, foi agora trabalhar para o departamento de marketing da EDP, e não deve ser por acaso. Foi por ser conveniente, e ter muitos amigos, e os amigos serem para as ocasiões, e…
Já agora, quanto às naturalizações por encomenda ou cambalacho, no mundo desportivo, em várias modalidades, elas estão sempre a acontecer, e é assim que Portugal consegue ter melhores representações (ou resultados) em Jogos Olímpicos, nas selecções de futebol (ainda me lembro quando o Carlos Queiroz chamou o Liedson, quando estava aflito para apurar-se, e este marcou um golo importantíssimo à Dinamarca, permitindo o apuramento, para nunca mais calçar, ou se calçou foi só para fazer número, e mais casos haverá, este eu lembro-me bem, Queiroz que depois deixou o João Moutinho de fora e no mesmo Verão ele transitou para o FC Porto, a ver se lá o chamavam à selecção dos lobbies e dos tachos e dos interesses, onde às vezes vale tudo para ganhar e outras vezes o que interessa é participar). Portanto, não pode ser por aí tanto ruído e indignação, ou será que 2 crianças inocentes e enfermas naturalizadas portuguesas e seguindo aparentemente os trâmites comuns e normais, para poderem ter melhor tratamento, independentemente de outras questões relacionadas, é assim tão revoltante?
Acresce também que o nosso estado tem vários buracos negros que nunca merecem comissões de inquérito (já nem vou às negociatas futebolísticas e à corrupção que geraram nas últimas largas décadas, dessas já estou farto), por exemplo, o resgate da banca, as parcerias público-privadas, o militarismo exacerbado e as despesas e prejuízos do belicismo, numa transição gradual para uma economia de guerra, TAP, CTT (davam lucro ao Estado, agora dão a quem, com todos os cortes e amputações feitas, prejudicando os cidadãos?), e muitos mais casos bicudos, com prejuízos astronómicos para os cidadãos e contribuintes, mas com alguns que se encheram à grande, fosse a facilitar, fosse a contribuir, fosse a abarbatar… e agora imaginem que todos os palhaços e espantalhos que lá iam (e já lá foram alguns testas de ferro bem poderosos, que agora passaram à sombra como se nada tivessem feito e também podem passear à vontade, sofrendo de amnésias mas lembrando sempre que eles é que sabem), faziam como o Dr. Nuno Rebelo de Sousa?Que regabofe seria…
E isto não é nada pessoal contra ninguém, nem se trata de insultar gratuitamente ou tirar juízos ou fazer condenações precipitadas, agora pelo comportamento público de alguns figurões, diria mesmo que há muito perderam a vergonha na cara e não podem dar lições de moral e bons costumes. É um degredo…
E pronto, é mais ou menos isto o que tinha escrito respondendo ao artigo anterior.
P.S. Se o Prof. Xavier não resultou em benefício da “mutação da humanidade lusitana”, vão buscar o Magneto (JoJesus)…
*pelo andar da carruagem
Como é óbvio, ontem escrevi uma resposta no artigo anterior mas a sua publicação falhou, depois não tive paciência para escrever tudo de novo. Daí que agora aproveitei para voltar ao(s) assunto(s)…
Quem diz Jogos Olímpicos, diz campeonatos europeus e mundiais de atletismo, em todas as suas variantes e modalidades, e também nas modalidades de pavilhão, etc… aí a naturalização só é contestada por alguns sectores mais xenófobos ou contrários à imigração e à naturalização de estrangeiros, ou pelos “rivais” desses atletas que, mesmo não tendo tantas marcas. records, prestígio e títulos, seriam os seleccionados ou apurados.
Se existem naturalizações por “interesse de estado” no Desporto em geral, e por “interesse pessoal”, por assim dizer, pois os atletas e desportistas também têm benefícios na sua vida pessoal e profissional ao se naturalizarem e passarem a representar o nosso país, neste caso, também se tem que aceitar que as haja noutras dimensões (a vida não é só futebol e corridas)…
E claro que a inocência das crianças, as principais beneficiadas disto tudo, penso eu (a não ser que tenha havido contrapartidas a quem possa tê-las
favorecido, está fora de questão.
Ora sabendo que passaram 38 anos da adesão de Portugal à CEE, e faltando precisamente 36 anos para 2060, o propalado “ponto de convergência”, podemos dizer que estamos a pouco mais de meio caminho, acabados de passar o ponto médio desse longo e demorado percurso.
Muitos de nós não estaremos cá para o verificar em 2060, e os que tiverem não se lembrarão destas “metas”. A neutralidade carbónica é outra meta estipulada pela UE, e também não me cheira que seja cumprida na data apregoada (se não estou em erro, 2050, mas não tenho certeza). Só não há metas para acabar com a pobreza, e equilibrar a distribuição sócio-económica entre todos os cidadãos (em todos os países) da UE. Estão mais interessados no modelo económico belicista e explorador, com massas de esfomeados a servir de fonte de recrutamento de carne para canhão ou exploração em trabalhos mal amanhados e ainda pior remunerados, enquanto há quem dê dois chutos numa bola e num dia apenas facture milhares de euros.