(Whale project, in Estátua de Sal, 20/05/2024, revisão da Estátua)

(Este artigo resulta de um comentário a um texto que publicámos, de Daniel Oliveira, sobre a imigração, (ver aqui). Pela sua atualidade e assertividade de pontos de vista, resolvi dar-lhe destaque.
Estátua de Sal, 20/05/2024)
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No tempo em que ninguém para cá queria vir não havia no Alentejo imigrantes mas havia emigrantes. Os chamados “ratinhos” que iam das Beiras trabalhar na altura das ceifas. E, tal como os imigrantes de hoje, aceitavam trabalhar por muito pouco, viver ás vezes até ao relento e comer para ali uma côdea de pão.
Ontem, como hoje, muita gente culpava os “ratinhos” e não os agrários, que tudo faziam para pagar o menos possível a quem trabalhava. Os agrários exploradores que tinham na polícia rural, que era a GNR, os jagunços perfeitos para pôr em sentido quem protestava. E, se para pôr o gado em sentido, fosse preciso matar em plena rua uma mãe de quatro filhos, matava-se.
O que não consta é que algum “ratinho” tenha sido morto a tiro ou hostilizado por jagunços fardados. Como acontece hoje com os imigrantes. Afinal eles davam jeito a quem não queria pagar, e sempre podiam dizer aos trabalhadores: ou comem ou, para além de vos podermos denunciar à PIDE como comunistas, ainda mandamos vir mais “ratinhos”.
Os alentejanos que hoje votam na extrema-direita, porque acham que a culpa é dos imigrantes e não dos exploradores, têm a mesma mentalidade dos que deitavam as culpas aos “ratinhos”. E os agrários de hoje, alguns dos quais nem portugueses são, têm a mesma mentalidade de outros tempos. E, quem hoje vota no quarto pastorinho, esquece-se que nesse tempo era a extrema-direita que mandava.
Nos anos 60 começou o êxodo alentejano. Criaram favelas na periferia de Lisboa, onde esgotos corriam a céu aberto. A censura não deixou que fossem vistas mas foram alvo de documentários ingleses. Porque é que se sujeitavam a isso e a continuarem a ser explorados nas fábricas e na construção civil? Porque se voltassem os pides e os jagunços haviam de lhes querer fazer boas contas.
E, se nesse tempo era a extrema-direita que mandava, a extrema-direita de hoje está cheia de saudosistas desse tempo. Por isso tratem de ter cuidado com o que desejam.
E, essa do capitalismo tirar gente da miséria, deve ter sido gerada não sei bem onde. O capitalismo só funciona, sem causar grandes danos, se houver regras. Porque a natureza humana é igual em todo o lado. A mentalidade do agrário alentejano dos anos 60, que queria ter casa luxuosa, bom carro, idas a casinos e prostíbulos na capital, restaurantes e hotéis de alto luxo, apenas com o que a terra dava, é igual ou pior em todo o lado. O capitalismo selvagem dos anos de Yeltsin causou três milhões de mortos pela fome e pelo frio na Rússia. Foram, sem dúvida, tirados da pobreza. Países como a Roménia perderam 25% da população desde 1990, pelo que foram, sem dúvida, tirados da pobreza.
O capitalismo sem regras gera sim, milhões de pobres, que vão tentar emigrar seja para onde for. Muitas vezes, justamente devido às táticas de ódio e divisão da extrema-direita, as pessoas veem-se também às voltas com a insegurança gerada por forcas policiais e milícias que matam. Não é só com a pobreza que têm de contar.
Não foi só com a pobreza que os brasileiros “pardos” tiveram que contar nos anos Bolsonaro, pelo que, a muitos só restou fazer a mala. Às vezes nem isso. Uma criatura que emigrou aos 53 anos trouxe uma mochila às costas. Tudo o que o Brasil lhe deu numa vida de trabalho, iniciada aos 14 anos, cabia numa mochila. Mas, o capitalismo sem regras fez com que, numa idade em que já só queremos sossego, emigrar fosse a solução encontrada por ela e por um marido da mesma idade, um filho e uma nora. O neto já nasceu por cá. Outros três filhos também trataram de fugir para outras paragens.
Por exemplo, quanta gente de orientação sexual duvidosa já não estará a fazer as malas na Argentina, depois de quatro mulheres terem sido queimadas vivas? Para além disso, o capitalismo desregulado do “El Loco” está a produzir pobres a uma velocidade assombrosa.
Tirem o cavalinho da chuva. A extrema-direita não vai impedir a imigração, nunca impediu. Porque a imigração interessa aos exploradores que lhe dão dinheiro para as campanhas. E quanto mais ilegal for, melhor, que assim mais facilmente serão explorados os imigrantes.
Obama deportou mais gente que Trump e, as famosas jaulas horrendas onde se enfiavam crianças, já existiam no seu tempo. Simplesmente, começaram a falar mais disso só no tempo do Trump, porque ele estava pouco disposto a embarcar em aventuras contra a Rússia.
À extrema-direita só interessa, justamente, o desviar das atenções. O culpar os imigrantes é o desviar das atenções do facto de que todos estarmos a perder direitos. Nada mais que isso.
O que a extrema-direita é, também se aplica à Iniciativa Liberal do Cotrim, que quer é um regresso aos anos 60. Um regresso ao tempo em que, além de haver três famílias numa casa de três quartos ou menos, ainda havia milhares de barracas, um pouco por todo o lado e em que, quem tinha a, sorte de ter uma cama e não uma enxerga, só tinha dois jogos de lençóis comprados a prestações.
Quanto mais a extrema-direita, o fascismo, o racismo, a xenofobia crescerem, mais deslocados haverá. Porque ficar à espera de ser morto pela fome ou por uma milícia não é opção para ninguém.
A extrema-direita é parte do problema, aqui e nos países de onde os imigrantes vêm, nunca a solução. E, se não formos capazes de ver isso, estamos tramados.
Este também é elucidativo. Já nem se preocupam em disfarçar o objectivo final, o descaramento é total. Não se apercebem sequer que tais sonhos molhados não têm qualquer possibilidade de concretização e que a insistência nessa estratégia de doidos arrisca empurrar o planeta para a última de todas as guerras.
https://www.swentr.site/russia/597979-estonia-ukraine-nato-eu/
Amigo Whale, a propósito de “ratinhos” de outros continentes, tens aqui um artigo interessante publicado hoje no site da RT. Por estas e por outras é que o canal foi expedita e “democraticamente” banido na Europa pela Ursula von der Lies, com o pretexto da invasão da Ucrânia. O currículo da autora vem no fim do artigo e também é elucidativo de alguns dos motivos que levam a ladroagem neocolonialista a persignar-se sempre que se apercebe de que a Moscóvia está aí para durar… e chatear.
https://www.swentr.site/africa/597982-uk-financial-institutions-africa/
O problema é que eles compreenderam as regras do jogo: não se trata de “fazer lucro”, mas de “lucrar”, enquanto nós misturamos afeto, bons sentimentos, retidão e investimento pessoal no nosso trabalho.
Excepto que este capitalismo à “moda” do pai se baseava na exploração do resto do mundo.
Vestígios coloniais que desapareceram há muitos anos.
Acrescento que não são as grandes empresas que criam riqueza, excepto para os acionistas e os grandes patrões, mas sim todas as PME, as PME e os pequenos trabalhadores e lojistas.
A Europa, e Portugal em particular, está a perder posições. As riquezas importadas estão a diminuir; a Europa tem poucas ou nenhumas matérias-primas, para além do carvão!
A massa cinzenta desapareceu, tal como as últimas indústrias e, com elas, as competências!
O velho mundo não vai regressar! Portugal está a encolher e a dilacerar-se, num contexto de tensões económicas e raciais e de política interna . A longa marcha… está a chegar, com a subserviência a potências estrangeiras como pano de fundo.
O mundo de amanhã não é o mundo do passado. O empresário que compreende isto é o empresário que consegue ver o futuro.
O capitalismo à “moda” do pai não tem provavelmente lugar no mundo actual:
A abertura internacional matou-o: é impossível lutar contra o capital móvel e a mão de obra móvel (ou se deslocaliza, ou se traz imigrantes, ou se compra no estrangeiro). A Europa é o único continente que continua a seguir este caminho: os agricultores da Polónia, da República Checa, da Roménia e de …. têm de aceitar as importações de trigo ucraniano, que os arruinam e os obrigam a despedir trabalhadores agrícolas e a substituí-los por máquinas.
As sociedades modernas são, na sua maioria, constituídas por indivíduos autistas, enxertados nos seus telemóveis e, por isso, pouco abertos aos outros.
O capitalismo financeiro tomou definitivamente o poder (excepto no caso de alguns ditadores): Biden, , Ursula e muitos outros que não são mais do que marionetas, líderes mal ou nada eleitos, sem qualquer convicção política ou autoridade reconhecida, mas com um roteiro escrito por outros….. Resultado: o trabalho é agora feito apenas em benefício do 1% de bilionários que nunca vemos….
O resultado de tudo isto é um declínio flagrante do sentido colectivo, do respeito pela autoridade, do gosto pelo esforço, etc.
Os liberais só são liberais quando lhes convém.
Eles vão trazer de volta a escravatura se acharem que precisam dela para quebrar os pobres coitados.
Produzimos serviços, sobretudo, controlamos e regulamos, muitas vezes em detrimento das dos indivíduos. E estes trabalhos são pouco gratificantes e ainda menos criadoras de riqueza para quem as executa, daí o empenho no trabalho muito baixo.
Mas há que dizer que existe um mal-estar geral, nomeadamente entre os jovens, que já não se sentem motivados para trabalhar. Não conhecem o conceito de desempenho e não vão atrás de biscates no verão, mesmo que lhes dêem formação.
Por muito que deplorem os meus comentários , temos de admitir que existe um problema de motivação, sobretudo entre os jovens, formatados para a distração e a ociosidade. Eles tiram regularmente horas do seu horário de trabalho para usar o seu i-phone – está até quantificado e reconhecido.
Está mesmo quantificado e reconhecido. E afecta igualmente os trabalhadores das empresas .
Quem é que aceita os trabalhos menos gratificantes? Já não são os Portugueses, e acabamos por ter esta forma de racismo, que consiste em contentarmo-nos com o facto de vermos estas trabalhos servis serem desempenhados por imigrantes (o que não é bom para nós, Portugueses, é bom para os imigrantes).
Vejam os discursos dos políticos que declaram que a imigração é indispensável para assegurar o emprego.
Acho isto escandaloso para o nosso país, que, ao aceitar esta divisão do trabalho, está a dar migalhas aos imigrantes .
Um país tem de assumir as suas responsabilidades e, se funciona de acordo com estes princípios, tem de deixar de se queixar e admitir as consequências do seu comportamento. Atrevo-me a dizer que, ao aceitar estes princípios, criámos uma certa preguiça entre os Portugueses, uma inconsciência que só pode validar a imigração sistemática e deliberada, independentemente do que possam pensar daqueles que se escondem dela.
A causa de toda esta confusão não é outra senão a globalização, com os seus princípios de especialização de tarefas e de quem paga mais, mesmo que seja do outro lado do mundo, pois, disseram-nos, é mais barato transportar um Toyota do Japão para Lisboa do que transportar este de Lisboa para o Porto……
A consciência ecológica torna esta teoria medieval, mas não tanto porque, apanhados no meio, despojados do nosso saber-fazer, proibidos de produzir pelos ecologistas, continuamos como antes.
Em conclusão, na situação actual, as relações entre empregadores e empregados correm o risco de se transformar num grande caso.
Naomi Klein descreveu-o muito bem no seu livro “A Estratégia de Choque”.
É perfeitamente normal que os patrões ganhem mais do que os seus empregados, mesmo muito mais, mas tem de haver um limite máximo para a remuneração ou para a distribuição de dividendos, porque isso equivaleria a um capitalismo financeiro desenfreado e à acumulação exponencial de capital, que é, em última análise, destrutivo para a própria economia.
Infelizmente, factores externos como a robotização ou a automatização, o aumento deletério da demografia ou as catástrofes climáticas perturbam o bom andamento da mudança. E estes factores constituem novos problemas que, na minha opinião, não têm uma solução simples.
Porque é da natureza do capitalismo sofrer mutações após cada crise, e depois do capitalismo industrial, depois do capitalismo financeiro, chega agora a fase do capitalismo verde, em pura perda, porque entrou na sua fase terminal.
Não escolhemos esta ou aquela forma de capitalismo, e não vamos voltar atrás.
Trata-se de uma evolução ditada pela tendência para a baixa da taxa de lucro.
A regra do capitalismo é fazer sempre mais com menos…
A maioria dos patrões das empresas cotadas em bolsa (PSI 20) já não são inovadores nem industriais, mas gestores, e as empresas que dirigem são mais financeiras do que industriais.
Como não sabem inovar e porque a maior parte da sua produção se baseia em subcontratantes de todos os tipos, são obrigados a considerar as pessoas como lâmpadas permutáveis, daí o aparecimento dos recursos humanos.
As autoridades, e sobretudo as elites económicas, queriam idiotas para terem pessoas dóceis e pouco susceptíveis de questionar ou, pior ainda, de se revoltarem. Por isso, destruíram a formação inicial para que ninguém tivesse a bagagem intelectual necessária para se destacar da multidão, e conseguiram-no.
É espantoso que essas mesmas elites económicas comecem agora a queixar-se de que as pessoas acabadas de sair da escola não são empregáveis. O emprego tornou-se um mercado e as pessoas não são coisas.
Por outro lado, não podemos dar-nos ao luxo de arranjar alguém para trabalhar a 100 km de distância por uma ninharia não atrai ninguém (a resposta do futuro empregado é “estou a perder dinheiro”, não em termos de subsídios mas em termos absolutos, tenho de pagar para trabalhar).
Se quisermos encontrar pessoas, elas têm de:
– Ter uma boa formação
– ser gratificadas (no mínimo)
– ter um futuro
Portanto, há um pouco de tudo nesta questão do emprego, mas estamos a chegar ao fim das coisas que as elites económicas financeirizadas queriam pôr em prática. Uma mão de obra dócil e maleável, com pouca formação.
Os gestores das pequenas empresas operam muitas vezes de uma forma completamente diferente, sem a pressão dos acionistas, mas sim com a pressão económica. É frequentemente o contacto com as finanças que muda as perspectivas e o comportamento.
Sempre foi assim, desde a revolução industrial… O capitalismo paternalista não passou de um parêntesis, justificado em grande parte pela existência de um bloco ideológico contrário ao capitalismo. A partir do momento em que se verificou que o capitalismo ia entrar em colapso, começou o regresso ao século XIX.
Importámos pessoas para produzir: ser escravo num país do terceiro mundo ou explorado numa fábrica de um país desenvolvido, à escolha.
Esta “importação” está a ser intensificada por alguns para fazer os povos europeus cuspirem as poucas vantagens que acumularam …..
As cartas estão prestes a ser baralhadas com o fim programado e inevitável dos combustíveis fósseis ……..
E também o fim de muitos recursos naturais …….
Tudo chega ao fim!
Especialmente com 10 biliões de bípedes que em breve passarão fome – é inevitável!
O que abrirá a porta ao regresso da escravatura …….
Que nunca desapareceu no mundo.
Para a frente e para cima, para um falso amanhã!
Se não tomarmos medidas globais…….
Medidas que não serão tomadas, de certeza.
Em suma,parabéns pelo texto do Wale!
Como tens resposta para tudo, pergunto-me se viste a questão que te coloquei no outro dia, quando aconselhaste a (dar o exemplo de) ser tolerante com a extrema-direita (ou seja, passar paninhos quentes), mas seres tão cáustico e incisivo no empolamento do problema que são os “wokes” (entendidos apoliticamente como radicais feministas, LGBTI, non-binary whatever) para o presente e o futuro da sociedade.
Volto a insistir para perceber a diferença de abordagem, e mais intrigante ainda, a ordem de prioridade (ou gravidade) que atribuis a uma e a outra “ideologia”.
Sendo que a História já nos deu vários exemplos das consequências de tratar com paninhos quentes a extrema-direita, e precisamente na Europa Ocidental, por volta desta altura no século passado (e daí em diante).
Não tenho resposta para tudo,apenas ando bem informado,embora cometa erros,como toda a gente…Não,não vi a resposta,porque não tenho tempo para ler tudo…acompanho acima de tudo informação internacional,e é complicado para quem trabalha acompanhar tudo…
Penso que devemos ser tolerantes com todos,por enquanto.
Primeiro devemos pensar da maneira como o sistema foi construido!(Grazia tanta)
O sistema é construído sobre opostos e oposições para poder existir. Se não houvesse mais pobres, não haveria mais ricos. É muito simples de entender.
A sociedade precisa de ser repensada.
É por isso que o wokismo não é uma oposição ao sistema, ele é o sistema no seu aspecto de imposição pela violência do discurso dominante.
Os movimentos woke são apoiados por grandes multinacionais, que os vêem como uma forma de obter lucros, mas algumas dessas empresas mudaram de opinião na sequência de maus resultados financeiros. A Disney demitiu o seu patrão pró-woke e voltou a chamar o seu antecessor. O grupo que detém a marca de cerveja Bud Light perdeu vários milhares de milhões de dólares após a sua associação a um influenciador trans.
Depois, há as celebridades americanas que lutam contra estas ideias e tentam mudar as atitudes: Jordan Peterson / Ben Shapiro / Candace Owens / Matt Walsh / etc… para não falar dos meios de comunicação conservadores como a Fox News.
Com o wokismo, o revisionismo tornou-se um fim em si mesmo: é agora multidisciplinar e geral. A desonestidade intelectual e a falsificação tornaram-se ferramentas comuns da universidade e mesmo da investigação científica, pois as pessoas tentam fazer com que a ciência diga o que nunca disse e nunca dirá (por exemplo, psicologia, antropologia, história) ou tentam silenciá-la (por exemplo, biologia). É por isso que os activistas pró-género e pró-transgénero organizam (sempre) ações violentas contra tudo e todos cujo pensamento é factual, rigoroso e científico. Acima de tudo, estes activistas aterrorizam qualquer jovem que esteja relutante em definir-se claramente como trans e que queira uma opinião externa sobre o seu caso por parte de um psicólogo, psiquiatra ou médico. O wokismo é uma nova expressão do fascismo, muito objetivamente: os factos falam por si. Os wokes odeiam a democracia e, acima de tudo, odeiam a verdade, onde quer que ela esteja.
Isto também se refere à extrema direita como aos wokistas,aliás já li que extrema direita é outra forma de wokismo,isto no Le Monde.
Reivindicar o direito de ser preguiçoso é muito bonito, mas se todos o fizerem ao mesmo tempo, a sociedade desmoronar-se-á sob o peso do nada.
O wokismo e extrema direita,entre outros , é um fracasso de um sistema e de um modelo. Porque nos Estados Unidos produz-se cada vez menos e, sobretudo, cada vez menos bons cérebros. A política das universidades privadas está a produzir uma sociedade desigual e injusta. Não são as pessoas mais inteligentes que têm acesso às universidades, há critérios raciais e financeiros que são muito excludentes. De facto, é o fim do Ocidente, que em breve se verá confrontado com estes becos sem saída ideológicos e estas contradições insanas. Todos os impérios se desmoronam. E agora sabemos porquê: um império desmorona-se sob o peso destas contradições e quando perde a sua unidade.
“Viva o darwinismo social!”
Que pereçam os fracos e os fracassados….primeiro princípio do meu amor pela humanidade!
Preparem-se!
Quando os impérios estão à beira do colapso, as leis e as ideias tornam-se cada vez mais estúpidas.
Quando o Império Bizantino se desmoronou com o saque de Constantinopla, os governantes no palácio perguntaram-se se os anjos tinham sexo.
Estamos à beira de uma grande crise energética, social, económica, política, monetária e militar. E os nossos governos fizeram leis para introduzir a teoria do género nas escolas.
Vivemos num mundo que já não tem os pés assentes na terra. Perdeu completamente o contacto com a terra firme. E, no entanto, sabemos que toda a arquitetura, seja ela de pedra, económica ou civilizacional, deve estar firmemente enraizada no solo para poder resistir aos acontecimentos. O nosso mundo, perdido no consumismo, só se mantém unido pela globalização das trocas comerciais. O mais pequeno grão de areia neste sistema acima do solo vai derrubar o castelo de cartas. Este grão de areia provém da especulação financeira, um subconjunto igualmente artificial, verdadeira bomba-relógio da nossa sociedade moderna, que está assim condenada à implosão num futuro muito próximo.
Sempre defendi o ideal de uma sociedade livre em que todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com igualdade de oportunidades. É um ideal pelo qual desejo viver e espero alcançar.
A teoria de que os brancos não podem ser vítimas de racismo é que o racismo só pode vir do grupo étnico “dominante” para a minoria.
Por um lado, isto é falso, trata-se de um nexo de causalidade totalmente artificial. Por outro lado, incomodam-se muito com os casos de pessoas pobres que cresceram num ambiente quase 100% pobre e que sofreram racismo porque eram pobres, que foi o meu caso.
Nesse sentido, é claro que já não funciona. Até me disseram uma vez: “Estás a pagar pelos outros,estudasses…”.
Moral: se é um branco dominante, é necessariamente racista em relação à minoria “racializada,ou pobre”.
Se for um negro dominante racista em relação à minoria branca = não é racismo, é apenas uma taxa, uma dívida…
Cara eles ganham, coroa eu perco.
Alguns perigos ligado ao wokismo:
Propaganda LGBT nas escolas,etc.
A armadilha do wokismo é ilustrada numa fábula de La Fontaine: O Leão Apaixonado!
Muito mais teria a dizer,mas já ando a pesquisar quem são verdeiramente os grandes impulsionadores do wokismo ,como da extrema direita portuguesa,e como disse o mundo vive de opostos e contradições para poder sobreviver.
A História demonstra à saciedade quem exterminou quem e quem escravizou quem (isso do preto e branco é conversa para boi dormir, tu queixas-te de racismo, por quem, serás woke?).
A História também demonstra que a ascensão da extrema-direita foi o princípio do fim da preponderância europeia, e ocorreu mais ou menos um século para trás.
Quanto a deturpar a ciência e impedir ou dificultar a instrução dos mais pobres, a extrema-direita é pró nisso, assim como no uso da violência, das armas e da segregação de massas. Devias ler mais livros de história e ver documentários do que propaganda evangélica e alt-rightolas. Informas-te muito mas tudo espremido sabe a laranja azeda.
Seja como for penso assim,o resto se está bem ou mal cabe às pessoas que decidiram ler,os julgamentos não me interessa, já sou julgado no trabalho todos os dias.
O problema do nosso tempo é que os “financeiros” e a “esquerda urbana”, cegos às suas contradições e incoerências, estão a trabalhar de mãos dadas para destruir o tecido social.
A esquerda “social” abandonou literalmente o “comunismo” e o “socialismo”, a própria ideia de “criar sociedade”, em favor do individualismo e do “socialismo”; em suma, foi corrompida pelos piores aspectos do “capitalismo de compadrio”, para não falar da sua adesão indireta a um paternalismo terrivelmente nepotista, em benefício dos arrivistas e dos parvos (o que é coerente com a promoção do individualismo e do narcisismo, a “promoção dos raivosos” – é muito bonito criticarem a extrema-direita quando esta faz o mesmo, ou pior ainda -).
Que sentido faz esta tua contradição?
»”A esquerda “social” abandonou literalmente o “comunismo” e o “socialismo”, a própria ideia de “criar sociedade”, em favor do individualismo e do “socialismo”».
Claramente precisas de ler menos propaganda fantasista e apocalíptica, e aprofundar o estudo da realidade histórica.
Talvez assim compreendas melhor como as coisas começaram a descambar no século passado, e tirar algumas lições sobre como estão a começar a descambar neste. A História não se repete, a não ser que não se aprenda nada com ela.
Uma detalhe: a finança e as corporações não são de ideologia woke. Como tu próprio escreveste atrás, testaram campanhas de marketing sobre o “target” (ou público-alvo) “woke”, mas o fiasco foi tão grande, que rapidamente inverteram a estratégia. Ora, isto prova duas coisas, nem os “wokes” são assim tantos (sempre foram minorias), daí o insucesso comercial dessa estratégia, nem têm a capacidade de movimentar a influência e os recursos que a extrema-direita tem (essa sim, gosta de agradar à finança e às corporações, quanto mais não seja promovendo a hierarquização da sociedade, protege o sistema de castas/elites económicas, e ainda promove a exploração laboral (pois reduz o espaço para a individualidade de cada um, apelando à união das massas populares), para não falar nos exemplos extremos de escravização dos “indesejados” em campos de concentração, onde são utilizados como mão-de-obra industrial, agrícola, mineira, e até como cobaias humanas em experimentos médicos, físicos, químicos, radiactivos, psicológicos…
Mas com estas lições da história não queres tu gastar latim…
Eh pá, tu dizes muita coisa, mas não dizes coisa com coisa, ou dizes uma coisa e o seu contrário, mas vista e revista a coisa, não passas de um reaccionário.
Pôcera, pá, vai lá tomar os comprimidos!
Lembro-me de ler em alguns fóruns e sítios na internet o contentamento dos pategos pelos assassinatos de muitos brasileiros, com a permissividade do governo de Bolsonaro e das polícias capturadas pela extrema-direita, que favoreciam a “justiça” pelas próprias mãos e o disparar a matar primeiro e o perguntar depois. Agora esses mesmos grunhos queixam-se que Portugal foi “invadido” por imigrantes brasileiros desqualificados e criminosos. Um idiota será sempre idiota, e detestam o Lula por querer reabilitar e escolarizar a população pobre do Brasil, enquanto celebrava m assassinatos à discrição, publicando os vídeos como se fossem muito educativos, não escondendo a sua satisfação. Pategos, what eles?