Afinal há um Clausewitz no corpo do sr. Quim

(Major-General Carlos Branco, in Blog Cortar a Direito, 02/04/2024)

(Ó Quim, mas que grande malha… Deves estar todo dorido… Depois de ler com um sorriso prazenteiro o texto abaixo, veio-me à ideia o sábio provérbio popular: “Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão?”. Pois é, ó Quim, espero que não estejas nos cuidados intensivos…

Estátua de Sal, 03/04/2024)


Descobrimos recentemente que o Sr. Joaquim Vieira (daqui em diante o Sr. Quim), um ensaísta da nossa praça, com trabalho longo na fotobiografia, algum dele com qualidade, se transfigurou em comentador televisivo de conflitos internacionais. Não conhecemos as posições dele sobre o Iraque (2003) ou a Líbia (2011), mas tem sido muito vocal no que respeita ao conflito na Ucrânia.

Entra em transe sempre que lhe vêm à mente os majores-generais Putinistas (já agora com letra maiúscula) contra os quais, utilizando a sua posição mediática não perde oportunidade para lhes mandar umas farpas descorteses, algumas roçando mesmo a ordinarice. O homem transforma-se quando alguém lhe diz “Ó Quim, os majores-generais Putinistas chegaram”. Fica descontrolado.

Passou de fugitivo à guerra do Ultramar para belicista. Pudera, nesses tempos era ele que ia bater com os costados na guerra, agora são os filhos dos outros. Aliás, estranho como não se alistou ainda para defender os valores das democracias liberais na Ucrânia.

O Sr. Quim utilizou o programa “O Último Apaga a Luz”, do passado dia 30 de março de 2024, na RTP3 (ver aqui, a partir do minuto 42) para fazer mais uma vez jus à sua preparação para debater estes temas e mimosear os majores-generais Putinistas. Soltou-se o Clausewitz que vive dentro dele, qual génio da lanterna mágica. Num ataque de generosidade, deu “às pessoas que estão lá em casa” oportunidade de serem iluminadas com a genialidade do seu pensamento sobre os atentados em Moscovo:

“O atentado islâmico em Madrid [referia-se ao ataque terrorista jihadista de há vinte anos. Não sabe distinguir entre jihadismo e islamismo, para ele é tudo igual] foi parecido com este [o do Crocus, em Moscovo]… A história da Ucrânia não tem pernas nem cabeça [a referir-se à possibilidade da Ucrânia ser responsável pelo atentado]… Eles [os terroristas] iam fugir para a Ucrânia [teria dito Putin]. Não, eles iam a fugir para a Bielorrússia. O presidente da Bielorrússia já o reconheceu. Na fronteira com a Bielorrússia repeliram-nos, não os deixaram entrar… Quando foram presos estavam muito mais perto da fronteira bielorrussa do que da fronteira ucraniana. Há aqui todo um conjunto de mentiras usados para justificar um pretexto, para justificar o massacre sobre a Ucrânia… E depois vêm os majores-generais putinistas falar nos indícios que apontam para a Ucrânia… O facto do Daesh ter reclamando o atentado não era para eles um indício. Isso não existia. Tudo isso era falsificado. Que aquilo era falsificado, que aquilo não correspondia. E depois há um que vem falar nos factos e os factos apontam todos para a Ucrânia… Eu gostava muito de saber porque é que o Exército português que está na NATO admite este tipo de oficialato. Quer dizer uma pessoa que está num Exército que tem determinados objetivos tem de aderir aos objetivos desse exército.”

Disse estas coisas, com uma bonomia delirante e sem noção das asneiras que manda da boca para fora. Não resisti a comentar, uma vez que não tive oportunidade para o fazer no local próprio. O Sr. Quim terá tomado Captagon em excesso e entrou em delírio guerreiro. Construiu uma história falsa sobre o que foi dito.

Devo confessar que não pude deixar de ficar bem-disposto quando o Sr. Quim, qual especialista espontâneo, teve o rasgo intelectual de comparar o atentado islâmico em Madrid com o de Moscovo. Marcou pontos! Deu-nos a oportunidade de julgar a pujança dos conhecimentos da pessoa. Ó Sr. Quim, o ataque em Madrid não foi um ataque islâmico, foi um ataque perpetrado por terroristas jihadistas. Islamismo e terrorismo jihadista são coisas diferentes.

Para o Sr. Quim a possibilidade da Ucrânia ser responsável pelo atentado não tem pernas nem cabeça. Para ele, digo eu, que que vive numa realidade paralela e sob o efeito de drogas duras, ou então está na mailing list dos conselheiros da Victoria Nuland”.

São públicas: as declarações do chefe dos serviços de inteligência militar ucraniana sobre a promessa de efetuar ataques na Rússia profunda; as palavras de Nuland sobre a atribuição de verbas suplementares para causar “nasty surprises” ao Sr. Putin; as declarações do general Malyuk chefe do inteligência ucraniana a assumir os assassinatos na Rússia de Daria Dugina, Vladen Tatarsky, Motorola, etc.

Para o Sr. Quim nada disto é estranho, aliás é muito normal, que ainda não tivesse passado uma hora do início do atentado e já os EUA ilibassem a Ucrânia.

Para o Sr. Quim não é estranho os EUA não terem conseguido até hoje identificar os autores da destruição do NordStream, mas saberem, sem qualquer hesitação e dúvida, que a Ucrânia não tinha nada a ver com o ataque. Tudo normal para o Sr. Quim. Nada a questionar. Mais normal do que isto é impossível.

Para o Sr. Quim devem ter sido os russos que destruíram o Nord Stream, e atacaram a central nuclear de Energodar. E que estiveram por detrás do ataque em Moscovo. Mais uma vez o Clausewitz saiu-lhe do corpo para iluminar o seu pensamento.

Para esta alforreca bem comportadinha, que engole sem pestanejar todas as tretas que lhe colocam à frente, os terroristas foram apanhados mais próximos da Bielorrússia e o presidente Lukashenko como é estúpido até declarou publicamente que os ia receber.

O Sr. Quim não deve ter andado nos escuteiros, nem foi à tropa porque notoriamente não sabe ler mapas da estrada. Isto lembra-me o Allan e Barbara Pease quando se interrogavam porque é que “elas não sabem ler mapas da estrada”. O que disse o Sr. Quim é factualmente falso. É um intrujão. Os terroristas foram apanhados a sul de Bryansk, na estrada que conduz á Ucrânia, tendo deixado a alguns quilómetros para trás a bifurcação que conduzia para oeste, na direção da Bielorrússia. É mentira que quando foram presos estivessem mais perto da Bielorrússia do que da Ucrânia. Mentiu em horário nobre sem contraditório.

O Sr. Quim não percebeu que a Rússia não precisava deste atentado nem de fabricar pretextos para justificar fosse o que fosse, em particular aumentar os ataques na Ucrânia.

Vem falar do Daesh… ó Sr. Quim, não foi o Daesh que reivindicou o ataque, foi o IS-K. Ó Sr., o Daesh e o IS-K não são a mesma coisa. O último foi uma criação dos norte-americanos para combater os talibãs e os russos. Não reparou que o IS-K nunca atacou os americanos?! Depois do que está a acontecer no Médio oriente, da chacina de muçulmanos em Gaza vão escolher este momento para atacar os russos?! Para ele os maus são todos iguais… islâmicos, Daesh, IS-K. São maus, pronto!

Não causa estranheza ao Sr. Quim que os terroristas do IS-K não tenham cometido martírio, que estivessem mais interessados nos dólares do que no descanso eterno junto das 72 virgens, que não tenham levado cintos para se fazerem explodir, que se tenham deixado prender, etc. nada consistente com o que fazem os jihadistas que pertencem ao ISIS. Deve ser o impacto da geração “Z” nos jihadistas, que só o Sr. Quim vislumbrou. Nada disto lhe causa interrogações. É tudo normal, o que é natural porque o Sr. Quim está a meter-se em matérias que não domina e a dar o flanco.

A história que inventou não corresponde ao que foi dito, em particular por mim. Eu disse reiteradamente numa entrevista na CNN que as dúvidas que eu estava a levantar não significavam que estivesse a dizer que tinha sido a Ucrânia, ou que não tivesse sido o IS-K a cometer o atentado terrorista. Limitei-me a enunciar uma série de questões válidas na altura e agora, coisa que o recém autoempossado especialista em assuntos militares não faz, porque é um aldrabãozito confabulatório.

Já agora que me chama Putinista, apesar de não ter referido o meu nome, desafio o Sr. Quim a referir em que situação escrevi ou me pronunciei em defesa do regime de Putin. Basta uma. Não alinho é na desinformação em que o Sr. Quim não só alinha como promove.

Não posso deixar de assinalar ao iluminado ensaísta e foto biógrafo, sem o querer assustar, que o grupo dos “putinistas” se tem vindo a alargar. Num destes dias, Elon Musk publicou um post no seu mural do “X”, que corresponde na íntegra ao que tenho vindo a dizer há dois anos, e passo a citar:

“Foi um trágico desperdício de vidas para a Ucrânia atacar um exército maior que tinha defesa em profundidade, campos minados e uma artilharia mais forte, quando a Ucrânia não tinha blindagem nem superioridade aérea. Qualquer idiota poderia ter previsto isto [Penso que o Sr. Quim pode ser incluído na lista dos idiotas do Elon Musk]. A minha recomendação, há um ano, era que a Ucrânia se entrincheirasse e aplicasse todos os recursos na defesa. Mesmo assim, é difícil manter um território que não tenha fortes barreiras naturais. [quantas vezes eu disse isto]. Não há qualquer hipótese de a Rússia conquistar toda a Ucrânia, uma vez que a resistência local seria extrema no Oeste, mas a Rússia ganhará certamente mais terreno do que tem atualmente. Quanto mais a guerra se prolongar. Quanto mais tempo durar a guerra, mais território a Rússia ganhará, até atingir o Dniepre, que é difícil de ultrapassar. No entanto, se a guerra durar muito tempo, Odessa também cairá. Se a Ucrânia perde ou não todo o acesso ao Mar Negro é, a meu ver, a verdadeira questão que resta. Recomendo uma solução negociada antes que isso aconteça.”

Quando eu falava das baixas ucranianas era acusado de propagandista do Kremlin. A insuspeita Elena Zelenskaya, esposa do presidente ucraniano Zelensky, publicou um texto disponível no site da presidência ucraniana, em que diz o seguinte, e passo a citar:

“Apenas um quarto dos inquiridos [ucranianos] afirma ter reparado em pessoas com deficiência em locais públicos. Na realidade, oficialmente, são apenas três milhões. E cerca de 300.000 foram acrescentadas nos últimos dois anos devido a invasões hostis.”

O seu ódio à Rússia deve vir-lhe dos tempos em que adorava o grande líder Mao. Esses preconceitos afetaram-no cognitivamente e impedem-no de perceber a natureza do presente conflito na Ucrânia, que não é um combate das democracias contra as autocracias. Até o Alto Representante da União Europeia para a política externa Josep Borrel já percebeu isso. O Sr. Quim anda a discutir regimes sem ter percebido ao final de dois anos que não se trata de uma luta entre regimes. Nada que eu não tenha vindo a dizer. E, passo a citar:

“Não podemos deixar a Rússia vencer esta guerra. Caso contrário, os interesses dos Estados Unidos e da Europa sofrerão enormemente. Não se trata apenas de generosidade. Não se trata de apoiar a Ucrânia porque amamos os ucranianos. Isto é do nosso próprio interesse. E é também do interesse dos Estados Unidos como ator global – um ator que quer ser visto como um parceiro responsável pela segurança dos seus aliados”.

O Sr. Quim integra o grupo daqueles que dizem que a economia da Rússia é fraca [mas sobreviveu a 13 pacotes de sanções durante uma guerra], que Putin é impopular [mas obteve 80% dos votos], que a Rússia está isolada [mas mais 32 países querem juntar-se aos BRICS], que as forças armadas russas são fracas, as armas são velhas e os soldados não têm formação [mas o Ocidente inteiro não as consegue vencer], mas ainda não percebeu que anda a ser endrominado por propaganda.

Uma nota final, que a prosa já vai longa para responder à ignorância e aos problemas cognitivos demonstrados pelo Sr. Quim quando refere aquele arrazoado impercetível sobre o Exército português que está na NATO e este tipo de oficialato. Não sabe do que fala. Já agora fique a saber que desempenhei dois cargos de Alta direção na NATO por eleição (não por nomeação), sempre respeitado pelos meus pares. Num deles, fui condecorado (muito poucos o foram) pelo presidente Karzhai do Afeganistão. Por isso, não aceito dichotes de alforrecas de pacotilha.

O que distingue os verdadeiros intelectuais é aquilo a que alguém chama consciência crítica. Observam o mundo com um olhar de oposição ou, pelo menos, com um olhar independente, nada devendo aos poderes instituídos.

O anafado e bem instalado Sr. Quim é daqueles ex-revolucionários maoístas que optou por se integrar no conforto do sistema. Como os cristãos-novos tem de ser mais papista do que o papa para ser aceite pelo establishment. O problema da subserviência passa a funcionar por reflexo condicionado.

Não me choca que o Sr. Quim por questões instrumentais – afinal tem de colocar o pão em cima da mesa – abraçasse o establishment para fazer carreira e o pensamento situacionista. Mas ó Sr. Quim, já está reformado, já não é preciso rejeitar a consciência crítica que desonesta e covardemente pinta por “idiotices”.

O Sr. Quim é um socializado, um pretenso senador de um cinzentismo acomodado, que se ilude a si mesmo. Assim fica mais fácil justificar a si próprio a sua submissão ideológica. Andará pelos cuidados paliativos e ainda procurará um reconhecimentozinho, uma sinecurazinha.

A intervenção do Sr. Quim no referido programa foi uma vergonha. Mentiu, mostrou ignorância. Dedique-se aos ensaios, vá à Torre do Tombo arranjar mais umas fotografias para o próximo livro, aquilo que sabe razoavelmente fazer, e deixe os outros em paz. Aconselho a que se despache porque o programa da metadona está em risco. Aproveite enquanto é tempo.

Fonte aqui


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14 pensamentos sobre “Afinal há um Clausewitz no corpo do sr. Quim

  1. Que forte e oportuna «bofetada» no «Quinzinho»! Ah! Grande Major-General, que nunca lhe «doa a mão», sobretudo num tempo em que, mais do que nunca, não podemos deixar de ter presente o que o poeta já escrevia:

    Primeiro levaram os negros
    Mas não me importei com isso
    Eu não era negro
    Em seguida levaram alguns operários
    Mas não me importei com isso
    Eu também não era operário
    Depois prenderam os miseráveis
    Mas não me importei com isso
    Porque eu não sou miserável
    Depois agarraram uns desempregados
    Mas como tenho meu emprego
    Também não me importei
    Agora estão me levando
    Mas já é tarde.
    Como eu não me importei com ninguém
    Ninguém se importa comigo.

    Um tempo em que TODOS temos de estar vigilantes, já que novos VAMPIROS espreitarão para tudo comerem e nada deixarem!

  2. Um autêntico erudito do universo marcial, um esteta das artes bélicas, mas pelo que se vê não praticante, refractário (sim, sr. Alforrias, ser refractário não é o problema, só um estúpido não percebe que a contradição do Sr. Quim é querer “forçar” aos outros aquilo que não aceitou para si).
    O Sr. Quim, o Entendido, comporta-se como um texugo, come e vomita propaganda como um alarve, e ainda por cima acredita que cheira a água de rosas. Quando o topam na despensa, e lhe vão pedir responsabilidades, ele próprio se dispensa e “dá de frosques como o Robin dos Bosques”. Devia ir para o canal de pantominas com o painel de estrategas do Milhazes e do Rogeiro, constituir o trio ‘TánaMira! Aí é que os “russes” iam ver…

  3. O que se chama a colação não é tanto o homem ter fugido a guerra mas agora defender a guerra. Não posso andar a defender serviço militar obrigatório e que se mandem os jovens para o atoleiro da Ucrânia se tal for necessário para a almejada derrota da malévola Rússia quando tratei de me por ao fresco quando fui chamado as armas.
    Ao que parece foi isso que o traste do Quim fez mas agora defende a guerra porque sabe que já não tem idade para o mandarem lá bater com os costados.
    Mas se o bandalho quer mesmo ir para a guerra está a tempo de ir. O exército ucronazi recruta dos 16 aos 80 anos.
    Portanto claro que não me chateio nada se se “denigre” um bandalho que pede guerra sem nunca lá ter ido porque fugiu e sabendo que nunca para lá irá porque já está velho. Não só o Quim mas outros palhaços como Rogério, Milhazes e companhia.
    Por mim podem todos ir ver se ainda os aceitam nas valorosas tropas ucranianas e tu podes ir com eles. Se tens assim tanto medo que os russos cheguem a Ribeira de Cheleiros caso consigam derrotar de vez o nazismo.
    Mas esta descansado, com o trabalho tão bom que os governos europeus estao a fazer em dar-nos cabo da vida que interesse tinham os russos em nos libertar?
    Vai ver se o mar dá choco.

  4. “Passou de fugitivo à guerra do Ultramar para belicista.”
    Nem um comentador de “esquerda” por aqui se eriça contra a afirmação?
    Então o homem não é um dos “nossos” (vossos)?
    Então não teve a coragem de fugir à guerra?
    Isso não é louvável?
    Não deve ser denegrido por isso, isso é um ponto a favor dele.
    Fez aquilo que alguns por aqui fariam, se Putin passasse a Ribeira de Cheleiros. Fugiam. Ficavam atentos às notícias e voltavam no comboio do Soares ou no avião do Cunhal, para dizerem e exigirem, como as coisas tinham que ser.
    Na baba-de-cegonha que por aqui alguns comentadores deixam em extensos relatos, todos eles são “anti-militaristas”, havendo até aqueles que propõem a pena de morte por enforcamento para os “fascistas” (post recente).
    Coisa em que não são originais, basta ler o livro:
    https://www.bertrand.pt/livro/a-noite-que-mudou-a-revolucao-de-abril-carlos-de-almada-contreiras/23009722
    para verem que em nada inovam.
    Mas devem prestar atenção à palavras do General Costa Gomes na resposta que deu aos gritos que os “valentes revolucionários” lançaram, escondidos no meio das massas que estavam na “Assembleia Selvagem do MFA” de 11 para 12 de Março de 1975 no RAL1, vozes que pediam execuções para os golpistas. A resposta de Costa Gomes envolve o Coronel Varela Gomes que estava presente.
    Mais não digo.
    Leiam!!!!

    • O homem providencial já não existe.
      A democracia conduziu a uma mediocracia de elites,
      que se empanturram com a besta!
      Quando sangra, cada um leva um pedaço, Portugal cairá, dissolvida e explodida!
      Todos estão prestes a abandonar Portugal,não tem nada em virtude de uma nova lei que visa federalizar os países e enfraquecê-los.

      Cada vez mais especialistas estão a chegar à conclusão de que “a América pode estar à beira do seu momento Minsky de décadas….
      Este processo vai de lento a repentino”.

      Os especialistas de alto nível sabem que tudo está a chegar ao fim.
      Por exemplo, Bill Gates acaba de vender todas as suas ações dos “Sete Magníficos” (Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla).

      O mercado de ações é também uma alucinação gigantesca, com coisas como a pequena empresa automóvel Tesla a valer mais do que todas as outras empresas automóveis do mundo juntas.

      As guerras sempre foram a solução para mascarar o colapso das nações e a incompetência dos seus líderes.
      A Europa, o Canadá, os EUA e a Austrália vão entrar em colapso..

  5. Entretanto o nosso novel primeiro ministro já garantiu a Herr Zelensky que continuaremos a desperdiçar dinheiro dos nossos impostos e os poucos meios militares que ainda temos no buraco negro da Ucrânia. Por cá quem quer saúde paga a. Nação valente, que baixo caíste.
    A CNN Portugal garante que os drones ucranianos teem agora inteligência artificial e estão a atingir a industria energética russa em força. É verdade, já o fumo dos pocos de petróleo e refinarias a arder se avista do Cabo da Roca.
    Contínuemos a dar lhes o dinheiro que tanta falta nos faz que a vitória está próxima.
    Já agora, se esses drones são tão maravilhosos porque é que Herr Zelensky ordenou o recrutamento de mais um rebanho para o matadouro que é a frente de combate.
    Isto nem Freud explica. Vão ver se o mar dá choco.

  6. Já agora, nem o Iraque nem a Siria atacaram um pais da Nato. Mas esta gente espanta se por a Rússia não querer que a estepe por onde entraram todas as grandes invasões ocidentais ao território se junte a esta organização exemplo de paz e amor. Muito menos ter exércitos humanitários como estes instalados lá e armas nucleares nem se fala.
    Esta gente destruiu nos últimos 20 uma série de paises para lhes sacar recursos e estavam a espera de quê os russos acreditassem sempre nas suas boas intenções ou que não se atreveriam a atacar a Rússia.
    Tendo aquela enorme auto estrada por sua conta, o pretexto havia de aparecer, nem que fosse uma nova intervenção humanitária para os libertar da tirania. Inventando por exemplo,massacres para deter manifestações coloridas. Na Líbia foi mesmo esse pretexto que se usou.
    Se barbaridades como o Iraque, Líbia e Síria, neste último caso até apoiamos bandidos que crucificavam cristaos, não abrissem os olhos a Rússia nada os íria abrir.
    E acho engraçado essa de que a Ucrânia tem o direito e ter as armas que quiser e juntar se a quem quiser.
    Mas nos últimos anos temos assassinado cientistas iranianos, conduzido ataques informáticos, aplicado sanções várias para impedir o Irão de ter a bomba atómica.
    A desculpa, é claro, é que os iranianos são um bando de fanáticos. Claro, e os que dizem que “os meus homens alimentam se com o sangue de criança que falam russo” são uns fofinhos.
    Mas quem tem como vizinhos fanaticos messianicos, com ilusões de superioridade sobre todos os outros povos, montados em cima de 200 armas nucleares, de que um falecido dirigente criminoso de guerra afirmou que tinham poder para destruir o mundo e se Israel afundasse não hesitariam em fazê lo não pode ter dissuasão nuclear porque os fanaticos religiosos são eles.
    Se haverá por lá fanaticos garantidamente que em se tratando de fanaticos sanguinários Israel não fica a dever nada a ninguém e isso mesmo se provou nos últimos meses. As declarações de dirigentes, rabinos e outros são simplesmente uma barbaridade pegada.
    Qualquer país que tenha está gente como vizinho terá de ter a dissuasão nuclear na sua lista de prioridades.
    Se algum dos vizinhos de Israel tivesse dissuasão nuclear o Massacre de Gaza nunca ocorreria.
    Teriam de forçosamente definir as suas fronteiras e deixar de tratar os palestinianos como cães. Não sentiriam estes necessidade de embarcar em ações desesperadas para chamar a atenção de quem há 75 anos se está nas tintas para as suas vidas.
    Netaniahu e um assassino nato que sempre que lá se sentou tratou de tornar a vida impossível aos palestinianos. Embarcou agora numa cruzada que ninguém arrisca dizer onde acabará.
    O seu exército sanguinário aposta agora em mísseis de precisão contra veículos de organizações internacionais devidamente identificados, cidadãos de países ocidentais morrem todos torradinhos, o seu porta voz, um bandido com cara de carrasco nazi, fala em “acidentes terríveis” e esta gente está preocupada com a possibilidade de vizinhos de patifes destes terem armas nucleares.
    Mas a Rússia tinha de aceitar que um vizinho minado de nazis que lhes chamam “pretos da neve” se juntassem a uma aliança de pilhantes e as tivessem.
    Vão ver se o mar dá choco.

  7. O Sr Joaquim Vieira acaso conhece os estatutos da OTAN? Não está lá escrito que é uma aliança defensiva? Que diga qual foi o país membro da OTAN que foi atacado pela Federação Russa. Já agora, acrescente qual o país membro da OTAN que foi atacado pela Jugoslávia ou pela Líbia. Claramente, estas falhas argumentativas não incomodam o Sr Joaquim Vieira, convencido que está de que os seus ouvintes são tão desprovidos de memória e de raciocínio como o próprio. Perdoai-lhe Senhor, que a criaturinha não sabe do que fala.

  8. É sabido que a cia tinha e tem uma rede de comentamerdosos que andam nos jornais, nas rádios e nas tv’s a espalhar a propaganda gringa e agora da nato. Creio que cobram à peça com bónus pela fidelidade na reprodução das mentiras que debitam. São verdadeiros esgotos a funcionar ao contrário; são malandros, chulos de dinheiro e credulidade, desavergonhados e sem respeito, sequer, por eles mesmos. Vivem felizes porque deles é o reino dos símios com aspecto humano. Não valem o que comem e poluem. Por norma são expeditos em palermices e não aceitam o mundo como ele é mas sim à base das suas fantasias pagas ao fim do mês. Se fosse só o quim estávamos nós menos mal; o problema é que são uma alcateia e o macho alfa vive em palácios e delicia-se com selfies.

  9. Isso de identificar todas as vozes discordantes com o inimigo começou com a gestão do covid.
    Muita gente concordava com as restrições sociais mas achava algumas pura e simplesmente estúpidas. Mas quem não conseguia descortinar lógica alguma nisso de não poder sair do seu concelho nem para ir às compras, mas se fosse para trabalhar já podia, ou não poder comprar bebidas alcoólicas no supermercado depois das 19 horas era logo conotado com a extrema direita que não queria restrições porque queria matar os velhos e os doentes todos.
    Com as vacinas foi pior ainda, conheço gente que não se foi vacinar que até assassinos lhes chamaram. Para além de fascistas, pois claro.
    Todos os que expressavam qualquer dívida legítima sobre a eficácia da coisa os os seus efeitos secundários era logo xingado de Bolsonaro para baixo.
    Pessoalmente, cai na asneira de ir dar a que hoje é chamada vacinação primária mas naquela altura seria a última porque a sua maravilhosa tecnologia garantia proteção contra todas as variantes possíveis. Mas quando me disseram que afinal aquilo precisava de só mais um reforço (já vai no quinto) claro que eu estava com muitas dúvidas quanto a ir dar aquilo.
    Porque vira morrer alguns apesar de vacinados e porque o raio da coisa me tinha corrido mal. Tinha cá um feeling que se metesse mais uma dose daquilo no bucho ficava sem conserto nenhum. E dizendo a um colega que, estava com dúvidas em relação a ir dar aquilo salta se com um “vê lá se também és Bolsonaro”. Se pudesse enfiar lhe uma trapada de m*rda no focinho via Skype tinha enfiado.Mas talves o grunho me tenha salvo a vida porque as dúvidas dissiparam se. Não fui e não fui mesmo e muitos nomes me chamaram. Eu só respondia “me xinga de Bolsonaro que eu gosto”.
    Por isso não me espantou nada quando quem expressou duvidas quanto a nobreza de objectivos de Herr Zelensky, quem duvidou da eficácia das nossas sanções, quem reconheceu algumas razões a Rússia, quem criticou os ataques ucranianos a populações civis, quem não achou graça nenhuma a ter um liberticida a discursar no nosso Parlamento no dia em que celebravamos a liberdade, quem não achou graça dar o nosso dinheiro a nazis, quem dizia que, havia mesmo nazis na Ucrânia fosse logo apelidado de “putinista”.
    A coisa é só estúpida pois que tal como Bolsonaro não era o único a duvidar de muita coisa na gestão da covid também Putin não é o único russo que sendo presidente do país cairia em cima da Ucrânia nas mesmas circunstâncias.
    Mas a estratégia é a mesma, desacreditar todas as vozes dissidentes. E, claro, pedir que lhes sejam aplicadas sanções.
    Quando veio o reforço das vacinas havia bons espíritos que defendiam que se alguém não vacinado contaminasse um vacinado e este morresse devia ser acusado de homicídio. O problema é que em países como a Alemanha isso fez se mesmo e ainda há gente na prisão por esse pretexto. Por isso não admira que esse mesmo pais tenha agora obrigado dois jornalistas seus a pedir asilo na Rússia por terem denúnciado crimes ucranianos.
    Dai que o Senhor Quim insinue que o major general devia ser corrido do exército como se estivessemos oficialmente em guerra com a Rússia e a roda de bebados que se junta no café perto do meu prédio defendesse a minha deportação para a Rússia.
    Quanto ao amor que temos pelos ucranianos não é preciso que o bandalho do Borrelll me diga para saber que não temos nenhum.
    O amor começou logo quando para cá tiveram de emigrar por terem caído numa miséria negra. Eles eram impiedosamente explorados na construção civil e até gatos comiam para esfolar dinheiro para sustentar as famílias na Ucrânia. Para dar de beber a dor diluiam em água álcool de farmácia.
    Elas eram trazidas por chulos ou enganadas com promessas de trabalho digno e acabavam fechadas em casas de putas a quilómetros de porra nenhuma.
    Muitos desses desgraçados acabavam deportados depois de ficarem estropeados em acidentes de trabalho e muitas foram deportadas depois de contaminadas com SIDA e outras doenças sexualmente transmissíveis.
    Por isso agora não nos importamos mesmo nada em usa Los numa guerra visando a pilhagem. Estamos a usa Los na guerra como os usamos na construção civil e no putedo.
    O ódio é uma força cega e o ódio ao russo que vem do tempo do nazismo não os deixa ver que estão a ser miseravelmente usados e continuarão a ser até não haver lá ninguém capaz de se aguentar em cima de duas pernas.
    E claro que este atentado teve dedo ucraniano. Até pelos parvos que escolheram. As pessoas do ISIS procuravam efectivamente uma recompensa extra terrena tal como a procuravam a maior parte dos que na Idade Média participaram nas Cruzadas.
    E alguém deu alguma vez notícia de um militante do ISIS se mijar pelas pernas abaixo nos poucos casos em que se deixaram apanhar vivos?
    Mas está gente quer mesmo convencer nós que uma gente que matou jornalistas em atentados bombistas vangloriando se disso, que bombardeia civis nas zonas fronteiriças sempre que pode, que tem prisoes que são verdadeiros campos de extermínio, que prometeu mais “surpresas desagradáveis” aos russos não era capaz de fazer uma coisa destas.
    Que as vozes lúcidas nunca se calem.
    Quanto aos Quims deste mundo, vão ver se o mar dá choco.

  10. Um nojo. Uma alforreca que mordeu na mão que lhe deu de comer ( Pinto Balsemão) Expresso. Já no COVID junto com a Alforreca Maior e também ela prontinha pra Guerra !!! Só se for longe da Vivenda lá para os lados de Sintra! Aliás deram um espetáculo de covardia apoiando tudo o que foi ostracizar os que punham em causa certas medidas que estavam a dividir e a perseguir os portugueses. Época vergonhosa mas que deu para perceber o que é esta gente dita de Esquerda e Democrática. Alcunharam todos de ” negacionistas”, extrema direita, Etc. Foram um nojo. Jamais vou esquecer.

  11. Muito forte e na muge…não percebo como gente desta comenta na TV. Dos colegas de painel todos pensam pela sua cabeça, à direita ou à esquerda, mas este senhor não. É um vendilhão…

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