(Daniel Vaz de Carvalho, in Resistir, 26/05/2024)

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O xadrez geopolítico tem como adversários os EUA-UE-NATO e aliados (abreviadamente o ocidente) e a Rússia-China e aliados. Dois lances da Rússia-China colocaram em xeque o ocidente, cujo jogo tinha ficado bastante fragilizado com a reeleição de Putin.
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Conheci pelo menos uma pessoa que se largou de volta para Angola quando a guerra por procuração na Ucrânia começou.
Se outros continuam por cá e porque os seus países também estão em guerra. Ou a miséria é muita. E guerra por guerra, miseria por miséria, vão esperando a ver no que isto dá.
Nos, que basta uma nuclear tactica na meseta de Castela para estarmos todos lixados ainda andamos feitos estúpidos a gabar nos que os nossos drones estão a ajudar a Ucrânia a destruir armas russas e outras asneiras semelhantes.
Será que está malta ainda não percebeu que a nossa situação geográfica é uma ratoeira?
Somos praticamente uma ilha e a nossa única ligação daqui para fora é muito estreita, pelas montanhas e para um sítio que se as coisas azedarem vai ficar mais quente ainda.
Se as coisas aquecerem podemos ter de ser nós a meter nos numa patera a caminho de Marrocos ou Argélia.
E como é que quem tiver a sorte de não se afogar no Mediterrâneo ou Atlântico será recebido depois de tantas aleivosias que lhes fizemos?
Se há paises que teriam obrigação de falar de paz e de pôr fim a esta loucura toda seriam justamente os povos peninsulares.
Mas escolheram o outro caminho. O tal caminho da arrogância, do direito divino do Ocidente a dominar o mundo e assim por diante.
Acreditamos mesmo que a Rússia acabará por ceder, aceitar um novo Yeltsin e a sua população morrer lentamente e ser substituída como foi a população das Américas. Tem tudo para correr mal, como correu a suecos, polacos, Napoleão e Hitler. Ou melhor, tendo em conta o armamento que está no tabuleiro tem tudo para correr pior ainda.
As pateras estão a nossa espera.
A europa já atingiu o ponto de não retorno. Lembram-se de “Estamos em guerra” em 2020, sem explicar o plano globalista com o qual Portugal colaboramos.
Hoje estamos quase lá, o ponto de não retorno foi atingido, e a guerra é a única maneira de impedir a revelação do sistema globalista com o qual estamos comprometidos. Perante esta ameaça, qualquer meio é suficiente, incluindo expor populações à guerra para impor os constrangimentos do sistema em que estão empenhados, a extensão da Europa ao serviço do Estado profundo globalista.
Desde o início desta guerra,estou certo de que estamos a caminhar para uma guerra na Europa com a Rússia.
A primeira coisa que vai acontecer no nosso país é o pânico total. A mão de obra estrangeira que mantém Portugal a funcionar regressará aos seus países de origem.
Todos os sectores serão afectados (alimentação, combustíveis, saúde, construção, indústria, etc.).
Prevêem-se graves perturbações.
Estes acontecimentos civis serão os primeiros a ocorrer.
Depois virão os efeitos e as ameaças de guerra diretamente no nosso solo.
Há uma boa hipótese de que a NATO ou a França intervenham,
a China também intervirá para ajudar a Rússia. Um exército de um milhão de homens faz toda a diferença no terreno.
Os tempos que se avizinham são sombrios.
Vão para a guerra porque também sabem que a guerra vai resolver muitos dos seus problemas, vão desencadear a terceira guerra mundial, é a sua mantra: “seria necessária uma ‘boa’ guerra para pôr tudo em ordem”. É desastroso que essa mentalidade não tenha mudado. Ouço este mantra desde que me interessei por geopolítica. Mas será que a culpa é mesmo dos dirigentes actuais? Quem é que os colocou no lugar, quem é que os mantém, quem é que os venera apesar das queixas. A maioria dos eleitores para quem é inútil apresentar as suas ideias, porque em troca só há gozo ou desprezo. Sejamos egoístas e protejemo-nos. Não há tempo a perder com aqueles que passam o tempo a arrastar os outros para baixo.
O síndroma da arrogância é uma doença de que sofre a maioria dos chefes de estado ocidentais, o que explica estas abordagens bélicas.
O que me desanima é ver todos os partidos da oposição que supostamente vão ganhar as próximas eleições e que parecem concentrar-se exclusivamente na imigração,e no wokismo . É muito sério, admito, mas já é altura de estabelecerem algumas prioridades. Evitar uma terceira guerra mundial parece-me ser A prioridade!
Para alguns, o caos é como uma escada. Como o barril de pólvora chegou ao topo fazendo batota, só podem lá ficar fazendo batota. Com a guerra, podem governar como quiser sob um estado de emergência. E durante o tempo que durar. Foi exatamente isso que aconteceu e continua a acontecer na Ucrânia.
Para além do custo financeiro, penso que se deve salientar o custo em vidas humanas. Mais de 600.000 mortos na Ucrânia e provavelmente 60.000 na Rússia. Que desperdício!
Todos se preparam para a guerra,basta ver os orçamentos para as forças militares.
E como o nível de endividamento dos países ocidentais, nada é possível sem medidas que sangrem o povo e levem à revolução.
A guerra na Ucrânia é uma guerra pelo domínio mundial. A Rússia está a ganhar e os outros não querem perder, sobretudo para o seu domínio económico. O risco nuclear é real.
O dólar vai entrar em colapso e o ouro tornar-se-á a base do comércio internacional. Como não existe em quantidade suficiente, o ouro aumentará por um factor de 10.
Mesmo os americanos, com as suas 8000 toneladas em stock, terão de aceitar esta situação, se não quiserem que Nova Iorque ou Los Angeles sejam arrasadas.
Estes acontecimentos parecem encaminhar-se para uma fusão devastadora!