(Whale project, in Estátua de Sal, 12/05/2024, revisão da Estátua)

(Este artigo resulta de um comentário a um texto que publicámos, do Major-General Carlos Branco, sobre a guerra na Ucrânia da NATO contra a Rússia, (ver aqui). Pela sua atualidade, antecipando um cenário cada vez mais plausível, resolvi dar-lhe destaque.
Estátua de Sal, 12/05/2024)
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A esperança é a última a morrer. Por isso a esperança de conseguir destruir a Rússia ou pôr lá outro Yeltsin ainda não morreu.
O problema é que entre as hostes ucranianas, que nos últimos dois anos têm sangrado nos campos de batalha, a esperança já começa a morrer, juntamente com os mais de meio milhão de homens que lá ficaram. Dai que um responsável ucraniano tenha dito: “estamos a lutar contra os russos e contra nós”. Ou seja, contra a desmotivação, a exaustão, o medo entre as suas próprias forças.
Entretanto o poder em Kiev continua a embalar-se nas suas próprias construções da realidade e garante que 35 mil soldados russos querem desertar. Esperam que as hostes exaustas acreditem e esperam que os europeus, cansados de financiar esta guerra, acreditem.
Quanto ao que os ingleses, ou outros bandalhos dizem nos seus parlamentos, acredita quem quiser pois não conta o que se diz mas o que se faz. E o que o Reino Unido está a fazer é armar o nazismo ucraniano desde a primeira hora, a haver responsáveis britânicos a dizer que todas as opções, inclusive o uso de armas nucleares estão em cima da mesa, a fornecer, àquela gente que ataca civis sempre que pode, urânio empobrecido e a despejar sanções em cima de sanções. Se isto é vontade de dialogar, eu vou ali e já venho.
A Europa queimou as pontes todas desde a primeira hora. E queimou porque a esperança de uma derrota rápida da Rússia era viva e cintilante.Era ver a histeria com que certa gente garantia que o fim de Putin seria o do czar. Que seriam “os dele” que o matariam.
Porque, se as armas com que tínhamos andado a armar a Ucrânia e as que ainda lhes daríamos não chegassem, as sanções do Inferno, e o roubo dos ativos russos em bancos ocidentais lançariam o caos, a fome e a miséria sobre a Rússia. Hordas esfaimadas lutariam com as suas próprias mãos, e talvez algumas pás, contra os poucos soldados que não tivessem sido mortos na Ucrânia e quisessem defender o regime. Os oligarcas, impedidos de comprar bens de luxo para as suas amantes, liderariam toda essa gente. Iriam à prisão buscar o Navalny e, no meio de um rio de sangue, Putin teria o fim de Kadhafi, e alguém diria – como disse a Clinton, “chegamos, vimos, ele morreu”. Enfim, a Rússia, finalmente, dar-nos-ia de graça tudo o que tem.
Sempre me pareceu estranho que puséssemos tanta fé nas sanções contra um país que, ao contrário do Iraque, da antiga Jugoslávia e da Líbia é totalmente autossuficiente em termos alimentares. E, mesmo que assim não fosse, teria sempre onde ir buscar arroz. Também me parecia que boa parte dos empresários russos, a quem chamamos oligarcas, não teriam grande interesse num regime pró ocidental pois que têm cabeça para saber que, com um regime pró ocidental, não teriam nada na Rússia. Os oligarcas seriam então alemães, americanos, ingleses, nunca russos, como sucedeu na América Latina das ditaduras. E o poder russo teria certamente capacidade para meter na cadeia, ou matar mesmo, quem levantasse cabelo. Até porque os tais oligarcas são tão queridos entre o povo que se levanta todos os dias para trabalhar como Netanyahu é querido entre os palestinianos. Era preciso que as nossas armas e as nossas sanções funcionassem mesmo muito bem, para que o povo aceitasse um levantamento liderado pelos ditos oligarcas.
Mas era nisto que todos acreditávamos e ai do “putinista” que dissesse o contrário. Claro que nada disto aconteceu e, agora, até há ucranianos a afogar se na tentativa desesperada de abandonar o país e países europeus a cometer a infâmia de entregar a Zelensky os refugiados em idade militar. Caso da Polónia e da Lituânia que já o prometeram, ao arrepio de todas as convenções de proteção de refugiados em tempo de guerra.
Por isso, em vez de ao “último ucraniano” talvez os nossos amos do outro lado do mar estejam a pensar no “último europeu”.
O respeito pelas nossas vidas não é nenhum. Mas pensem pelo menos numa coisa. Na maior parte das frentes de combate a relação de mortos oscila entre os sete e os 10 para um. O que significa que, mesmo tendo nós quatro vezes a população da Rússia, se mandarmos os nossos pobres recrutas para lá, não conseguiremos destruir a Rússia. É tão simples como isso. Pelo que, se a vida dos nossos soldados não interessa, pensem pelo menos na inutilidade disto tudo. Pensem ao menos que, se querem ter alguma possibilidade de ganhar, têm mesmo de contar com os heroicos Rambos do outro lado do mar. Agora, mandar a nossa gente sacrificar-se em nome do desejo de Washington de destruir a Rússia, é só infame.
E deixem-se dessa treta de a Rússia querer invadir a Europa: ninguém quer para nada uma região do mundo falida, cada vez mais desindustrializada devido ao aumento dos custos da energia provocado pela especulação e pelas sanções, e sem recursos nenhuns. E, quanto aos nossos nazis que odeiam os russos, eles estão a ser mortos na frente ucraniana, pelo que os russos não precisam invadir-nos para os matar aqui.
Deixem-se de tretas e muito menos de querer mandar os jovens europeus para o moedor de carne russo. Ninguém merece o destino cruel dos soldados do Grande Exército de Napoleão ou das tropas de Hitler.
Deixem os nossos amos sonhar com a derrota da Rússia e com a proteção dos interesses da família Biden e da BlackRock na Ucrânia. E digamos-lhes, claramente: “vão lá vocês”. E se as nossas elites não forem capazes disso caberá aos nossos soldados recusar-se a embarcar na aventura, pois que não há campos de concentração onde os possam meter a todos.
Agora se continuarem a acreditar em tudo o que ouvem nas “notícias” isto tem tudo para correr mal. Porque do outro lado do mar não recuam perante nada e estão mesmo dispostos a sacrificar todos os europeus.
Pelo menos a pontaria do contratado para ir ao Fico não era lá grande coisa
Pode ser e que tenha acontecido o milagre da conversão do homem a necessidade de apoiar os ucranazis.
Já agora, ainda nao vi ninguém do lado de cá a condenar claramente a coisa. Estamos bem se não nos roubarem.
Mas também faz sentido, se não condenamos a morte de dezenas de milhares de Palestinianos porque raio é que havíamos de condenar a tentativa de assassinato de um reles político de Leste que tem a coragem de nos dizer que não?
Nao deixa é de ser burlesco que um sujeito funde um partido “, contra a violência” e depois trate de tentar matar um.
Mais um democrata made in USA.
Valha nos isso, também fiquei muito triste com a ausência do bandalho.
O nosso antigo fiscal que um belo dia foi corrido destas águas por insultar os outros comentadeiros que não apoiavam o genocídio em curso em Gaza também deve estar em lágrimas. Coisas da vida.
Devem agora convidar o Netanyahu, para compensar.
Agora onde é que para a vergonha na cara para convidar mos um traste em cujas cadeias morte tanta gente que é preciso queimar os corpos dos presos mortos.
E ditador de facto de um país onde gente ja morre afogada ao tentar fugir de lá. E o jornal onde estava a notícia da morte de três desgraçados afogados ao tentar “abandonar o país” não pode ser acusado de “putinismo”.
O homem recusou fazer eleições quando até podia, ninguém lhe pediria contas se fosse eleito para um segundo mandato mesmo que ninguém fosse votar e se visse gente a despejar votos nas urnas.
Escolheu não o fazer porque o nosso apoio é incondicional e depois de Robert Fico ainda mais será. Quem tem cu tem medo é o desta gente e demasiado cobarde.
Agora convidar o traste a vir a banhos? Tudo bem que a senhora Zelenska e boa freguesa em lojas de marca.
Mas depois de ver a medonha bandeira genocida a ondear no Castelo de São Jorge, do presidente do meu pais ter insultado o representante da Palestina em Portugal quando os mortos já iam nuns dois milhares e o bandido Netanyahu lhes prometia o destino de Amaleque, do mesmo presidente ter dito “somos todos israelitas”, o que foi um insulto a quantos não somos racistas nem acreditamos no direito ao genocídio divinamente guiado, eu já não me devia espantar com nada. Mas ainda me consigo espantar. E já foi sorte não terem convidado o traste para as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril.
Desinformação? Temos a que temos. Os russos já não teem frigoríficos porque foram desarmados para construir mísseis, a Rússia tem combatido com pas.
Que mais? Zelensky e uma alma caridosa que não ia fazer no Donbass o que Netanyahu está a fazer em Gaza e na Cisjordânia.
O lançamento de 12 mísseis ontem sobre áreas residenciais de Belgorod tendo um deles atingido o alvo e feito ruir um edifício de 10 andares matando pelo menos 19 pessoas não aconteceu.
A morte nas masmorras ucranianas de Gonzalo Lira não aconteceu. Ninguém disse a sua familia que os mortos eram tantos que não podiam devolver o corpo e o mesmo seria cremado.
Uma coisa que certamente eu não gostaria que acontecesse era a visita do terrorista e liberticida Zelensky ao nosso país mas vai acontecer e tu estarás lá.
Peço desculpa mas vou plagiar alguém. Slava carneirini.
Afinal não vem, tem mais que fazer do que vir aturar os pobres tugas aqui no cu de Judas. O senhor capelão deve ter ficado destroçado com o Zé do Sky, que pecou por ausência e desconsideração pela imortal nação lusa…
Moldávia luta para se libertar da máquina de desinformação alimentada por IA da Rússia, para quando o estatua de sal?
PROCURANDO COMPREENDER O QUE SE PASSA NA PALETINA:
Ontem apareceu na CNN, no mesmo espaço de antena de Isidro Morais, como que supervisionando o seu operativo não oficial, o herói português João, nome de código Tuga, voluntário numa brigada ucraniana onde segundo o mesmo não há “internacionais’ nem se aceitam mais, sendo ele uma espécie de corpo estranho que se entranha.
Creio que o senhor capelão, para quem deixo aqui uma prece e uma oração, se viu Tuga João, deve ter soltado uma pinguinha na cueca, de comoção.
E se fosse possível dividir a Rússia em 5 a 20 partes diferentes, para não corrermos o risco de lá voltarmos a ter um presidente que não goste de vodka e diga “para cá dos Urais mandam os que cá estão” também dava jeito e isso mesmo também estava em cima da mesa.
Aliás, foi esta ideia que levou ao nosso apoio sem reservas ao separatismo checheno porque eu ainda me lembro do tempo em que terroristas sanguinários como Basaev tinham os seus motivos.
Até barbaridades como o assalto a escola de Beslan tiveram as suas tentativas de justificação e até houve um grunho que disse que tal espelhava bem as dificuldades da Rússia pois que as crianças resgatadas estavam todas magras.
E se os fanáticos chechenos conseguissem a independência criando uma mini república islâmica as portas da Rússia outros se seguiram.
Talvez fosse por esta ideia de divisao da Rússia que depois do início da guerra muito boa gente se referia ao país até nas conversas à hora do almoço no serviço como Federação Russa. Lembrando que os russos não são uma entidade homogénea. Como diziam enquanto lhes deu jeito para acusar os russos de racismo e xenófobia.
E descansem que agora Putin, o tal que não gosta de vodka também vai ser acusado de matar o seu embaixador em Moçambique.
Isto porque não terao permitido que o homem fosse autopsiado por lá.
Estamos mesmo a ver os americanos, caso um seu embaixador morresse em Maputo, Luanda, Dar es Salaam ou mesmo Lisboa de forma repentina numa idade (68 anos) em que infelizmente isso é bem possível, fosse permitido as autoridades locais andar a escortanhar o homem.
Já agora, por cá depois das vacinas Pfizer tal tornou se possível em todas as idades da vida.
Podemos acusar a Rússia de não reformar os funcionários públicos a tempo e horas mas quanto ao resto deixem se de uma vez de tretas.
Já agora, também não tem a esse respeito água para se lavar quem tem a idade da reforma fixada quase nos 67 anos e cada vez ladra mais alto sobre a reforma aos 70.
Como dizia um meu antigo colega que felizmente se conseguiu reformar aos 65 anos quanto tudo isto era apenas uma ameaça, “aceito a reforma aos 70 anos desde que me deixem trazer o penico”.
Vão ver se o mar dá choco.
Entenda-se: a Rússia não é um problema para os EUA e seus aliados ou subordinados, se se preferir.
O grande problema para eles, é Putin não gostar de Vodka, como Yeltsin 🥴gostava!
Bom texto do Whale!
Ainda não vi ninguém acordar,a não ser que eu tenha ido à pesca.
Já escrevi aqui que a 3° guerra é inevitável,e nem se trata de saber se a 3° guerra mundial vai acontecer, mas sim quando. Não haverá soluções pacíficas para os conflitos actuais. Não sejam ingénuos e treinem o vosso cardio – vão precisar!
Temos sido alimentados com tanta retórica sobre benevolência, tolerância e humanismo social, e obrigados a sentirmo-nos culpados por isso, que a maioria das pessoas já não se atreve a ver o que vê. Dostoievski disse: “A tolerância atingirá um nível tal que as pessoas inteligentes serão proibidas de pensar para não ofenderem os imbecis”.
De pensar que capitalismo e guerra são dois conceitos distintos! As duas crises estruturais anteriores deste sistema, no final do século XIX e em 1929, foram temporariamente resolvidas por duas guerras mundiais! A crise actual, que continua a fazer vítimas civis (40 milhões de mortos desde 1945) e a criar catástrofes sociais, não será resolvida no silêncio dos palácios governamentais. A menos que haja revoltas populares em várias partes do mundo. Necessárias mas improváveis a curto prazo.
Um esclarecimento da minha parte: A Rússia atacou ilegalmente a Ucrânia (como acontece em todas as guerras) por causa de uma disputa fronteiriça e ganhou essa guerra com os acordos de Istambul, que deveriam ter sido assinados em abril de 2022 se Boris, o louco, não os tivesse impedido. Ao pedir à Ucrânia que não assinasse nada com a Rússia e ao prometer todas as armas, dinheiro e munições necessárias para vencer militarmente a Rússia, foi a NATO que colocou a Rússia na posição de ter de continuar a luta até ao fim.
Se a comunidade internacional é incapaz de impedir um genocídio, é também incapaz de impedir um conflito nuclear.
O ataque de Israel foi feito com a intenção clara de envolver os EUA, que gostariam muito de os apoiar contra a vontade do povo americano.
Esta forma de “forçar” o apoio (utilizada eficazmente pelos EUA no conflito ucraniano com a sabotagem do Nordstream) torna inevitável, a médio prazo, a generalização de qualquer conflito de grandes dimensões.
A situação do Irão é tal que a posse de armas nucleares o mais rapidamente possível é uma questão de sobrevivência e, quando as tiver, poderá retaliar contra os ataques israelitas.
Dada a total irresponsabilidade de Israel neste tipo de conflito, uma resposta convencional conduzirá inevitavelmente a um conflito nuclear.
A hipótese otimista baseia-se na certeza de que “a memória do horror da Shoah” é tal que impediria qualquer conflito nuclear. Mas a mera existência do projeto genocida de Israel mostra que a última guerra é um modelo a seguir por Israel e não um factor de dissuasão.
É impossível alcançar a paz sem neutralizar diplomaticamente Israel através de um boicote maciço, é impossível neutralizar Israel sem o apoio dos EUA, é impossível obter o apoio dos EUA.
A guerra é inevitável, e todos os aliados de ambos os lados já se decidiram.
Esta gente deve ter-se esquecido de que o discurso de ódio foi promovido pelos europeus e pelo chamado Ocidente durante séculos, especialmente contra os negros que foram despojados de tudo, até da sua gloriosa história. Infelizmente, a escola ocidental é uma mancha no livro de registos.
Ouvindo o discurso de certa gente, poder-se-ia pensar que a humanidade atingiu um alto nível de civilização, livre de predação, abuso, mentira, hipocrisia, ódio e discriminação. A neurose do poder e da riqueza tem sido a força motriz da civilização ocidental, mesmo que isso implique a destruição do nosso único habitat. É tempo de erradicar este mal, porque as suas consequências são inúmeras.
O neoliberalismo exacerbou e desenfreou esta neurose. Chegámos hoje ao ponto da ditadura total do capital, onde um complexo militar-industrial pode transformar milhões e milhões de jovens em carne para canhão.
Isto vai correr muito mal para Portugal, com um país onde o sistema social é muito presente, como imaginar que o colapso do Estado não é pior do que a morte para a população. Especialmente porque não há margem de manobra com o seu sistema fiscal, que é muito pesado . Se fizermos uma comparação com a Rússia, que entrou em colapso, mas que era rico em matérias-primas e energia e a possibilidade de libertar a economia com um povo habituado ao sofrimento, bem ao contrário de Portugal, podemos comparar com a China, a Grécia e muitos outros… O futuro será terrível, sobretudo para uma elite parasitária.
1% guia o mundo ou gere a economia mundial.
4% trabalham para si e seus interesses ️.
5% são intelectuais e pessoas cultas e até prodígios.
90% é a população que vive na ignorância e não conhece a verdade, e todos os conflitos giram entre os 4% que impedem os 5% que tentam despertar os 90% para o interesse do 1%.
Os ocidentais sabem que a Ucrânia está perdida desde 2023, e a sua estratégia desde então tem sido simples: sangrar a população masculina ucraniana para que não se junte ao campo adversário quando a guerra acabar (ucranianos e russos são irmãos, e um grande número de ucranianos está à espera de ser libertado pelas tropas russas), especialmente porque a grande maioria da mobilização forçada está a ocorrer nas regiões pró-russas da Ucrânia, o que é uma espécie de terra queimada demográfica por parte dos ocidentais.
Os EUA têm uma dívida de 34.000 biliões de dólares que não podem pagar mesmo depois de mil anos, em 2020 a Alemanha (80 milhões de habitantes) exporta 1.456 e os Estados Unidos (330 milhões de habitantes) exportam 1.322 Os Estados Unidos exportam menos que a Alemanha. A América representa apenas 16% do produto interno bruto mundial, a China representa 29% do produto interno bruto mundial Só a China representa 41% do comércio mundial Os Estados Unidos representam 10% do comércio mundial..
A corrupção na Ucrânia é tanta que não chega qualquer ajuda à linha da frente. Os três exércitos ucranianos deixaram de combater há algumas semanas (os nazis, o exército oficial e os nacionalistas). A “ajuda oficial” está a ser enviada em comboios noturnos da Polónia: BMWs novos e outros carros de luxo! As desigualdades estão a aumentar, a população está cada vez mais pobre e vêem-se cada vez mais carros de luxo com matrícula Ua, novos em folha, conduzidos na Ucrânia, em Varsóvia ou em Espanha. Desde há uma semana que estão a repatriar à força todos os ucranianos, supostamente devido a problemas com vistos, documentos e alterações de procedimentos.
Desde 2017, quando falei que estávamos a iniciar a aceleração do colapso económico programado e gradual, tudo o que recebi foi um encolher de ombros,ostracização, ou que era tolo para a maioria das pessoas mais simpáticas…. Em 2024, muitas pessoas aperceberam-se que o seu capital tinha sido atacado, o seu capital corroído pela inflação com um único culpado designado (o urso russo tem costas largas).
As estrelas dos meios de comunicação social defendem o pluralismo intelectual nas universidades, desde que o pensamento seja monodimensional, monolítico, monocultural, monoteísta, monossémico, monitemático e monótono!
Ninguém pode negar que Portugal é um país de liberdade de expressão. Somos livres de dizer que Putin tem razão em defender-se do cancro da NATO, desde que espere até estar cercado e sitiado. Putin tem toda a razão em desafiar as maquinações geopolíticas do Ocidente, mas não tem qualquer razão em encher o peito. Somos livres de manifestar o apoio a Putin, desde que admitamos que ele é um criminoso paranoico.
A retaliação a um ataque é legítima, desde que o ataque iraniano seja qualificado como uma agressão. Todos os povos têm o direito de expulsar as forças de ocupação das suas terras por todos os meios, desde que os palestinianos atirem flores e beijos de amor aos israelitas.
O wokista tem o direito de ser rebelde, desde que se submeta ao pensamento dominante.
Os meios de comunicação social têm a obrigação de promover o pluralismo no debate, desde que se mantenham pró-israelitas e anti-russos. Todos são livres de nadar, desde que nunca se molhem, e os convidados dos programas de televisão devem permanecer intelectualmente honestos, desde que condenem a campanha militar de Putin e nunca digam que o que está a acontecer em Gaza é genocídio puro e simples. A presunção de inocência é um direito sagrado para todos, desde que se admita antecipadamente que se é culpado. Têm o direito de comer o que quiserem, desde que se mantenham veganos. Na autoestrada, todos os automobilistas podem circular mesmo a 300 km/h, desde que nunca ultrapassem os 120. Como cereja no topo do bolo, Castelo Branco tem todo o direito de ser homossexual, desde que não seja um brochista!
As “notícias” e os respectivos “coristas”, que não há coros apenas no festival da canção…
A propósito, o trio ‘TánaMira e suas Tanamirettes iam fazer furor na Eurovisão… quem sabe não ganharíamos a próxima competição.